Navegando por Autor "Breitenbach, Silvia Becher"
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Tese Desenvolvimento de argamassa para restauração utilizando resíduo do polimento do porcelanato(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2013-07-22) Breitenbach, Silvia Becher; Martinelli, Antônio Eduardo; ; http://lattes.cnpq.br/0022988322449627; ; http://lattes.cnpq.br/2830792244449475; Nascimento, Rubens Maribondo do; ; http://lattes.cnpq.br/8671649752936793; Freitas, Júlio Cezar de Oliveira; ; http://lattes.cnpq.br/2357217530716519; Fortes, Adriano Silva; ; http://lattes.cnpq.br/3620816567200734; Macedo, Daniel Araujo de; ; http://lattes.cnpq.br/1027496814443777Os revestimentos argamassados são elementos fundamentais em alvenaria estruturada, pois desempenham um papel importante na proteção de alvenarias e encontram-se particularmente expostos a ações agressivas responsáveis pela sua degradação ao longo do tempo. A importância dos revestimentos de parede vem sendo alvo de discussão e análise no âmbito da conservação e reabilitação de prédios antigos. Por vezes, são removidos e substituídos por soluções inadequadas, do ponto de vista construtivo ou arquitetônico. Os revestimentos mais utilizados em paredes de edifícios antigos baseiam-se em argamassas tradicionais de cal aérea (cal hidratada em pó CH-I). O presente estudo tem como objetivo a formulação de novas argamassas à base de cal aérea e agregado fino, com vistas a contribuir para o melhor domínio da conservação e restauro de argamassa de revestimento de edifícios antigos. Foi utilizado resíduo do polimento de porcelanato como agregado fino, em substituição ao agregado miúdo (areia), em porcentagens de 05 a 30% em massa. Foi feita uma completa avaliação das propriedades das argamassas no estado fresco e no estado endurecido comparando o desempenho das mesmas com uma argamassa de referência. O resíduo utilizado foi caracterizado quanto à massa específica, massa unitária, granulometria a laser, microscopia eletrônica de varredura, difratometria de raios-X e fluorescência de raios-X. Foram produzidas 7 formulações, sendo 6 com resíduo e 1 formulação comumente usada, que serviu de referência. Nas formulações das argamassas de cal aérea adotou-se um traço volumétrico (1:3), com o ligante constante, e se fez variar a relação água/aglomerante, bem como agregado miúdo e resíduo. Para avaliação das argamassas no estado fresco, procedeu-se a análise da consistência, densidade de massa aparente, retenção de água e teor de ar incorporado. Já no estado endurecido foram realizados os ensaios de densidade de massa aparente, retenção de água, módulo de elasticidade, resistência à tração na flexão, resistência à compressão, absorção de água por capilaridade, aderência à tração, retração e resistência a sais, por meio de ensaios de cristalização com recursos de solução de cloreto, nitrato e sulfato todos de sódio, em corpos de prova prismáticos aos 90 dias de idade, além das análises micro estruturais das argamassas. Com base nos resultados é possível verificar que a argamassa com teor de 10% de resíduo e a de referência apresentam retração livre mais estável, mais próxima da neutralidade. A composição de 10% apresenta melhor comportamento face à ação da cristalização de sais. A argamassa formulada com 15% de resíduo obteve melhor densidade aparente no estado fresco, menor teor de ar incorporado e elevada capacidade de retenção de água desenvolvendo boa trabalhabilidade. A substituição de 20% de resíduo gera um aproveitamento satisfatório quanto à resistência à compressão, tração na flexão e maior aderência à base. Portanto, podemos verificar que as argamassas com 10, 15 e 20% de resíduo evidenciam, a princípio, boa adequação como revestimento, possibilitando assim um resultado final compatível com a durabilidade, trabalhabilidade e aderência desenvolvendo um material com melhor desempenho para reparar ou substituir argamassas existentes em edifícios antigos