CERES - Mestrado em História
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Navegando CERES - Mestrado em História por Autor "Andrade, Joel Carlos de Souza"
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Dissertação Atenas em ruínas, sertão e persistência: novas e velhas representações de Assú na escrita de Celso Dantas da Silveira entre as décadas de 1980 a 1990(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2022-08-04) Oliveira, Ericlis Dantas de; Fernandes, Paula Rejane; https://orcid.org/0000-0002-6273-2229; http://lattes.cnpq.br/6472282774896644; https://orcid.org/0000-0001-8237-5655; http://lattes.cnpq.br/6636531146430464; Andrade, Joel Carlos de Souza; https://orcid.org/0000-0003-2141-0212; http://lattes.cnpq.br/6752728114568336; Sales Neto, Francisco Firmino; https://orcid.org/0000-0001-9647-4638; http://lattes.cnpq.br/3836760295812952Esta pesquisa objetiva problematizar as representações de Assú/RN a partir da produção intelectual do jornalista Celso Dantas da Silveira (1929-2005). Nos propomos a analisar como o mesmo buscou se apropriar das representações para salvaguarda-las e em seguida se construir como herdeiro de um sertão de poesia. Enfatizamos que não buscamos investigar como as representações sobre Assú foram construídas, tendo em vista que a escrita de Celso da Silveira possui um caráter de preservação. Dito isto, buscamos pesquisar como Celso da Silveira se apropriou das representações de Terra dos Poetas, Terra dos Verdes Carnaubais e Atenas Norte-Rio-Grandense, colocando em circulação novas e antigas representações sobre a cidade e sobre si, essa última, emerge à medida que ele vai tentando fazer da urbe a base que legitima suas ações intelectuais. Nossas fontes foram livros escritos por Celso da Silveira, a análise foi embasada no Esquema Conceitual de Roger Chartier (2002), representação, apropriação, prática e circulação. Para responder nossos questionamentos, dialogamos com a História dos Sertões, História Cultural e História Intelectual.Dissertação Baú de memórias: as leituras do "O nordeste brasileiro" em Ibiara, sertão paraibano (1967-1980)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-01-25) Beserra, Lilian de Lima; Oliveira, Airan dos Santos Borges de; https://orcid.org/0000-0002-5090-9787; http://lattes.cnpq.br/1337420835014603; http://lattes.cnpq.br/8455544732542039; Andrade, Joel Carlos de Souza; https://orcid.org/0000-0003-2141-0212; http://lattes.cnpq.br/6752728114568336; Melo, Rosilene Alves deEsta pesquisa teve como finalidade analisar as práticas de leitura relacionadas ao almanaque de feira O Nordeste Brasileiro, na cidade de Ibiara, sertão da Paraíba, no período compreendido entre 1967 e 1980. O Nordeste Brasileiro é um folheto anual montado com previsões para o inverno, indicações para plantações e ervas medicinais, prognósticos envolvendo a Astrologia, horóscopo, propagandas, calendário, circulando entre as décadas de 1940 até início do século XXI pelo Nordeste do Brasil. Ibiara foi palco de vendas deste folheto e dos leitores e das leituras sobre o tempo e o destino no sertão. Compreendendo esse sertão como um espaço de construção de narrativas e com manifestações culturais singulares que caracterizam o viver ibiarense. As leituras feitas no(s) Sertão(ões) representam um modo de vida e definem como os sujeitos compreendem e lidam com o Universo. Através da análise da estrutura e conteúdo deste folheto foi possível identificar as tramas envolvidas no processo de elaboração e como cada detalhe particulariza este almanaque. Tendo como seu autor o pernambucano Manoel Luiz dos Santos, identificou-se também um autorreconhecimento deste personagem como profeta do sertão. Os conceitos teóricos abordados têm como base os escritos de Roger Chartier (1999), compreendendo o livro enquanto uma produção social e cultural, como também entendendo o almanaque de feira enquanto um elemento da Literatura de Cordel, diante do seu formato, as maneiras de produção, edição, divulgação, os espaços de circulação e o seu público leitor (ALMEIDA, 2019).Dissertação "Captura" dos sertões na rede: um olhar sobre os sertões contemporâneos divulgados/visualizados nas mídias digitais (2018- 2022)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2022-10-28) Medeiros, Franciely de Lucena; Andrade, Joel Carlos de Souza; https://orcid.org/0000-0003-2141-0212; http://lattes.cnpq.br/6752728114568336; https://orcid.org/0000-0003-3324-1700; http://lattes.cnpq.br/6793386683754436; Albuquerque Júnior, Durval Muniz de; https://orcid.org/0000-0003-4153-9240; http://lattes.cnpq.br/7585947992338412; Santos, Evandro dos; Silveira, Pedro Telles daA atualidade compreende uma série de informações concentradas principalmente no uso das novas tecnologias, celulares, computadores, redes sociais, aplicativos de divulgação, compra e venda de produtos, streamings de filmes, séries e músicas, leitores digitais e diversas outras ferramentas. Diante deste processo de atualização, com seu caráter polissêmico e multifacetado, os sertões continuam a ser apresentados sob a ótica de discursos “clássicos”, em sua maioria como sinonímia da região Nordeste brasileira bem como das descrições sobre os sujeitos sertanejos e nordestinos. A atualização constante em que o mundo se encontra parece não se adequar à superação da simetria entre estas categorias. Neste sentido, objetiva-se