CERES - Mestrado em História
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Navegando CERES - Mestrado em História por Autor "Andrade Júnior, Lourival"
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Dissertação Cinema, sertão e religião: as representações da Jurema Sagrada no Seridó Potiguar no filme Boi de Prata (1981)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-02-27) Santos, Beatriz Alves dos; Andrade Júnior, Lourival; https://orcid.org/0000-0003-2155-1816; http://lattes.cnpq.br/2227836576507822; Santos, Ane Luise Silva Mecenas; https://orcid.org/0000-0002-5648-7060; http://lattes.cnpq.br/5086611569752849; Santos, Evandro dos; Serafim, Vanda FortunaEste trabalho analisa as representações da Jurema Sagrada no Seridó Potiguar a partir da obra cinematográfica Boi de Prata (1981), de Carlos Augusto Ribeiro Júnior. O longa-metragem que foi filmado em Caicó/RN em fins da década de 1970, ainda sob os domínios da Ditadura CivilMilitar brasileira, ficou engavetado por décadas até ser remasterizado em 2018 e se apresentar como uma possível fonte de estudos. Nessa pesquisa, buscamos analisar a Jurema Sagrada enquanto uma religião híbrida, que aglutina elementos católicos, afro-brasileiros e do espiritismo kardecista, nascida no seio do sertão e com raízes indígenas. Nosso olhar se volta para a religião pelo papel central que esta ocupa na trama de Ribeiro Jr. Tendo o filme como fonte principal, mobilizamos entrevistas com Núbia Lima (atriz, figurinista e prima de Ribeiro Jr.), Amaro Lima (maquiador e amigo de Ribeiro Jr.) e Mirabô Dantas (músico), que participaram da produção e das gravações do longa-metragem, e que fizeram parte da vida do diretor. Neste sentido, utilizamos o método da Análise do Discurso para compreender os discursos empregados no enredo, costurando as falas, cenas e recortes em consonância com a época política e social em que foi gravado. Além disto, aplicamos as abordagens preconizadas pela História Oral para dar respaldo e profundidade às nossas fontes orais e os testemunhos de memórias dos entrevistados. Trabalhamos nesta pesquisa com frames, ou imagens que capturamos de dentro das cenas, de modo que captamos imagens estáticas de uma cena de imagens em movimento (vídeos). Para análise destas imagens, exercemos a metodologia de observar por camadas, o que está em plano principal e o que está em plano de fundo, tecendo comentários que acompanham a discussão das imagens no contexto de cada capítulo. Operacionalizamos os conceitos de representações, hibridismo cultural, sertões e paisagem, para dar sustento teórico, possibilitando a reflexão a respeito de uma religião sertaneja híbrida, a Jurema, representada na cinematografia no recorte de um Seridó Potiguar entre as décadas de 1970 e 1980. Nosso objetivo com essa pesquisa, portanto, é pensar a respeito dos sertões e das religiosidades e práticas híbridas sertanejas, tendo o cinema como fonte e, sobretudo, um cinema feito por um seridoense com bases no Cinema Novo brasileiro.Dissertação Do jornal ao cordel dando a ler a ciganidade: representações sobre os ciganos no Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco (1950-1988)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-02-28) Queiroz, Ítalo Leonardo de Lima; Andrade Júnior, Lourival; https://orcid.org/0000-0003-2155-1816; http://lattes.cnpq.br/2227836576507822; http://lattes.cnpq.br/6364042979365381; Silva, Flávio José de Oliveira; Lima, Jailma Maria de; https://orcid.org/0000-0001-8689-1753; http://lattes.cnpq.br/7070010288416835; Andrade, Joel Carlos de SouzaOs processos históricos em que estiveram inseridos os sujeitos ciganos foram marcados por conflitos entre eles e a cultura dominante com quem os mesmos estabeleceram contatos. Foram diversos os espaços e as populações