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Title: Reflexões acerca de uma dramaturgia da "Cara pintada"
Other Titles: Reflections about a dramaturgy of the "painted face"
Authors: Damasceno, Stephane Louise Vasconcelos
Keywords: Teatro;Nova dramaturgia;Caracterização;Maquiagem teatral;Imagem
Issue Date: 22-Mar-2019
Citation: DAMASCENO, Stephane Louise Vasconcelos. Reflexões acerca de uma dramaturgia da "Cara pintada". 2019. 191f. Dissertação (Mestrado em Artes Cênicas) - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2019.
Portuguese Abstract: Em meio às diversas pesquisas que se realizam acerca das cenografias e das tecnologias da cena, ainda é possível pensar uma “dramaturgia da cara pintada”? As reflexões que fazemos em torno de uma dramaturgia da “cara pintada” assentam-se na área das Artes Cênicas, como um estudo teatral alinhado à perspectiva de um teatro que compreenda a imagem e o corpo para além do entendimento que tivemos na modernidade, ou seja, compreendemos o corpo como percepção e sentido e a imagem, como um dispositivo e uma presença. Para tanto, fazemos uso da percepção, aos moldes da fenomenologia (Merleau-Ponty, 1996); da experiência como método de produção de conhecimento (Larossa, 2002) e da dramaturgia como tessitura da teatralidade (Pavis, 1999; 2003; 2017), a partir de uma semiologia (Barthes, 1987; 2007) do mundo contemporâneo. Isso, porque reconhecemos a “pintura da cara” como um fenômeno que está para além da compreensão da maquiagem enquanto tecnologia de cena ou aparato visual ou técnica cenográfica ou, mesmo, estética da composição plástica da personagem. O presente trabalho considera a “cara pintada” um dos momentos mais significativos da criação teatral contemporânea, apresentando-a como uma possível solução para o problema da maquiagem como uma poética da cena. Partimos da investigação do ato de pintar-se como poética do sujeito para discutir a importância da pintura da cara enquanto elemento civilizatório humano. Para tal, organizamos uma breve “cosmogonia” acerca das narrativas que estes constroem através de suas pinturas para construir significados na sociedade em que estão inseridos, através de um “sistema da linguagem” que se organiza na “figura” através da pintura. A partir daí, buscamos investigar a possibilidade de uma leitura da “experiência” da pintura do rosto e dos aspectos de seu uso na cena teatral, como um fenômeno dramatúrgico. Para isso, tentamos discutir a maquiagem, em seu sentido mais amplo, como manifestação da teatralidade e o fazemos relatando e dialogando com fenômenos de composição plástica a partir de experiências práticas de actantes. Acreditamos na cara pintada como uma síntese conceitual cíclica da mise-enscène: drama + ação + tempo/espaço + imagem + percepção + leitura + comoção + entendimento + novo drama. Dessa forma, no hall das novas dramaturgias, a cara pintada pode ser compreendida como uma poética teatral da cena.
Abstract: Amid the many researches that are being done about the scenography and technologies of the scene, is it still possible to think of a “painted face dramaturgy”? The reflections we make around a painted face dramaturgy are based on the Performing Arts area, as a theatrical study aligned with the perspective of a theater that understands the image and the body beyond the understanding we had in modernity, or that is, we understand the body as perception and meaning and the image as a device and a presence. To do so, we make use of perception, along the lines of phenomenology (Merleau-Ponty, 1996); of experience as a method of knowledge production (Larossa, 2002) and of dramaturgy as a fabric of theatricality (Pavis, 1999; 2003; 2017), from a semiology (Barthes, 1987; 2007) of the contemporary world. This is because we recognize “face painting” as a phenomenon that goes beyond the comprehension of makeup as scene technology or visual apparatus or scenographic technique or even aesthetics of the plastic composition of the character. The present work considers the "painted face" one of the most significant moments of contemporary theatrical creation, presenting it as a possible solution to the problem of makeup as a poetic of the scene. We started by investigating the act of painting as a subject's poetics to discuss the importance of face painting as a human civilizing element. To this end, we organized a brief "cosmogony" about the narratives they construct through their paintings to construct meanings in the society in which they are inserted, through a "language system" organized in the "figure" through painting. Starting there we look for an investigation of the possibility of face painting and it's uses in theatrical scene experience as a dramaturgical phenomenon. Therefor we try to talk about stage make up we talk about makeup in its broadest sense as a theatricality manifestation and we do it by reporting and dialoguing with plastic composition phenomenons from actants' practical expericences. We believe in the painted face as a cyclical conceptual synthesis of mise-en-scène: drama + action + time / space + image + perception + reading + commotion + understanding + new drama. Thus, in the hall of the new dramaturgies, the painted face can be understood as a theatrical poetic of the scene.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/28161
Appears in Collections:PPGAC - Mestrado em Artes Cênicas

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