realizar um estudo acerca das (re)apresentações dos sertões nas mídias digitais, a começar por sites informativos, de grande alcance e visibilidade, capazes de divulgar imagens negativas ou positivas acerca da categoria. Assim como o uso das redes sociais, com ênfase para o Instagram e uma página denominada Raízes do Sertão e o Blog do fotógrafo pernambucano, Fred Jordão. A investigação busca compreender, em diálogo com a história digital, as imagens/paisagens dos sertões disponíveis nas mídias digitais. Conclui-se, que a contemporaneidade dos sertões se aplica apenas a sua divulgação nos meios digitais enquanto um lugar com características áridas, de homens “austeros” devido ao ambiente hostil e, ao mesmo tempo, reforçam uma visão romantizada e telúrica sem enfrentar os problemas historicamente construídos e que acabam por naturalizar tais visões.Dissertação Das Terras Seridoenses: uma análise dos discursos e participação de Dinarte Mariz na política oficial de 'combate à seca' (1954-1959)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2022-11-23) Bernardo, Larisse Santos; Santos, Rosenilson da Silva; https://orcid.org/0000-0001-8427-7303; http://lattes.cnpq.br/9442447746284472; Andrade, Joel Carlos de Souza; https://orcid.org/0000-0003-2141-0212; http://lattes.cnpq.br/6752728114568336; Santos, Jovelina SilvaEsta dissertação apresenta os resultados de uma investigação acerca da conexão entre a trajetória de Dinarte de Medeiros Mariz e sua relação com o sertão do Seridó do Rio Grande do Norte, nomeadamente de sua atuação com a política oficial de “combate” à seca, considerando sua participação na SUDENE. O objetivo da pesquisa foi problematizar como, enquanto sujeito que foi forjando para si um personagem político que representava o sertanejo, ele se articulou com a política nacional concernente às secas, se apropriando como o representante do Rio Grande do Norte. Para responder aos questionamentos nos aproximamos de uma bibliografia especializada que trata de temas como sertão, secas, trajetórias políticas e da história de órgãos oficiais de desenvolvimento da política nacional de combate/contenção/controle e convivência com as secas. Com base na leitura de autoras/es, refletimos sobre trajetória política de Mariz, sobre as políticas oficiais plasmadas em órgãos como IOCS/DNOCS/SUDENE e como entre esforços pessoais, institucionais e oficiais a seca foi emergindo como “o problema do Nordeste”, e depois do Nordeste do Brasil, enquanto outras razões de caráter humano, e, portanto, históricas que justificavam os problemas sociais enfrentados na região, sobretudo nos períodos de seca, eram mascarados. Dessa maneira, tomamos como recorte temporal os anos de 1954 – 1959, que compreendem períodos importantes, no que diz respeito, as questões políticas, seca, criação de instituições e dos problemas sociais enfrentados no referido espaço supracitado. Do ponto de vista do campo em que se situa este trabalho, o identificamos em uma zona de confluência e correlação entre História Política, História Cultural e História Social a partir do que alguns conceitos se fazem relevantes para a compreensão do objeto, tais como: discurso, representação, política, sertão e modernidade. Assim, do ponto de vista das fontes empregadas na pesquisa, destacamos as Atas do Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste – CODENO e da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste – SUDENE, e as publicações dos jornais Diário de Natal, O Poti, Diário de Pernambuco e o Jornal O Commercio.Dissertação "Dinarte está morto?": narrativas e temporalidades na (re)construção de memórias sobre um agente político do Seridó potiguar (1980 - 1984)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2023-09-29) Mariz, Francisco Félix da Silva; Andrade, Joel Carlos de Souza; https://orcid.org/0000-0003-2141-0212; http://lattes.cnpq.br/6752728114568336; http://lattes.cnpq.br/2114201899218323; Oliveira, Iranilson Buriti de; Fernandes, Paula Rejane; https://orcid.org/0000-0002-6273-2229; http://lattes.cnpq.br/6472282774896644; Santos, Rosenilson da SilvaEssa dissertação tem como objeto as memórias que Dinarte de Medeiros Mariz projetou de si mesmo ao longo da sua vida pública, todavia estamos dentro de um recorte temporal a partir de uma entrevista que o mesmo concedeu a TVU em 1980 – e finaliza com a sua morte, em nove de julho de mil novecentos e oitenta e quatro, após passar dois meses internado no Hospital de Base de Brasília, DF, acometido de uma hemorragia intestinal. Dinarte Mariz foi um político destacado no Rio Grande do Norte e no Brasil, e teve uma carreira na qual assumiu os cargos que foram de Prefeito de Caicó, governador potiguar a Senador da República Federativa do Brasil. No momento de sua morte, acorreu às ruas de Natal e Caicó uma quantidade significativa de admiradores e curiosos que o jornal Diário de Natal classificou como uma grande multidão. O corpo do então senador chegou ao Rio Grande do Norte em um avião da Força Aérea Brasileira – FAB – quando recebeu honras de chefe de Estado no então Palácio do Governo do RN. Após as exéquias finais, na capital, uma esquadrilha da FAB trouxe o ex-prefeito de Caicó, juntamente com familiares e aliados políticos, para o último adeus na Cidade de Caicó, onde foi sepultado. O referido político, de uma forma maestral, conduziu a construção da