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Title: O processo tornado visível: metaficção paródica e narrativa policial em O Xangô de Baker Street
Authors: Santos, Evaldo Gondim dos
Keywords: Narrativa policial;Metaficção paródica;Espaço literário;Jô Soares;O Xangô de Baker Street
Issue Date: 8-Dec-2016
Citation: SANTOS, Evaldo Gondim dos. O processo tornado visível: metaficção paródica e narrativa policial em O Xangô de Baker Street. 2016. 140f. Tese (Doutorado em Estudos da Linguagem) - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.
Portuguese Abstract: Nesta tese é discutido e analisado como a metaficção paródica, a saber, o processo que torna a ficção visível pela repetição com diferença, potencializa a criação de uma narrativa policial diferente no romance O Xangô de Baker Street (1995), de Jô Soares. A pesquisa é estabelecida a partir de leituras que tratam, sobretudo, da metaficção paródica, da escrita autopoiética, do humor enquanto arte das superfícies, bem como da fabulação de mundos por vir, fazendo uso de conceitos da filosofia da diferença em Deleuze e Guattari e da crítica literária, principalmente, em Linda Hutcheon, Blanchot e Foucault, tais como: máquina autopoiética, humor, fabulação, metaficção, paródia, espaço literário e obra. No plano de composição, o romance do humorista brasileiro torna a sua realidade ficcional visível pelo parodiar de obras literárias e historiográficas, sobretudo as narrativas policiais doylianas e as que retratam o Rio Janeiro no final do século XIX. Nesse sentido, desenvolve-se, nesta obra, uma escrita que se mantém em si mesma, desloca significações e flagra sua realidade ficcional. No heterocosmo soareano, a narrativa se apresenta como num espaço de uma biblioteca. O apelo da obra se encontra na convocação de estereótipos apresentados em livros sobre a capital do império dos trópicos, no final do segundo reinado, bem como em narrativas policiais. A repetição com diferença de livros e obras põe em questionamento imagens arraigadas, abrindo espaço para o “flagrante delito” da fabulação de mundos, que se constituem na superfície da escrita e que não se reduzem a sedimentações.
Abstract: This thesis discusses and analyzes as the parodic metafiction, namely, the process that makes fiction visible by repetition with difference, enhances the creation of a different detective narrative in the novel A Samba for Sherlock (1995), by Jô Soares. The research is established by readings which take into account mainly the parodic metafiction, the autopoietic writing, the humor as the art of surfaces, as well as the fabulation of worlds to come, making use of concepts of the philosophy of difference in Deleuze and Guattari and literary criticism, especially in Linda Hutcheon, Blanchot and Foucault such as autopoietic machine, humor, fabulation, metafiction, parody, space of literature and work. In the plane of composition, the novel of the Brazilian humorist makes its fictional reality visible, parodying literary and historiographical works, mainly the Doylian detective narratives, and work related to the Rio de Janeiro of the late nineteenth century. In this sense, this work develops a writing that remains in itself, displaces significations and sees its fictional reality. In Soares’s heterocosm, the narrative brings together the space of a library. The appeal of the work is in the convening of stereotypes presented in books on the capital of the empire of the tropics at the end of the second reign, as well as on detective narratives. The repetition with difference of books and works call into question deep-rooted images, making room for fabulation “in flagrante delicto” of worlds that constitute the writing surface and not reduce itself to sedimentation.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22676
Appears in Collections:PPGEL - Doutorado em Estudos da Linguagem

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