UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS DEPARTAMENTO DE TURISMO CURSO DE TURISMO GIZELE DE FRANÇA SILVA TURISMO E IMPACTOS AMBIENTAIS: UM ESTUDO NA PRAIA DE GENIPABU/RN SOB A PERCEPÇÃO DE TURISTAS E EMPRESÁRIOS NATAL-RN 2016 GIZELE DE FRANÇA SILVA TURISMO E IMPACTOS AMBIENTAIS: UM ESTUDO NA PRAIA DE GENIPABU/RN SOB A PERCEPÇÃO DE TURISTAS E EMPRESÁRIOS Monografia apresentada ao Curso de Graduação em Bacharelado em Turismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, como requisito parcial para obtenção do Grau de Bacharel em Turismo. Orientador: Mauro Lemuel de Oliveira Alexandre, Dr. NATAL-RN 2016 Catalogação da Publicação na Fonte. UFRN / Biblioteca Setorial do CCSA Silva, Gizele de França. Turismo e impactos ambientais: um estudo na praia de Genipabu/RN sob a percepção de turistas e empresários/Gizele de França Silva. - Natal, RN, 2016. 65f. Orientador: Prof. Dr. Mauro Lemuel de Oliveira Alexandre. Monografia (Graduação em Turismo) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Centro de Ciências Sociais Aplicadas. Departamento de Turismo. 1. Turismo - Impactos ambientais - Monografia. 2. Percepção Ambiental - Monografia. 3. Resíduos Sólidos – Monografia. I. Alexandre, Mauro Lemuel de Oliveira. II. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. III. Título. RN/BS/CCSA CDU 338.48:504 GIZELE DE FRANÇA SILVA TURISMO E IMPACTOS AMBIENTAIS: UM ESTUDO NA PRAIA DE GENIPABU/RN SOB A PERCEPÇÃO DE TURISTAS E EMPRESÁRIOS Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado à Coordenação de Graduação em Turismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, com requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Turismo. Natal, 07 de Dezembro de 2016. BANCA EXAMINADORA ______________________________________________ Mauro Lemuel de Oliveira Alexandre, Dr. Presidente da Banca examinadora Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) _______________________________________________ Lissa Valéria Fernandes Ferreira, Dr. Membro da Banca Examinadora Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) _______________________________________________ Saulo Gomes Batista, M.Sc. Membro da Banca Examinadora Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) Aos meus pais que sempre trabalharam em prol dos meus sonhos e principalmente a Deus por acreditar na minha capacidade. AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus pela vida e saúde que tem me dado e por ter me proporcionado entrar em uma das melhores universidades do país sempre me dando forças em todos esses anos de vida acadêmica. Guardo ótimas recordações de cada tarde que pude adquirir conhecimento através de atividades, viagens, palestras, congressos, dentre outras experiências que este ambiente me proporcionou sempre de forma holística. Agradeço aos meus exemplos de perseverança e superação que sempre investiram na minha educação com seus conselhos e recursos financeiros, em especial minha mãe (Maria da Paz) meu pai (Ernandes Adalgizo) minha avó (Maria José) minha irmã (Patrícia Sabino) e meu tio (José Hermínio). E a todos os outros familiares que direta ou indiretamente me ajudaram e sempre torceram pela minha vitória. Tenho muito amor e gratidão por vocês. Sou imensamente grata ao meu orientador Mauro Alexandre por todo o auxílio, mesmo eu não podendo estar presente em muitos momentos, ele se mostrou interessado em ajudar, me orientando sempre que precisava. E a todos os meus professores, excelentes profissionais que são minha inspiração. Meus agradecimentos a Margareth e família por sempre me apoiarem em todos os momentos e me hospedarem em sua residência inúmeras vezes. A Renata, Adna e Karol, minhas companheiras de trabalhos na universidade. A Marina, por me auxiliar nos últimos ajustes deste trabalho. A Daiana pela paciência e tempo dedicado a me orientar de todas as formas, mesmo a gente tendo se visto apenas uma vez na vida. Aos muitos outros amigos da universidade que faz parte dos meus melhores dias, e a todos os amigos de infância que sempre estiveram comigo, apoiando minhas decisões e acreditando na minha capacidade, vocês moram e sempre vão morar no meu coração. Por fim, não menos importante, ao Luís e o Rodrigo que me deram a oportunidade do primeiro estágio e aos profissionais e amigos do Aquário Natal, onde foi meu segundo estágio e que fizeram meus dias mais produtivos e divertidos. Obrigada por tudo, vocês são incríveis. É preciso não esquecer nada: nem a torneira aberta nem o fogo aceso, nem sorriso para os infelizes nem a oração de cada instante. É preciso não esquecer de ver a nova borboleta nem o céu de sempre. O que é preciso é esquecer o nosso rosto, o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso. O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos, a ideia de recompensa e de glória. O que é preciso é ser como se já não fôssemos, vigiados pelos próprios olhos severos conosco, pois o resto não nos pertence. (Cecília Meireles) SILVA, Gizele de França. TURISMO E IMPACTOS AMBIENTAIS: Um Estudo Na Praia De Genipabu/RN Sob a Percepção De Turistas e Empresários. 2016. 65p. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Turismo) – Coordenação de Curso de Turismo, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal. RESUMO O distrito de Genipabu/RN faz parte de uma região costeira onde existem muitas moradias, comércios, empreendimentos e vida marinha. Conhecida por ser uma praia com muitas belezas naturais, dentre elas as Dunas Móveis, e por ter vários passeios divertidos como os de buggy e dromedários, a mesma encanta turistas mundialmente e é um dos principais cartões-postais do estado do Rio Grande do Norte. Por estes motivos, o presente estudo buscou avaliar qual o nível de percep- ção ambiental que os turistas frequentadores da praia possuem e como os empresá- rios se comportam em relação ao meio ambiente e os resíduos sólidos que eles pro- duzem. Além disso, o estudo procurou identificar e avaliar os impactos ambientais percebidos por empresários e turistas que visitam a praia de Genipabu, Extremoz- RN e compreender as estratégias de gestão ambiental e de práticas sustentáveis dos resíduos sólidos nos meios de hospedagem, bares e restaurantes da referida praia. Quanto à metodologia, foi adotada a pesquisa descritiva de abordagem quan- titativa, onde foram entrevistados vinte e oito turistas e seis empresários como forma de pré-teste. No questionário e análise dos resultados foi utilizada a escala de Likert, onde cada pergunta possui cinco graus diferentes de concordância que são: Nunca, raramente, às vezes, sempre e não opinar. Desta forma, foi possível concluir que a atividade turística quando realizada de forma consciente pelos indivíduos não causa grandes danos ao meio ambiente, desde que haja conscientização e uma infraestru- tura básica na localidade receptora que auxilie todos os envolvidos no turismo. Palavras-chave: Turismo. Percepção Ambiental. Resíduos Sólidos. Genipabu. SILVA, Gizele de França. TOURISM AND ENVIRONMENTAL IMPACTS: A Study On Genipabu Beach / RN Under Perception Of Tourists And Entrepreneurs. 2016. 65p. Course Completion Work (Bachelor of Tourism) - Coordination of Tourism Course, Federal University of Rio Grande do Norte, Natal. ABSTRACT The district of Genipabu/RN is part of a coastal region where there are many houses, markets, developments and marine life. Famous for being a beach with many natural beauties, among them the movable dunes and for having several amusement tours such as buggy's and dromedaries rides, the beach charms tourists worldwide and is one of the main postcards of the state of Rio Grande do Norte. For these reasons, this study aim to evaluate the level of environmental perception the tourists have and how entrepreneurs behave about the environment and the solid waste they produce. In addition, the study sought to identify and evaluate the environmental impacts perceived by entrepeneurs and tourists in the beach of Genipabu, Extremoz-RN and also to understand the strategies of environmental management and sustainable practices of solid waste in the local hospitality industry, bars and restaurants. As for the methodology, a descriptive quantitative approach was adopted, where twenty- eight tourists and six entrepreneurs were interviewed, as a pretest form. In the questionnaire and analysis of the results was used the Likert's scale where each question has five different degrees of agreement that are: Never, rarely, sometimes, always and not to say. This way, it was possible to conclude that the tourism, when consciously carried out by the individuals does not cause great damage to the environment, as long as there is awareness and a basic infrastructure in the receiving location that assists all those involved in the tourism activity. KEYWORDS: Tourism. Environmental Perception. Solid Waste. Genipabu. LISTA DE FIGURAS FIGURA 01 - LOCALIZAÇÃO DA PRAIA DE GENIPABU ............................................ 14 FIGURA 02 - PASSEIO DE DROMEDÁRIO NAS DUNAS MÓVEIS DE GENIPABU 15 FIGURA 03 - ESQUEMA TEÓRICO DO PROCESSO PERCEPTIVO ........................ 27 FIGURA 04- PROFUNDIDADE, GRAU E DIFUSÃO DA CULTURA 28 ORGANIZACIONAL ...................................................................................................... FIGURA 05 – TARTARUGA MARINHA E O LIXO ........................................................ 30 FIGURA 06 – COLETA SELETIVA DE RESÍDUOS SÓLIDOS ..................................... 32 FIGURA 07 – CRIANÇAS JUNTANDO GARRAFAS PET ........................................... 43 FIGURA 08 – RESÍDUOS SÓLIDOS NA AREIA DA PRAIA DE 44 GENIPABU/RN.............................................................................................................. FIGURA 09 – RESORT VILLA DO SOL – GENIPABU/RN .......................................... 44 FIGURA 10 – POUSADA ACONCHEGO – GENIPABI/RN .......................................... 45 FIGURA 11 – POUSADA SOLEIL – GENIPABU/RN ................................................... 46 FIGURA 12 – INTERIOR DO ATLÂNTICO BAR E RESTAURANTE GENIPABU/RN . 47 FIGURA 13 – BAR DA VITÓRIA (AO LADO, BAR ATLÂNTICO) ................................ 48 FIGURA 14 – BAR 21 AO FUNDO ............................................................................... 