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Title: Uso sustentável da Copernicia prunifera (Miller) H. E Moore no semiárido potiguar: valorização de saberes e conservação dos recursos genéticos
Authors: Sousa, Rodrigo Ferreira de
Keywords: Estrutura genética. Diversidade genética. Carnaúba. Conhecimento popular. Nordeste do Brasil;Genetic structure. Genetic diversity. Carnauba. Popular knowledge. Northeast of Brazil
Issue Date: 28-Mar-2014
Publisher: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citation: SOUSA, Rodrigo Ferreira de. Uso sustentável da Copernicia prunifera (Miller) H. E Moore no semiárido potiguar: valorização de saberes e conservação dos recursos genéticos. 2014. 78 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais; Manejo e Utilização dos Recursos Florestais) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2014.
Portuguese Abstract: Copernicia prunifera (Arecaceae), popularmente conhecida como carnaúba, é nativa da região nordeste do Brasil, com ocorrência ao longo das margens de rios e áreas alagadiças. Por ser versátil em relação às formas de usos, essa palmeira ficou conhecida como árvore da vida , sendo o pó cerífero o principal produto extraído da C. prunifera. Este estudo teve como objetivos investigar aspectos etnoecológicos e etnobotânicos da C. prunifera em uma comunidade extrativista, selecionar primers ISSR (Inter Simple Sequence Repeat) para estudos de genética de populações, e estudar a diversidade e a estrutura genética de uma população natural no Estado do Rio Grande do Norte, Brasil. Foram entrevistados 11 moradores considerados informantes-chaves na região de Ipanguaçu/RN, onde 73% dos informantes relataram a ocorrência de um morfotipo diferente de carnaúba, conhecida como carnaúba branca . Dos entrevistados, 82% afirmaram que a espécie possui dispersão realizada por morcegos. Na etnobotânica, o pó cerífero foi citado por todos como o produto mais importante extraído da C. prunifera e a folha a parte mais usada (45%), seguida dos frutos (29%), caule e raiz (ambas com 13%). Na seleção de primers ISSR, dos 17 que foram testados, 12 amplificaram o DNA e, destes, sete foram selecionados para caracterizar a estrutura genética de 37 indivíduos remanescentes. O primer que obteve a maior porcentagem de locos polimórficos (LP%) foi UBC 841 (16,36%), já o primer que teve a menor LP% foi UBC 827 (8,18%). No estudo de diversidade e estrutura genética dos indivíduos de uma população natural (regenerantes = 62, jovens = 20, adultos = 19) foram utilizados sete iniciadores ISSR que permitiram a visualização de 93 locos, com 100% de polimorfismo. Os regenerantes foram os que mais se destacaram em relação à diversidade genética (He = 0,411 e Ho = 0,599), seguido pelos jovens (He = 0,394 e Ho = 0,579) e adultos (He = 0,267 e Ho = 0,427). A AMOVA mostrou que a maior variação genética ocorre dentro dos estágios de vida (93,42%) quando comparado entre eles (6,58%). O dendograma (UPGMA), com base na identidade genética de Nei, mostrou maior semelhança genotípica entre os jovens e regenerantes (0,979). No teste de hipótese para o gargalo genético (bottleneck) foi observado elevado número de locos com excesso de heterozigosidade para os dois modelos utilizados (IAM = 92 e SMM = 91), indicando redução do tamanho efetivo populacional. Todos os estágios de desenvolvimento apresentaram estruturação genética espacial (EGE), com valores de coancestrias positivos e significativos, sendo os valores de Sp de 0,04 para os regenerantes, 0,093 para os jovens, 0,15 para os adultos e 0,53 para a população geral. Essa EGE ocorre, provavelmente, devido à dispersão restrita de sementes
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/13512
Appears in Collections:PPGCF - Mestrado em Ciências Florestais

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