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Title: A causa material em o olho de vidro do meu avô: a quadrilogia da matéria
Authors: Freire, Francielly Câmara Lopes
Keywords: O olho de vidro do meu avô;Devaneio;Imaginário
Issue Date: 19-Feb-2016
Citation: FREIRE, Francielly Câmara Lopes. A causa material em o olho de vidro do meu avô: a quadrilogia da matéria. 2016. 83f. Dissertação (Mestrado em Estudos da Linguagem) - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.
Portuguese Abstract: Em O olho de vidro do meu avô, Bartolomeu Campos de Queirós dispara sua corrente mnésica a partir de um objeto que corporifica o sentido da visão e abre espaço para uma percepção sinestésica do mundo: o olho. Não o olho vivo, órgão, mas o olho objetificado, o olho de vidro. Esse objeto é dissecado em todas as suas possibilidades, partindo de sua materialidade em busca do cerne do devaneio autoral. A partir disso, analisa-se a obra sob a ótica da estética do devaneio de Gaston Bachelard, buscando uma psicologia profunda das imagens imaginadas pelo escritor. Dentro dessa psicologia profunda, busca-se as causas primeiras da imagética reunida na narrativa. Identifica-se, então, uma causa formal por trás de determinadas imagens sinestésicas e suas sensações de tato, olfato, paladar, audição e visão. Da mesma forma, desmembra-se na causa material as imagens que codificam uma psicologia profunda dos elementos fogo, terra, água e ar. Dessa maneira, procura-se compreender como a forma do olho sintetiza toda uma gama de sensibilidades psicológicas que estão além do próprio estilo do escritor, encontrando ressonância em toda a literatura. Após a descoberta da forma olho, parte-se em busca de algo ainda mais íntimo, a matéria. Para tanto, é essencial que se entenda como o olho de vidro contém, em si, reflexos da estética da matéria proposta por Bachelard. A série de imagens e construções de O olho de vidro do meu avô espelham as forças de dureza da terra, de sexualidade do fogo, de maternidade da água e de movimento do ar.
Abstract: In O olho de vidro do meu avô," Bartolomeu Campos de Queirós shoots his mnesic current from an object that embodies the sense of sight and makes up space for a synesthetic perception of the world: the eye. Not keen eye, organ, but the eye objectified, the glass eye. This object is dissected in all its possibilities, from its materiality in search of the heart of copyright reverie. From this, it analyzes the work from the perspective of aesthetic reverie Gaston Bachelard, seeking a depth psychology of the pictures imagined by the writer. Within that depth psychology, we seek the root causes of imagery gathered in the narrative. Is identified, then a formal cause behind certain synesthetic images and their sensations of touch, smell, taste, hearing and vision. Likewise, if it severs the material cause the images encoding a deep psychology of the elements fire, earth, water and air. In this way, we seek to understand how the shape of the eye synthesizes a range of psychological sensitivities that are beyond the writer's own style, finding resonance in all literature. After the discovery of the way eye, it goes in search of something more intimate, matter. Therefore, it is essential to understand how the eye glass contains in itself aesthetic reflections of matter proposed by Bachelard. A series of images and constructions of O olho de vidro do meu avô reflect the forces of hardness of earth, fire sexuality, maternity water and air movement.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22062
Appears in Collections:PPGEL - Mestrado em Estudos da Linguagem

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