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Title: Sentenças de Negação com É ruim e Nem a pau no Português Brasileiro
Authors: Marcelino, Nara Juscely Minervino de Carvalho
Keywords: Sentença de Negação;Sintaxe;É ruim, nem a pau
Issue Date: 30-Jul-2018
Citation: MARCELINO, Nara Juscely Minervino de Carvalho. Sentenças de Negação com É ruim e Nem a pau no Português Brasileiro. 2018. 185f. Tese (Doutorado em Estudos da Linguagem) - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2018.
Portuguese Abstract: Esta Tese se propõe a analisar a configuração sintática e a compatibilidade semântica entre as Sentenças de Negação do Português Brasileiro (PB) realizadas com os marcadores é ruim e nem a pau e o contexto em que essas sentenças são inseridas, considerando, entre outros, os pressupostos da Gramática Gerativa. No PB, as sentenças de negação são divididas em Sentenças de Negação Proposicional (SNP), Sentenças de Negação Regular (SNR), Sentenças de Negação Metalinguística (SNM), Sentenças de Negação Enfática (SNE) e Sentenças de Negação Anafórica (SNA). As sentenças com é ruim e nem a pau são, em sua maioria, Sentenças de Negação Metalinguística, uma vez que, só podendo ser efetivadas mediante uma pressuposição concretamente efetivada, estabelecem contraste ao conteúdo proposicional da pressuposição, de modo a retificar alguma variável do seu valor de verdade. Tendo em vista a projeção sintática de uma sentença, o é ruim é projetado sempre em Complementizer Phrase (CP), uma vez que é estabelecido numa sentença de Inflectional Phrase (IP) pleno, cujo verbo principal aparece no Indicativo, com núcleo e argumentos ocupando, devidamente, suas posições. O nem a pau, por sua vez, ora aparece em CP, ora em Adverbial Phrase (AdvP), como constituinte adjunto. Apesar de serem constituintes que estabelecem negação, esses marcadores podem ser originados em posições distintas, o que depende de eles serem constituintes periféricos ou adjuntos. Se periféricos, sofrem merge externo em CP, onde também se realizam; se adjuntos, são adjungidos a alguma projeção máxima, sobre a qual insere seu escopo. Dentre esses marcadores, o é ruim é sempre um Marcador de Negação Metalinguística (MNM) periférico, gerado e realizado diretamente em CP. O nem a pau, no entanto, é um constituinte periférico ou adjunto. Sendo assim, dependendo da posição em que se realize, se acima ou abaixo do verbo, e da pressuposição que o anteceda, se uma sentença de afirmação ou de negação, o nem a pau pode ser um MNM, um MNR ou um IPN. Se a pressuposição é uma sentença de afirmação, ele é um MNM ou um MNR apenas se estiver acima do verbo. Se estiver abaixo do verbo, ele é um Item de Polaridade Negativa (IPN) que estabelece relação com o não que nega a afirmação da mesa pressuposta. Em todos os casos, o nem a pau é um marcador periférico. Se a pressuposição é uma sentença de negação, o nem a pau também tem leitura de MNM, de MNR ou de IPN, sendo que ele é um MNM ou um MNR, portanto, marcador periférico, se aparecer acima do verbo. Se estiver abaixo, ele é um IPN que nega a negação na pressuposição, sendo gerado em posição de adjunto.
Abstract: This thesis proposes to analyze the syntactic configuration and the semantic compatibility between the Sentences of Denial of Brazilian Portuguese (PB) carried out with the markers é ruim and nem a pau and the context in which these sentences are inserted, considering, among others, the assumptions of Generative Grammar. In PB, denial sentences are divided into Propositional Negation Sentences (PNS), Regular Negation Sentences (RNS), Metalinguistic Negation Sentences (MNS), Emphatic Negation Sentences (ENS) and Anaphoric Negation Sentences (ANS). Sentences with é ruim and nem a pau are, mostly, Metalinguistic Negation Sentences, once they can only be effected through the existence of a presupposition concretely realized, establishing contrast to the propositional content of the presupposition, so as to rectify some variable of its truth value. In view of the syntactic projection of a sentence, the é ruim is always projected in Complementizer Phrase (CP) since is established in a full Inflectional Phrase (IP) whose main verb appears in the Indicative, with nucleus and arguments properly occupying their positions. The nem a pau, in turn, now it appears in CP, now in Adverbial Phrase (AdvP), as an adjunct constituent. Although they are constituents that establish negation, these markers can originate in distinct positions, which depend on whether they are peripheral constituents or adjunct. If peripherals, they suffer external merge in CP, where they also occur. If adjunct, they are attached to some maximum projection, upon which it inserts its scope. Among these markers, the é ruim is always a peripheral Metalinguistic Negation Marker (MNM), generated and performed directly in CP. The nem a pau, however, is a peripheral or adjunct constituent. Therefore, depending on the position in which it takes place, whether above or below the verb, and the presupposition that precedes it, if an affirmation or negation sentence, the nem a pau can be an MNM, an MNR or an IPN. If the presupposition is a sentence of affirmation, it is an MNM or an MNR only if it is above the verb. If it is below the verb, it is a Negative Polarity Item (IPN) that relates to the “no” that denies the assertion of the assumed table. In all cases, the nem a pau is a peripheral marker. If the presupposition is a negation sentence, the nem a pau also has an MNM, MNR, or IPN reading, however it is an MNM or an MNR if it appears above the verb, hence it is a peripheral marker. If it is below the verb, it is an IPN that denies the negation in the assumption, generated in the adjunct position.
URI: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/26201
Appears in Collections:PPGEL - Doutorado em Estudos da Linguagem

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