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Título: Validação do diagnóstico de enfermagem risco de olho seco em pacientes adultos internados em unidade de terapia intensiva
Título(s) alternativo(s): Validation of diagnostic nursing Risk of dry eye in adult patients hospitalizes in the Intensive Care Unit
Autor(es): Botareli, Fabiane Rocha
Palavras-chave: Enfermagem;Processos de enfermagem;Diagnóstico de enfermagem;Estudos de validação;Síndromes do olho seco;Unidades de terapia intensiva
Data do documento: 12-Dez-2016
Citação: BOTARELI, Fabiane Rocha. Validação do diagnóstico de enfermagem risco de olho seco em pacientes adultos internados em unidade de terapia intensiva. 2016. 183f. Tese (Doutorado em Enfermagem na Atenção à Saúde) - Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.
Resumo: The objective of this study was to validate the nursing diagnosis of dry eye risk in patients admitted to the Intensive Care Unit. It is a methodological study developed in two stages of validation of nursing diagnoses: 1) Construction of the conceptual and operational definitions of dry eye risk factors; 2) Clinical validation of the nursing diagnosis Dry eye risk. The first step was operationalized through an integrative review to construct the conceptual and operational definitions of risk factors for dry eye and subsidized the clinical validation stage. This was performed using a prospective cohort study. A sample of 69 patients with a collection time of 7 months was defined. Inclusion criteria: patients without dry eye at admission, age greater than or equal to 18 years and length of hospital stay longer than 24 hours. Exclusion criteria: prior diagnosis of ocular surface diseases, facial surgeries and use of any topical ocular medication. The evaluation took place daily and with a follow-up time of up to five days. The dry eye outcome was established by clinical criteria and Schirmer's test. Descriptive data were analyzed using simple frequencies, mean, median, standard deviation and coefficient of variation. The measures of association between the outcome variables and predictors were calculated using the chi-square test and Fisher's exact test. The level of significance was 5%. The measure of association between exposure and outcome used was Relative Risk. This research was submitted and approved by the Research Ethics Committee of the Federal University of Rio Grande do Norte. 75.36% of the patients had dry eye and 24.64% the nursing diagnosis Dry eye risk. Stage 1 of the study allowed the refinement of risk factors for ICU patients and constructed the constitutive and operational definitions for the standardization of clinical validation. The risk factors validated in stage 2 were: lagoftalmia (p <0.041; RR = 3.51); (P <0.001, RR = 0.60), absence or reduction of the spontaneous flashing reflex (p <0.037, RR = 0.60); Opioid analgesics (p <0.001, RR = 17.50); Sedatives (p <0.001, RR = 10.83); Antibiotics (p <0.029, RR = 7.69); Vasodilators (p <0.019, RR = 0.19). The results allowed the revision of the nursing diagnosis and suggested the change of dry eye term for ocular dryness. In addition, based on the evidence presented from the criteria defined for the outcome with p <0.001 for ocular dryness (conjunctival hyperemia: RR = 18.37; mucus secretion: RR = 12; Schirmer test: RR = 0.35) was possible propose a new nursing diagnosis Eye dryness. Therefore, it is believed that this study is innovative for the advancement of knowledge on the subject and for the improvement and validation of the use of NANDA-I taxonomy by nurses working in this scenario, in order to provide support for precise ocular evaluation, accuracy In the inference of the diagnosis in question, prediction of risk as adoption of measures of prevention and monitoring of complications.
metadata.dc.description.resumo: Objetivou-se validar o diagnóstico de enfermagem Risco de olho seco em pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva. Trata de um e 1) Construção das definições conceituais e operacionais dos fatores de risco do olho seco; 2) Validação clínica do diagnóstico de enfermagem Risco de olho seco. A primeira etapa foi operacionalizada por meio de revisão integrativa para construção das definições conceituais e operacionais dos fatores de risco para o olho seco e subsidiou a etapa de validação clínica. Esta foi operacionalizada por meio de um estudo de coorte prospectivo Definiu-se a amostra de 69 pacientes com tempo de coleta de 7 meses. Critérios de inclusão: pacientes sem olho seco na admissão, idade maior ou igual de 18 anos e tempo de internação maior que 24 horas. Critérios de exclusão: diagnóstico prévio de doenças da superfície ocular, cirurgias faciais e uso de qualquer tipo de medicamento ocular tópico. A avaliação aconteceu diariamente e com tempo de seguimento de até cinco dias. O desfecho de olho seco foi estabelecido por critérios clínicos e teste de Schirmer. Os dados descritivos foram analisados por meio de frequências simples, média, mediana, desvio padrão e coeficiente de variação. As medidas de associação entre as variáveis de desfecho e preditoras foram calculadas pelo teste qui-quadrado e teste exato de Fisher. O nível de significância adotado foi de 5%. A medida de associação entre exposição e desfecho utilizada foi o Risco Relativo. Esta pesquisa foi submetida e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 75,36% dos pacientes tiveram olho seco e 24,64% o diagnóstico de enfermagem Risco de olho seco. A etapa 1 do estudo permitiu o refinamento dos fatores de risco para os pacientes internados em UTI e construiu as definições constitutivas e operacionais para padronização da validação clínica. Os fatores de risco validados na etapa 2 foram: lagoftalmia (p <0,041; RR=3,51); ventilação mecânica invasiva (p<0,002; RR=2,18), quemose (<0,06; RR=4,94), ausência ou redução do reflexo espontâneo de piscar (p<0,037; RR=0,60); analgésicos opióides (p< 0,001; RR=17,50); sedativos (p<0,001; RR=10,83); antibióticos (p< 0,029; RR=7,69); vasodilatadores (p< 0,019; RR=0,19). Os resultados possibilitaram a revisão do diagnóstico de enfermagem e sugeriu a mudança do termo olho seco para ressecamento ocular. Além disso, baseados nas evidências apresentadas dos critérios definidos para o desfecho de ressecamento ocular (hiperemia conjuntival: RR=18,37; secreção mucosa: RR=12; teste de Schirmer: RR=0,35; todos com p <0,001) foi proposto um novo diagnóstico de enfermagem Ressecamento ocular. Portanto, acredita-se que este estudo é inovador para o avanço do conhecimento sobre a temática e para o aperfeiçoamento e validação do uso da taxonomia da NANDA-I por enfermeiros que atuam neste cenário, com vistas a proporcionar subsídio para avaliação ocular precisa, acurácia na inferência do diagnóstico em questão, predição de risco como adoção de medidas de prevenção e monitoramento de complicações.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22709
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