que rejeitaram a presença dos ciganos e suas práticas monádicas. A modernidade impôs um modo de vida que foge aos interesses e costumes dos ciganos, desencadeando diversas atitudes de exclusão, expulsão, violência, dentre outras, as quais podemos conceituá-las enquanto práticas anticiganas. Os ciganos chegaram às terras que hoje conhecemos como o Brasil a partir do degredo cometido pela então coroa portuguesa; neste território, encontraram refúgio nos sertões, esse espaço que foi palco dos indesejados para inúmeras mobilidades e dinamismos culturais, onde os ciganos também estiveram inseridos. É nessa perspectiva que se consolidaram diversas representações a respeito dos ciganos, os signos da modernidade e os sertões, reverberando imagens anticiganas ou construindo imaginários que remetem as particularidades locais. Sendo assim, analisamos a partir de materiais impressos, sobretudo jornais e folhetos de cordel, como esse processo de relação dos ciganos, os sertões e modernidade no Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco entre os anos de 1950 e 1988, geraram diversas representações nos materiais já citados, incluindo representações que remetem a formas de violência, a partir da veiculação de estereótipos negativos sobre esses sujeitos.Dissertação Entre estradas e veredas: messianismo nos sertões do estado do Rio Grande do Norte (XIX-XX)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2021-08-31) Silva, Vikelane Maria de Oliveira; Andrade Júnior, Lourival; Andrade, Joel Carlos de Souza; 028.710.014-64; http://lattes.cnpq.br/6752728114568336; http://lattes.cnpq.br/2227836576507822; http://lattes.cnpq.br/4975961601438193; Macedo, Helder Alexandre Medeiros de; http://lattes.cnpq.br/8883637703704518; Serafim, Vanda FortunaEste trabalho problematiza os sertões enquanto espaços de construção dos movimentos messiânicos no Brasil, tomando como objeto, o Movimento Messiânico da Serra de João do Vale, liderado pelo Beato Joaquim Ramalho nos fins do século XIX na Vila do Triunpho, Estado do Rio Grande do Norte. A problemática surgiu de uma escassa produção historiográfica sobre o movimento em âmbito regional e nacional. Inicialmente foram evidenciados nos escritos de Luís da Câmara Cascudo em um artigo publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN) e no jornal do Commercio do Rio de Janeiro no ano de 1941. Para uma melhor análise nos debruçamos sobre obras como “O messianismo no Brasil e no mundo” da socióloga Maria Isaura Pereira de Queiroz e “Leituras do "fanatismo religioso" no sertão brasileiro” de Cristina Pompa. Adotamos a abordagem de História do Discurso e História oral, a partir de autores como Eni Orlandi e Verena Alberti para a análise das fontes, sendo elas: artigos em jornais e revistas, arquivos privados, desenhos criados a partir de relatos orais de moradores da Serra de João do Vale, livros e entrevistas. Ao término deste trabalho foram verificados, os discursos que constituíram e nomearam o Movimento Messiânico da Serra de João do Vale partindo de conceitos que desqualificaram os sertões e sua religiosidade.Dissertação Entre repentes e sertões: presença, mudanças e continuidades da cantoria de viola no Seridó potiguar(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2022-11-29) Diniz, Joalisson Jonathan Oliveira; Andrade, Joel Carlos de Souza; https://orcid.org/0000-0003-2141-0212; http://lattes.cnpq.br/6752728114568336; http://lattes.cnpq.br/9323461809819773; Andrade Júnior, Lourival; https://orcid.org/0000-0003-2155-1816; http://lattes.cnpq.br/2227836576507822; Cipriano, Maria do SocorroA temática que abrange este trabalho é a cantoria de viola no sertão do Seridó potiguar, uma vez que analisa a sua presença nesse território, com enfoque na cidade de Caicó-RN, delimitando suas mudanças