memória de si de forma que se torna um grande perigo um trabalho sobre ele ficar preso a essas memórias. Sendo assim, esta pesquisa busca entrecruzar informações sobre as memórias de Dinarte Mariz, que transitou entre os muitos acontecimentos da política do Brasil e, conforme fontes jornalísticas, era defensor incansável dos governos ditatoriais. Todavia há um fato histórico e documentado pelo jornal Diário de Natal, que fez uma cobertura especial da morte, do velório e da missa de sétimo dia do senador morto, que forma uma narrativa importante da memória de Dinarte Mariz que foi explorada nesta pesquisa, além de um livro intitulado “Dinarte 80 anos”, em que estão organizadas suas memórias como desejaria que fossem divulgadas.Dissertação Do jornal ao cordel dando a ler a ciganidade: representações sobre os ciganos no Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco (1950-1988)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-02-28) Queiroz, Ítalo Leonardo de Lima; Andrade Júnior, Lourival; https://orcid.org/0000-0003-2155-1816; http://lattes.cnpq.br/2227836576507822; http://lattes.cnpq.br/6364042979365381; Silva, Flávio José de Oliveira; Lima, Jailma Maria de; https://orcid.org/0000-0001-8689-1753; http://lattes.cnpq.br/7070010288416835; Andrade, Joel Carlos de SouzaOs processos históricos em que estiveram inseridos os sujeitos ciganos foram marcados por conflitos entre eles e a cultura dominante com quem os mesmos estabeleceram contatos. Foram diversos os espaços e as populações que rejeitaram a presença dos ciganos e suas práticas monádicas. A modernidade impôs um modo de vida que foge aos interesses e costumes dos ciganos, desencadeando diversas atitudes de exclusão, expulsão, violência, dentre outras, as quais podemos conceituá-las enquanto práticas anticiganas. Os ciganos chegaram às terras que hoje conhecemos como o Brasil a partir do degredo cometido pela então coroa portuguesa; neste território, encontraram refúgio nos sertões, esse espaço que foi palco dos indesejados para inúmeras mobilidades e dinamismos culturais, onde os ciganos também estiveram inseridos. É nessa perspectiva que se consolidaram diversas representações a respeito dos ciganos, os signos da modernidade e os sertões, reverberando imagens anticiganas ou construindo imaginários que remetem as particularidades locais. Sendo assim, analisamos a partir de materiais impressos, sobretudo jornais e folhetos de cordel, como esse processo de relação dos ciganos, os sertões e modernidade no Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco entre os anos de 1950 e 1988, geraram diversas representações nos materiais já citados, incluindo representações que remetem a formas de violência, a partir da veiculação de estereótipos negativos sobre esses sujeitos.Dissertação Dos "confins do Brasil" às passarelas: os sertões em/na moda(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2021-04-01) Santos, Marcelino Gomes dos; Albuquerque Júnior, Durval Muniz de; ; ; Santos, Evandro dos; ; Andrade, Joel Carlos de Souza; ; Souza, Candice Vidal e;Esta dissertação trata da costura de sentidos sobre os sertões no espaço discursivo da moda brasileira, a partir do lançamento de duas coleções de vestuário assinadas por estilistas brasileiros e desfiladas em eventos de moda nacionais. Nesta direção, elegemos como objetos de estudo as coleções de moda “Carne Seca ou Um Turista Aprendiz em Terra Áspera”, do estilista mineiro Ronaldo Fraga, lançada na São Paulo Fashion Week, em 2013; e “Vaqueiro Desconstruído pela Alfaiataria”, do estilista paulista Akihito Hira, coleção vencedora do concurso Ceará Moda Contemporânea, em 2017. No trajeto dessa investigação, buscamos analisar o diálogo dos estilistas brasileiros com o conceito de sertão, sua inscrição no espaço discursivo da moda, sua associação à linguagem das roupas, observando os signos que foram agenciados pelos estilistas para levar os sertões às passarelas e discutir as (re)construções imagéticas e discursivas operadas a partir dos referidos eventos, com atenção às continuidades e rupturas de sentido sobre a ideia de sertão. Concebemos, neste caminho, que a presença do conceito de sertão no espaço discursivo da moda brasileira implica a sua (re)criação, isto é, o cerzir de novos enunciados, novas formas de vê-los e dizê-los, posto que a moda, antes de tudo, está ligada àquilo que é contemporâneo.Dissertação "Em todos os períodos há flores nos sertões": representações sertanejas nas cartas-crônicas de Paulo Bezerra (1985-2016)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2022-08-30) Dantas, Brena da Silva; Fernandes, Paula Rejane; https://orcid.org/0000-0002-6273-2229; http://lattes.cnpq.br/6472282774896644; http://lattes.cnpq.br/6634542426821614; Andrade, Joel Carlos de Souza; https://orcid.org/0000-0003-2141-0212; http://lattes.cnpq.br/6752728114568336; Mendes, Francisco Fabiano de AlmeidaO objetivo deste trabalho foi analisar as representações de sertões existentes nas cartas-crônicas do escritor seridoense Paulo Bezerra (1933-2017). As principais fontes da pesquisa foram as obras: Cartas dos Sertões do Seridó (2000), Outras Cartas dos Sertões do Seridó (2004), Novas Cartas dos Sertões do Seridó (2009), Cartas dos Sertões do Seridó – 4º Livro (2013) e Últimas Cartas dos Sertões do Seridó (2018). O material utilizado nesse estudo não foram cartas comuns, de