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Título: Deserto na comunicação: as relações entre ciência e mídia na desertificação do semiárido brasileiro
Título(s) alternativo(s): A desert communication: the relationship between science and mass media concerning desertification in brazilian semi-arid
Autor(es): Ferreira, Luana Carlos
Palavras-chave: Desertificação;Divulgação científica;Mídia;Semiárido brasileiro
Data do documento: 6-Mar-2017
Citação: FERREIRA, Luana Carlos. Deserto na comunicação: as relações entre ciência e mídia na desertificação do semiárido brasileiro. 2017. 68f. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente) - Centro de Biociências, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2017.
Abstract: Being a serious environmental issue, the addressing of desertification relies on scientific understanding of its complex ecological, social and climatic relations. Caatinga is a unique biome in the Semi-arid region of Brazil still uncharted by science and its soil fertility and biodiversity face serious threat as desertification advances and jeopardizes food and water resources for thousands of people, which leads to migration influx. Governmental response has not been able to yield substantial actions to tackle the issue and society unfortunately seems not to sense the urge of such matter. One way to promote social engagement about the subject has to do with propagating related information in spite of political and economical interests lurking the narrative of mass media in Brazil. The focus of this paper is to analyze the narrative of Brazilian press regarding desertification, also including a view on science press. A panorama of scientific production was made through scientometrical analysis of scientific papers published between 2005-2014 and content analyses of news and reports printed and published byFolha de São Paulo from 1994 through 2015. An increase of scientific production for disciplinary purposes was noticed, although discontinued eventually as access to most papers on major national and international databases remain unreachable. On printed newspaper, approach to the subject is rare and often happens in a decontextualized or catastrophic-toned manner, not allowing space for opposite views, hence offering little voice to scientists and almost none to society. Thus, it becomes necessary to invest in long term multidisciplinary, solution-oriented, researches that deepen comprehension of subject matter and enable society to take part in scientific discussion as well as formulating policies and managing strategies to tackle desertification with the aid of propagating continuous, critical and contextualized information.
Resumo: A desertificação é um problema ambiental grave cujo enfrentamento depende da compreensão de suas complexas relações ecológicas, sociais e climáticas pela ciência. No Brasil, ela atinge o Semiárido, ameaçando a fertilidade dos solos e a biodiversidade da Caatinga, bioma que só existe no país e ainda não é completamente conhecido pela ciência. A continuação do processo pode ainda por em risco a segurança alimentar e hídrica e provocar a migração de milhares de pessoas. As iniciativas governamentais de combate ao problema, no entanto, não passaram do âmbito da formulação de políticas à ação, e a sociedade também parece não perceber a urgência da questão. Uma das formas de promover o engajamento social é a divulgação de informações pelos meios de comunicação de massa, mas suas narrativas podem estar marcadas por interesses políticos e econômicos. Assim sendo, o objetivo geral deste trabalho é analisar a produção científica e a narrativa da mídia impressa brasileira sobre desertificação. Nessa perspectiva, inicialmente foi realizado um panorama da produção científica sobre o tema através de análise de artigos científicos publicados sobre desertificação no Semiárido brasileiro entre 2005 e 2014. Em seguida, notícias e reportagens publicadas pelo jornal impresso Folha de S. Paulo entre 1994 e 2015 foram submetidas à análise de conteúdo. A produção científica aumentou ao longo do tempo, mas a maior parte não é acessível nas principais bases de dados internacional e nacional, possui caráter disciplinar e não vem sendo continuada ao longo do tempo. Já o jornal impresso raramente fala sobre desertificação, e quando o faz é de maneira descontextualizada ou catastrófica, sem espaço para o contraditório, dando pouca voz aos cientistas e quase nenhuma à sociedade. É necessário, portanto, investir mais em pesquisas multidisciplinares e de longo prazo que compreendam o problema e busquem soluções na sua integralidade; ao mesmo tempo incentivar a participação social nas discussões científicas, na formulação de políticas e na gestão de estratégias de combate à desertificação através da divulgação de informação contextualizada, crítica e continuada.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/24275
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