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Title: Ser-no-mundo com a criança portadora de câncer compreendendo a experiência de psicólogos nos serviços de oncologia pediátrica de Natal-RN
Authors: Morais, Silvia Raquel Santos de
Keywords: Psicooncologia pediátrica;Cuidado;Morte;Angústia;Fenomenologia;Pediatric Oncology;Clinic;Care;Death;Anguish;Phenomenology
Issue Date: 20-Apr-2004
Publisher: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citation: MORAIS, Silvia Raquel Santos de. Ser-no-mundo com a criança portadora de câncer compreendendo a experiência de psicólogos nos serviços de oncologia pediátrica de Natal-RN. 2004. 191 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia, Sociedade e Qualidade de Vida) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2004.
Portuguese Abstract: O câncer continua a ser uma doença temida pela humanidade; não raro, é considerado como sinônimo de morte, sofrimento e estigma. Ocorrendo na infância, esse significado parece adquirir uma conotação ainda mais intensa, tendo em vista o sentimento de piedade e perplexidade dos adultos diante da precocidade do evento quase sempre associado à morte. A co-existência do psicólogo com a criança portadora de câncer,vai adquirindo, assim, um sentido permeado por incógnitas, medos e fantasias, que nos suscitou o seguinte questionamento: como o psicólogo que atende crianças com câncer vivencia esta experiência? O objetivo desta pesquisa foi, portanto, compreender esta experiência de co-existência. Nossa perspectiva teórica advém da fenomenologia existencial e, mais especificamente, da Abordagem Centrada na Pessoa e da Ontologia Existencial de Martin Heidegger. A metodologia é qualitativa, de caráter fenomenológico. O instrumento de acesso à experiência foi a narrativa, tal como proposta por Walter Benjamin. Foram realizadas nove entrevistas semi-abertas com psicólogas que trabalham nos serviços de oncologia pediátrica da cidade do Natal-RN. Tais entrevistas foram gravadas em fitas cassete, transcritas, e posteriormente, literalizadas. A compreensão das narrativas foi realizada com base na ontologia heideggeriana, na leitura exaustiva dos dados e no recorte de trechos indicativos do sentido da experiência de ser psicólogo nessa área. A pesquisa sugere que a experiência é norteadora do saber-fazer clínico, sendo atravessada pelas implicações de temáticas-chaves que indicam o cuidado como elemento ontológico central que orienta o modo como estes profissionais vêm-sendo-no-mundo, juntamente com sua clientela. Além disso, a experiência de cuidar dessas crianças adquire o sentido de verdadeira lição de vida, uma vez que o câncer desfaz a ilusão de imortalidade, lançando o psicólogo à sua condição de ser-para-a-morte, e com isso, convocando-o a autenticidade. Não se trata apenas de vivenciar a angústia e a iminência de morte, mas, sobretudo, de ressignificá-las em prol de um aprendizado contínuo, de atendimentos de qualidade, dentre outras possibilidades. Trabalhar com câncer infantil traz novas perspectivas e visões de mundo, fazendo do psicólogo uma pessoa mais humana e sensível às necessidades alheias. E acreditamos que independente da área de atuação, ser psicólogo é uma maneira particular que escolhemos para ser cidadão. É um projeto que será delimitado pela sociedade, pela história e pela cultura, e enfim, por nós enquanto seres-no-mundo. Por isso, entendemos que os resultados desta pesquisa sugerem o aprofundamento das temáticas discutidas neste campo de intervenção, a fim de novas possibilidades de sentido possam emergir, dando margem a outras reflexões sobre a prática clínica, a formação profissional em Psicologia, dentre outros possíveis desdobramentos
Abstract: Cancer goes on to be a frightening disease by humanity, simetimes,it is considered as death, suffering and stigma synonym. Occurring at childhood, this meaning seems to acquire a more intense conotation, having in view of the perplexity and godliness feeling in the presence of the precocity of events, nearly always associated to the death. A psychologist co-existence with the cancer children is going acquiring, thus, a permeated sense by incognitas , fears and fantasy, which raised us the following question: how does the psychologist that answers children with cancer lives this experience? Therefore, the aim this research was to understand this co-existence experience. Our theoretical perspective comes from an existencial fenomenology and, more specifically, the Humanistic Approach and Martin Heidegger Existencial Ontology. The metodology is qualitative of phenomenological character. The access instrument to the experience was the narrative, such as purpose by Walter Benjamin. They were carried out nine semi-open interviews with psychologists who work on pediatric oncology services of Natal-RN city. Such interviews were recorded in cassette, transcripted and later, re-educated. These interviews were recorded, transcribed and later on edited with the help of the interviewee and turned into a text. The narrative comprehension was carried out on Heidegger Existencial Ontology, on dada exaustive reading and the clipping of indicative passages of experience sense of being psychologist on this area. The research suggests that the experience is oriented of clinic kowing-doing, being crossed by implications of key thematics which indicate the care as central ontologic element that orientates the way as these professionals come being in the world in association with the clientèle. Besides, the caring experience of these children acquire the sense of true living experience, since the cancer undoes the immortality illusion, launching the psychologist to his/her condition of being to the death and with that, calling him/her the authenticity. Is is only not dealt with to experience the anguish and the death imminence, but above all, re-meaning them in favour of a continual learning, of quality answering , besides other possibilities. Working with child cancer brings news perspectives and world views, making the psychologist a more human people and sensitive to the distracted needs. And we believe that, regardless of area which actuates, being psychologist is a particular way which choose to be citizen. Is is a project that will be delimited by society, history and culture and after all, by us like human being. Therefore, we understand that the results this research suggest the discussed thematic deepening on this intervention field in order to new sense possibilities can arise giving origin to other reflections about the clinical practice, the professional formation in Psychology and other possible developments
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/17471
Appears in Collections:PPGPSI - Mestrado em Psicologia

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