49 LISTA DE QUADROS QUADRO I – VERIFICAÇÃO DE PESQUISAS ACADÊMICAS RELACIONADAS À 16 PERCEPÇÃO AMBIENTAL NA PRAIA DE GENIPABU ...................................................................................................................................... QUADRO II – ANÁLISE DO QUESTIONÁRIO – PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO 38 (TURISTAS E EMPRESÁRIOS) ........................................................................................................................... QUADRO III - VERIFICAÇÃO DE PESQUISAS ACADEMICAS 39 RELACIONADAS À PERCEPÇÃO AMBIENTAL NA PRAIA DE GENIPABU .... LISTA DE GRÁFICOS GRÁFICOS 1 E 2 – AVALIAÇÃO DA PERCEPÇÃO AMBIENTAL DOS TURISTAS 40 NOS MEIOS DE HOSPEDAGEM E ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS NA PRAIA DE GENIPABU/RN ....................................................................................................... GRÁFICOS 3 e 4 - AVALIAÇÃO DA PERCEPÇÃO AMBIENTAL DOS EMPRESÁ- 50 RIOS NOS MEIOS DE HOSPEDAGEM E ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS DA PRAIA DE GENIPABU/RN ................................................................ LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS CAERN - Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte. COSERN - Companhia de Energética do Rio Grande do Norte. IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. MMA - Ministério do Meio Ambiente. MTUR - Ministério do Turismo. OMT - Organização Mundial do Turismo. PIB - Produto Interno Bruto. RN - Rio Grande do Norte. SEMARH - Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO.......................................................................................................... 13 1.1 Problemática........................................................................................................... 13 1.2 Justificativa............................................................................................................. 15 1.3 Objetivos................................................................................................................ 19 1.3.1 Objetivo Geral...................................................................................................... 19 1.3.2 Objetivos Específicos.......................................................................................... 19 2. PRESSUPOSTOS TEÓRICOS ............................................................................... 20 2.1 Turismo e Meio Ambiente ....................................................................................... 20 2.1.1 Implicações do Turismo Sustentável ................................................................... 21 2.2 Turismo e Conscientização Ambiental .................................................................. 24 2.2.1 Ecocidadania ....................................................................................................... 24 2.2.2 Percepção e Cultura Organizacional ................................................................... 26 2.3 Impactos Ambientais ............................................................................................... 28 2.3.1 Legislação Brasileira ........................................................................................... 28 2.3.2 Sustentabilidade como Estratégia de Desenvolvimento .................................... 30 2.3.3 Resíduos Sólidos ............................................................................................... 31 2.3.4 Turismo de Sol e Mar no Nordeste .................................................................... 34 3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ...................................................... 35 3.1 Caracterização do Estudo ............................................................................ 35 3.2 Universo da Pesquisa ................................................................................. 35 3.3 Coleta de Dados ........................................................................................... 36 3.4 A Técnica de Análise de Dados .................................................................... 36 4. Análises das Percepções, Observações e Medidas Sobre Resíduos Sólidos 37 na Perspectiva Ambiental em Praia Urbana (Genipabu/RN) ........... 4.1 Caracterização Turística, Social e Ambiental da Praia de Genipabu/RN ............... 37 4.2 Percepção dos Turistas sobre Resíduos Sólidos no Quesito Ambiental da Praia 38 de Genipabu.............................................................................................. 4.3 Percepção e Medidas Efetivadas por Empresas e Estabelecimentos em relação 42 à questão de Resíduos Sólidos na Praia de Genipabu/RN .......................................... 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................... 53 APÊNDICES .............................................................................................................. 60 13 .1 PROBLEMÁTICA Teoricamente o tema “meio ambiente” é abrangente. Porém, o presente trabalho restringe-se a focar na abordagem dos impactos ambientais positivos e negativos que a prática turística pode gerar nas praias de Natal/RN, principalmente na Praia de Genipabu. Neste aspecto, alguns autores como, Doris Ruschmann (1997) e Siân Berry (2009) mostram que o grande fluxo de turistas causa drásticas consequências em ambientes sensíveis como campos, dunas, montanhas, rios e regiões costeiras. Mas, acreditam que existem meios de viajar sem prejudicar o meio ambiente, através de um planejamento de equipamentos, espaços e atividades turísticas. Outro ponto relevante deste trabalho é a respeito da “Educação Ambiental”, que sobre este, os autores como NEIMAN; RABINOVICI (2002) e Dias (2003) concordam que tem como finalidade formar cidadãos zelosos de sua relação com a natureza, primando pelo desenvolvimento do turismo sustentável por meio do uso moderado de recursos naturais. Essa conduta intenta o aperfeiçoamento da qualidade de vida para visitantes como para a comunidade receptora, oferecendo uma experiência engrandecedora, mantendo as virtudes do meio ambiente ao qual todos dependem. Isso seria através de programas de educação ambiental para turistas e comunidade local em geral participarem. Após uma revisão na literatura, foi feito uma sondagem perfunctória, por meio de observação, constatando que na maioria das praias de Natal/RN inclusive na Praia de Genipabu, a poluição por lixo é evidente. Tendo o usufrutuário como o principal gerador de detritos na orla e cenário urbano. Dados que são consideráveis para o propósito do estudo. Genipabu é um distrito que pertence ao município de Extremoz, localizado a 25 km da capital Natal/RN. A praia é um dos principais cartões-postais e está inserida em uma área de proteção ambiental – APA, que inclui a lagoa de Genipabu, onde a mesma possui acesso restrito. Segundo o (IBGE, 2010) consta com 24.569 habitantes e as principais atividades econômicas são o Turismo, Agricultura (banana) e Hortifrutigranjeiro. O distrito possui uma boa infraestrutura de pousadas, além de barracas de praia e restaurantes. 14 Figura 1: Localização da Praia de Genipabu Fonte: Google Maps, 2016. No Turismo, a praia destaca-se pelas Dunas; onde acontecem passeios de bugue e de dromedários. E pela lagoa, onde ocorre o passeio de jangada. A alta temporada cumpre-se nos meses de Novembro, Dezembro, Janeiro, Fevereiro, Março e Julho. O serviço público da região é caracterizado pelo abastecimento de água através de poços da CAERN, onde o serviço de esgoto não existe. A energia é gerada através da COSERN, e os serviços de coleta de lixo são feitos através de caminhões, que recolhem quase todos os tipos de resíduos sólidos, menos o hospitalar, pois ainda não existe tratamento, nem reciclagem. Defronte o que foi demonstrado e de acordo com o que o estudo pretende apontar, tem-se a indagação fundamental para a pesquisa que é: De que forma se percebem os impactos ambientais e medidas efetivadas em relação aos resíduos sólidos na praia urbana de Genipabu/RN? 15 1.2 JUSTIFICATIVA A definição do tema transcorreu da necessidade de um apuramento sobre a importância da educação ambiental para o turismo como objeto. A premência foi transparecida no momento exordial da pesquisa, já que a tônica está se tornando cada vez mais expressiva para o turismo, uma vez que a sustentabilidade é um dos temas contemporâneos mais debatidos e visados por empresas e órgãos em geral. Alguns autores expõem a exigência de um conhecimento maior sobre a temática, e despertam estima pelo estudo. Autores como Chris Cooper (2007) e John Fletcher (2007) discorrem que o conceito de sustentabilidade é ambíguo. Segundo o Relatório Brudtland (1987), desenvolvimento sustentável é: “o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”. Desta forma se apresenta um desafio para sua execução, pois, em geral o turismo é visto como uma atividade econômica, sendo difícil controlar o crescimento sem comprometer a biodiversidade. No panorama sociocultural, o estudo coopera analisando a situação local atualmente das empresas/comércio da orla marítima e turistas. E intenta averiguar se eles se adaptam as normas globais e locais, pensando e utilizando de forma responsável os limites físicos, ambientais, socioculturais e econômicos. E se tratando de relevância, a dificuldade maior é definir esses limites. Figura 2: Passeio de Dromedário nas Dunas Móveis de Genipabu Fonte: Dados da pesquisa, 2016. 16 Do ponto de vista acadêmico, o vigente tema se torna necessário, uma vez que, o diagnóstico servirá de elemento de estudo futuro, além de permitir que outros acadêmicos tomem conhecimento das informações reunidas com a pesquisa. Diante da pertinência acadêmica deste trabalho, se constata um grande interesse na Área de Proteção Ambiental de Genipabu (APA) com enfoque em pesquisas de estudos etnoecológicos que buscam compreender qual o nível de entendimento que as populações possuem sobre os sistemas de conhecimento. Grande parte das dissertações e teses focaram na percepção das comunidades. Poucos estudos abordaram a percepção dos turistas. A seguir se exibe uma verificação das pesquisas que atendem direta ou indiretamente o âmbito de estudo. Contudo, pela necessidade de um foco distinto, percebe-se que é conveniente aprofundar na esfera turística da percepção ambiental de Genipabu. QUADRO 01: VERIFICAÇÃO DE PESQUISAS ACADÊMICAS RELACIONADAS À PERCEPÇÃO AMBIENTAL NA PRAIA DE GENIPABU. GÊNERO DE TRABALHO (TESE/DISSERTAÇÃO/MONO AUTOR (ES) TÍTULO GRAFIA) ANO IDENTIFICAÇÃO Denise de Etnobotânica e Etno zoologia Tese 2009 UFRN Freitas Torres em Unidades de Conservação: Uso da Eduardo Silva Biodiversidade na APA de de Oliveiras Genipabu, Rio Grande do Rômulo Romeu Norte, Brasil. de Nóbrega Alves Alexandre Vasconcellos José Emerson Percepção e Ações Dissertação 2013 UFRN Fernandes de Educativas em Ambientes Oliveira Escolares: Enfoques aos Documentos Legais Determinantes em Área de Proteção Ambiental. Jucicleide Educomunicação: Uma Dissertação 2011 UFRN Gomes da Silva Estratégia para Promover o Ambiente em uma Área de Proteção Ambiental Costeira Leonardo Conservação dos Dissertação 2012 UFRN 17 Oliveira