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Título: Caracterização da sintomatologia vertiginosa e das medidas objetivas do equilíbrio em idosos com VPPB submetidos à manobra de epley
Autor(es): Silva, Camila Nicácio da
Palavras-chave: Doenças Vestibulares;Equilíbrio Postural;Idoso.
Data do documento: 25-Fev-2015
Citação: SILVA, Camila Nicácio da. Caracterização da sintomatologia vertiginosa e das medidas objetivas do equilíbrio em idosos com VPPB submetidos à manobra de epley. 2015. 61f. Dissertação (Mestrado em Fisioterapia) - Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2015.
Resumo: A disfunção vestibular assume particular importância, pois o envelhecimento é diretamente proporcional à presença de múltiplos sintomas otoneurológicos associados, tais como vertigem e outras tonturas, perda auditiva, zumbido, alterações do equilíbrio corporal, distúrbios da marcha e quedas ocasionais. A Vertigem Postural Paroxística Benigna (VPPB) é uma das causas mais comuns e tratáveis de vertigem de origem vestibular periférica na população adulta, causando danos consideráveis e incapacidade em alguns pacientes. Objetivo: Caracterizar a sintomatologia da tontura e os dados objetivos da avaliação do equilíbrio em idosos portadores da VPPB em função da realização da Manobra de Epley modificada ou Manobra de Reposição Otolítica (MRO) em curto prazo. Métodos: Trata-se de um estudo do tipo clínico quase-experimental no qual foram avaliados 14 idosos (com idade igual ou superior a 65 anos). Os idosos passaram pela avaliação laboratorial e ambulatorial do equilíbrio e todos realizaram a MRO; após uma semana, os idosos foram reavaliados e a MRO foi repetida nos idosos com teste de Dix-Hallpike positivo. Para a análise estatística foi feita a análise descritiva das variáveis do estudo e em seguida o teste não-paramétrico de Wilcoxon para comparar os momentos pré e pós-tratamento e para avaliar a relação entre as variáveis estudadas, realizou-se também o Coeficiente de Correlação de Spearman. Resultados: Após uma semana de MRO, houve melhora significativa de todos os aspectos do DHI, físico, funcional e total (p<0,001) e emocional (p<0,025) e da percepção de tontura, mensurada pela EVA (p<0,001). Considerando o equilíbrio estático, das quatro posições do teste de interação sensorial modificada (CTSB) houve melhora na situação de olhos fechados em superfície firme (p<0,004) e na composição dos valores (p<0,049). Já no equilíbrio dinâmico, a velocidade do movimento (p<0,013) e a excursão máxima (p<0,047) no teste dos limites de estabilidade melhoraram significativamente; houve diferença também entre a pontuação obtida pelo DGI antes e após MRO (p<0,001). Por fim, foram observadas correlações significativas entre o número de manobras, todos os aspectos do DHI e a EVA; entre o DGI e DHI físico, emocional e total; e entre a EVA e todos os aspectos do DHI. Conclusão: Nossos resultados revelaram um efeito benéfico clínico e funcional em curto prazo da MRO nos pacientes com VPPB do canal posterior, o que implica em uma opção de conduta clínica terapêutica importante para pacientes idosos com esta patologia pela sua efetividade observada.
metadata.dc.description.resumo: A disfunção vestibular assume particular importância, pois o envelhecimento é diretamente proporcional à presença de múltiplos sintomas otoneurológicos associados, tais como vertigem e outras tonturas, perda auditiva, zumbido, alterações do equilíbrio corporal, distúrbios da marcha e quedas ocasionais. A Vertigem Postural Paroxística Benigna (VPPB) é uma das causas mais comuns e tratáveis de vertigem de origem vestibular periférica na população adulta, causando danos consideráveis e incapacidade em alguns pacientes. Objetivo: Caracterizar a sintomatologia da tontura e os dados objetivos da avaliação do equilíbrio em idosos portadores da VPPB em função da realização da Manobra de Epley modificada ou Manobra de Reposição Otolítica (MRO) em curto prazo. Métodos: Trata-se de um estudo do tipo clínico quase-experimental no qual foram avaliados 14 idosos (com idade igual ou superior a 65 anos). Os idosos passaram pela avaliação laboratorial e ambulatorial do equilíbrio e todos realizaram a MRO; após uma semana, os idosos foram reavaliados e a MRO foi repetida nos idosos com teste de Dix-Hallpike positivo. Para a análise estatística foi feita a análise descritiva das variáveis do estudo e em seguida o teste não-paramétrico de Wilcoxon para comparar os momentos pré e pós-tratamento e para avaliar a relação entre as variáveis estudadas, realizou-se também o Coeficiente de Correlação de Spearman. Resultados: Após uma semana de MRO, houve melhora significativa de todos os aspectos do DHI, físico, funcional e total (p<0,001) e emocional (p<0,025) e da percepção de tontura, mensurada pela EVA (p<0,001). Considerando o equilíbrio estático, das quatro posições do teste de interação sensorial modificada (CTSB) houve melhora na situação de olhos fechados em superfície firme (p<0,004) e na composição dos valores (p<0,049). Já no equilíbrio dinâmico, a velocidade do movimento (p<0,013) e a excursão máxima (p<0,047) no teste dos limites de estabilidade melhoraram significativamente; houve diferença também entre a pontuação obtida pelo DGI antes e após MRO (p<0,001). Por fim, foram observadas correlações significativas entre o número de manobras, todos os aspectos do DHI e a EVA; entre o DGI e DHI físico, emocional e total; e entre a EVA e todos os aspectos do DHI. Conclusão: Nossos resultados revelaram um efeito benéfico clínico e funcional em curto prazo da MRO nos pacientes com VPPB do canal posterior, o que implica em uma opção de conduta clínica terapêutica importante para pacientes idosos com esta patologia pela sua efetividade observada.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22269
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