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Title: O estágio não-obrigatório na formação profissional dos(as) assistentes sociais: trabalho precarizado ou processo didático-pedagógico?
Authors: Rosado, Iana Vasconcelos Moreira
Keywords: Estágio não-obrigatório remunerado;Supervisão;Serviço Social;Formação Profissional;Trabalho;Prácticas no obligatorias remuneradas;Supervisión;Servicio Social;Formación Profesional;Trabajo
Issue Date: 23-Oct-2007
Publisher: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citation: ROSADO, Iana Vasconcelos Moreira. O estágio não-obrigatório na formação profissional dos(as) assistentes sociais: trabalho precarizado ou processo didático-pedagógico?. 2007. 144 f. Dissertação (Mestrado em Serviço Social, Formação Profissional, Trabalho e Proteção Social; Serviço Social, Cultura e Relaçõe) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2007.
Portuguese Abstract: Coexistem, no universo acadêmico, estágios curriculares obrigatórios e não-obrigatórios, que podem ser remunerados ou não. Diante da constatação de lacunas na concepção, na gestão e na operacionalização do estágio não-obrigatório remunerado, elegemo-lo como objeto de investigação, visando analisá-lo no contexto das mudanças sócio-históricas contemporâneas e de suas inflexões na qualidade da formação profissional no âmbito do Serviço Social. Tal estudo tem como locu de pesquisa a Faculdade de Serviço Social da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (FASSO/UERN), caracterizando-se pela adoção de uma perspectiva de análise qualitativa, na expectativa de desvendar o objeto de estudo para além do que se mostra aparente. Para tanto, realizamos revisão de literatura, análise documental, observação assistemática e entrevista semi-estruturada com estudantes e profissionais das entidades concedentes de estágio. Ainda dentre os procedimentos metodológicos, incluímos aplicação de enquete e conversas informais. Constatamos a existência de lacunas no desenvolvimento dos estágios não-obrigatórios remunerados, ocasionadas pela ausência de supervisão e pela inserção de estagiários/as em setores/atividades desvinculadas da futura profissão destes. A pesquisa permitiu-nos desvelar situações em que a abertura de vagas de estágio ocorre em detrimento da contratação de empregados/as e configuram distanciamento desse componente curricular em relação à área de formação profissional, desvirtuando o caráter educacional dessa atividade. Cientes da coexistência contraditória entre desdobramentos favoráveis e problemáticos do estágio não-obrigatório remunerado para o processo de formação profissional dos/as assistentes sociais, concluímos que essa modalidade de estágio, quando vinculada à intervenção do Serviço Social e sob supervisão de assistente social, a despeito de suas implicações diretas com os interesses do mercado, potencializa o desenvolvimento de competências e habilidades intrínsecas ao processo de formação profissional. Entretanto, se distanciada da área de formação e/ou sem o devido acompanhamento didático-pedagógico, estabelece pouca ou nenhuma interface com a formação dos/as assistentes sociais. Contudo, mesmo distanciadas do exercício e da formação acadêmica na área do Serviço Social e/ou permeadas por fragilidades no processo de ensino-aprendizagem, essas experiências exercem profunda influência na formação dos/as assistentes sociais, podendo fragilizar o compromisso com o projeto ético-político, disseminar a subalternidade da profissão e tornar confuso e conflituoso o processo de construção da identidade profissional. Nesse sentido, as investidas do capital para reduzir os gastos com a força de trabalho, as dificuldades vivenciadas pelas universidades públicas brasileiras para garantir a qualidade do ensino diante da insuficiência de recursos humanos e materiais e a subvalorização dos componentes não-obrigatórios do processo de formação profissional dos/as assistentes sociais são fatores que obstacularizam o reconhecimento e a materialização do potencial didático-pedagógico dos estágios
Abstract: Coexisten, en el universo académico, prácticas curriculares obligatorias y no obligatorias que pueden ser remuneradas o no. Delante de la constatación de lagunas en la concepción, gestión y operacionalización de las prácticas no obligatorias remuneradas, escogimos este tema como objeto de nuestra investigación, tratando de analizarlo en el contexto de los cambios sociohistóricos contemporaneos y su influencia en la cualidad de la formación profesional del estudiante de la carrera de Servicio Social. Este estudio tiene como ¨locu¨ de investigación la Facultad de Servicio Social del Estado de Rio Grande del Norte (FASSO/UERN). Este estudio se caracteriza por la adopción de una perspectiva de análisis cualitativa, con la expectativa de develarlo mucho más allá de lo que se muestra en su aparecncia. Para esto, realizamos revisión de literatura, análisis de documentos, observación asistemática y entrevistas con estudiantes y profesionales de las entidades que ofrecen prácticas a los estudiantes. Además se incluyó, en los procedimientos metodológicos, la aplicación de encuestas y conversaciones informales. Constatamos la existencia de lagunas en el desarrolllo de las prácticas no obligatorias remuneradas, ocasionadas por la ausencia de supervisión y por la inclusión de pasantes en sectores y/o actividades desvinculadas de su futura profesión. La investigación nos permitió desvelar situaciones en las que la oferta de plazas ocurre en detrimento de la contratación de empleados, lo que configura un distanciamento de este componente curricular del área de formación profesional, desvirtuando su carácter educacional. Cientes de la coexistencia contradictoria entre situaciones ventajosas y problemáticas en las prácticas no obligatorias remuneradas para el proceso de formación profesional de los asistentes sociales, concluimos que esta modalidad de práctica cuando vinculada a la intervención de la facultad y bajo la supervisión de asistentes sociales, independiente de sus implicaciones en los intereses del mercado, potencializa el desarrollo de competencias y habilidades intrínsecas al proceso de formación profesional; pero si distanciada del área de formación y/o sin el debido acompañamiento didáctico-pedagógico establece poca o ninguna relación con la formación de los asistentes sociales. Pero, incluso distanciadas del ejercicio y de la formación académica en el área de servicio social y/o (llenas de aspectos frágiles) llenas de fallas en el proceso de enseñanza y aprendisaje, estas experiencias ejercen profunda influencia en la formación de los asistentes sociales, pudiendo fragilizar el compromiso con el proyecto ético-político, diseminar el aspecto subalterno de la profesión y hacer confuso y conflictivo el proceso de construcción de la identidad profesional. En este sentido, las inversiones de capital para reducir los gastos con mano de obra, las dificultades vividas por las universidades públicas brasileñas para garantizar la cualidad de la enseñanza delante de la insuficiencia de recursos humanos y materiales y la desvalorización de los componentes no obligatorios del proceso de formación profesional de los asistentes sociales, son factores que obstaculizan el reconocimiento y la materialización del potencial didáctico-pedagógico de las prácticas
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/17862
Appears in Collections:PPGSS - Mestrado em Serviço Social

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