e continuidades ao longo dos séculos XX e XXI. Também se averigua as mudanças na escrita sobre a cantoria em obras de autores folcloristas, além de analisar o conjunto de relações socioculturais, regras e instrumentos que são empregados dentro da cantoria de viola, os quais determinam o seu funcionamento. Os debates teóricos são baseiados em conceitos da História Oral (ALBERTI, 1996; FERREIRA, 2012), História Cultural (BURKE, 2005; PESAVENTO, 2006; CHARTIER, 2002) e Cultura Popular (ARANTES, 1987; CERTEAU, 1994), bem como diálogos e análises que partem dos conceitos de genealogia, escrita da história e sertões. As fontes utilizadas são orais, digitais, literárias, hemerográficas, livros de folcoristas e textos acadêmicos, assim como imagens e diversos documentos presentes nos acervos pessoais de poetas do município de Caicó. Ao final da pesquisa, percebe-se que: a cantoria de viola tem atuação no Seridó desde o segundo quartel do século XIX e teve Caicó como local de fixação de cantadores a partir da criação do programa Violeiros do Seridó, em 1963; a escrita sobre a cantoria se modifica, do mesmo modo os enunciados sobre os cantadores; e houve mudanças e continuidades diante das demandas tecnológicas.Dissertação Pacarrete é forte como um mandacaru: protagonismo feminino, cinema e sertão(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2023-08-29) Alves, Ítala Raiane Trajano; Andrade Júnior, Lourival; https://orcid.org/0000-0003-2155-1816; http://lattes.cnpq.br/2227836576507822; http://lattes.cnpq.br/1192745483415855; Santos, Evandro dos; https://orcid.org/0000-0003-2844-4810; http://lattes.cnpq.br/7531766582443713; Andrade, Joel Carlos de Souza; Vieira, Marcelo Didimo SouzaPensar as representações do sertão a partir do protagonismo feminino a luz do filme Pacarrete (Allan Deberton, 2019) nos levou a começar essa busca por entender de que formas o sertão passou a ser transposto para as telas do cinema nacional começando pela fase do Cinema Novo. Embora o sertão nordestino tenha dado as caras desde sempre, pois, produzir cinema fazia parte da idealização de um país modernizado e que acompanhava as novas tendências mundiais. Foi nas décadas de 1950 e 1960 que as imagens cristalizadas do sertão foram construídas tendo como inspiração o romance regionalista de 1930. Com o fim do Cinema Novo, a temática do sertão aparece cada vez menos no cinema para retornar junto com a retomada na década de 1990. Dessa vez, o sertão da seca, do atraso e dos coronéis dá lugar a um sertão lúdico, localizado em algum lugar entre o passado e o contemporâneo. Já não há uma narrativa única. O sertão se multiplicou. Assim, cada vez que esse sertão é lido e dito no cinema, ele aparece de uma nova perspectiva. São filmes com jeito de novelas e seriados da televisão, Road Movies, melodramas, filmes alegres e desesperançosos. Narrativas concentradas em apenas um personagem e suas angústias. Na contemporaneidade o sertão do Cinema Novo aparece ainda como inspiração, mas sem uma preocupação de manter aquela forma de representar e muitas vezes numa tentativa de construir uma narrativa que supere a anteriormente construída. Em Russas, no sertão cearense, uma bailarina aposentada dança e nos convida para essa festa que é o seu sertão de cores, luzes e movimento. O lançamento do filme desencadeou uma onda de produções audiovisuais e a cidade de Russas- CE passa a ser palco de diferentes curtas que, assim como Pacarrete, nos ajudaram a pensar sobre o protagonismo feminino nos filmes de sertão na contemporaneidade.Dissertação Por uma metamorfose da dor em esperanças: a devoção aos Três Anjinhos Queimados de São Vicente/RN séc. XX-XXI(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-02-29) Oliveira, Cleidiane de Araújo; Andrade