cunho pessoal, mas cartas que foram enviadas com o intuito da publicação e divulgação do seu conteúdo, assim a chamaremos de carta-crônica, de acordo com Silva (2012). Essas produções eram enviadas por Bezerra ao jornalista Woden Madruga, que as publicava em sua coluna no jornal Tribuna do Norte. Com o passar dos anos e grande volume de cartas-crônicas já produzidas, estas foram sendo gradativamente publicadas em livros. A análise das fontes foi feita a partir dos conceitos de representação, apropriação e circulação, segundo Roger Chartier (2002), que nos possibilita apresentar as representações criadas e/ou reformuladas por Bezerra. Os sertões enquanto categoria produzida para delimitar um espaço físico, social e cultural será pensado a partir de autores como Janaína Amado (1995) em diálogo também com outros escritores que pensam os sertões brasileiros, mas evidenciando o sertão construído e narrado por Paulo Bezerra.Dissertação Entre estradas e veredas: messianismo nos sertões do estado do Rio Grande do Norte (XIX-XX)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2021-08-31) Silva, Vikelane Maria de Oliveira; Andrade Júnior, Lourival; Andrade, Joel Carlos de Souza; 028.710.014-64; http://lattes.cnpq.br/6752728114568336; http://lattes.cnpq.br/2227836576507822; http://lattes.cnpq.br/4975961601438193; Macedo, Helder Alexandre Medeiros de; http://lattes.cnpq.br/8883637703704518; Serafim, Vanda FortunaEste trabalho problematiza os sertões enquanto espaços de construção dos movimentos messiânicos no Brasil, tomando como objeto, o Movimento Messiânico da Serra de João do Vale, liderado pelo Beato Joaquim Ramalho nos fins do século XIX na Vila do Triunpho, Estado do Rio Grande do Norte. A problemática surgiu de uma escassa produção historiográfica sobre o movimento em âmbito regional e nacional. Inicialmente foram evidenciados nos escritos de Luís da Câmara Cascudo em um artigo publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) e no jornal do Commercio do Rio de Janeiro no ano de 1941. Para uma melhor análise nos debruçamos sobre obras como “O messianismo no Brasil e no mundo” da socióloga Maria Isaura Pereira de Queiroz e “Leituras do "fanatismo religioso" no sertão brasileiro” de Cristina Pompa. Adotamos a abordagem de História do Discurso e História oral, a partir de autores como Eni Orlandi e Verena Alberti para a análise das fontes, sendo elas: artigos em jornais e revistas, arquivos privados, desenhos criados a partir de relatos orais de moradores da Serra de João do Vale, livros e entrevistas. Ao término deste trabalho foram verificados, os discursos que constituíram e nomearam o Movimento Messiânico da Serra de João do Vale partindo de conceitos que desqualificaram os sertões e sua religiosidade.Dissertação Entre repentes e sertões: presença, mudanças e continuidades da cantoria de viola no Seridó potiguar(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2022-11-29) Diniz, Joalisson Jonathan Oliveira; Andrade, Joel Carlos de Souza; https://orcid.org/0000-0003-2141-0212; http://lattes.cnpq.br/6752728114568336; http://lattes.cnpq.br/9323461809819773; Andrade Júnior, Lourival; https://orcid.org/0000-0003-2155-1816; http://lattes.cnpq.br/2227836576507822; Cipriano, Maria do SocorroA temática que abrange este trabalho é a cantoria de viola no sertão do Seridó potiguar, uma vez que analisa a sua presença nesse território, com enfoque na cidade de Caicó-RN, delimitando suas mudanças e continuidades ao longo dos séculos XX e XXI. Também se averigua as mudanças na escrita sobre a cantoria em obras de autores folcloristas, além de analisar o conjunto de relações socioculturais, regras e instrumentos que são empregados dentro da cantoria de viola, os quais determinam o seu funcionamento. Os debates teóricos são baseiados em conceitos da História Oral (ALBERTI, 1996; FERREIRA, 2012), História Cultural (BURKE, 2005; PESAVENTO, 2006; CHARTIER, 2002) e Cultura Popular (ARANTES, 1987; CERTEAU, 1994), bem como diálogos e análises que partem dos conceitos de genealogia, escrita da história e sertões. As fontes utilizadas são orais, digitais, literárias, hemerográficas, livros de folcoristas e textos acadêmicos, assim como imagens e diversos documentos presentes nos acervos pessoais de poetas do município de Caicó. Ao final da pesquisa, percebe-se que: a cantoria de viola tem atuação no Seridó desde o segundo quartel do século XIX e teve Caicó como local de fixação de cantadores a partir da criação do programa Violeiros do Seridó, em 1963; a escrita sobre a cantoria se modifica, do mesmo modo os enunciados sobre os cantadores; e houve mudanças e continuidades diante das demandas tecnológicas.Dissertação Escrever um sertão: memória e etnografia em Oswaldo Lamartine de Faria (1945-2005)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2022-05-26) Medeiros, Eduardo Kleyton de; Santos, Evandro dos; http://lattes.cnpq.br/8839237473238900; Albuquerque Júnior, Durval Muniz de; https://orcid.org/0000-0003-4153-9240; http://lattes.cnpq.br/7585947992338412; Andrade, Joel Carlos de Souza; https://orcid.org/0000-0003-2141-0212; http://lattes.cnpq.br/6752728114568336; Turin, RodrigoA presente pesquisa debruça-se sobre a obra de Oswaldo Lamartine de Faria (1919 – 2007), escritor consagrado no universo letrado do Rio Grande do Norte, e que entre 1945 e 2005 dedicou-se ao estudo e à escrita