PPGAS - Doutorado em Antropologia Social
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Navegando PPGAS - Doutorado em Antropologia Social por Autor "Barbosa Júnior, José Duarte"
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Tese “Estamos vivos e produzindo”: narrativas, práticas e visualidades do fazer quadrinhos em Natal (RN)e João Pessoa (PB)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2021-09-13) Brandão, Deyse de Fátima do Amarante; Coradini, Lisabete; http://lattes.cnpq.br/3559843462349247; http://lattes.cnpq.br/9546162245443087; Valle, Carlos Guilherme Octaviano do; http://lattes.cnpq.br/7578005376543804; Lopes, Paulo Victor Leite; http://lattes.cnpq.br/7595515282110283; Azevedo, Aina Guimarães; http://lattes.cnpq.br/7254533350574955; Barbosa Júnior, José Duarte; http://lattes.cnpq.br/6542228199752323; Amorim, Lara Santos de; http://lattes.cnpq.br/2644643105827732Este estudo busca compreender as dinâmicas e práticas do fazer quadrinhos na contemporaneidade, tendo como lócus privilegiado as cenas independentes de produção de quadrinhos em Natal (RN) e em João Pessoa (PB). Sendo as histórias em quadrinhos fruto do desenvolvimento da reprodutibilidade técnica e da imprensa, mencionamos a sua importância como um fenômeno cultural e artístico, para além de um objeto de consumo para as massas. Como resultado de um Ocidente industrializado, os quadrinhos tornaram-se populares em várias sociedades. No Brasil, a sua valorização foi contemplada por certos agentes sociais, como os jovens estudantes universitários que produziam publicações alternativas. Em contextos locais, como Natal e em João Pessoa, as atuações de determinados interlocutores foram de tamanha importância para a construção e manutenção de uma memória e afirmação de uma história local dos quadrinhos. Suas narrativas, colhidas por meio de entrevistas, são situadas em um devir histórico e social, trazendo lembranças e esquecimentos, assim como levantando questões a respeito do trabalhar com desenho, das construções de visualidades, das condições de produção/consumo de quadrinhos e de possíveis arranjos entre experiências e táticas colaborativas. Estas narrativas em um sentido geral demonstram habilidades em contextos locais, negociando projetos individuais com outros campos. Nossa análise seguiu etnografando alguns espaços de circulação de quadrinistas a partir de eventos em que se promove uma cultura dos quadrinhos. Dentre estes espaços, estão quatro eventos etnografados e uma oficina voltada para crianças sobre produção de histórias em quadrinhos, no qual foi possível refletir sobre a experiência perceptiva da linguagem dos quadrinhos em sua ritualização. Por serem produtos da imaginação criadora humana, os quadrinhos também desfrutam de uma poeticidade na construção de mundos ficcionais. Desta maneira, ao reivindicar um caráter antropológico dos quadrinhos, destaco como estes podem ser foco de preocupações antropológicas ao conceberem mundos socioculturais e sistemas de pensamentos. Para tal, aproximo-me da criação artística de dois interlocutores, no qual a categoria medo torna-se central no desenvolvimento de sua narrativa gráfica. Debruçando-me sob as contribuições da Antropologia Visual e da Antropologia das Emoções analiso o enredo de uma história em quadrinho autoral e independente. Por fim, ao realizar um exercício de olhar antropológico em diferentes contextos no qual se situam os interlocutores desta pesquisa, compreende-se que a prática do fazer quadrinhos é uma forma viva de potencializar suas existências nos mundos da arte, ao explorar as interdependências com as lógicas de mercado e com as lógicas institucionais.Tese Trajetórias, grafias e arte de rua na cidade do Natal/RN - Brasil(2019-05-31) Barbosa Júnior, José Duarte; Coradini, Lisabete; ; ; Navia, Ângela Mercedes Facundo; ; Diógenes, Glória Maria dos Santos; ; Assunção, Luiz Carvalho de; ; Lopes, Paulo Victor Leite; ; Silva, Roselene Cássia de Alencar;Este trabalho analisa a produção das imagens na cidade do Natal/RN – Brasil através do trabalho de artistas locais em seus protagonismos na arte de rua, graffiti e pixo, estendendo a reflexão também para além das fronteiras nacionais. A realização dessa etnografia foi baseada em procedimentos metodológicos como a caminhada em regiões centrais da cidade, no registro e coleção fotográfica, na interlocução com artistas, na participação em eventos, na pesquisa documental e na reflexão antropológica, urbana e visual. Os resultados da pesquisa sugerem que há uma relação de reciprocidade nesse processo que envolve a arte de rua e a cidade, onde o percurso dos artistas, além de figurar uma ação gráfica e plástica, implica também numa ação biográfica. Ao caminhar pelas ruas, trajetos e pedaços da cidade, intervindo em sua estrutura física, vive-se essa experiência exprimindo-a através dessas formas, ressaltando os conflitos e as contradições urbanas, mas também sua poética. Na cidade do Natal, como em outras cidades, resguardadas suas especificidades, o exercício da arte realizado ao longo dos caminhos, cria um conhecimento sócio espacial. Esse conhecimento é compartilhado na esfera visual urbana em imagens ofertadas a qualquer um que pare para ver e pensar sobre elas.