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Title: O que os olhos não veem: o não visível como forma de apreciação teatral
Authors: Cruz, Everson Oliveira da
Keywords: Teatro;Apreciação;Olhar;“O que os olhos não veem”
Issue Date: 28-Jul-2017
Citation: CRUZ, Everson Oliveira da. O que os olhos não veem: o não visível como forma de apreciação teatral. 2017. 173f. Dissertação (Mestrado em Artes Cênicas) - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2017.
Portuguese Abstract: O presente trabalho aborda o espetáculo teatral “O que os olhos não veem”, que amparado pelo universo da cegueira, tem como prerrogativa de apreciação a cena não visível e propõe uma discussão no campo da recepção teatral, sobre o olhar do espectador no contexto de uma proposta amparada pela não vidência. A pesquisa objetiva investigar como a característica não visível da referida proposta cênica possibilita a percepção do espectador emergida da relação corpo-espaço; e compreender como a possibilidade da não visibilidade da cena potencializa a capacidade de apreciação do espectador. Para tanto são colocadas as seguintes questões: é possível a apreciação de um espetáculo teatral sem o agenciamento da visão? De que forma o corpo assiste um espetáculo teatral que dispensa o recurso da visão? Como se dá o olhar a partir de uma experiência em que a não vidência é prerrogativa da apreciação? O lócus da pesquisa é o projeto de extensão “O que os olhos não veem o coração (não) sente”, vinculado ao Centro de Educação e Departamento de Práticas Educacionais e Currículos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A pesquisa centra-se no campo da recepção teatral e tem a fenomenologia como aporte metodológico para compreender a experiência de apreciação do espectador interditado da visão ocular. Os relatos dos espectadores são gravados, transcritos e organizados em três temas de discussão: o espaço da cena e o espaço do corpo; a reversibilidade dos sentidos na cena; e a emancipação do olhar. O texto é conduzido pelo pensamento de Maurice Merleau-Ponty (2004; 2011; 2014; 2015), e seus interlocutores, traçando redes de comunicação com os estudos de Flávio Desgranges (2011; 2012; 2015), no campo brasileiro da recepção teatral, e Jacques Rancière (2010; 2012), no que tange a emancipação do olhar do espectador. A experiência teatral no contexto da discussão compreende o espectador como coautor da cena. A interdição da visão ocular faz esfumaçar os corpos no espaço cênico e configura um labirinto de caminhos a serem desbravados pelo espectador, que diante da não vidência percebe outros modos de apreciar a cena, reorganizando sua experiência para ver de corpo inteiro, tal qual Argos Panoptes. Esta situação permite desvelar uma emancipação do olhar no âmbito da cena teatral.
Abstract: The present work deals with the theatrical spectacle "O que os olhos não veem", that supported by the universe of blindness, has the non-visible scene as prerogative of appreciation and proposes a discussion in the field of theatrical reception, on the view of the spectator in the context of a proposal supported by non-vision. The research aims to investigate how the nonvisible characteristic of said scenic proposal allows the viewer's perception emerged from the body-space relationship; and to understand how the possibility of non-visibility of the scene enhances the capacity of appreciation of the spectator. Thereunto the following questions are posed: is it possible to appreciate a theatrical spectacle without the agency of vision? How does the body watch a theatrical spectacle that dispenses the resort of sight? How does one look from an experience in which the non-vision is a prerogative of appreciation? The locus of the research is the extension project "O que os olhos não veem o coração (não) sente", linked to the Education Center and Department of Educational Practices and Curricula of the Federal University of Rio Grande do Norte. The research focuses on the field of theatrical reception and has the phenomenology as a methodological contribution to understand the experience of appreciation of the viewer interdicted of the ocular vision. The accounts of the spectators are recorded, transcribed and organized into three topics of discussion: the space of the scene and the space of the body; the reversibility of the senses in the scene; and the emancipation of the look. The text is driven by the thoughts of Maurice Merleau-Ponty (2004; 2011; 2014; 2015), and its interlocutors, drawing networks of communication with the studies of Flávio Desgranges (2011; 2012; 2015), in the brazilian field of theatrical reception, and Jacques Rancière (2011; 2012; 2015), regarding the emancipation of the spectator’s look. The theatrical experience in the context of the discussion understands the spectator as coauthor of the scene. The interdiction of the ocular vision makes the bodies smoke in the scenic space and forms a labyrinth of paths to be explored by the spectator, who in light of the non-vision perceives other ways of appreciating the scene, reorganizing their experience to see with the entire body, such as Argos Panoptes. This situation permits to unveil an emancipation of the look within the theatrical scene.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/24881
Appears in Collections:PPGAC - Mestrado em Artes Cênicas

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