CERES - Mestrado em História
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Navegando CERES - Mestrado em História por Autor "Albuquerque Júnior, Durval Muniz de"
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Dissertação "Captura" dos sertões na rede: um olhar sobre os sertões contemporâneos divulgados/visualizados nas mídias digitais (2018- 2022)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2022-10-28) Medeiros, Franciely de Lucena; Andrade, Joel Carlos de Souza; https://orcid.org/0000-0003-2141-0212; http://lattes.cnpq.br/6752728114568336; https://orcid.org/0000-0003-3324-1700; http://lattes.cnpq.br/6793386683754436; Albuquerque Júnior, Durval Muniz de; https://orcid.org/0000-0003-4153-9240; http://lattes.cnpq.br/7585947992338412; Santos, Evandro dos; Silveira, Pedro Telles daA atualidade compreende uma série de informações concentradas principalmente no uso das novas tecnologias, celulares, computadores, redes sociais, aplicativos de divulgação, compra e venda de produtos, streamings de filmes, séries e músicas, leitores digitais e diversas outras ferramentas. Diante deste processo de atualização, com seu caráter polissêmico e multifacetado, os sertões continuam a ser apresentados sob a ótica de discursos “clássicos”, em sua maioria como sinonímia da região Nordeste brasileira bem como das descrições sobre os sujeitos sertanejos e nordestinos. A atualização constante em que o mundo se encontra parece não se adequar à superação da simetria entre estas categorias. Neste sentido, objetiva-se realizar um estudo acerca das (re)apresentações dos sertões nas mídias digitais, a começar por sites informativos, de grande alcance e visibilidade, capazes de divulgar imagens negativas ou positivas acerca da categoria. Assim como o uso das redes sociais, com ênfase para o Instagram e uma página denominada Raízes do Sertão e o Blog do fotógrafo pernambucano, Fred Jordão. A investigação busca compreender, em diálogo com a história digital, as imagens/paisagens dos sertões disponíveis nas mídias digitais. Conclui-se, que a contemporaneidade dos sertões se aplica apenas a sua divulgação nos meios digitais enquanto um lugar com características áridas, de homens “austeros” devido ao ambiente hostil e, ao mesmo tempo, reforçam uma visão romantizada e telúrica sem enfrentar os problemas historicamente construídos e que acabam por naturalizar tais visões.Dissertação Dos "confins do Brasil" às passarelas: os sertões em/na moda(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2021-04-01) Santos, Marcelino Gomes dos; Albuquerque Júnior, Durval Muniz de; ; ; Santos, Evandro dos; ; Andrade, Joel Carlos de Souza; ; Souza, Candice Vidal e;Esta dissertação trata da costura de sentidos sobre os sertões no espaço discursivo da moda brasileira, a partir do lançamento de duas coleções de vestuário assinadas por estilistas brasileiros e desfiladas em eventos de moda nacionais. Nesta direção, elegemos como objetos de estudo as coleções de moda “Carne Seca ou Um Turista Aprendiz em Terra Áspera”, do estilista mineiro Ronaldo Fraga, lançada na São Paulo Fashion Week, em 2013; e “Vaqueiro Desconstruído pela Alfaiataria”, do estilista paulista Akihito Hira, coleção vencedora do concurso Ceará Moda Contemporânea, em 2017. No trajeto dessa investigação, buscamos analisar o diálogo dos estilistas brasileiros com o conceito de sertão, sua inscrição no espaço discursivo da moda, sua associação à linguagem das roupas, observando os signos que foram agenciados pelos estilistas para levar os sertões às passarelas e discutir as (re)construções imagéticas e discursivas operadas a partir dos referidos eventos, com atenção às continuidades e rupturas de sentido sobre a ideia de sertão. Concebemos, neste caminho, que a presença do conceito de sertão no espaço discursivo da moda brasileira implica a sua (re)criação, isto