sobre o mundo rural, especialmente o sertão do Seridó, construindo uma obra de gêneros textuais variados e com significativas marcas autobiográficas. A análise do discurso que operamos sobre seus ensaios e na escrita de si, principalmente em suas entrevistas e correspondências publicadas, permitiu empreender o exame de determinada concepção sobre o sertão do Seridó por ele construída ao longo do século XX, privilegiando os modos como no texto se manifestam sua experiência com o tempo e o espaço que põe em prática. Assim, no primeiro capítulo, abordamos os pressupostos existenciais que estruturam o saber histórico efetivamente usado pelo sertanista em sua leitura do sertão (RICOEUR, 2007). No segundo capítulo nos dedicamos à análise dos procedimentos de pesquisa e escrita que conformam a etnografia posta em prática pelo autor (CERTEAU, 1998). Por fim, consideramos que o sertanista faz usos deliberados do passado para, de maneira questionável, investir na consolidação de uma memória acerca de uma dominação política sobre o sertão do Seridó.Dissertação Intelectuais no Sertão: o Club Romeiros do Porvir, a produção e circulação de representações em torno da intelectualidade, da cidade do Crato-CE e dos sertões (1900-1910)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2021-01-07) Alencar, Johnnys Jorge Gomes; Fernandes, Paula Rejane; ; http://lattes.cnpq.br/6472282774896644; ; http://lattes.cnpq.br/4354196815490726; Santos, Evandro dos; ; http://lattes.cnpq.br/7531766582443713; Andrade, Joel Carlos de Souza; ; http://lattes.cnpq.br/6752728114568336; Leite, Juçara Luzia; ; http://lattes.cnpq.br/3044243677860576Autonomeados de “Romeiros do Povir”, alguns “moços” fundaram no ano de 1900, na cidade do Crato, uma agremiação literária. Em torno do Club Romeiros do Porvir esses intelectuais se empenharam, para além das finalidades artísticas, em construir e circular representações de progresso, de intelectualidade e dos sertões (como o “outro”, visto do Cariri). Desse modo, nos preocupamos, nesta dissertação, em compreender como os membros desse grupo construíram e circularam tais representações. Para tanto, investigamos a trajetória intelectual de alguns membros da agremiação, bem como, condições e práticas culturais emergentes na virada do século XIX para o XX; buscamos compreender como a atuação intelectual e cultural, dos membros do grupo, contribuiu para a construção e circulação de representações em torno de si e dos espaços em que estavam inseridos; e, por fim, analisamos as formas como os “romeiros do porvir” construíram e circularam representações em torno dos sertões. Os diálogos teóricos ocorreram, principalmente, no campo da História Cultural a partir dos estudos de Roger Chartier (1990, 2002) e dos conceitos de prática cultural, representação e circulação, trabalhados pelo mesmo autor. Para compreendermos a atuação e a organização dos intelectuais, por nós estudados, os conceitos de intelectual, redes de sociabilidade e geração, trabalhados por Jean-François Sirinelli (1996); e, os de trajetória, campo, habitus e o círculo de elogios mútuos, presentes nos estudos de Pierre Bourdieu (2002), foram importantes ferramentas na elaboração deste trabalho. Foram utilizadas fontes como os jornais A Liça e Cidade do Crato, textos literários, livros de memórias e atas das reuniões administrativas da agremiação.Dissertação Maracá, gibão e viola: poetas indígenas Xukuru criando o Sertão da Poesia (Teixeira/PB e São José do Egito/PE)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2022-11-24) Campos Júnior, Lindoaldo Vieira; Andrade, Joel Carlos de Souza; https://orcid.org/0000-0003-2141-0212; http://lattes.cnpq.br/6752728114568336; http://lattes.cnpq.br/7439272088934257; Oliveira, Antônio José de; Macedo, Helder Alexandre Medeiros de; https://orcid.org/0000-0002-5967-7636; http://lattes.cnpq.br/8883637703704518; Nunes, Aldo Manoel Branquinho; Silva, Edson HelyAbordando o período que segue da época da invasão por europeus e descendentes dos colonizadores aos dias atuais, esta dissertação consiste no resultado de pesquisa sobre a presença indígena Xukuru nos municípios de Teixeira/PB e São José do Egito/PE com o propósito de compreender sua contribuição para a configuração daquilo que denomino Sertão da Poesia compreendido como modo de vida criado pelo discurso poético. Parte de revisão historiográfica, transcrição e leitura de documentos dos séculos XVII, XVIII e XIX, fontes arqueológicas e sesmariais e registros de batismo, casamento e óbito. Acredito que, no contexto das interações havidas com os invasores, os Xukuru que sobreviveram à “Guerra dos Bárbaros” e permaneceram ou voltaram para essa região manejaram a poesia, sua e dos invasores, como estratégia de resistência e proeminência social, inclusive com descendentes que tornaram-se precursores da Escola de Poesia de Teixeira e da Escola de Poesia de São José do Egito.Dissertação Um novo ciclo folclórico para o Conselheiro? A "continuação" do processo de folclorização de Antônio Conselheiro (1940-1960)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-02-28) Santos, Arthur Ebert Dantas dos; Andrade, Joel Carlos de Souza; https://orcid.org/0000-0003-2141-0212; http://lattes.cnpq.br/6752728114568336; https://orcid.org/0000-0002-8150-0706; http://lattes.cnpq.br/1007717507239191; Fernandes, Paula Rejane; Sales Neto, Francisco