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Title: A paixão segundo G.H.: a alegria da alteridade
Authors: Silva, Aslan Bruno da
Keywords: A paixão segundo G.H.;Clarice Lispector;Sartre;Alteridade
Issue Date: 27-Mar-2018
Citation: SILVA, Aslan Bruno da. A paixão segundo G.H.: a alegria da alteridade. 2018. 121f. Dissertação (Mestrado em Estudos da Linguagem) - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2018.
Portuguese Abstract: Esta pesquisa tem como objetivo analisar a construção do Eu que se dá na obra de Clarice Lispector, mais precisamente no romance A paixão segundo G.H.. A fragmentação do Eu é uma marca do indivíduo da modernidade, o que faz com que tenhamos cada vez mais a necessidade de nos conhecermos e tomarmos consciência do mundo que nos rodeia, para assim atribuirmos um sentido para a existência. O que vemos nesse romance é a necessidade que G.H. apresenta de encontrar-se consigo mesma; a mesma necessidade apontada por sua autora. Mas esse processo de construção do Eu só se estabelece por meio do olhar do Outro, que é quem nos observa por completo em todos os aspectos. Para estabelecer essa relação entre literatura e alteridade iremos recorrer às ideias de Jean-Paul Sartre estabelecidas em seu tratado fenomenológico O ser e o Nada: Ensaio de Ontologia Fenomenológica. Por meio de um Outro, muitas vezes inusitado e estranho, G.H. estabelece uma compreensão de si, cujo processo de construção da identidade apresenta-se como sendo tumultuado, desgastante, violento, desolador e inquietante. Abordaremos as ideias de Benedito Nunes, quem primeiro atribuiu a característica de existencialista à obra de Clarice. A partir do que disse esse estudioso faremos uma aproximação entre a literatura e a filosofia. Nesse processo de escrita, que é escritura de si, a narrativa de G.H. é também a narrativa da própria autora, Clarice, que por meio de sua personagem, vive a alegria atormentada da descoberta da existência. Elas descobrem juntas a alegria de viver, ainda que essa seja uma alegria “difícil".
Abstract: Esta investigación tiene como objetivo analizar la construcción del Yo que se da en la obra de Clarice Lispector, más precisamente en la novela “A paixão segundo G.H.” La fragmentación del Yo es una marca del individuo de la modernidad, lo que hace que tengamos cada vez más necesidad de conocernos y tomar conciencia del mundo que nos rodea, para así atribuir un sentido a la existencia. Lo que vemos en esta novela es la necesidad de G.H. de encontrarse consigo misma, una necesidad también presentada por su autora. Pero ese proceso de construcción del Yo sólo se establece por medio de la mirada del Otro, que es quien se nos observa por completo en todos los aspectos. Para establecer esa relación entre literatura y alteridad recurriremos a las ideas de Jean-Paul Sartre establecidas en su tratado fenomenológico “El ser y la Nada: Ensayo de Ontología Fenomenológica”. A través de un Otro, a menudo inusitado y extraño, G.H. establece una comprensión de sí, cuyo proceso de construcción de la identidad se presenta como tumultuoso, desgastante, violento, desolador e inquietante. Discutiremos las ideas de Benedito Nunes, aquél que primero trató como existencial la obra de Clarice. Haremos, por medio de lo que enseña ese experto, un acercamiento entre la literatura y la filosofía. Discutiremos en este proceso de escritura de si, la narración de G.H. que es también la narración de la propia autora, Clarice, quien, por medio de su personaje, vive la alegría atormentada de la existencia. Ellas descubren juntas la aleria de vivir, aunque esa sea una alegría “difícil”.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/25270
Appears in Collections:PPGEL - Mestrado em Estudos da Linguagem

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