é, o cerzir de novos enunciados, novas formas de vê-los e dizê-los, posto que a moda, antes de tudo, está ligada àquilo que é contemporâneo.Dissertação Escrever um sertão: memória e etnografia em Oswaldo Lamartine de Faria (1945-2005)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2022-05-26) Medeiros, Eduardo Kleyton de; Santos, Evandro dos; http://lattes.cnpq.br/8839237473238900; Albuquerque Júnior, Durval Muniz de; https://orcid.org/0000-0003-4153-9240; http://lattes.cnpq.br/7585947992338412; Andrade, Joel Carlos de Souza; https://orcid.org/0000-0003-2141-0212; http://lattes.cnpq.br/6752728114568336; Turin, RodrigoA presente pesquisa debruça-se sobre a obra de Oswaldo Lamartine de Faria (1919 – 2007), escritor consagrado no universo letrado do Rio Grande do Norte, e que entre 1945 e 2005 dedicou-se ao estudo e à escrita sobre o mundo rural, especialmente o sertão do Seridó, construindo uma obra de gêneros textuais variados e com significativas marcas autobiográficas. A análise do discurso que operamos sobre seus ensaios e na escrita de si, principalmente em suas entrevistas e correspondências publicadas, permitiu empreender o exame de determinada concepção sobre o sertão do Seridó por ele construída ao longo do século XX, privilegiando os modos como no texto se manifestam sua experiência com o tempo e o espaço que põe em prática. Assim, no primeiro capítulo, abordamos os pressupostos existenciais que estruturam o saber histórico efetivamente usado pelo sertanista em sua leitura do sertão (RICOEUR, 2007). No segundo capítulo nos dedicamos à análise dos procedimentos de pesquisa e escrita que conformam a etnografia posta em prática pelo autor (CERTEAU, 1998). Por fim, consideramos que o sertanista faz usos deliberados do passado para, de maneira questionável, investir na consolidação de uma memória acerca de uma dominação política sobre o sertão do Seridó.Dissertação O Sertão é Neon: transversalidades e pluralidades de identidades de gênero no filme Boi Neon de Gabriel Mascaro (2015)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2022-10-26) Azevedo, Gleice Linhares de; Albuquerque Júnior, Durval Muniz de; https://orcid.org/0000-0003-4153-9240; http://lattes.cnpq.br/7585947992338412; http://lattes.cnpq.br/9977830338247954; Andrade Júnior, Lourival; https://orcid.org/0000-0003-2155-1816; http://lattes.cnpq.br/2227836576507822; Santiago Júnior , Francisco das Chagas Fernandes; https://orcid.org/0000-0003-2690-5222; http://lattes.cnpq.br/8893350729538284; Lima, Frederico Osanan AmorimEste trabalho tem como objetivo compreender os discursos instituídos pelas imagens cinematográficas contemporâneas sobre o sertão e as relações de gênero aí prevalecentes, sobretudo, na construção das masculinidades sertanejas configuradas em um cenário de rupturas e continuidades, em relação aos códigos morais que modelam o ser(tão). Para tal empreitada, partimos do recorte temporal delimitado entre os anos 2000 a 2015, tendo como marco algumas produções fílmicas com a temática do sertão, como Cinemas, aspirinas e urubus (2005), Luneta do Tempo (2014) e o gênero novela com a produção de Cordel Encantado (2011). Além de tais fontes, trabalhamos com a fonte basilar dessa escrita, o filme Boi Neon (2015), do diretor e roteirista pernambucano, Gabriel Mascaro. O referencial teórico e metodológico estrutura-se na análise de discurso de Michel Foucault visando entender as várias camadas de sentidos que constituem as imagens, sobretudo, cinematográficas para o estudo que nos propomos a realizar. Essa análise também partiu do uso de método arqueológico das imagens, ou seja, uma escavação das camadas visuais que constituem nosso modo de ver o sertão, a partir dos pressupostos apresentados pelo historiador da arte Georges Didi-Huberman. A discursão teórica também está fundamentada na Teoria Queer