da Invertebrados em Área de Silva Proteção Ambiental Litorânea no Nordeste do Brasil: Contribuições da Educação Ambiental para a Sustentabilidade Lidyanne Kaline Geografia, Turismo e Meio Dissertação 2008 UFRN Souza do Ambiental: Uma Nova Face Nascimento do Litoral dos Municípios de Extremoz e Ceará-Mirim/RN Maria Célia Empreendedorismo Tese 2011 UFRN Fernandes Ambiental e Preservacionismo Compensatório: O turismo e a Unidade de Conservação Parque Estadual das Dunas e Área de Proteção Ambiental Jenipabu – RN Maria Vitória Estudo das Percepções Dissertação 2011 UFRN Élida do Ambientais e de Ações Nascimento Educativas Promotoras da Biodiversidade em Unidade de Conservação no Rio Grande do Norte Maria Vitória Importância da Realização de Dissertação 2009 FURG Élida do Trilhas Participativas para o Nascimento Conhecimento e Conservação da Diversidade Elineí Araújo de Biológica: Uma Análise da Almeida Percepção Ambiental Oliveira E.S Análise dos Problemas Dissertação 2007 UFRN Torres Ambientais na APA de Jenipabu por Meio de D.F Alves Imagens de Satélite e R.R.N Abordagens Etnoeconômicas Fonte: Dados do estudo, 2016. A percepção local dos mesmos deve ser destacada, pois o que os indivíduos estabelecem sobre o meio é um valoroso parâmetro que pode inspirar na adoção de uma conduta conservacionista. Sendo assim, este estudo discutiu todos os pontos possíveis relacionados a percepção ambiental de resíduos sólidos no âmbito do turismo nas praias do RN, para que tenhamos uma concepção aprazível. E para a realização da pesquisa 18 foram escolhidos três meios de hospedagem, três estabelecimentos comerciais e vinte e oito turistas da praia de Genipabu. 19 1.3 OBJETIVOS 1.3.1 Geral Analisar os impactos ambientais vinculados aos resíduos sólidos na área de Genipabu/RN. 1.3.2 Específicos a) Caracterizar o espaço urbano da Praia de Genipabu/RN; b) Descrever as percepções dos Turistas sobre os impactos ambientais de Resíduos Sólidos na Praia de Genipabu/RN; c) Analisar a percepção e medidas efetivadas por empresários de estabelecimentos em relação à questão dos Resíduos Sólidos de hotéis, bares e restaurantes na área de Praia de Genipabu/RN. 20 2. PRESSUPOSTOS TEÓRICOS 2.1 TURISMO E MEIO AMBIENTE O turismo pode ser definido como uma ação onde pessoas se deslocam de um lugar para outro, geralmente com fins de entretenimento. Diante do contexto a definição mais aceita é a da Organização Mundial do Turismo que se refere da seguinte forma: O turismo inclui tanto o deslocamento e as atividades realizadas pelas pessoas durante suas viagens e estadas, bem como, as relações que surgem entre eles, em lugares distintos de seu ambiente natural, por um período de tempo consecutivo inferior a uma ano e mínimo de 24 horas (pernoite no destino), principalmente com fins de lazer, negócios e outros (OMT apud BALANZÁ e NADAL, 2003, p. 5). Ou seja, o turismo está ligado ao modo de vida de um povo, suas preferências, hábitos e rotinas, e pode ser apresentado sobre diferentes segmentos como o turismo de negócios, lazer, aventura, saúde, ecológico, cultural, religioso dentre outros. Então, correlacionando as definições acima com o meio ambiente, Como afirma Cooper et.al.(2007 p. 210) "Assim que a atividade turística ocorre, o ambiente é inevitavelmente modificado, seja para facilitar o turismo, seja através do processo de produção do turismo". E se tratando de Ecoturismo diversos autores conceituaram-no, e na maioria, há certa discordância sobre a noção, ou pelo menos, sobre o que relata essa segmentação da atividade turística. Ecoturismo é o segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista por meio da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações. (Marcos Conceituais – MTUR.2010.p17). Esse segmento irrompeu do interesse de viajantes contemporâneos reatarem sua ligação com a natureza, coligando ao desdobramento da consciência ecológica, portanto. Consiste em viajar para áreas naturais não degradadas ou poluídas, com o objetivo específico de estudar, admirar e fruir a paisagem e suas plantas e animais, tanto quanto manifestações culturais (do passado e do presente) encontradas nessas áreas. (…). O ponto principal é que a pessoa que pratica ecoturismo tem a oportunidade de mergulhar na natureza de uma maneira normalmente não possível no meio ambiente urbano (CEBALLOS- LASCURIAN, 1987 apud FIGUEIRA, 1994, p.12). 21 É exibida como um novo segmento e a ação provêm predominantemente do setor privativo constituído de pequenos, médios e grandes empreendedores que veem a obrigação de uma diligência que responda as novas exigências ecológicas deste mundo em frequente transformação. O objeto que está à venda por meio de roteiros turísticos é o contato mais profundo com os recursos naturais, ou seja, os passeios em parques e florestas. A função do governo é consolidar políticas que incitem o pleno desenvolvimento e a implementação de vigentes ramos. Segundo a OMT o turismo sustentável tem o compromisso de resguardar o ambiente e os recursos naturais, assegurando o crescimento dos recursos financeiros da atividade, ou seja, capaz de corresponder às necessidades das atuais e vindouras gerações. Por consequência, o desenvolvimento turístico deve traçar por, Economizar os recursos naturais raros e preciosos, principalmente a água e a energia, e que venham a evitar, na medida do possível a produção de dejetos, deve ser privilegiado e encorajado pelas autoridades públicas nacionais, regionais e locais. (BOITEUX, 2005, p. 116) Desta forma, o Ecoturismo está fundamentalmente conectado com a definição de turismo sustentável, que relaciona os anseios dos turistas e das regiões receptoras, preservando e fortalecendo ensejos para o futuro. Considera a gestão dos recursos financeiros e sociais e deveres estéticos, guardando a integridade cultural, os sistemas ecológicos essenciais, a biodiversidade e os processos de apoio à vida. 2.1.1 Implicações do Turismo Sustentável A sociedade vigente está pautada num crescimento insustentável, que prejudica sua própria realidade, em um paradigma que está fundamentado no dispêndio exagerado, no desperdício dos recursos naturais, na miséria e nas disparidades sociais. Deste modo, podemos definir o turismo sustentável como: Aquele que é desenvolvido e mantido em uma área (comunidade, ambiente) de maneira e em uma escala que se mantenha viável pelo maior tempo possível, não degradando ou alterando o meio ambiente (natural ou cultural), não interferindo no desenvolvimento de outras atividades e processos, não degradando a qualidade de vida da população envolvida, mas, pelo contrário, servindo de base para uma diversificação da economia local. (WALL, 1997 apud KINKER, 2002,p.17). 22 Tal conjuntura obriga uma modificação de postura de todos, em que o indivíduo passe a enxergar o planeta com mais reverência, introduzindo os valores sociais e ambientais no desenvolvimento global. Cooper et al (2001, p. 186) afirma que, Não existem modelos que tenham aceitação geral para a avaliação de impacto ambiental (AIA). Em muitas destinações turísticas ambientalmente sensíveis, há poucos atos legislativos e ainda menos órgãos com poderes para salvaguardar Países como o Brasil, necessitam combater as dissemelhanças existentes e fazer com que todos tenham acesso à educação, saúde e alimentação, para que se tenha verdadeiramente uma nação sustentável. Neste âmbito, vale ressaltar o preceito defendido pela ecologia social, que procura adentrar o ser humano dentro do meio ambiente, preocupando-se com a preservação dos recursos naturais, e também visa garantir que todos tenham o acesso à educação, saúde, alimentação e lazer. Talaya (2004, p.4) afirma que, Há um perfil tradicional de turistas, que com o passar do tempo e das diversas adaptações ocorridas, levando-se em consideração principalmente às inovações científicas e tecnológicas, darão origem a novos perfis de turistas, como também a uma maior segmentação de mercados e de destinos turísticos. Nesta concepção, o desenvolvimento sustentável do turismo pode auxiliar para a realização de uma ecologia mais social, em que o turismo desenvolvido esteja mais próximo da sociedade nativa, procurando consumar o equilíbrio das três colunas da sustentabilidade: sociedade, economia e meio ambiente. Castrogiovanni (2003, p.45) defende que, O turismo não nasceu de uma teoria, mas de práticas espontâneas que foram se configurando por si mesmas, o que parece justificar em parte, a leitura fluente, que insiste em tratar o turismo empiricamente e como devorador de paisagens e lugares. É hora de propor uma intervenção inovadora do fazer-saber turístico [...] através da desconstrução do saber- fazer (MOESCH, 2000). A desconstrução é o instrumento mais adequado para romper paradigmas tão sedimentados e criar leituras que forcem a necessidade da questionabilidade contínua relativa aos saberes e informações, transformando-os em verdades provisórias e caminhos com opções diferenciadas. O Turismo Sustentável não é coadunável com a injustiça social, com as ofensivas contra o ser humano, especialmente aqueles que são mais fragilizados dentro do âmbito, como as mulheres e as crianças. Logo, quando falamos em 23 desenvolvimento sustentável, procuramos não apenas a conservação do meio, mas essencialmente a preservação da espécie humana, com suas dessemelhanças socioculturais, que engrandecem a nossa coletividade. […] ele pode minimizar impactos potencialmente negativos, maximizar retornos econômicos nos destinos e, desta forma, estimular uma resposta mais positiva por parte da comunidade hospedeira em relação ao turismo no longo prazo. (HALL, 2004, p. 29). A procura pela sustentabilidade passa por muitos conflitos, ou seja, diversos inconvenientes que existem na sociedade, tais como: fome; pobreza; crescimento da população; poluição das águas, mudanças climáticas, etc. A crise ambiental emerge como um problema social que atinge as universidades, os sistemas de conhecimento, a formação de profissionais e a crescente necessidade de a educação adaptar-se a um novo perfil de desenvolvimento, cuja base transita entre a economia, a ecologia e a justiça social na busca de sociedades onde caibam realmente todos. Então, o grande desafio é a ruptura com uma racionalidade formal e instrumental fundada no aspecto econômico (TRISTÃO, 2004, p. 23). Todavia, a definição de desenvolvimento sustentável é demasiada abstrusa. É necessário ir além da conjuntura econômica e cingir todas as perspectivas do desenvolvimento sustentável que possam possibilitar que as gerações vindouras tenham a mesma qualidade de vida das populações atuais. Com o desenvolvimento sustentável o assunto de como executar se torna crucial, em detrimento do que produzir e para quem. O termo desenvolvimento sustentável, tem avançado, desde o seu aparecimento, de forma a atingir em si todos os impasses que inter-relacionam no meio ambiente e indivíduos. Dispõe da dimensão complexa da carência de coexistência e coevolução de todas as formas de vida do planeta com os seres humanos, além de ser considerado como um novo arquétipo, que correlaciona interesses em comum de união, liberdade, melhores situações de vida e de um meio sistema ecológico saudável. O estudo do desenvolvimento leva a análise dos processos de natureza social, que ocorrem por intermédio das relações e interações entre grupos humanos que vão mudando a natureza, moldando o espaço e os territórios em que vivem, adaptando e melhorando os meios de produção que utilizam, bem como transformando sua cultura e seus valores. (SCHNEIDER, 2007.p 04). Logo, quando se fala em desenvolvimento sustentável, o que se procura não é unicamente a preservação do meio ambiente, mas principalmente o resguardo da espécie humana, com suas diferenças sociais e culturais, que agigantam a nossa sociedade. 