Navegando por Autor "Barca, Francisco Napoleão Tulio Varela"
Agora exibindo 1 - 1 de 1
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Tese Mutagênese induzida por flavonóides presentes do decocto das cascas da aroeira (Schinus terebinthifolius, Raddi)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2008-04-28) Barca, Francisco Napoleão Tulio Varela; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781004Y8; ; http://lattes.cnpq.br/4163864603362813; Cavalcanti Júnior, Geraldo Barroso; ; http://lattes.cnpq.br/0091662650633339; Lima, Lucymara Fassarela Agnez; ; http://lattes.cnpq.br/1083882171718362; Barbosa Filho, José Maria; ; lattes.cnpq.br/8892459126928726; Felzenszwalb, Israel; ; lattes.cnpq.br/8132847165466920O decocto feito de cascas da Aroeira (Schinus terebinthifolius, Raddi) é usado na medicina popular como cicatrizante e anti-inflamatório, mas, apesar de seu efeito medicinal, também foi demonstrado um efeito mutagênico. O objetivo deste trabalho foi determinar se os flavonóides da aroeira são os responsáveis pela mutagenicidade bem como propor um mecanismo de ação. Para tanto, diferentes frações enriquecidas em flavonóides foram preparadas e os flavonóides foram isolados, purificados e quantificados via cromatografia de adsorção em gel de sílica. Testes de genotoxicidade, in vitro e em sistemas bacterianos foram realizados a fim de determinar o mecanismo de ação. Testes realizados com DNA plasmidial In vitro foram indicativos de que as frações enriquecidas de flavonóides são capazes de gerar dupla quebra na fita do DNA, bem como são capazes de gerar sítios abásicos, evidenciados na presença da exonuclease III. O mesmo teste com DNA plasmidial, mas na presença de cobre [10 µM] e de tampão Tris-HCl pH 7.5 [10 µM], foi realizado, para determinar se haveria ou não participação de espécies reativas de oxigênio na indução de danos. A transformação do DNA plasmidial em diferentes cepas bacterianas, proficientes e deficientes em diferentes vias de reparo de DNA, na ausência e presença de tampão Tris-HCl pH 7.5 [10 µM], sugerem que enzimas de reparo de lesões oxidativas são necessárias para reparar as lesões geradas pelos flavonóides e que espécies reativas de oxigênio são geradas e necessárias para promover as lesões. Teste de mutagenicidade direta com diferentes cepas de Escherichia coli derivadas da linhagem CC104 sugeriram que os flavonóides aumentam a freqüência de mutação em cepas deficientes nas enzimas MutM e MutY glicosilases, principalmente na duplo mutante, sugerindo que as lesões predominantemente oxidativas, são substratos destas enzimas no DNA. A fim de determinar o espectro de mutação causado pelos flavonóides da aroeira, DNA plasmidial foi transformado previamente tratado com as frações enriquecidas em flavonóides em cepas deficientes em enzimas de reparo de DNA, seguido de seleção por coloração com x-gal (seleção azul-branco), amplificação de DNA por PCR e sequenciamento dos clones mutantes. Análise dos mutantes obtidos nas cepas CC104, CC104mutM, CC104mutY e CC104mutMmutY indicaram a predominância de mutações do tipo G:C para C:G, que pode estar correlacionada a origem de 8-oxoG, devido a lesões oxidativas causadas pelos flavonóides. Assim, pode-se concluir que os flavonóides isolados ou em frações enriquecidas nos mesmos são responsáveis pelo potencial mutagênico dos extratos da aroeira, que as lesões geradas são oxidativas, predominando a formação de 8-oxoG, devido à formação de EROs, e que são reconhecidas por enzimas do sistema de reparo por excisão de base. Desta forma, propõe-se que os flavonóides possam gerar espécies reativas de oxigênio de duas maneiras diferentes: i) em uma reação Fenton-like, quando os flavonóides estão na presença de metais e água ou ii) devido à estrutura interna da molécula de flavonóide pela disposição e quantidade de grupamento hidroxilas na própria molécula. As lesões podem ser geradas diretamente (sugerido pelos experimentos de tratamento in vitro) ou indiretamente (pelos experimentos obtidos com as linhagens CC)