para compreender as novas relações de gênero que se movem na narrativa fílmica de Boi Neon, a partir das concepções de Judith Butler (2021) e das reflexões de Richard Miskolci (2021) e Guacira Lopes (2018) quando pensam o gênero como construção normativa na cultura e a possibilidade de viver outra diversidade, outras maneiras de exercer a masculinidade de maneira plural, para além das normas. Nessa direção, a partir do conceito de imagem sobrevivente ou imagem sintoma de Didi-Huberman, concluímos que as imagens do sertão anteriores à produção de Boi Neon são imagens sobreviventes de outras produções visuais anteriores (como os filmes do Cinema Novo e da Retomada) e que as imagens capturadas por Boi Neon são imagens-ação, que, por sua vez, são imagens críticas, transgressoras de uma dada visualidade do sertão e do tempo dessas imagens. Nessa linha, as imagens em volta do corpo masculino e feminino, nessa espacialidade são, de certa forma, desconstruídas e diferentes das elaborações já realizadas em volta do sertanejo(a), assim como é o sertão/agreste na perspectiva do filme. Portanto, o sertão contemporâneo de Boi Neon é um sertão em movimento, de passagens de temporalidades, o arcaico e o novo, do pretérito e presente, de corpos em “dilatação” e, enfim, um sertão em trânsito.Dissertação O sertão obnubilado: Araripe Júnior e a produção do sertão nortista na literatura brasileira (séc. XIX-XX)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2023-08-30) Santos, Rosane dos; Albuquerque Júnior, Durval Muniz de; https://orcid.org/0000-0003-4153-9240; http://lattes.cnpq.br/7585947992338412; Souza, Candice Vidal e; Santos, Evandro dos; Andrade, Joel Carlos de Souza; https://orcid.org/0000-0003-2141-0212; http://lattes.cnpq.br/6752728114568336Esta dissertação tem como objeto o sertão na literatura brasileira do século XIX, na obra do escritor e crítico literário Tristão de Alencar Araripe Júnior. Filho de uma das famílias tradicionais do Norte, primo do escritor José de Alencar, Araripe Júnior teve formação em advocacia, pela Faculdade de Direito do Recife, destacando-se como crítico literário e, com menos sucesso, como escritor de romances. No Ceará, participou ativamente no debate intelectual ao lado de Capistrano de Abreu e Raimundo Antônio da Rocha Lima, nas reuniões da Academia Francesa e posteriormente na Escola Popular. No Rio de Janeiro, ao lado de Sílvio Romero e José Veríssimo, formaram a trindade crítica da época naturalista no Brasil. Foi membro da Academia Brasileira de Letras, membro do Instituto Histórico do Ceará e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro. Apesar disso, sua obra recebeu limitada atenção em trabalhos acadêmicos, fora da área literária, principalmente no tocante à temática do sertão. Nesse sentido, procuramos a partir de dois textos do escritor, O Retirante: scenas da seca de 1845 (1877) e O Reino Encantado: crônica sebastianista (1878) compreender como o autor constrói na sua escrita uma ideia de sertão. Na sua vasta produção crítica, Araripe Jr. criou o conceito de obnubilação brasílica, termo utilizado pelo autor para explicar o processo de adaptação do homem europeu ao meio tropical brasileiro e à formação da brasilidade. Nosso objetivo é compreender os caminhos por meio dos quais se produziu, no âmbito do discurso literário brasileiro do século XIX e nos escritos de Araripe Júnior o sertão do norte. Tentar compreender as práticas discursivas sobre os sertões na produção de Araripe Júnior passa pela procura de relações de poder e de saber que produziram estas imagens e estes enunciados, que inventaram o sertão nortista. Para tal, estabelecemos um diálogo teórico com Pierre Bourdieu e Michel Foucault para tratar da relação das práticas discursivas do autor com a produção de uma dada visão do sertão do Norte na literatura oitocentista brasileira.