Navegando por Autor "Andrade, Peryclys Raynyere de Oliveira"
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Dissertação Interpretação de dados de GPR com base na hierarquização de superfícies limitantes e na adaptação de critérios sismoestratigráficos(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2005-06-17) Andrade, Peryclys Raynyere de Oliveira; Medeiros, Walter Eugênio de; ; http://lattes.cnpq.br/2170299963939072; ; http://lattes.cnpq.br/3605924300115267; Córdoba, Valéria Centurlon; ; http://lattes.cnpq.br/8212523609187259O Radar Penetrante no Solo (Ground Penetrating Radar GPR) tem sido utilizado para mapear em detalhe depósitos sedimentares, devido à sua alta resolução. Pelo fato de que os métodos GPR e Sísmico têm princípios de formação de imagens muito semelhantes, o modelo clássico de interpretação sísmica, baseado na sismoestratigrafia, tem sido tentativamente utilizado para interpretar dados de GPR. Não obstante os grandes avanços já realizados em contextos particulares, as adaptações propostas das ferramentas e conceitos da sismoestratigrafia, para o GPR, ainda são inadequadas; isto acontece basicamente porque as interpretações atribuídas aos padrões de terminação, extraídos da sismoestratigrafia convencional, não representam o registro geológico na escala de operação do GPR. O problema conceitual reside, pois, em propor um método de interpretação que permita não só relacionar produto e processo sedimentar, na escala do GPR, mas também identificar ou propor ambientes deposicionais e correlacionar estes resultados com os blocos construtores da Estratigrafia de Seqüências. O objetivo desse trabalho é propor uma metodologia de interpretação de dados de GPR capaz de realizar esta tarefa, pelo menos no contexto de depósitos siliciclásticos. Para este fim, propõe-se uma interpretação de dados de GPR, baseada na adaptação de termos e conceitos herdados da sismoestratigrafia, em conjunto com uma metodologia de hierarquização de superfícies limitantes (bounding surfaces), a exemplo da metodologia proposta por Miall (1988). Como conseqüência direta desta combinação, a interpretação dos dados de GPR pode ser associada às fácies sedimentares, dentro de um contexto genético, possibilitando assim: (i) individualizar as radarfácies e correlacioná-las às fácies sedimentares, com base em modelos de fácies sedimentares; (ii) caracterizar um determinado sistema deposicional e, principalmente, (iii) determinar seu arcabouço estratigráfico, mostrando como ele evoluiu no tempo geológico. Para exemplificar a utilização desta metodologia de interpretação foram utilizados os dados de GPR adquiridos na área de Galos, que faz parte do spit de Galinhos, localizado no Estado do Rio Grande do Norte. Este spit apresenta grande variedade lateral de fácies sedimentares e contém registros sedimentares que são sensíveis às variações de freqüência mais alta do nível relativo do mar (ciclos de 4ª a 6ª ordens). O processo de interpretação constou das seguintes fases: (i) estabelecimento de uma sucessão vertical de fácies, (ii) caracterização dos produtos sedimentares (radarfácies), (ii) atribuição de processos sedimentares dentro de um cunho genético, e finalmente (iv) estabelecimento de um modelo evolutivo para o spit de Galinhos. O modelo propõe que este spit constitui um sistema do tipo Ilhas Barreiras que é materializado, da base para o topo, por fácies de estreito de maré (tidal inlet), fácies de planície de maré, fácies de praia e fácies eólica (dunas). A fácies de estreito de maré, na base, é representada por barras de acresção lateral que preencheram os estreitos de maré. Estes depósitos são truncados lateralmente pela fácies de planície de maré. Na zona de intermaré antiga, a fácies de intermaré encontra-se sobreposta pela fácies de praia, marcando assim um avanço relativo da linha de costa. Por fim, no topo da coluna estratigráfica, estão depositadas dunas eólicas, denotando o recuo da linha de costa e conseqüente exposição aérea