Júnior, Lourival; https://orcid.org/0000-0003-2155-1816; http://lattes.cnpq.br/2227836576507822; http://lattes.cnpq.br/2122760934333470; Santos, Ane Luise Silva Mecenas; Andrade, Joel Carlos de Souza; Santos, Cícero Joaquim dosEste trabalho propõe se debruçar a entender os contornos e as dinâmicas de uma devoção a três irmãos milagreiros nos sertões do Seridó. A narrativa base para o surgimento da devoção se ancora na ocorrência de uma tragédia que vitimou três irmãos pobres por volta de 1912. Partindo do entendimento e dos cuidados dedicados às crianças falecidas nos sertões e da dimensão da tragédia, a história dos Três Anjinhos Queimados passou a receber uma atenção especial que foi se ampliando e atravessando o século XX até a contemporaneidade. Apesar de não termos marcos temporais definidores de quando as pessoas começaram a pedir e alcançar graças, sabemos que pelo menos quatro gerações já visitavam e pediam pela intercessão dos Anjinhos. Analisando as ramificações dessa história, o intuito é compreender como a devoção e as memórias que partem de uma tragédia que vitimou três crianças se entrelaçam a dadas experiências nestes sertões. Este estudo se insere no campo do catolicismo não-oficial e tem os conceitos de milagreiro e sublimação como fundamentais para a compreensão do que ocorre na devoção aos Anjinhos Queimados. Somado a isso, o conceito de memória se insere nessa discussão dando suporte para a investigação da narrativa em torno dos milagreiros e os mecanismos que mantêm essa devoção viva. Além dele, a concepção de representação colabora para uma percepção sobre as elaborações que se alimentam e constroem paisagens em torno da devoção. E atravessando toda a pesquisa mobilizo o conceito de sertões que vem sendo pensado como uma categoria que neste território associou-se ao processo colonizador, mas que ao longo do tempo e dos interesses foi tomando novas significações. Para este trabalho foi necessário utilizar a História Oral, a análise imagética da pintura localizada na lateral da capela e das fotografias produto dessa investigação e ainda do inventariamento dos ex-votos encontrados no local de devoção.Dissertação Representações do sertão nordestino na produção quadrinística potiguar (1992-2015)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2021-06-10) Silva, Filipe Viana da; Borges, Fábio Mafra; Macedo, Helder Alexandre Medeiros de; 033.893.504-54; http://lattes.cnpq.br/8883637703704518; http://lattes.cnpq.br/1852315743518234; http://lattes.cnpq.br/7253013322711065; Andrade Júnior, Lourival; http://lattes.cnpq.br/2227836576507822; Sá, Antônio Fernando de Araújo; http://lattes.cnpq.br/4761668150681726Problematiza a estética e forma como dois editoriais de quadrinhos do Rio Grande do Norte, Brasil, representaram o sertão nordestino, o sujeito sertanejo e suas práticas culturais. O estudo abrangeu doze (12) revistas, onde se constatou representações sertanejas em vinte (20) narrativas. Neste universo, dez (10) estão presentes em sete (07) números da revista Maturi, do Grupo de Pesquisa em História em Quadrinhos (Grupehq), de Natal; e dez (10) em cinco (05) publicações do Grupo Pau a Pique de Histórias em Quadrinhos (Grupphq), atual Associação Avoante de Cultura (AAC) da cidade interiorana de Currais Novos: Estórias de Vaqueiros, Caos nas Tetas, Kueka, Quadrinhos Avoante nº 01 e Kankão nº 01. Desta coleção, selecionou um (01) quadrinho de cada grupo para obter dados. Utilizou abordagem metodológica de análise semiótica a partir de Umberto Eco para decodificação dos signos gráficos conforme aponta Antônio Cagnin. Aplicou o esquema dos “vinte e dois painéis que sempre funcionam” de Wally Wood para identificar enquadramentos de cenas. Utilizou categorias para definir cada tipo de transição entre os requadros elaborados por Scott