Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/17279
Title: Papel de sinais cromáticos na identificação de parceiros sexuais em sagüi comum (callithrix jacchus)
Authors: Oliveira, Danilo Gustavo Rodrigues de
Keywords: Visão de cores;Progesterona;Escolha de parceiro;Callithrix jacchus;Color vision;Progesterone;Mate choice;Callithrix jacchus
Issue Date: 22-Apr-2009
Publisher: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citation: OLIVEIRA, Danilo Gustavo Rodrigues de. Papel de sinais cromáticos na identificação de parceiros sexuais em sagüi comum (callithrix jacchus). 2009. 118 f. Dissertação (Mestrado em Estudos de Comportamento; Psicologia Fisiológica) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2009.
Portuguese Abstract: Estudos com visão de cores mostram vantagem dos tricromatas na detecção de frutos maduros ou folhas jovens, mas existem controvérsias. Também existe a sugestão de adaptação desse tipo de visão para sinais sócio-sexuais. De fato, primatas do Velho Mundo utilizam a coloração da pele de conspecíficos como fator de atratividade. No entanto, em primatas do Novo Mundo não existe registro sobre a existência de um sinal de coloração que possa ser utilizado por indivíduos do grupo. O presente estudo visa: 1-testar se existe relação entre a coloração da superfície corporal e o ciclo ovulatório em fêmeas de Callithrix jacchus; 2- averiguar se essa espécie utiliza sinais visuais para a escolha de parceiros sexualmente receptivos. Foram coletadas fezes de seis fêmeas durante um mês para quantificar a concentração de progesterona via EIA. A coloração de regiões da pele foi mensurada com um espectrofotômetro portátil e modelada para obter a captação quântica de cada fotorreceptor, os canais de oponência visual e a distância cromática entre os pontos em unidades de JND. Em experimentos comportamentais, seis machos foram expostos a três pares de fêmeas contendo uma fêmea cíclica e uma sem ciclo ovulatório em um aparato de acrílico transparente e o comportamento dos machos e fêmeas foi anotado nesse período. As partes do corpo medidas apresentaram correlação entre concentração de progesterona e os eixos azul-amarelo e verde-vermelho, sendo que a correlação mais forte foi com a coloração da genitália. O eixo visual que se mostrou melhor adaptado a detectar essa variação de cor foi o azul-amarelo em dicromatas, enquanto que em tricromatas foi o verde-vermelho para a face, azul-amarelo para a barriga e para a genitália os dois eixos cromáticos. A detecção do sinal não apresentou diferenças entre dicromatas e tricromatas, mas houve um padrão de percepção entre os fenótipos que mostrou o fenótipo dicromata e tricromata que possuíam, como cone M/L, 562nm e 543/562nm como os que melhor distinguiram o sinal. Durante os experimentos comportamentais os machos apresentaram maior tempo de duração do olhar durante os períodos de manipulação experimental e a duração do olhar para fêmeas com ciclo ovulatório foi sempre maior do que para as que não ciclaram. A locomoção dos machos durante a manipulação foi maior que no controle somente durante o período periovulatório da fêmea, indicando maior excitação. O comportamento das fêmeas cíclicas se mostrou mais ativo do que das que as acíclicas quanto à locomoção e quanto a toques na barreira de acrílico do aparato. Nenhum dos parâmetros de coloração se mostrou correlacionado com a escolha de parceiros sexuais dos animais, mas a duração do olhar dos machos para a fêmea cíclica aumentou com a diminuição da concentração de progesterona. Esse sinal de coloração pode transmitir informação para animais do grupo sobre fertilidade das fêmeas. Ao contrário do vermelho intenso exibido em inchaços sexuais de primatas do Velho Mundo próximos da ovulação, as genitálias de sagüis fêmeas ficaram mais azuladas e esverdeadas nesse período. Os machos apresentaram escolha por fêmeas férteis e conseguiram identificar visualmente o período periovulatório. A escolha de parceiros apresenta relação com níveis de progesterona, mas nossos dados comportamentais não mostram relação com coloração. Talvez medidas comportamentais estejam associadas com escolha
Abstract: The literature concerning color vision shows a trichromatic advantage in detecting ripe fruits and young leaves, but there are contradictory results. There is also the suggestion of this type of vision being adapted to perceive socio-sexual signals. Indeed, Old World primates utilize the skin color of conspecifics as a factor of attraction. But in New World primates there is no record of a coloration signal in the body that can be utilized by other group members. The present study aims to: 1- test whether there is a relation between coloration of body regions and ovulatory cycle in female Callithrix jacchus; 2- Determine if this species uses visual signals to choose mates that are sexually receptive. We collected feces from six females during one month to quantify progesterone concentration by EIA. Body region coloration was measured using a portable spectrometer and modeled to obtain the quantum catch of each photoreceptor, the opponency channels and chromatic distance between the points in units of JND. We recorded the behavior of six males exposed to three pairs of females with a cycling and a non-cycling female in each pair using a transparent plexiglass apparatus. The color of different body regions presented a correlation between progesterone concentration and the yellow-blue and red-green visual axes, with the genitalia as the region showing the highest correlation. The visual axis more apt to see the color variations was the yellow-blue in dichromats, and in trichromats were the red-green to face, yellow-blue to abdomen and both chromatic axes to genitalia. There was no difference in the signal detectability between trichromats and dichromats, but the perception pattern differed between the phenotypes, with a better signal detection by the dichromat phenotype 562 and the trichromat phenotype 543/562. During the behavioral experiments males presented longer gaze duration in periods of experimental manipulation and gaze duration was always longer towards cycling females compared to non-cycling females. Male locomotion during experimental manipulation was greater than in the control only during the periovulatory period of the female, indicating greater excitement. The behavior of cycling females was more active than the behavior of the non-cycling ones regarding locomotion and touching of the plexiglass division of the apparatus. Male gaze duration to cycling females increased with decreasing progesterone concentration, but none of the coloration parameters was correlated to the mate preference exhibited. This coloration signal can transmit information to animals of the group about fertility of female. Different from the intense red of the genitalia swellings of Old World primates, marmoset female genitalia became more bluish-green in the fertile period. Males chose fertile females and were able to visually identify the periovulatory period of females. Choice is related to progesterone concentration, but our results do not show relation between coloration and mate preference. Maybe some behavioral measure is associated with the choice
URI: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/17279
Appears in Collections:PPGPSICO - Mestrado em Psicobiologia

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
DaniloGRO.pdf881,71 kBAdobe PDFThumbnail
View/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.