Firmino; Falcão, Marcilio LimaA presente dissertação pretende-se como uma análise e continuação do processo de folclorização de Antônio Conselheiro, categoria explicativa presente na obra O Ciclo Folclórico do Bom Jesus Conselheiro (1950) de autoria do pesquisador José Calasans. Utilizando-se da ideia de um Ciclo Folclórico, relativo ao chefe do Arraial de Canudos, analisarei de que maneira se seguiu tal processo, através da problematização e análise discursiva das novas peças folclóricas, entendidas aqui como discursos e produções acerca do Conselheiro que foram produzidas posteriormente ao referido estudo inicial. Articulando temas transversais como o messianismo, sebastianismo, folclore, e partindo dos aportes teórico-metodológicos advindos da Sociologia e do Materialismo Histórico, serão utilizadas enquanto fontes as obras O Messianismo no Brasil e no Mundo (1965), da socióloga Maria Pereira Isaura de Queiroz, e Cangaceiros e Fanáticos (1963), do marxista Rui Facó, produzidas durante as décadas de 40 e 60, identificadas aqui como as novas peças folclóricas, para as novas fases do Ciclo, dando ênfase à temporalidade destacada. Desta forma, esta pesquisa é um estudo acerca das inúmeras faces e imagens folclóricas atribuídas a Antônio Conselheiro, assim como uma análise do impacto destas representações para a formação do perfil imagético-cultural de uma das identidades que foram atribuídas ao povo nordestino sertanejo.Dissertação Pacarrete é forte como um mandacaru: protagonismo feminino, cinema e sertão(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2023-08-29) Alves, Ítala Raiane Trajano; Andrade Júnior, Lourival; https://orcid.org/0000-0003-2155-1816; http://lattes.cnpq.br/2227836576507822; http://lattes.cnpq.br/1192745483415855; Santos, Evandro dos; https://orcid.org/0000-0003-2844-4810; http://lattes.cnpq.br/7531766582443713; Andrade, Joel Carlos de Souza; Vieira, Marcelo Didimo SouzaPensar as representações do sertão a partir do protagonismo feminino a luz do filme Pacarrete (Allan Deberton, 2019) nos levou a começar essa busca por entender de que formas o sertão passou a ser transposto para as telas do cinema nacional começando pela fase do Cinema Novo. Embora o sertão nordestino tenha dado as caras desde sempre, pois, produzir cinema fazia parte da idealização de um país modernizado e que acompanhava as novas tendências mundiais. Foi nas décadas de 1950 e 1960 que as imagens cristalizadas do sertão foram construídas tendo como inspiração o romance regionalista de 1930. Com o fim do Cinema Novo, a temática do sertão aparece cada vez menos no cinema para retornar junto com a retomada na década de 1990. Dessa vez, o sertão da seca, do atraso e dos coronéis dá lugar a um sertão lúdico, localizado em algum lugar entre o passado e o contemporâneo. Já não há uma narrativa única. O sertão se multiplicou. Assim, cada vez que esse sertão é lido e dito no cinema, ele aparece de uma nova perspectiva. São filmes com jeito de novelas e seriados da televisão, Road Movies, melodramas, filmes alegres e desesperançosos. Narrativas concentradas em apenas um personagem e suas angústias. Na contemporaneidade o sertão do Cinema Novo aparece ainda como inspiração, mas sem uma preocupação de manter aquela forma de representar e muitas vezes numa tentativa de construir uma narrativa que supere a anteriormente construída. Em Russas, no sertão cearense, uma bailarina aposentada dança e nos convida para essa festa que é o seu sertão de cores, luzes e movimento. O lançamento do filme desencadeou uma onda de produções audiovisuais e a cidade de Russas- CE passa a ser palco de diferentes curtas que, assim como Pacarrete, nos ajudaram a pensar sobre o protagonismo feminino nos filmes de sertão na contemporaneidade.Dissertação Por uma metamorfose da dor em esperanças: a devoção aos Três Anjinhos Queimados de São Vicente/RN séc. XX-XXI(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-02-29) Oliveira, Cleidiane de Araújo; Andrade Júnior, Lourival; https://orcid.org/0000-0003-2155-1816; http://lattes.cnpq.br/2227836576507822; http://lattes.cnpq.br/2122760934333470; Santos, Ane Luise Silva Mecenas; Andrade, Joel Carlos de Souza; Santos, Cícero Joaquim dosEste trabalho propõe se debruçar a entender os contornos e as dinâmicas de uma devoção a três irmãos milagreiros nos sertões do Seridó. A narrativa base para o surgimento da devoção se ancora na ocorrência de uma tragédia que vitimou três irmãos pobres por volta de 1912. Partindo do entendimento e dos cuidados dedicados às crianças falecidas nos sertões e da dimensão da tragédia, a história dos Três Anjinhos Queimados passou a receber uma atenção especial que foi se ampliando e atravessando o século XX até a contemporaneidade. Apesar de não termos marcos temporais definidores de quando as pessoas começaram a pedir e alcançar graças, sabemos que pelo menos quatro gerações já visitavam e pediam pela intercessão dos Anjinhos. Analisando as ramificações dessa história, o intuito é compreender como a devoção e as memórias que partem de uma tragédia que vitimou três crianças se entrelaçam a dadas experiências nestes sertões. Este estudo se insere no campo do catolicismo não-oficial e tem os conceitos de milagreiro e sublimação como fundamentais para a compreensão do que ocorre na devoção aos Anjinhos Queimados. Somado a isso, o conceito de memória se insere