McCloud. Para reconhecimento dos signos sertanejos baseou em Janaína Amado, Erivaldo Neves, Durval Albuquerque Júnior e Antônio Araújo Sá. Após emprego do diagrama metodológico, encontrou duas estéticas de produção e duas representações sertanejas. Uma do litoral, contemplada de estereótipos como pobreza, miséria, doenças e rusticidade, atrelado à ideia de barbárie e violência; outra do interior, e entre as características, a representação de diversão, humor, bem como, perspectiva social e econômica, mesmo que ainda acompanhe estereotipias.Dissertação O Sertão é Neon: transversalidades e pluralidades de identidades de gênero no filme Boi Neon de Gabriel Mascaro (2015)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2022-10-26) Azevedo, Gleice Linhares de; Albuquerque Júnior, Durval Muniz de; https://orcid.org/0000-0003-4153-9240; http://lattes.cnpq.br/7585947992338412; http://lattes.cnpq.br/9977830338247954; Andrade Júnior, Lourival; https://orcid.org/0000-0003-2155-1816; http://lattes.cnpq.br/2227836576507822; Santiago Júnior , Francisco das Chagas Fernandes; https://orcid.org/0000-0003-2690-5222; http://lattes.cnpq.br/8893350729538284; Lima, Frederico Osanan AmorimEste trabalho tem como objetivo compreender os discursos instituídos pelas imagens cinematográficas contemporâneas sobre o sertão e as relações de gênero aí prevalecentes, sobretudo, na construção das masculinidades sertanejas configuradas em um cenário de rupturas e continuidades, em relação aos códigos morais que modelam o ser(tão). Para tal empreitada, partimos do recorte temporal delimitado entre os anos 2000 a 2015, tendo como marco algumas produções fílmicas com a temática do sertão, como Cinemas, aspirinas e urubus (2005), Luneta do Tempo (2014) e o gênero novela com a produção de Cordel Encantado (2011). Além de tais fontes, trabalhamos com a fonte basilar dessa escrita, o filme Boi Neon (2015), do diretor e roteirista pernambucano, Gabriel Mascaro. O referencial teórico e metodológico estrutura-se na análise de discurso de Michel Foucault visando entender as várias camadas de sentidos que constituem as imagens, sobretudo, cinematográficas para o estudo que nos propomos a realizar. Essa análise também partiu do uso de método arqueológico das imagens, ou seja, uma escavação das camadas visuais que constituem nosso modo de ver o sertão, a partir dos pressupostos apresentados pelo historiador da arte Georges Didi-Huberman. A discursão teórica também está fundamentada na Teoria Queer para compreender as novas relações de gênero que se movem na narrativa fílmica de Boi Neon, a partir das concepções de Judith Butler (2021) e das reflexões de Richard Miskolci (2021) e Guacira Lopes (2018) quando pensam o gênero como construção normativa na cultura e a possibilidade de viver outra diversidade, outras maneiras de exercer a masculinidade de maneira plural, para além das normas. Nessa direção, a partir do conceito de imagem sobrevivente ou imagem sintoma de Didi-Huberman, concluímos que as imagens do sertão anteriores à produção de Boi Neon são imagens sobreviventes de outras produções visuais anteriores (como os filmes do Cinema Novo e da Retomada) e que as imagens capturadas por Boi Neon são imagens-ação, que, por sua vez, são imagens críticas, transgressoras de uma dada visualidade do sertão e do tempo dessas imagens. Nessa linha, as imagens em volta do corpo masculino e feminino, nessa espacialidade são, de certa forma, desconstruídas e diferentes das elaborações já realizadas em volta do sertanejo(a), assim como é o sertão/agreste na perspectiva do filme. Portanto, o sertão contemporâneo de Boi Neon é um sertão em movimento, de passagens de temporalidades, o arcaico e o novo, do pretérito e presente, de corpos em “dilatação” e, enfim, um sertão em trânsito.