Navegando por Autor "Bezerra, Hudson Pablo de Oliveira"
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Dissertação Corpo e saúde: reflexões sobre o quadro "Medida Certa"(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2012-12-13) Bezerra, Hudson Pablo de Oliveira; Mendes, Maria Isabel Brandão de Souza; ; http://lattes.cnpq.br/6831555305550834; ; http://lattes.cnpq.br/1033837251559040; Nóbrega, Terezinha Petrucia da; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4792996P7; Lucena, Ricardo de Figueiredo; ; http://lattes.cnpq.br/2677667915869629O cenário atual encontra-se permeado por diversas compreensões a respeito do corpo e da saúde. Estas são frutos de um processo histórico vivenciado pelos homens em diferentes épocas e contextos sociais através dos quais foram sendo construídas. Diante deste cenário, destacamos a mídia como um poderoso meio de informação e formação de ideias no que concerne ao corpo e à saúde. A mídia também, enquanto meio de mediação de informações nos apresenta características do cenário social em que está inserida. Em nossa pesquisa trazemos como objetivo refletir sobre as compreensões, saberes e práticas propagadas a propósito do corpo e da saúde no quadro Medida Certa do programa Fantástico da emissora Rede Globo de Telecomunicações, no sentido de identificar como a Educação Física, tem contribuído com a construção dos conhecimentos divulgados. Para tanto, direcionamos nossas análises ao quadro Medida Certa exibido pelo Fantástico nos meses de abril, maio e junho de 2011. Os dados para análise foram coletados através dos vídeos exibidos ao vivo no Fantástico e das informações disponibilizadas no blog do referido quadro. Assim, tivemos 14 vídeos exibidos ao vivo, 16 vídeos postados no blog e 97 postagens no blog. Como técnica de análise dos dados utilizamos da análise de conteúdo de Bardin (2011). Sobre o corpo obtivemos como categorias de análise: corpo como sistema operacional; corpo biológico; corpo fragmentado e exterior ao sujeito; corpo quantificado e atrelado a padrões; e, corpo sujeito. Quanto à saúde analisamos as categorias de: saúde baseada em índices de normalidade biológica; saúde associada ao emagrecimento e à padrões estéticos; saúde associada à atividade física e ao controle alimentar; e, por fim propomos uma compreensão de saúde existencial. Portanto, a partir das análises dos dados evidenciamos uma predominância de compreensões, saberes e práticas sobre o corpo e a saúde pautadas nos constituintes biológicos do corpo, na quantificação e classificação em médias e padrões de normalidade, na generalização de formas de cuidado, na associação linear entre atividade física e controle alimentar com a saúde, e evidenciamos que a Educação Física tem contribuído com essas construções, por meio de alguns de seus discursos com ênfase nos aspectos biológicos. Dessa forma, defendemos em nosso estudo uma compreensão de corpo não somente objeto, mas também, enquanto sujeito recortado pelos elementos orgânicos, culturais, históricos e sociais, um corpo vivo, que sente, deseja e antes de tudo se expressa, e a saúde perspectivada como algo do corpo, entrelaçada através dos aspectos biológicos, culturais, históricos e emocionais deste corpo que coexiste em sociedadeTese Corpo, cultura e educação (física) nos quilombos da serra(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2021-02-25) Bezerra, Hudson Pablo de Oliveira; Melo, José Pereira de; ; http://lattes.cnpq.br/9283008377235258; ; http://lattes.cnpq.br/1033837251559040; Santos, Antônio de Padua dos; ; http://lattes.cnpq.br/9063486087784385; Dias, Maria Aparecida; ; http://lattes.cnpq.br/1131977255034974; Silva, Maria Eleni Henrique da; ; http://lattes.cnpq.br/2076267318309264; Soares, Marta Genu; ; http://lattes.cnpq.br/5299382052741078; Medeiros, Rosie Marie Nascimento de; ; http://lattes.cnpq.br/4739820420408872; Pinho, Vilma Aparecida de; ; http://lattes.cnpq.br/2018069654110698No Brasil, o processo de colonização europeia e a escravização criminosa dos sujeitos Africanos contribuíram para que o racismo se estruturasse de modo a negar os saberes e práticas dos corpos negros e suas culturas em diferentes espaços sociais, dentre os quais, o da Educação. No entanto, mesmo diante das violências e marginalizações, esses corpos resistiram e impuseram diferentes elementos de suas culturas na formação nacional. Dentre as formas de resistência, destacamos a formação dos quilombos, visto que, nesses foram efetivadas articulações coletivas, lutas, manutenções e atualizações dos saberes, o que os tornam