24 2.2 TURISMO E CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL 2.2.1 Eco cidadania Cidadania é o cumprimento dos direitos e deveres civis, políticos e sociais estipulados na constituição. Uma apropriada cidadania requer que os direitos e deveres estejam inter-relacionados, e o respeito e execuções de ambos auxiliam para uma sociedade mais estabilizada. Manzini Covre (2003, p.11) afirma que, [...] penso que a cidadania é o próprio direito à vida no sentido pleno. Trata- se de um direito que precisa ser construído coletivamente, não só em termos do atendimento às necessidades básicas, mas de acesso a todos os níveis de existência, incluindo o mais abrangente, o papel do(s) homem(s) no Universo. A transformação do paradigma de desenvolvimento simplesmente extrativista é embate de toda a humanidade, condição a sua devida existência e sustento da qualidade de vida. As mudanças iniciam quando o ser muda. Nesta razão, compreendemos que o ensino formal ou informal deva transpassar por uma mudança de conceitos através da agregação de valores na eco alfabetização. Os indivíduos precisam aprender a perceber a natureza, compreendendo, por exemplo, o que são os meandros de um rio, como as matas verdes evoluem, o que são deslocações migratórias e a relação que tudo isso tem com o nosso cotidiano, nas áreas urbanas ou em qualquer lugar do globo. Ecocidadania/cidadania planetária é um conceito utilizado para expressar a inserção da ética ecológica e seus desdobramentos no cotidiano, em um contexto que possibilita a tomada de consciência individual e coletiva das responsabilidades tanto locais e comunitárias quanto globais, tendo como eixo central o respeito à vida e a defesa do direito a está em um mundo sem fronteiras geopolíticas. Nesse conceito, amplia-se o destaque ao sentido de pertencimento à humanidade e a um planeta único. (LOUREIRO, 2002, p.76). O exercício do turismo pode ser uma significativa ferramenta para o progresso da cidadania, se empreendido de forma comprometida, considerando os princípios substanciais das discrepâncias, da heterogeneidade cultural que existe e do meio ambiente. Deve-se implementar uma administração de turismo que leve em conta o contentamento de todos os envolvidos, nativos, turistas e organizações de turismo. Em vista disto, vem sendo ampliada a concepção de um turismo sustentável, fundamentado em ideias que deveriam acompanhar uma hierarquia de prioridades. Com o conceito de desenvolvimento humano, que supõe a extensão de todos os direitos – inclusive os econômicos, sociais e culturais – ao conjunto 25 dos cidadãos. Dito de outra maneira, o desenvolvimento implica a cidadania universal efetiva, condição esta que não está presente hoje. (SACHS, 2001.p.5). Em todo o procedimento, é indispensável a cooperação da comunidade com absoluto exercício da cidadania, criando direito sobre a consciência e assegurando o acesso aos diversos direitos à saúde, entretenimento, ensino e amparo social. A cooperação é um componente chave tanto na concepção e na elaboração, como na implementação de diretrizes no turismo. Revigora, assim, a cidadania, o desenvolvimento político e social do grupo, na medida em que alarga as suas incumbências e salva valores civis, históricos, e étnico culturais. Ademais, ocorre de fato a descentralização do procedimento determinante na realização das atividades turísticas. Com tantos avanços na tecnologia da conhecida globalização, há um novo olhar diante do redescobrimento das culturas locais em contrariedade à global e, por consequência, uma crescente aspiração das pessoas de se aventurarem em novos ambientes e conhecer outras culturas. Nessa perspectiva, as viagens acarretam uma expansão de horizontes para aqueles que se transportam de um lugar a outro. Carregam nas malas memórias, relatos para contar, novas amizades que podem ser revistas algum dia. Indubitavelmente, volta bem distinto do que foi, com a respectiva vivência da viagem, principalmente quando estamos propensos à troca e ao incitamento de uma ligação afetiva com os indivíduos e o local visitado. Já que reivindica políticas públicas para a formação de empregos, similarmente devem-se exigir políticas públicas para o lazer. O turismo contemporâneo vem sendo marcado pela profusão de formas alternativas que são oferecidas em oposição ao chamado turismo convencional. As novas estruturas econômicas, o desenvolvimento da urbanização e os efeitos decorrentes desse fenômeno, bem como os valores captados do ambientalismo, entre muitos outros fatores, se alinham para explicar a proliferação destas formas alternativas de praticar e de entender o turismo. Embora existentes há muito tempo, algumas dessas modalidades ressurgem renovadas por iniciativas públicas e particulares e vêm garantindo a revitalização de áreas decadentes e estagnadas (TULIK, 1990, p.136). A própria ideia de sustentabilidade circunda um entendimento complicado. Sabe-se que o turismo sustentável tem por obrigação abarcar as esferas econômicas, ambientais, sociais e culturais. Sabemos também que, para ser inserido o princípio da sustentabilidade, todos precisam se unir e atuar de modo cooperativo. 26 Não adianta a prefeitura implementar programas para despoluir os rios, mares e florestas que cortam o município, se os habitantes continuam jogando lixo. [...] ser uma atividade ambivalente que tanto pode gerar riquezas, valorizar espaços, promover novas relações entre os povos e culturas como, simultaneamente, tornar-se predador cultural, degradador ecológico e explorador econômico. O turismo, então, é uma atividade de faces antagônicas, apresentando vantagens e desvantagens socioambientais. (QUEIROZ, 2006, p.80). O turismo não é, forçosamente, negativo ou positivo ao meio ambiente, mas uma das situações sujeita-se a existência, ou não, do que considera-se como um comprometimento ético tanto dos especialistas do turismo quanto dos viajantes e também da prática da cidadania por parte do grupo receptor. Vale ressaltar que o turismo deve ser estimado como um mecanismo de preservação dos recursos naturais. A participação social no processo de tomada de decisões constitui pré- requisito à sustentabilidade e legitimidade de todos e qualquer projeto planejado e implementado sob a denominação conceitual de sustentável. (BECKER, 1997, p. 19). 2.2.2 Percepção e Cultura Organizacional Percepção é a capacidade de aprender através dos sentidos ou das faculdades mentais. É ainda a consciência da diferenciação entre o que é “intuitivamente bom ou ruim” sobre alguma coisa ou pessoa. No plano ambiental, a percepção é uma linha de pesquisa onde o ser ver e distingue o meio ambiente ou espaço vivaz. Cabe salientar que ela não é inerte, com o decorrer do tempo podem existir transformações no que compete o envolvimento do indivíduo em face de seu meio. Segundo Tuan (2012, p.28) “O mundo percebido pelos olhos é mais abstrato que o conhecido por nós por meio de outros sentidos”. (...) os geógrafos humanistas argumentam que sua abordagem merece o rótulo de “Humanista”, pois estudam os aspectos do homem que são mais distintamente humanos: significações, valores, metas e propósitos. (...). Da valorização da percepção e das atitudes decorre a preocupação de verificar os gostos, as preferências, as características e as particularidades dos lugares. Valoriza-se também o contexto ambiental e os aspectos que redundam no encanto e na magia dos lugares, na sua personalidade e distinção. Há o entrelaçamento entre o grupo e o lugar. (ENTRIKIN, 1980, p.16) 27 Figura 3: Esquema Teórico do Processo Perceptivo Fonte: DEL RIO,1999,p.3 (Adaptado) Assegura-se dizer que a percepção ambiental é interpretada pelas pessoas por preceitos tateáveis e visíveis como incêndios, desflorestamentos, inundações, lixões; e fatores sensoriais, tal como os odores, que acabam servindo de mecanismo eficaz para proporcionar a compreensão sobre o meio ambiente. O reconhecimento das inter-relações por meio das dimensões ambientais, econômicas e sociais é primordial para que se possa ter resultado na logística sustentável do turismo. Desta forma, ampliar a percepção ambiental no turismo, na hotelaria e nos estabelecimentos comerciais é significativo, pois, o gerenciamento da cultura é o alicerce para se estabelecer e controlar os mecanismos e os objetivos delineados. Para Jimenez (1997, p. 118), a construção perceptiva é a construção de um significado, que comporta de uma forma indissociável características estruturais e cognitivas. Para realizá-la, o organismo aplica os seus conhecimentos prévios, os que são criados pelas suas experiências perceptivas anteriores e os que são fornecidos pela sua cultura. Estes últimos agregam muitas vezes conhecimentos científicos, crenças e mitos. […] a cultura facilita, antecipa e permite-nos percepcionar em cada instante, o mais depressa possível, aquilo que é mais provável, em função do estado dos nossos conhecimentos. 28 Esta hipótese aplica-se a qualquer objeto ou fenômeno, cotidiano ou novo. Figura 4: Profundidade, grau e difusão da cultura organizacional ambiental. Fonte: Adaptado de Harris e Crane (2002, p.222). A cultura organizacional induz o comportamento da organização. Em vista disso, para que possamos compreender como a cultura organizacional motiva a atuação das organizações, é considerável apreciar, sem pormenorizar, o curso do desenvolvimento da cultura. Existem três principais obstáculos para estabelecê-la: O grau, a difusão e a profundidade. 2.3 IMPACTOS AMBIENTAIS 2.3.1 Legislação Brasileira No que se refere a impacto ambiental, constata-se na legislação brasileira, anexado através da Resolução nº 001, de 23 de janeiro de 1986 do CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente, [Impactos ambientais] Qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetem a saúde, a segurança e o bem-estar da população, as atividades sociais e econômicas, a biota, as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente e a qualidade dos recursos ambientais. 29 Observando essa resolução, averígua-se que seja qual for a atividade que o indivíduo exerça no meio natural ocasionará um impacto ambiental. Esse impacto, contudo, pode ser benéfico ou não. Lamentavelmente, na maior parte, os impactos são desfavoráveis, gerando deterioração e poluição do ambiente. Os impactos maléficos no meio ambiente estão propriamente associados com o aumento progressivo das áreas urbanas, de automóveis, do uso imprudente dos recursos, do consumo desmedido de bens materiais e a produção contínua de lixo. Constata-se, portanto, que não são exclusivamente as grandes corporações que afetam o meio, nós, com mínimas atitudes, acabamos por causar impactos ambientais cotidianamente. Segundo a Constituição Federal Brasileira de 1988, “incumbe ao Poder Público: (…) exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade” (Art. 225, IV). Dentre os impactos ambientais ruins dominantes ocasionados pelo homem, podemos mencionar a redução dos mananciais, extermínio de espécies, alagamentos, deteriorações, poluição, oscilações climáticas, desaparecimento da camada de ozônio, chuva ácida, intensificação do efeito estufa e devastação de habitats. Isso ocasiona, consequentemente, o acréscimo de doenças nos indivíduos e em outros seres vivos da natureza, afetando a qualidade de vida. Del Rio (1999, p. 3) define a percepção como, […] um processo mental de interação do indivíduo com o meio ambiente que se dá através de mecanismos perceptivos propriamente ditos e principalmente, cognitivos. Os primeiros são dirigidos pelos estímulos externos, captados através dos cinco sentidos […]. Os segundos são aqueles que compreendem a contribuição da inteligência, admitindo-se que a mente não funciona apenas a partir dos sentidos e nem recebe essas sensações passivamente. Vale ressaltar que os impactos ambientais benéficos, a despeito de acontecerem em menor grau, também ocorrem. Ao erguer-se uma zona de proteção ambiental, adquirem-se áreas danificadas, limpam-se lagos e incrementando campanhas, estão juntamente causando impacto positivo no meio. Esses decretos, no entanto, causam modificações e modificam as particularidades da qualidade de vida dos seres humanos e dos restantes de uma maneira positiva. 30 Figura 5: Tartaruga Marinha e o lixo Fonte: Greenpeace ©, Carè ©/Marine Photobank 2.3.2 Sustentabilidade como Estratégia de Desenvolvimento No ano de 1972 aconteceu na cidade de Estocolmo (Suécia), a elementar Conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) a respeito do Meio Ambiente (United Nations Conference on the Human Environment). Esse encontro chamou a atenção de todo o globo para as atitudes humanas que estavam gerando uma séria degradação da natureza e promovendo graves perigos para a continuidade da humanidade. Publicado em 1987 o “Relatório Brundtland”. Que defendia o ordenamento das bens como maneira de desenvolvimento global e procurava chegar a uma resolução entre as posições contraditórias entre os países ricos e pobres. Foi justamente neste documento que foi empregado conceito de desenvolvimento sustentável. O Relatório Brundtland (1987), como ficou a ser conhecido o documento, definia desenvolvimento sustentável como: "(…) desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das gerações vindouras satisfazerem as suas próprias necessidades”. (Relatório Brundtland,1987). (…) é uma relação entre sistemas econômicos dinâmicos e sistemas ecológicos maiores, também dinâmicos e que, no entanto, modificam-se mais lentamente, de tal forma que a vida humana pode continuar indefinidamente (…), uma relação na qual os efeitos das atividades humanas permanecem dentro de limites que não deterioram a saúde e a 31 integridade de sistemas auto-organizados que fornecem o contexto ambiental para essas atividades (NORTON, 1992,apud FARIA; CARNEIRO, 2001.p.13). A partir daí, a ONU vem executando conferências para discutir questões, como desenvolvimento sustentável, procurando resoluções para os centrais impactos ambientais que acontecem no planeta. Como por exemplo, a Cúpula do Clima e Aquecimento Global em Kyoto (1997) e a conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento que ocorreu no Rio de Janeiro (1992) – conhecido como (ECO-92). 2.3.3 Resíduos Sólidos Resíduos são resquícios ou sobras, isto é, a soma de tudo que restou – não forçosamente sem valor associado, de algum composto ou sistema. Desta forma, podemos entendê-los como resultantes de vários processos proveitosos que correspondem à utilização de bens e serviços, gradativamente em termos de quantidade de itens gerados e descartados. A norma brasileira ABNT, NBR 10.004 (2004), afirma que resíduos sólidos , resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso soluções, técnica e economicamente, inviáveis em face a melhor tecnologia disponível. Os resíduos sólidos denotam uma ampla variedade e complexidade, visto que suas propriedades físicas, químicas e biológicas modificam conforme a origem ou execução. No qual são identificados em conformidade com ameaças em potencial de contaminação do ecossistema, divididos em três classes como: perigosos, não inertes e inertes. E os de natureza ou origem, que é o lixo doméstico, comercial, público e domiciliar especial, compostos por entulhos, pilhas, lâmpadas e pneus. 32 Figura 6: Coleta seletiva de resíduos sólidos Fonte: Coletivo verde Há também a classificação dos resíduos de fontes especiais como lixo industrial, radioativo, de aeroportos ou rodoviárias, agrícola e serviços de saúde. O governo municipal é a esfera pública mais próxima dos cidadãos, por esse motivo, tem um grande ofício de mobilização, ensino e incentivo da transformação, sendo estes aspectos necessários diante dos desafios estabelecidos pela procura de moldes sustentáveis de desenvolvimento. O âmbito municipal é também, o que mais padece intimidações sociais, já que se percebe a formação de uma gradual massa crítica de olhos vigilantes nas inúmeras adversidades socioambientais nos centros urbanos. Progressivamente a população vem exigindo atitudes na agenda pública, e a veracidade dos fatos mostram os graves impactos da inatividade. A gestão dos resíduos sólidos é uma aplicação desse compromisso encadeado. No Brasil, a título de exemplo, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS – Lei 12.305/2010), instaurou o compromisso para os governos estaduais e municipais, e similarmente para o próprio Governo Federal, de notarem a temática dos resíduos sólidos de forma metódica e integrada para estruturar seus planos de gestão, de modo que sejam considerados princípios como o da diligência e precaução, da ecoeficiência, do comprometimento compartilhado pelo ciclo de existência dos produtos, da consideração do resíduo como um recurso econômico e de peso social, entre outros. 33 A maior parte dos estados brasileiros pressupõe em sua legislação a definição de incentivos econômicos para a adesão de condutas sustentáveis na administração dos resíduos sólidos. O Estado do RN estabeleceu um Plano Estadual de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos do Rio Grande do Norte (PEGIRS), que foi desenvolvido através da SEMARH com o intuito de analisar de forma geral como funciona todo o processo e leis que envolvem os resíduos sólidos, nos âmbitos estaduais, municipais e individuais desde seu descarte até a reutilização. Existem algumas formas mais comuns de tratamento e destinação final dos resíduos sólidos urbanos. No pré-tratamento são utilizadas tecnologias como a reciclagem, logística reversa e trituração. A reciclagem engloba múltiplas atividades relacionadas entre si, com o objetivo de extrair os materiais diferenciados, tratar e retorná-los ao ciclo produtivo de vida, desta forma, reduzindo a quantidade de matéria-prima essencial. A importância deste tratamento é reafirmada através da Lei brasileira 12.305/2010. Na logística reversa temos um instrumento de uso financeiro e social descrito por um composto de ações, preceitos e por intermédios designados a propiciar a coleta, e a reintegração dos resíduos nas empresas. Já na trituração os resíduos são fragmentados, desta forma, ficam com pouco volume e podem ser reutilizados. No tratamento em si e no destino do lixo, existem tecnologias como a compostagem, incineração, pirólise e coprocessamento. A compostagem é um processo aeróbico que gera composto orgânico e que pode ser reutilizado no solo sem riscos iminentes ao meio ambiente. A incineração é outro meio, que consiste na combustão dos resíduos para diminuir o volume dos mesmos e que se torna bem parecido com o processo da pirólise em que os resíduos podem se tornar bioóleos. E por fim, o coprocessamento muito utilizado em outros países, que em seu processo retira dos resíduos propriedades que acabam gerando o cimento, muito usado na indústria. O destino final dos resíduos sólidos é o aterro sanitário, uma técnica que não causa danos ao solo, onde são confinados apenas os rejeitos dos resíduos na menor área concebível. Nele existem muitas instalações, dentre elas drenagens pluviais e de gases. Possui baixo custo operacional, porém é necessário um estudo aprofundado anteriormente sobre a permeabilidade do solo. 34 2.3.4 Turismo de Sol e Mar no Nordeste O Nordeste é do Brasil a parte que mais se beneficia com o turismo. Representa 9,8% do PIB (Mtur,2013), com um faturamento de R$ 42,7 milhões por ano (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE,2013). Há maior tendência das pessoas para escolherem locais de destino em função de suas paisagens naturais. Nesse sentido, as regiões do planeta onde a natureza é exuberante, com animais e plantas em número significativo, tendem, uma vez oferecidas boas condições de acolhimento, a receber número maior do fluxo internacional de viajantes (DIAS, 2003, p. 20). A ampliação do turismo no Brasil, e, por conseguinte no Nordeste, estão vinculadas à valorização da zona costeira, que ocasionou o crescimento das atividades econômicas do turismo como as agências de turismo, hotelaria, restaurantes e comércio em geral. Seguindo a Rodovia do Sol, a devoração das paisagens tem suplantado muitas lógicas – inclusive as do mercado. Falsificação de títulos de propriedade, ocupação de terrenos da Marinha, invasão de reservas ambientais e loteamento de terrenos em lagoas não são as exceções, mas as regras oficiosas do mercado imobiliário local (LOPES JÚNIOR, 2000, p. 137). Desta forma, o Turismo na zona costeira, ou seja, de Sol e Praia, está justamente agregado à água e seus espaços intermediários, como os substanciais recursos turísticos e de entretenimento. Nada obstante, seus espaços transcendem o segmento de Sol e Praia e aliam-se também as atividades navais, de pescaria, aventura, turismo ambiental, dentre outras. 