Navegando por Autor "Carvalho, Júlio Alexandre Almeida de"
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Dissertação Caracterização macro, meso e microscópica das estruturas frágeis do corpo arenítico conglomerático da região de Santana do Acaraú (CE) e seu embasamento circundante(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2005-07-01) Carvalho, Júlio Alexandre Almeida de; Silva, Fernando Cesar Alves da; Lins, Fernando Antônio Pessoa Lira; ; http://lattes.cnpq.br/9090815121890821; ; http://lattes.cnpq.br/8572129314081197; ; http://lattes.cnpq.br/6360816349364595Grande parte dos prospectos e reservatórios de petróleo tem o seu arcabouço estrutural como um fator de grande importância. A geometria, interconectividade e densidade dos elementos da tectônica frágil (falhas, fraturas, etc.), têm grande influência no caráter permo-poroso do meio e, por conseguinte, no fluxo de fluidos. Tendo em vista as dificuldades encontradas para a caracterização da deformação frágil, unicamente com dados de subsuperfície, vários estudos estão sendo direcionados ao detalhamento das porções emersas das bacias e de seus substratos, em busca de análogos da deformação. Na Região de Santana do Acaraú aflora um corpo arenítico conglomerático (CAC) cuja geometria é controlada por falhas, principalmente de trend NE, interpretadas como decorrentes da reativação do Lineamento Sobral Pedro II (LSP-II). A fim de caracterizar a deformação frágil em diferentes escalas, estudou-se os atributos do fraturamento tais como: orientação, densidade, cinemática, abertura, etc., através de scanlines em imagens de satélite, afloramentos e seções delgadas. O estudo das imagens de satélite mostrou que as macroestruturas da área apresentam três direções preferenciais sendo elas N-S, NE-SW e E-W. As direções N-S e E-W são compatíveis com movimento de blocos observados por estudos gravimétricos. O estudo do CAC mostrou que ele apresenta uma estrutura sinformal alongada na direção NE-SW, fruto de uma tectônica transpressional dextral desenvolvida enquanto o corpo ainda não estava completamente litificado. Foi evidenciada a existência de duas outras fases de reativação, ocorridas quando o CAC já se encontrava totalmente litificado. A tectônica frágil compartimentou o CAC em blocos, cujo basculamento, gera variações na orientação de alguns de seus elementos (S0, por exemplo). Com base na variação da orientação de S0, o CAC pode ser subdividido em vários domínios. Do ponto de vista da orientação do fraturamento/falhamento os estudos na meso e microescala mostraram que as rochas do embasamento do CAC possuem um padrão de lineamentos basicamente bimodal (NE e NW), enquanto no CAC observou-se que, embora haja uma distribuição do fraturamento em varias direções, em todos os domínios, a concentração ao longo de dois trends específicos nos domínios que apresentam as mesmas orientações de S0 é marcante, característica e distinta. Os diversos domínios são agrupados em três conjuntos, onde o conjunto que apresenta S0 praticamente NW mostra um fraturamento principal com trend NE e secundário NW, enquanto que o conjunto apresentando S0 com direção NE, mostra uma maior concentração dos lineamentos ao longo dos trend NW e secundariamente com trend NE. No conjunto de domínios com S0 praticamente N-S, o trend principal do fraturamento é NE e o secundário NW. Outros atributos do fraturamento, tal como o seu comprimento, foi também analisado e comparado em diversas escalas buscando verificar se existia uma relação de upscale. O desenvolvimento de um modelo digital de terreno, com as estruturas frágeis superpostas, propiciou uma visão tridimensional da região estudada. O entendimento da deformação frágil que atingiu o corpo arenítico-conglomerático (CAC) da região de Santana do Acaraú (CE) e seu substrato reveste-se de importância pela presença de reservatórios fraturados nas bacias da margem equatorial brasileira (Campo de Xareu na bacia do Ceará, por exemplo), cujos dados podem ser confrontados com os de superfície