espaços ricos para analisarmos a efetivação de propostas educacionais que dialoguem com os saberes, linguagens e práticas dos corpos negros, assim como, com as proposições da Lei 10.639/03. Problematizando essa realidade, estabelecemos como questionamentos para a tese: quais saberes, linguagens e práticas dos corpos negros estão presentes nas comunidades de remanescentes quilombolas? Como a Educação Física escolar deve se apropriar dos saberes, linguagens e práticas dos corpos negros quilombolas em suas práticas formativas para efetivação de uma educação das relações étnico-raciais? Diante desses, definimos como objetivo geral, analisar os saberes, linguagens e práticas dos corpos negros inseridos dentro da realidade cultural das comunidades de remanescentes quilombolas do Sítio Pêga e Sítio Arrojado/Engenho Novo, na cidade de Portalegre – RN. Para os objetivos específicos delimitamos: identificar e mapear os saberes, linguagens e práticas dos corpos negros nas comunidades de remanescentes quilombolas do Pêga e Arrojado/Engenho Novo; discutir o espaço dos saberes negros nos cenários da Educação e da Educação Física; e, apontar possibilidades teórico-metodológicas para as práticas pedagógicas da Educação Física em atendimento aos princípios da educação étnico-racial. Metodologicamente, optamos por uma pesquisa etnográfica, na qual nos inserimos nas comunidades de remanescentes quilombolas para realização de observações participantes, entrevistas, coletas de documentos e outros. Além disso, realizamos também pesquisas documentais e observações nas escolas que atendem os alunos das comunidades quilombolas, bem como, entrevistas com os professores de Educação Física das mesmas. Como resultados, mapeamos os saberes dos corpos em movimento dos sujeitos negros/quilombolas, separando-os nas seguintes categorias: corpo natureza, corpo fé, corpo trabalho, corpo ancestral e corpo (in)visível. Com base nos saberes apresentados em cada categoria, no diálogo estabelecido com as escolas e com as leituras efetivadas durante a construção da tese, deixamos como proposição final um aquilombamento na Educação Física escolar que assegure que os saberes e práticas do corpo negro em movimento estejam presentes nos espaços da formação escolar para efetivar uma educação das relações étnico-raciais, a partir de perspectivas interculturais, antirracistas e descolonizadoras.Tese Encruzilhadas negras: histórias de vida de três professoras do Centro de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2023-05-19) Silva, Louise Carla Siqueira da; Soares Júnior, Azemar dos Santos; http://lattes.cnpq.br/5548182860228173; http://lattes.cnpq.br/5304113217654053; Barbosa Júnior, Walter Pinheiro; http://lattes.cnpq.br/7532911538772143; Pranto, Aliny Dayany Pereira de Medeiros; Bezerra, Hudson Pablo de Oliveira; Braga, Amanda BatistaEsta tese tem por objetivo analisar a trajetória de vida de três professoras negras do Centro de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a saber: Andréia da Silva Quintanilha Sousa, Luciane Terra dos Santos Garcia e Marisa Narcizo Sampaio. Defendo a tese de que o racismo estrutural à brasileira (re)produz uma dinâmica de violências diretas, indiretas e simbólicas sobre a trajetória de vida de mulheres negras, independentemente do nível de escolarização e classe social a que pertençam. Essas violências foram e são assimiladas por elas de maneira consciente ou inconsciente. Tal compreensão se deu por meio da prerrogativa da Educação, no contexto brasileiro, basilarmente ser constituída por uma história vinculada ao pensamento colonial romantizado e eurocentrado. A pesquisa insere-se no campo da História Cultural e das Sensibilidades fundamentada por Sandra Pesavento (2007). Tomaram importância para as reflexões assentadas os conceitos e autores/as: racismo, postulados por Silvio Almeida (2019); Martiniano Silva (2009); imagens de controle, termo cunhado por Patricia Hill Collins (2019; 2021) e Winnie Bueno (2020). Foram caras também a esse estudo as compreensões acerca da interseccionalidade, postulados por Carla Akotirene (2019) entre outros autores e autoras. Para produção, coleta de dados e tratamento de fontes históricas, recorri a História Oral junto à seus procedimentos técnicos e metodológicos pensados por autores como Portelli (2016), Meihy e Seawright (2020). Ao final da pesquisa foi possível compreender como o racismo se manifestou e se apresenta nos cotidianos das trajetórias de vida das interlocutoras da pesquisa, atravessando suas formações identitárias e suas artes da existência.