Navegando por Autor "Barroso, Edjane Maria de Azevedo"
Agora exibindo 1 - 1 de 1
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Dissertação Efeito antitrombótico de uma fucana não anticoagulante extraída da alga Spatoglossum Schröederi(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2008-07-30) Barroso, Edjane Maria de Azevedo; Rocha, Hugo Alexandre de Oliveira; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4799567J8&dataRevisao=null; ; http://lattes.cnpq.br/8147114955161030; Pinotti, Laura Marina; ; http://lattes.cnpq.br/5616576281329159; Sales, Valéria Soraya de Farias; ; http://lattes.cnpq.br/8525532896559374Fucanas é um termo utilizado para denominar a família de polissacarídeos sulfatados que apresentam em sua constituição α-L-fucose sulfatada. A alga marrom Spatoglossum schröederi da família Dictyotaceae, apresenta três heterofucanas denominadas de fucana A, B, e C. A fucana A (21kDa) é composta por um núcleo central formado por ácido glucurônico, β 1→3 ligado, substituídos em C4 por L-fucoses α (1→3) ligados. A fucose ainda é substituída no C4 por grupos sulfatos e no C2 por cadeias de β (1→4) xilose. Esta fucana não apresentou atividade anticoagulante entre 0,1 e 100µg/mL e nenhuma atividade hemorrágica entre 50 e 800µg /mL. Os testes antitrombótico in vivo mostraram que a fucana A não apresentou atividade nas concentrações (0,2 a 20µg/g) testadas 1 hora após a administração do polissacarídeo. No entanto, quando a fucana A foi administrada endovenosamente, 24h antes da ligadura da veia cava, observou-se um efeito dose-dependente, alcançando a sua saturação em torno de 20µg/g de massa do animal. Além disso, o efeito se mostrou tempo-dependente, atingindo saturação em 16h após a administração da fucana. Em todas as vias em que foi administratada (SC, IM, IP, e IV), a fucana A demonstrou ação antitrombótica. Exceção apenas para a via oral. A importância dos resultados obtidos foi o fato da fucana A estimular a síntese de um heparam sulfato com características antitrombótica semelhante à heparina pelas células endoteliais. Esta descoberta levou a hipótese de que a atividade antitrombótica da fucana A está relacionada com o aumento na produção deste heparam sulfato. Devido as suas características e por ser um composto praticamente desprovido de atividade anticoagulante e hemorrágico sugere-se que a fucana A possa vir a ser um agente antitrombótico in vivo . A realização deste estudo teve caráter multidisciplinar, envolvendo pesquisadores da Bioquímica, Morfologia, Hematologia, Botânica e Veterinária. Este aspecto preencheu os requisitos da multidisciplinaridade do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde