Navegando por Autor "Britto, Igor Galvão de"
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Dissertação A perda de grupos funcionais em comunidades virtuais: efeito das interações entre espécies e grupos funcionais(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2012-08-27) Britto, Igor Galvão de; ; http://lattes.cnpq.br/2567786500828682; ; http://lattes.cnpq.br/6143843865477992; Corso, Gilberto; ; http://lattes.cnpq.br/0274040885278760; Almeida Neto, Mário; ; http://lattes.cnpq.br/1000297113793647Os níveis elevados de extinções locais, regionais e globais têm simplificado progressivamente comunidades em termos de espécies e funcionamento do ecossistema. Modelos teóricos demonstraram que o grau de redundância funcional determina as taxas de perda de grupos funcionais à medida que as comunidades sofrem extinção de espécies. Aqui nós aprimoramos as predições teóricas pela incorporação no modelo de interações entre espécies e entre grupos funcionais. Neste estudo, testamos o efeito de diferentes cenários de interações interespecíficas e de efeitos entre grupos funcionais sobre a resistência das comunidades à perda de grupos funcionais. Comunidades virtuais foram construídas com diferentes padrões de distribuição de espécies nos grupos funcionais, tanto com alta quanto com baixa equitabilidade. Uma matriz A foi criada para representar o efeito líquido das interações interespecíficas entre todas as espécies, representando padrões de aninhamento, modularidade, espécies sensíveis ou dominantes. Além disto, uma segunda matriz B foi criada para representar as interações entre grupos funcionais, tendo também diferentes padrões. A probabilidade de extinção de cada espécie foi calculada com base na riqueza de espécie da comunidade e pela intensidade das interações interespecíficas que atuam sobre ela e sobre o grupo funcional ao qual ela pertence. No modelo, extinções de espécies sucessivas diminuem a riqueza da comunidade, o grau de redundância funcional e consequentemente o número de grupos funcionais que permanecem no sistema. Para cada cenário de redundância funcional, A e B, nós rodamos 1000 simulações para gerar uma curva de extinção funcional média. Diferentes suposições do modelo foram capazes de gerar variações notáveis nas curvas de extinção funcional. Variações mais extremas ocorreram quando as matrizes A e B definem um efeito diferencial acentuado na probabilidade de extinção das espécies dos grupos funcionais. Cenários com espécies sensíveis, positivas ou negativas, apresentaram uma maior variação que os cenários com espécies dominantes. Interações aninhadas apresentaram maior variação do que cenários em que as interações são modulares. Comunidades com redundância funcional máxima podem somente ser fragilizadas pelas interações entre espécies e grupos funcionais. Em contraste, comunidades com baixa riqueza funcional pode ter sua resistência aumentada ou diminuída pelas interações. A concentração de interações positivas in grupos de baixa redundância ou interações negativas em grupos de alta redundância foi capaz de diminuir as taxas de extinção funcional. Em contraste, a concentração de interações negativas em grupos de baixa redundância ou de interações positivas em grupos de alta redundância foi capaz de aumentar as taxas de extinção funcional. Este modelo apresenta resultados relevantes para priorização de espécies em trabalhos de conservação e restauração dos ecossistemas