Navegando por Autor "Costa, José Luiz Silva da"
Agora exibindo 1 - 1 de 1
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Tese Da crítica da razão negra e do colonialismo à necropolítica: metamorfoses coloniais (a filosofia política e pós-colonial de Achille Mbembe)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-07-12) Costa, José Luiz Silva da; Sousa Filho, Alipio de; https://orcid.org/0000-0001-8126-0362; http://lattes.cnpq.br/4671867942395393; http://lattes.cnpq.br/7274840579020946; Bodziak Júnior, Paulo Eduardo; Freire, Alyson Thiago Fernandes; Rodrigues, Denise Carvalho dos Santos; Ferreira, Flávio Rodrigo FreireEsta tese aborda três aspectos fundamentais da obra do pensador Achille Mbembe, a saber, a questão da raça em a Crítica da Razão Negra, a crítica ao colonialismo e, as suas metamorfoses nas ascensões dos conceitos de inimizade e de necropolítica na contemporaneidade. Para alcançar este objetivo estruturamos esta tese em três capítulos. O primeiro capítulo trata da análise da constituição da ideia de raça desenvolvida a partir da análise do discurso branco e da invasão colonial, refazendo sua crítica ao conceito de negro e de raça formulados a partir da designação racial imposta pelo homem branco europeu, culminado na ideia de razão negra. Já o segundo capítulo trata das relações coloniais-raciais, ou seja, queremos compreender a crítica de Mbembe e outros autores do panafricanismo ao colonialismo, desenvolvendo tanto sua crítica a dominação colonial racial, assentado no poderio da Europa como centro do mundo e lócus da modernidade e, percebendo o lugar da modernidade filosófica como espaço da constituição dos discursos que endossam a racialização, percebendo como as figuras do negro e da África foram desumanizados. O terceiro capítulo irá tratar da metamorfose contemporânea das relações raciais-coloniais anteriores percebendo suas atualizações e reconfigurações na contemporaneidade, desenvolvendo como as relações sociais se transformaram em políticas de inimizade, com a projeção de inimigos internos e externos, e como esses processos culminaram numa lógica biopolítica de segregação de pessoas e territórios, exclusão e eliminação de indivíduos e grupos sociais, forjando uma forma contemporânea de política classificando quem deve viver e quem deve morrer, transformando as relações políticas em necropolítica.