35 3- PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 3.1 CARACTERIZAÇÕES DO ESTUDO Por uma perspectiva metodológica o assunto se caracteriza como uma análise quantitativa descritiva. Fonseca (2002, p.20) afirma que, Diferentemente da pesquisa qualitativa, os resultados da pesquisa quantitativa podem ser quantificados. Como as amostras geralmente são grandes e consideradas representativas da população, os resultados são tomados como se constituíssem um retrato real de toda a população alvo da pesquisa. A pesquisa quantitativa se centra na objetividade. Influenciada pelo positivismo, considera que a realidade só pode ser compreendida com base na análise de dados brutos, recolhidos com o auxílio de instrumentos padronizados e neutros. A pesquisa quantitativa recorre à linguagem matemática para descrever as causas de um fenômeno, as relações entre variáveis, etc. A utilização conjunta da pesquisa qualitativa e quantitativa permite recolher mais informações do que se poderia conseguir isoladamente. Assim sendo, trata-se de uma pesquisa que é mais comumente utilizada e sua prioridade é mostrar de forma numérica a constância e a veemência de hábitos dos indivíduos de um delimitado grupo. Todas as proporções são exatas e úteis para maiores decisões. Na parte descritiva da pesquisa requer do investigador uma sucessão de informes sobre o que deseja analisar (TRIVIÑOS,1987). Este padrão de estudo visa identificar e registar os fenômenos e processos de determinada realidade. Trata-se de um estudo de caso, onde os dados são coletados e analisados para afirmar quais os efeitos causados em empresas, regiões e produtos. (PEVORATO, 2014) Um exemplo de pesquisa quantitativa acontece no período das eleições brasileiras, onde é feita uma estimativa numérica da quantidade de eleitores que votariam em candidatos específicos. 3.2 UNIVERSO DA PESQUISA A área demarcada para o estudo de caso é a Praia de Genipabu localizada no município de Extremoz/RN. Esta praia foi escolhida como representante do turismo de sol e mar na zona litorânea norte-rio-grandense. Os critérios de escolha da praia foram compostos levando em considerações algumas esferas de análise, como: a) O local deve ser um espaço de lazer; 36 b) A praia deve ter, em seu cotidiano, por meio dos veranistas o uso de utensílios descartáveis ou não; c) A praia é uma das representantes do turismo de sol e mar norte rio- grandense; d) A praia é corriqueiramente frequentada por turistas. Com destaque no uso sustentável dos recursos da praia, buscando informações com os empresários das pousadas, bares e restaurantes e com turistas. 3.3 COLETA DE DADOS Para a coleta dos dados foram utilizados dois questionários aplicados no período de 20 a 23 de maio, um para os empresários e outro para os turistas. O número de questionários foram seis para os empresários, dentre eles, três nas pousadas/Resort e três nos bares/restaurantes e vinte e oito para os turistas de várias regiões do Brasil. Os questionários foram divididos em duas partes para os turistas [perfil sociodemográfico; (5) e percepção ambiental; (11)], e em três partes para os empresários [perfil sociodemográfico (5), perfil da empresa (4) e percepção ambiental (10)]. No perfil sociodemográfico constam perguntas relacionadas ao gênero, escolaridade, faixa etária, renda e região. No perfil da empresa consta tipo de estabelecimento, segmento, porte e tempo no mercado. E na percepção ambiental constam perguntas sobre resíduos sólidos e sustentabilidade. A entrevista segundo Alvez (2007) é uma das predominantes técnicas de colhimento de dados, pelos seus proveitos, em relação aos outros métodos. 3.4 A TÉCNICA DE ANÁLISE DOS DADOS Na etapa de diagnóstico dos resultados foi utilizada a Escala de Likert que é uma das mais utilizadas em pesquisas. Ela fornece meios de conhecer o grau de equivalência do entrevistado com as afirmativas e existem níveis que são divididos em cinco intensidades de concordância. Neste estudo de caso, os níveis de concordância foram: Nunca, raramente, às vezes, sempre e não opinar. Após cada item ter sido respondido ele pôde ser analisado separadamente. 37 4. ANÁLISE DAS PERCEPÇÕES, OBSERVAÇÕES E MEDIDAS SOBRE RESÍDUOS SÓLIDOS NA PERSPECTIVA AMBIENTAL EM PRAIA URBANA (GENIPABU/RN) Neste capítulo será abordado de forma analítica os resultados encontrados a partir da pesquisa de campo, entrevistas e observações, realizadas em relação à questão dos Resíduos Sólidos e sua associação com a Praia Urbana de Genipabu/RN. Consiste em basicamente três tópicos, inicialmente com a caracterização da praia, as percepções e observações dos turistas e as medidas efetivadas por empresários e seus estabelecimentos sobre a questão dos Resíduos Sólidos na Praia de Genipabu. 4.1 CARACTERIZAÇÃO TURÍSTICA, SOCIAL E AMBIENTAL DA PRAIA DE GENIPABU/RN Localizada no município de Extremoz, a Praia de Genipabu que fica ao norte da capital, 25 km da cidade de Natal no Rio Grande do Norte é conhecida por suas belezas naturais e por atrair muitos turistas anualmente. A praia possui Dunas Móveis, lagoa, passeios de dromedário, buggy, dentre outras atratividades. A história do município de Extremoz denota do ano de 1607, quando os je- suítas chegaram ao Rio Grande do Norte e pretendiam catequizar os índios. Em se- tembro de 1759 na antiga aldeia do Guajirú, instalaram um município onde existia a vila de Extremoz. A independência política ocorreu em 04 de Abril de 1963 e Extre- moz se tornou a primeira vila do Rio Grande do Norte (Câmara Municipal de Extre- moz, 2015). O Turismo em Genipabu é sazonal, a maioria das casas é de segunda residên- cia, muitos estrangeiros estão comprando terrenos para revender posteriormente caso aconteça um fenômeno imobiliário. 38 4.2 PERCEPÇÃO DOS TURISTAS SOBRE RESÍDUOS SÓLIDOS NA QUESTÃO AMBIENTAL DA PRAIA DE GENIPABU/RN Inicialmente seguem-se as tabelas sobre o perfil sociodemográfico dos turistas e empresários (tabela 01) e sobre o perfil dos estabelecimentos (tabela 02) entrevistados no estudo de caso. QUADRO II: ANÁLISE DO QUESTIONÁRIO – PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO (TURISTAS E EMPRESÁRIOS) Variáveis Nº % Gênero Masculino 15 44,11% Feminino 19 55,88% Faixa Etária 18 à 30 12 35,29% 31 à 55 13 38,23% 56 à 70 5 14,70% Mais de 70 4 11,76% Escolaridade Médio Incompleto 7 20,58% Médio Completo 11 32,35% Superior Incompleto 3 8,8% Superior Completo 9 26,47% Mestrado Completo 4 11,76% Doutorado Completo 0 0% Renda Familiar Até 1 Sal. 2 5,88% De 1 à 5 Sal. 14 41,17% De 5 à 10 Sal. 16 47,05% De 10 à 15 Sal. 1 2,94% Acima de 15 1 2,94% Resido na Região Norte 0 0% Sul 1 2,94% Centro-Oeste 2 5,88% Nordeste 25 73,52% Sudeste 5 14,70% Outro País 1 2,94% Fonte: Dados da pesquisa, 2016 Diante da obtenção dos dados, se constatou que houve pouca diferença quanto ao gênero, entretanto a maioria dos entrevistados é do gênero feminino 55,88% e 44,11 % são do gênero masculino. A faixa etária média dos entrevistados é de 31 a 55 anos (38,23%) com nível de escolaridade do ensino médio completo (32,35%) e logo em seguida ficou o 39 superior completo com (26,47%). A renda familiar da grande parte dos entrevistados é de 5 à 10 salários-mínimos e 73,52% residem na Região Nordeste. Pode-se ver que se trata de um perfil adequado e pertinente para a obtenção dos dados sobre a questão dos Resíduos Sólidos e sua relação ambiental com a praia de Genipabu/RN. QUADRO III: ANÁLISE DO QUESTIONÁRIO – PERFIL DO ESTABELECIMENTO (EMPRESÁRIOS) Variáveis Nº % Tipo de Estabelecimento Hotel 0 0% Pousada 2 33,33% Resort 1 16,66% Bar/Restaurante 3 50% Principal Segmento de Clientes Turismo 5 100% Empresas 0 0% Outros 0 0% Porte da Empresa Micro 4 66,66% Pequena 2 33,33% Média 0 0% Grande 0 0% Está no Mercado à: Até 5 anos 2 33,33% De 5 à 10 anos 1 16,66% De 10 à 20 anos 1 16,66% Mais de 20 anos 2 33,33% Fonte: Dados da pesquisa, 2016. Os estabelecimentos entrevistados são em maioria bares/restaurantes (50%) que recebem os turistas da praia principalmente nos períodos da manhã e tarde, o principal seguimento foi o turismo com (100%) e a maioria é de microempresas (66.66%) que estão no mercado até 5 anos (33,33%) ou a mais de 20 anos (33,33%). Isso mostra que o perfil dos empreendimentos é favorável à obtenção dos dados da pesquisa, pois, todos fazem parte do seguimento turístico, além do tempo útil das empresas serem bem variáveis. 40 A seguir temos os gráficos que avaliam o nível de percepção ambiental dos turistas que frequentam a praia de Genipabu/RN e suas respectivas análises. GRÁFICO 01 e 02: AVALIAÇÃO DA PERCEPÇÃO AMBIENTAL DOS TURISTAS NOS MEIOS DE HOSPEDAGEM E ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS DA PRAIA DE GENIPABU/RN. 10,71% 25% 32,14% 32,14% 75% 28,57% 42,85% 32,14% 10,71% 42,85% 14,28% 50% 17,85% 17,85% 10,71% 21,42% 14,28% 3,57% 14,28% 3,57% Fonte: Dados da Pesquisa, 2016. Tópico 1: Indivíduos que pensam em reutilizar o lixo antes de jogar fora. Tópico 2: Reservam separadamente o lixo que pode ser reciclado como papéis, plásticos, alumínios e metais. Tópico 3: Guardam o resíduo sólido em uma sacola até encontrar. Tópico 4: Procura saber se a propriedade separa o lixo em vidros, metais, papéis e plásticos. Tópico 5 Compram objetos reciclados. GRÁFICO 02. 3,57% 21,42% 25% 25% 67,85% 64,28% 96,42% 50% 21,42% 50% 21,42% 17,85% 17,85% 28,57% 3,57% 28,57% 10,71% 10,71% 10,71% 3,57% 3,57% 14,28% 3,57% 41 Fonte: Dados da Pesquisa, 2016. Tópico 6: Colocam os resíduos sólidos nas lixeiras específicas. Tópico 7: Trabalham em empresas que possuem programa de coleta seletiva. Tópico 8: Sentem-se atraídos por noticiários sobre questões ambientais relacionadas ao lixo. Tópico 9: Acham primordial que as empresas se preocupem com o destino do lixo. Tópico10: São propensos a pagar mais por meios de hospedagem que possuem coleta seletiva e destinação de resíduos sólidos. Tópico 11: Procuram imediatamente uma lixeira quando veem um resíduo sólido no chão. É possível observar no gráfico 01, que a maioria dos indivíduos só às vezes recicla o lixo antes de jogá-lo fora, e isso contrasta bem com a quantidade de pessoas que separam o lixo que pode ser reciclado, que varia entre “sempre” e “às vezes”. Grande parte afirmou que sempre guardam o resíduo sólido em uma sacola até encontrar a lixeira. Metade dos entrevistados declararam que nunca se preocupam com o nível de consciência ambiental dos estabelecimentos em relação a separação do lixo. Os objetos reciclados são requisitados de forma mediana, 42.85% das pessoas disseram que compram apenas às vezes. Sobre os resíduos sólidos nas lixeiras específicas, 67.85% das pessoas alegaram que sempre colocam nas mesmas. Foi constatado na pesquisa que metade das empresas atualmente possui programa de coleta seletiva, pois 50% disseram que na empresa que trabalham ocorre este tipo de coleta. Diariamente vê-se nos noticiários propagandas e documentários sobre o meio ambiente, o que não sabíamos é que grande parte das pessoas, segundo os dados, 64.28% se interessam por este assunto tão importante. Tendo em vista que diante de tal interesse muitos apreciam o tema apenas teoricamente, pois na prática são oscilantes. Foi quase unânime concordar que todas as empresas se preocupem com o lixo, 96.42%,entretanto, a maioria afirmou que nunca 28.57% pagaria mais por um meio de hospedagem que possui o programa de coleta seletiva, pois, é de responsabilidade de toda sociedade e custear o serviço seria vender uma exclusividade que na verdade é obrigação. E metade dos indivíduos, 50%, disseram que pegam o resíduo que veem no chão e colocam em uma lixeira. 