nessa discussão dando suporte para a investigação da narrativa em torno dos milagreiros e os mecanismos que mantêm essa devoção viva. Além dele, a concepção de representação colabora para uma percepção sobre as elaborações que se alimentam e constroem paisagens em torno da devoção. E atravessando toda a pesquisa mobilizo o conceito de sertões que vem sendo pensado como uma categoria que neste território associou-se ao processo colonizador, mas que ao longo do tempo e dos interesses foi tomando novas significações. Para este trabalho foi necessário utilizar a História Oral, a análise imagética da pintura localizada na lateral da capela e das fotografias produto dessa investigação e ainda do inventariamento dos ex-votos encontrados no local de devoção.Dissertação Quando o anjo da História sobrevoa as terras sertanejas: usos e representações da noção de sertão na Casa da Memória Potiguar (1934-1972)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2021-01-09) Silva, Ledson Marcos Sousa da; Santos, Evandro dos; ; http://lattes.cnpq.br/7531766582443713; ; http://lattes.cnpq.br/4691952415293925; Andrade, Joel Carlos de Souza; ; http://lattes.cnpq.br/6752728114568336; Fernandes, Paula Rejane; ; http://lattes.cnpq.br/6472282774896644; Costa, Bruno Balbino Aires da; ; http://lattes.cnpq.br/6237253183382621A presente dissertação tem por escopo investigar os usos da noção de sertão nos textos publicados na Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, entre os anos de 1934 a 1972. Discute os escritos de homens como Eloy Castriciano de Souza, Nestor dos Santos Lima, José Augusto Bezerra de Medeiros e Luís da Câmara Cascudo, no intuito de enxergar diferentes concepções, contextos e, assim, os usos da noção. Neste recorte temporal, considera-se para a análise 27 volumes da Revista, além de obras que os sócios publicaram individualmente fora do Instituto. Utilizando o exame qualitativo, são acatadas as contribuições por parte de Michel Foucault e Paul Ricoeur no que tange a análise do discurso, a salientar os jogos de poder, os jogos de linguagem, representações e a vontade de verdade sobre o passado. A proposta de investigação se divide em dois momentos. Primeiro, toma-se como suporte a abordagem teórica da sociologia de Pierre Bourdieu para esmiuçar, na historiografia produzida pelos letrados, a teatralização do poder que se manifesta nas publicações, de maneira a examinar interesses políticos e intelectuais. Comemorações, necrologias, homenagens, atas da redação da Revista, respostas a outros homens de letras e biografias se encaixam nesse quadro de fontes, direcionado ao esquadrinhamento dos jogos de poder. Essa fase se caracteriza por se interrogar sobre a troca de elogios que ocorre em significativa parcela das fontes. No segundo momento, apresenta-se argumentos e questões a respeito dos usos da noção de sertão realizados pelo grêmio potiguar. Esta operação é uma tentativa de problematizar as representações, distintas facetas, além dos aspectos político e social inculcados aos sertões pela rede de sociabilidade formada pelo Instituto. Nesse transcurso, há o diálogo com a perspectiva da psicanálise, ao apontar, nas fontes, elementos do sertão visto como problema para os profissionais da política. O debate marca-se pela discussão da fé no progresso que anda paralelo às representações dos sertões nesse contexto selecionado. Desse modo, a dissertação coloca em questão as dimensões políticas e intelectuais do Instituto potiguar, entendendo que as representações dos sertões se pautam pelas intenções daquele que escreve. O argumento elaborado nesse trabalho é que as representações do sertão são usadas, sobretudo, na construção de uma história política, particular e elitista, por parte dos sócios.Dissertação "O Retratista de miragens" e sua escrita pela ficção: ensaios de miragens áridas nas paisagens e presenças do Sertão(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-08-30) Costa, Prentice Geovanni da Silva; Andrade, Joel Carlos de Souza; https://orcid.org/0000-0003-2141-0212; http://lattes.cnpq.br/6752728114568336; https://orcid.org/0000-0003-0335-3496; http://lattes.cnpq.br/7838535725419737; Santos, Evandro dos; https://orcid.org/0000-0003-2844-4810; http://lattes.cnpq.br/7531766582443713; Alencar, Manoel Carlos Fonseca deAtravés da relação História, literatura e sertões, este trabalho investiga como a escrita ficcional de Ariano Suassuna, escritor paraibano, concebe um sertão árido, sensível, e melancólico, no espaço da caatinga da sua obra prima, a fonte literária O Romance da Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971). Para realizar isso, utiliza do caminho da visualidade literária, ou seja, analisa como os modos de ver, de construir paisagens e miragens, se convertem em estados de presença e estruturas que habitam uma experiência de sertão. Experiencia de dor, sofrimento e morte, mas também, de resistência e combate, pois se nega ao esquecimento da eternidade. Metodologicamente, no primeiro momento, articula questões epistemológicas que fundamentem o uso de uma subjetividade sensível na produção da escrita da história. Para isso, reflete sobre o “Texto-Pesquisa”, proposto por Ivan Jablonka, junto a reflexões realizadas pelo professor Durval Muniz de Albuquerque Júnior. Para finalizar esse momento, situa o leitor pelo universo – organizado por folhetos e