Associação entre tipo de puxo e desfechos perineais em partos acompanhados pela fisioterapia
| Author | Rocha, Ingrid Beatriz Rodrigues | |
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| Advisor | Eufrásio, Laiane Santos | |
| Publisher | Universidade Federal do Rio Grande do Norte | |
| Date | 2025-12-05 | |
| Keywords | Parto Normal Fisioterapia Períneo Assistência Centrada no Paciente. | |
| Citation | ||
| Abstract | Objetivo: Avaliar a associação entre tipo de puxo e desfechos obstétricos em partos vaginais acompanhados por fisioterapeutas. Metodologia: Estudo observacional, quantitativo, delineado como coorte retrospectiva, com análise de dados secundários de parturientes atendidas pela fisioterapia durante o trabalho de parto e parto no Hospital Universitário Ana Bezerra (HUAB), Santa Cruz/RN, entre setembro de 2023 e dezembro de 2024. Foram incluídas gestantes a termo, com gestação única e risco habitual ou alto, excluindo-se mulheres com cirurgia uroginecológica prévia ou prontuários incompletos. A coleta de dados ocorreu entre junho e agosto de 2025, a partir de prontuários eletrônicos do AGHUx® e planilhas da equipe de fisioterapia, garantindo anonimização, sigilo e conformidade ética (CEP/FACISA/UFRN, CAAE: 88209425.6.0000.5568). As informações sociodemográficas, antropométricas e obstétricas foram organizadas em banco de dados no Excel® e analisadas no SPSS 20.0, utilizando estatística descritiva e inferencial, com testes de Qui-quadrado e Exato de Fisher, considerando p<0,05. Resultados: Foram analisadas 400 parturientes. A média de idade foi 27,5 anos (DP ±7,01), majoritariamente parda e com escolaridade de nível médio. A maioria (56%) dos partos ocorreu em posição semissentada/litotomia e 44% na banqueta, com puxo espontâneo predominante (91%) e 97,3% das lacerações fisiológicas. A ocitocina foi usada em 36,5% dos casos, associando-se ao puxo dirigido e reduzindo em 81% a chance de puxo espontâneo. O uso da banqueta aumentou cinco vezes a probabilidade de puxo espontâneo, e nulíparas apresentaram maior frequência de puxo dirigido. O puxo dirigido esteve associado a maior ocorrência de lacerações graves, com quatro vezes mais chance de lesão significativa. Conclusão: O puxo espontâneo associa-se a práticas mais fisiológicas, menor uso de intervenções, posições verticalizadas e menor risco de lacerações graves, enquanto o puxo dirigido apresenta maior risco de trauma perineal. Esses resultados reforçam a importância de respeitar a autonomia da mulher, incentivando o puxo espontâneo e promovendo cuidados baseados em evidências, seguros e humanizados, garantindo melhores resultados maternos. | |
| Abstract | Objective: To evaluate the association between type of pushing and obstetric outcomes in vaginal deliveries attended by physiotherapists. Methodology: A quantitative observational study, designed as a retrospective cohort, with analysis of secondary data by women in labor attended by physiotherapy during labor and delivery at the Ana Bezerra University Hospital (HUAB), Santa Cruz/RN, between September 2023 and December 2024. Women with singleton pregnancies, at term, and with usual or high risk were included, excluding those with previous urogynecological surgery or incomplete medical records. Data collection took place between June and August 2025, using electronic medical records from AGHUx® and spreadsheets from the physiotherapy team, ensuring anonymity, confidentiality, and ethical compliance (CEP/FACISA/UFRN, CAAE: 88209425.6.0000.5568). Sociodemographic, anthropometric, and obstetric information was organized in an Excel® database and analyzed using SPSS 20.0, using descriptive and inferential statistics, including Chi-square and Fisher’s exact tests (p<0.05). Results: 400 women in labor were analyzed. The mean age was 27.5 years (SD ±7.01), predominantly mixed race, with secondary education. Most deliveries occurred in semi-sitting (lithotomy) position (56%) and 44% on a birthing stool, with spontaneous pushing predominating (91%) and physiological lacerations in 97.3%. Oxytocin was used in 36.5% of cases, associated with directed pushing and reducing the chance of spontaneous pushing by 81%. Use of the birthing stool increased the probability of spontaneous pushing fivefold, while nulliparous women showed higher frequency of directed pushing. Directed pushing was associated with greater occurrence of severe lacerations, with four times the chance of significant injury. Conclusion: Type of pushing directly influences perineal outcomes and the care model. Spontaneous pushing is associated with more physiological practices, less use of interventions, upright positions, and lower risk of severe lacerations, while directed pushing carries higher risk of perineal trauma. These findings emphasize the importance of respecting women’s autonomy, encouraging spontaneous pushing, and promoting evidence-based, safe, and humanized care, ensuring improved maternal outcomes. | |
| URI | https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/67533 | |
| Collections | FACISA - TCC - Fisioterapia |
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