42 Todos esses fatores evidenciam que os turistas estão cada vez mais tendo uma maior consciência em relação ao meio em que vivem, o que se assimila com os dados do (MMA,2012), que 48% dos brasileiros dizem que separam o lixo e que este é um dos problemas ambientais do Brasil que vem ganhando bastante notoriedade, onde em 1992, apenas 4% achavam isto um problema, e em 2012 esse número subiu para 28%. 4.3 PERCEPÇÃO E MEDIDAS EFETIVADAS POR EMPRESAS E ESTABELECIMENTOS EM RELAÇÃO À QUESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS NA PRAIA DE GENIPABU/RN. Nos aspectos favoráveis dos resíduos sólidos e da questão ambiental, muitos empresários vendo o descaso de alguns em relação ao meio ambiente, acabam exercendo seu papel contribuinte na sociedade criando em seus estabelecimentos formas ecologicamente corretas de utilizar todos os recursos que a natureza os proporciona como acontece na Pousada Aconchego, onde a mesma é toda ecologicamente correta e, além disso, a proprietária Adriana Reis em conjunto com outras empresárias da praia lidera o projeto “Mulheres Unidas de Genipabu” que vem contribuindo com a coleta seletiva do lixo na praia através da distribuição de manilhas pela região. Além disso, elas reciclam e utilizam os novos objetos em seus estabelecimentos e residências, contribuindo para a diminuição da massa de lixo. Ou seja, o maior impacto positivo acontece no aumento da percepção ambiental que as pessoas vêm adquirindo ao longo das décadas. 43 Figura 7: Crianças juntando garrafas pet Fonte: Coletivo verde Nos aspectos comprometedores dos resíduos sólidos e da questão ambiental, a coleta, o destino final e o trato apropriado dos resíduos sólidos persistem sendo um dos mais relevantes dilemas ambientais de qualquer lugar urbano na atualidade. Sua significância se aclara não só pelos enormes volumes produzidos, como pela incessante expansão na produção e destino inadequado do lixo. Na Praia de Genipabu não é diferente, pois, não existe a coleta seletiva, nas latas de lixo que são distribuídas pela praia são recolhidos todos os tipos de resíduos em um único local. Não existem instalações para tratamento e se pode dizer que grande parte do lixo produzido não é coletado, como por exemplo, os resíduos hospitalares que não tem destino adequado. Desta forma, acabam prejudicando os principais espaços físicos da praia e, por conseguinte o turismo local. Todos esses fatores causam impactos negativos. Os principais pontos observados foram: Poluição das areias, o que prejudica bastante as crianças que gostam de brincar na mesma; poluição da água, perigo de acidentes com objetos cortantes, mau cheiro, proliferação de insetos e pragas, morte da flora e fauna aquática prejudicando a paisagem natural e a utilização do espaço para as gerações futuras. 44 Figura 8: Resíduos sólidos na areia da Praia de Genipabu/RN Fonte: Vivasosodreams Figura 9: Resort Villa do Sol – Genipabu/RN Fonte: Peixe Urbano O Resort Villa do Sol é uma microempresa que está no mercado a mais de vinte anos e tem como principal seguimento o turismo. O proprietário acredita que todas as empresas devem se preocupar com a coleta seletiva de resíduos sólidos, pois, ele entende claramente o que é desenvolvimento sustentável. Porém, declarou que raramente desenvolve ações socioambientais relacionadas ao lixo. Sobre a Norma ISO 14 001 que foi criada para ajudar empresas a reconhecer, priorizar e coordenar suas ameaças ambientais como parte de suas atividades recorrentes, ele preferiu não opinar. 45 O estabelecimento possui coleta seletiva e têm o controle total sobre todos os resíduos, mesmo eles não dispondo de um programa interno de sustentabilidade. A utilização dos materiais biodegradáveis, é oscilante, acontece apenas às vezes. O empreendimento possui instalações e sempre os utiliza para evitar o desperdício dos resíduos sólidos. Ele acredita totalmente que a imagem da empresa possa melhorar quando relacionada à prática da coleta seletiva. Afirmou também que todos os noticiários relacionados ao lixo o chamam atenção, mas só às vezes investe recursos financeiros na área ambiental. Figura 10: Pousada Aconchego – Genipabu/RN Fonte: Cristinalira.com A Pousada Aconchego é uma microempresa que está no mercado há cinco anos e tem como principal seguimento o turismo. A proprietária considera que é sempre essencial se preocupar com a coleta seletiva de resíduos sólidos. Por ela entender o que é desenvolvimento sustentável, acaba desenvolvendo ações socioambientais relacionadas ao lixo, como o projeto “Mulheres Unidas de Genipabu” onde um dos objetivos é distribuir manilhas pela praia para facilitar a coleta do lixo na região. O estabelecimento está de acordo com a Norma ISO 14 001. A mesma possui janelas ecológicas (iluminação e ventilação), madeiramento reciclado, reciclagem dos resíduos e aproveitamento de toda a água utilizada no local. Sempre utiliza 46 materiais biodegradáveis, possui vários equipamentos e instalações que buscam evitar o desperdício dos resíduos e acredita firmemente que a imagem da empresa possa melhorar diante destas práticas. Sempre atenta aos noticiários relacionados ao meio ambiente, especificamente o lixo, investe seus recursos financeiros na área. Figura 11: Pousada Soleil – Genipabu/RN Fonte: Pousada-soleil.blogspot.com.br A Pousada é uma microempresa que está no mercado a mais de dez anos e também tem como principal seguimento de clientes, o turismo. O proprietário concorda que as empresas devem sempre estar preocupadas com a coleta seletiva de resíduos sólidos. O desenvolvimento sustentável é de seu conhecimento, por este motivo desenvolve ações socioambientais. Apesar de não possuir muito conhecimento sobre a Norma ISO 14 001, o mesmo possui coleta seletiva de resíduos sólidos. A utilização de materiais biodegradáveis é constante, mesmo às vezes não possuindo equipamentos para evitar o desperdício. O mesmo também acredita que a imagem da empresa possa melhorar se praticar a coleta seletiva. Todos os noticiários sobre o meio ambiente o interessa e sempre acaba investindo seus recursos financeiros na área. 47 Figura 12: Interior do Atlântico Bar e Restaurante – Genipabu/RN Fonte: Para viagem, 2015. O Bar Atlântico é uma microempresa que está no mercado a cinco anos e faz parte do seguimento de turismo do local. O dirigente do local acha importante haja uma preocupação com a coleta seletiva de resíduos sólidos. Ele afirmou que sabe do que se trata o Desenvolvimento Sustentável, mas, nunca ouviu falar da Norma ISO 14 001. Apesar disto, desenvolve ações socioambientais, utilizando materiais biodegradáveis e às vezes dispondo de equipamentos que visam evitar o desperdício dos resíduos sólidos. Apesar de sempre estar atento aos noticiários sobre as questões ambientais e de acreditar que pode melhorar a imagem da empresa quando relacionada à coleta seletiva, afirmou que nunca investe seus recursos financeiros nesta área. 48 Figura 13: Bar da Vitória (ao lado Bar Atlântico) Fonte: Para Viagem, 2015. O Bar da Vitória é um estabelecimento de pequeno porte que está no mercado a quase dez anos e seu principal seguimento é o turismo. O responsável pelo local afirma que as empresas devem sempre se preocupar com a coleta de resíduos sólidos. Não soube opinar sobre o que é Desenvolvimento Sustentável, mas afirmou desenvolver ações relacionadas ao lixo. O mesmo também não possui conhecimento sobre a Norma ISO 14 001, mas, o estabelecimento tem o controle sobre os resíduos sólidos, às vezes utiliza materiais biodegradáveis e possui instalações que buscam evitar o desperdício dos resíduos. Ele também acredita que a imagem da empresa possa melhorar se esta tem práticas de coleta seletiva. Os noticiários sobre o meio ambiente só o chamam atenção às vezes e ele nunca investe seus recursos financeiros na área. 49 Figura 14: Bar 21 ao fundo Fonte: www.pbase.com/imagem/29802250 O Bar 21 é uma empresa de pequeno porte, seu principal seguimento de clientes é o turismo e está no mercado a mais de vinte anos. O dirigente do local acha que as empresas devem estar essencialmente preocupadas coma coleta seletiva de resíduos sólidos. Ele afirma entender sobre desenvolvimento Sustentável, mas, raramente seu empreendimento desenvolve ações socioambientais relacionadas ao lixo. Ele também afirmou que conhece um pouco da Norma ISO 14 001 e disse que só às vezes tem o controle sobre os resíduos sólidos e utiliza materiais biodegradáveis no empreendimento. O estabelecimento também possui algumas instalações que buscam evitar o desperdício dos resíduos. O mesmo acredita que a imagem da empresa sempre pode melhorar quando relacionada à prática da coleta seletiva. Todos os noticiários sobre questões ambientais o chamam atenção, mas ele nunca investe seus recursos financeiros na área. A seguir temos os dados dos gráficos 03 e 04 que demostram o nível de percepção ambiental sobre resíduos sólidos das empresas e estabelecimentos (imagens 09 a 10) da praia de Genipabu/RN. 50 GRÁFICOS 03 E 04 – AVALIAÇÃO DA PERCEPÇÃO AMBIENTAL DOS EMPRESÁRIOS NOS MEIOS DE HOSPEDAGEM E ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS DA PRAIA DE GENIPABU/RN. 33,33 % 100% 83,33 66,66% % 100 % 16,66% 33,33% 33,33% 16,66% 16,66% Fonte: Dados da Pesquisa,2016. Tópico 1: Indivíduos que concordam que as empresas devem estar essencialmente preocupadas com a coleta seletiva de resíduos sólidos. Tópico 2: Entendem o que é Desenvolvimento Sustentável. Tópico 3: Proprietários desenvolve ações socioambientais relacionadas ao lixo em seu empreendimento.. Tópico 4: Conheçem a Norma ISO 14 001. Tópico 5: Os estabelecimentos que possuem coleta seletiva e tem o controle sobre os resíduos sólidos. GRÁFICO 04. 