elementos de uma peça musical – d’A Pedra do Reino. O segundo momento vai explorar os mais diversos conceitos de como a paisagem pode ser pensada. Jacques Rancière e Jean-Marc Besse, respectivamente, por meio de suas metáforas, da janela e da porta, permitem apresentar aqui um sertão permeado pelo sangue e pela vingança, sem esquecer da sutileza do olhar magoado e do sabor do gosto ferido daquele mundo. O terceiro momento, por sua vez, aplica a filosofia da “Produção de Presença” e o conceito de “Stimmung”, ambos propostos por Hans Ulrich Gumbrecht, para pensar novos caminhos a respeito do sentir e do experienciar sertões nos dias de hoje a partir de obras literárias. Por fim, conclui, a partir desses momentos de raciocínio histórico, que a ficção histórico-literária, tendo como elemento aglutinador, o sertão árido da Pedra do Reino, promove aberturas sensíveis de pensamento, não só, almejando uma experiência estética, mas também, uma alternativa de se fazer história de uma maneira que cative e concretize a vida.Dissertação Sertão e sertanejos em Gustavo Barroso: o controle de espaços e sujeitos(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2023-06-30) Zaniboni, Isabela de Lorena; Santos, Evandro dos; https://orcid.org/0000-0003-2844-4810; http://lattes.cnpq.br/7531766582443713; http://lattes.cnpq.br/0525450321712016; Andrade, Joel Carlos de Souza; https://orcid.org/0000-0003-2141-0212; http://lattes.cnpq.br/6752728114568336; Araújo, Karina Anhezini deO presente trabalho de dissertação busca identificar como o intelectual cearense Gustavo Barroso (1888-1959) a partir de uma análise de suas obras que datam de 1912 a 1930 constrói uma história dos sertões, do sertanejo, do cangaceiro e de si mesmo. Partindo das noções propostas por Michel de Certeau em sua Operação Historiográfica e por Michel Foucault em relação ao sujeito, busco com essa pesquisa entender como Barroso constrói o sujeito em sua escrita, de si ao outro e quem não é considerado sujeito em seu discurso. As fontes determinadas para a análise são: Terra de Sol (1912), Praias e Várzeas (1915), Heróes e Bandidos (1917), Alma Sertaneja (1923) e Almas de Lama e de Aço (1930). Obras que datam de espaços e tempos diversos, mostrando assim o desenvolvimento do pensamento de Gustavo Barroso sobre o tema e suas permanências em relação a um espaço e homem estáticos e inflexíveis, resistentes contra o externo e fadados a um destino. Características que diferem conforme o personagem do qual trata, delegando consciência a determinadas pessoas e outras não. A partir dessa análise, também procuro compreender como Barroso ajuda a construir uma imagem posterior ao seu discurso da região a que se dedica, fazendo com que discursos generalizados e naturalizados se mantenham ao outro daqueles ao qual fala, ou seja, ao Sul.Dissertação O sertão obnubilado: Araripe Júnior e a produção do sertão nortista na literatura brasileira (séc. XIX-XX)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2023-08-30) Santos, Rosane dos; Albuquerque Júnior, Durval Muniz de; https://orcid.org/0000-0003-4153-9240; http://lattes.cnpq.br/7585947992338412; Souza, Candice Vidal e; Santos, Evandro dos; Andrade, Joel Carlos de Souza; https://orcid.org/0000-0003-2141-0212; http://lattes.cnpq.br/6752728114568336Esta dissertação tem como objeto o sertão na literatura brasileira do século XIX, na obra do escritor e crítico literário Tristão de Alencar Araripe Júnior. Filho de uma das famílias tradicionais do Norte, primo do escritor José de Alencar, Araripe Júnior teve formação em advocacia, pela Faculdade de Direito do Recife, destacando-se como crítico literário e, com menos sucesso, como escritor de romances. No Ceará, participou ativamente no debate intelectual ao lado de Capistrano de Abreu e Raimundo Antônio da Rocha Lima, nas reuniões da Academia Francesa e posteriormente na Escola Popular. No Rio de Janeiro, ao lado de Sílvio Romero e José Veríssimo, formaram a trindade crítica da época naturalista no Brasil. Foi membro da Academia Brasileira de Letras, membro do Instituto Histórico do Ceará e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro. Apesar disso, sua obra recebeu limitada atenção em trabalhos acadêmicos, fora da área literária, principalmente no tocante à temática do sertão. Nesse sentido, procuramos a partir de dois textos do escritor, O Retirante: scenas da seca de 1845 (1877) e O Reino Encantado: crônica sebastianista (1878) compreender como o autor constrói na sua escrita uma ideia de sertão. Na sua vasta produção crítica, Araripe Jr. criou o conceito de obnubilação brasílica, termo utilizado pelo autor para explicar o processo de adaptação do homem europeu ao meio tropical brasileiro e à formação da brasilidade. Nosso objetivo é compreender os caminhos por meio dos quais se produziu, no âmbito do discurso literário brasileiro do século XIX e nos escritos de Araripe Júnior o sertão do norte. Tentar compreender as práticas discursivas sobre os sertões na produção de Araripe Júnior passa pela procura de relações de poder e de saber que produziram estas imagens e estes enunciados, que inventaram o sertão nortista. Para tal, estabelecemos um diálogo teórico com Pierre Bourdieu e Michel Foucault para tratar da relação das práticas discursivas do autor com a produção de uma dada visão do sertão do Norte na literatura oitocentista brasileira.