33,33% 50% 33,33% 100% 83,33% 16,66% 66,66% 50% 50% 16,66% 51 Fonte: Dados da Pesquisa, 2016. Tópico 6: Utilizam materiais biodegradáveis no empreendimento. Tópico 7: Os empreendimento que buscam evitar o desperdício de resíduos sólidos. Tópico 8: Acreditam que a imagem da empresa possa melhorar quando relacionada a prática da coleta seletiva. Tópico 9: Frequência com que noticiários sobre questões ambientais relacionadas ao lixo chamam atenção. Tópico 10: investem recursos financeiros na área ambiental. Com base no que foi descrito e apresentado vê-se que a questão dos resíduos sólidos é determinante para a sobrevivência e manutenção de uma boa condição da atividade turística na praia de Genipabu/RN. Apesar de ser um aspecto voltado para a questão mais direta de lixos gerados na praia, não deixam de ser importantes, pois dizem respeito a questão ambiental maior, que marca e define a própria condição da referida praia como destino turístico. Apesar disso algumas indicações podem ser apresentadas na perspectiva de sugestões, que podem posteriormente ser consideradas visando a permanente busca por um turismo cada vez melhor e mais qualitativo. Em termos práticos podem-se listar as seguintes sugestões: a. Multa para quem jogar lixo na praia; b. Não descartar óleo nas redes de esgoto e não desviá-lo para córregos; c. Não construir em regiões com mananciais; d. O governo deve reforçar a fiscalização em todos os empreendimentos e sugerir medidas de reutilização dos resíduos sólidos; e. Distribuir latas de lixo específicas pela praia; f. Colocar sacolas em todas as mesas da orla; g. Encaminhar todos os resíduos sólidos para reciclagem e o lixo hospitalar para a incineração; h. Conscientização ambiental nas escolas e comunidade local. Por fim, os dados coletados e os resultados alcançados dão algumas indicações e observações sobre a questão ambiental de um destino turístico dos mais concorridos, sobretudo, por se explorar a questão de sol, praia, mar e natureza. Pelo fato da questão ambiental ser extremamente sensível, é importante tratar desse aspecto de resíduos sólidos como um indicativo da 52 orientação e desenvolvimento ambiental sustentável como fator decisivo para o crescimento harmonioso do turismo nessa área. 53 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Tratar da questão ambiental e sua relação com o turismo é sempre desejável em pesquisa científica e na elaboração de trabalhos acadêmicos, considerando a complexidade e amplitude dessa temática. Foram feitas pesquisas de natureza bibliográfica e de campo, sendo relacionadas para se procurar entender a questão dos resíduos sólidos gerados e sua relação com a questão ambiental no importante destino turístico que representa a Praia de Genipabu, sua realidade e seu símbolo como marca do turismo potiguar. Pode-se afirmar que apesar de haver normas e procedimentos padrão para a questão ambiental e de resíduos sólidos, são iniciativas isoladas e algumas medidas efetivadas, deixando a desejar, oque indica um fator desfavorável a atividade turística intensa na praia de Genipabu/RN. Não se tem uma questão disciplinada e ordenada dos aspectos ambientais embora a atividade turística de praias, dunas, hospedagem, restaurantes e bares aconteçam continuamente movimentando a praia como um importante destino turístico. Parece não haver uma relação mais visível e adequada da questão ambiental com o turismo, sabendo que a simples ocorrência da atividade turística implica impacto ambiental, isso devendo ser considerado para a sobrevivência econômica, social e ambiental do lugar como passagem obrigatória do turismo do litoral do Estado. Acredita-se que com o passar do tempo, pelas exigências, cobranças e pressões ambientais possa-se ter uma melhor configuração do turismo e sua relação com o meio ambiente, os quais têm uma relação direta e uma grande dependência. O trabalho contribui em termos de escolher abordar essa temática e sua discussão considerando os aspectos teóricos e empíricos. Além dos resultados obtidos, algumas ideias e sugestões são apresentadas no sentido de colaborar de forma mais efetiva come essa importante questão dos resíduos sólidos e seus impactos ambientais. Teve-se como limitação a questão do tempo e de uma maior acessibilidade a uma gama maior e mais profunda de dados, além das metodológicas e operacionais para a concretização desse estudo como trabalho de conclusão de curso. 54 Espera-se que outros estudos possam dar continuidade a abordagem ambiental sempre ligada ao turismo, mesmo porquê as mudanças ocorrem de forma cada vez mais dinâmicas e intensas, o que sugere considerar com mais prioridade essa questão determinante para o futuro do turismo. 55 REFERÊNCIAS ALVES, Magda. Como escrever teses e monografias: um roteiro passo a passo. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. BALANZÁ, Izabel Milio; NADAL, Mônica Cabo. Marketing e comercialização de produtos turísticos. São Paulo: Thompson, 2003. 222 p. BECKER, Bertha K. Novos rumos da política regional: por um desenvolvimento sustentável da fronteira amazônica. In: BECKER, BK & MIRANDA, M. A Geografia Política do Desenvolvimento Sustentável 1997. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1997. BERRY, SIAN. 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São Paulo: Saraiva, 2006. 60 APÊNDICES APÊNDICE - A UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS DEPARTAMENTO DE TURISMO CURSO DE BACHARELADO EM TURISMO QUESTIONÁRIO – Avaliação da Percepção Ambiental dos empresários nos meios de hospedagem e estabelecimentos comerciais da Praia de Genipabu/RN. 1. Perfil sociodemográfico. A. Gênero: ( ) Masculino ( ) Feminino B. Faixa etária: ( ) 18 a 30 anos ( ) 31 a 55anos ( ) 56 a 70 anos ( ) Mais de 70 anos C. Escolaridade: ( ) Médio Incompleto ( ) Médio Completo ( ) Superior Incompleto ( ) Superior Completo ( ) Mestrado Completo ( )Doutorado Completo D. Renda Familiar: ( ) Até 1 S.m ( ) De 1 a 5 S.m ( ) De 5 a 10 S.m ( ) De10 a 15 S.m ( )acima de 15 S.m E. Resido na região: ( ) Norte ( ) Sul ( ) Centro-oeste ( ) Nordeste ( ) Sudeste 2. Perfil da empresa. A. Tipo de estabelecimento: 61 ( ) Hotel ( ) Pousada ( ) Resort ( ) Bar B. Principal Segmento de Clientes: ( ) Turismo ( )Empresas ( )Outros C. Porte da Empresa: ( ) Micro ( ) Pequena ( ) Média ( ) Grande D. A empresa está no mercado a: ( ) Até 5 anos ( ) De 5 a 10 anos ( ) De 10 a 20 anos ( ) Mais de 20 anos 3. Classifique o grau de concordância dos seguintes itens. A. As empresas devem estar essencialmente preocupadas com a coleta seletiva de resíduos sólidos: ( ) Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes ( ) Sempre ( ) Não Opinar B. Entendo o que é Desenvolvimento Sustentável: ( ) Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes ( ) Sempre ( ) Não Opinar C. Meu empreendimento desenvolve ações socioambientais relacionadas ao lixo: ( ) Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes ( ) Sempre ( ) Não Opinar D. Conheço a Norma ISO 14 001: ( )Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes ( ) Sempre ( ) Não Opinar E. O estabelecimento possui coleta seletiva e tem o controle sobre os resíduos sólidos: ( ) Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes ( ) Sempre ( ) Não Opinar F. Utilizo materiais biodegradáveis no empreendimento: ( ) Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes ( ) Sempre ( ) Não Opinar G. O empreendimento possui equipamentos e instalações que buscam evitar o desperdício de resíduos sólidos: ( ) Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes ( ) Sempre ( ) Não Opinar 62 H. Acredito que a imagem da empresa possa melhorar quando relacionada a prática da coleta seletiva: ( ) Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes ( ) Sempre ( ) Não Opinar I. Noticiários sobre questões ambientais relacionadas ao lixo me chamam atenção: ( ) Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes ( ) Sempre ( ) Não Opinar J. Para melhorar o desempenho da minha empresa eu invisto recursos financeiros na área ambiental: ( ) Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes ( ) Sempre ( ) Não Opinar 63 APÊNDICE B UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS DEPARTAMENTO DE TURISMO CURSO DE BACHARELADO EM TURISMO QUESTIONÁRIO – Avaliação da Percepção Ambiental dos turistas nos meios de hospedagem e estabelecimentos comerciais da Praia de Genipabu/RN. 1. Gênero: ( ) Masculino ( ) Feminino 2. Faixa etária: ( ) 18 a 30 anos ( ) 31 a 55anos ( ) 56 a 70 anos ( ) Mais de 70 anos 3. Escolaridade: ( ) Médio Incompleto ( ) Médio Completo ( ) Superior Incompleto ( ) Superior Completo ( ) Mestrado Completo ( )Doutorado Completo 4. Renda Familiar: ( ) Até 1 S.m ( ) De 1 a 5 S.m ( ) De 5 a 10 S.m ( ) De10 a 15 S.m ( )acima de 15 S.m 5. Resido na região: ( ) Norte ( ) Sul ( ) Centro-oeste ( ) Nordeste ( ) Sudeste ( ) Outro país 6.Como você classifica o grau de concordância dos seguintes itens: A. Penso em reutilizar o lixo antes de jogá-lo fora: ( )Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes ( ) Sempre ( ) Não Opinar 64 B. Em minha residência reservo separadamente o lixo que pode ser reciclado como papéis, plásticos, alumínios e metais: ( )Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes ( ) Sempre ( ) Não Opinar C. Quando não encontro uma lixeira, guardo o resíduo sólido em uma sacola até encontrar: ( )Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes ( ) Sempre ( ) Não Opinar D. Ao me hospedar ou frequentar estabelecimentos comerciais, procuro saber se a propriedade separa o lixo em papéis, plásticos, vidros, metais e não recicláveis: ( )Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes ( ) Sempre ( ) Não Opinar E. Compro objetos reciclados: ( )Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes ( ) Sempre ( ) Não Opinar F. Eu coloco os resíduos sólidos nas lixeiras específicas: ( )Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes ( ) Sempre ( ) Não Opinar G. Trabalho em uma empresa que tem programa de coleta seletiva: ( )Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes ( ) Sempre ( ) Não Opinar H. Noticiários sobre questões ambientais relacionadas ao lixo me chamam atenção: ( )Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes ( ) Sempre ( ) Não Opinar I. É primordial que todas as empresas se preocupem com o destino do lixo: ( )Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes ( ) Sempre ( ) Não Opinar J. Sou propenso(a) a pagar mais por meios de hospedagem que possuem coleta seletiva: ( ) Nunca ( ) Raramente ( ) Às vezes ( ) Sempre ( ) Não Opinar K. Quando vejo um resíduo sólido no chão, procuro imediatamente uma lixeira: ( )Nunca ( ) Raramente ( )Às vezes ( ) Sempre ( )Não Opinar