Navegando por Autor "Cunha, Carlos Henrique Pessoa"
Agora exibindo 1 - 3 de 3
- Resultados por página
- Opções de Ordenação
Tese Eco Praça, um bolsão estético na cidade: ensaios sobre subjetividade e política(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2021-02-18) Maia, Francisco Jadson Silva; Dantas, Alexsandro Galeno Araújo; ; ; http://lattes.cnpq.br/0792093393169076; França, Fagner Torres de; ; Jacob, Michelle Cristine Medeiros; ; Muneiro, Lilian Carla; ; Cardoso, Ana Tázia Patrício de Melo; ; Cunha, Carlos Henrique Pessoa;O movimento-projeto cultural Eco Praça surgiu em Natal-RN em 2013, ano marcado por protestos de rua no Brasil. Em mais de sete anos de edições, o Eco Praça se estabelece como um acontecimento político através de sua iniciativa de ocupação do espaço público com atividades ecológicas, artísticas, educacionais e microeconômicas. É a partir dele que passa a ser possível uma nova subjetividade urbana, de cunho coletivo e ético, na capital potiguar. Por um lado, o presente estudo, em forma de ensaios, compreende os instantes em que surgem novos modos de existência a partir de seu bolsão estético e, por outro, a tensão deles diante da atual política de controle do sensível, responsável por fixar figuras subjetivas capitalísticas na cidade. Assim, a permanência das pessoas na praça depende mais das intensidades puras e dos afetos do que do nível do discurso ou da cognição. Com efeito, a partir do caminho aberto por Guattari, solo ou em colaboração com Deleuze, quanto à heterogênese da produção de subjetividade e o paradigma ético-estético, elabora-se as considerações sobre a relação contínua entre subjetividade, política e cidade. Essas mesmas preocupações, a cerca das políticas de subjetivação contemporâneas, encontram reverberação nos estudos de Sennett, Rolnik, Lapoujade e Lazzarato.Tese Mil Ribeiras: uma cartografia das heterotopias, disciplinamentos e rasuras na produção do espaço urbano(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2020-02-14) Cunha, Carlos Henrique Pessoa; Silva, Josimey Costa da; ; ; http://lattes.cnpq.br/6563710269644438; Santana, Gilmar; ; Dantas, Alexsandro Galeno Araújo; ; França, Fagner Torres de; ; Santos, Francisco Sá Barreto dos; ; Capistrano, Pablo Moreno Paiva;Esta pesquisa, em todos os seus mapas, perseguiu a dinâmica de produção de estados de heterotopias em um espaço urbano – o bairro da Ribeira, Natal/RN – no sentido de compreender quais fluxos de poder atuaram, sempre em conexão, num tipo de composição que coincide justamente com a própria feitura do espaço. A Ribeira, assim como qualquer outro, não é um bairro que permaneceu inalterado no decurso do tempo, ou seja, não podemos falar nem do seu início nem do seu fim, mas tão somente no dinamismo de sua constante produção. Quantas Ribeiras existiram e existem no mesmo recorte geofísico, por vezes simultaneamente, e quais os fluxos de poder que se coadunaram ao longo do tempo (século XX e XXI), impulsionando agenciamentos coletivos que maquinaram todas essas Ribeiras? Pelo fato de ser uma das mais antigas áreas de povoamento de Natal e parte daquilo que foi oficialmente determinado como centro histórico da cidade, a Ribeira se prestou bem à proposta da tese, pois permitiu cartografar como os fluxos molares e moleculares se compuseram no tempo, produzindo territorialidades existenciais, movimentos de desterritorializações e de reterritorializações. Buscamos desvelar os momentos de cruzamentos (não num sentido de oposição, mas de conexão) entre as diversas linhas de segmentaridades, presentes na construção da Ribeira, isto é, como as linhas duras e molares atuaram para normatizar, disciplinar e criar rostos para o espaço e para as vidas que poderiam ou não lá se efetuar, enquanto que pulsões de vidas menos domáveis e dissidentes moveram-se para arrancar as máscaras, destroçar os rostos e apontar para a criação de novos mundos. Dessa forma, intentamos tensionar as narrativas urbanas com foco unicamente em projetos urbanísticos disciplinantes, como os programas de capturas retrotópicas sobrecodificantes (CRS) de centros históricos. Pensamos em outras possibilidades de experienciar, comunicar-se e consumir o urbano, entrevendo e fazendo emergir textos urbanos rasurados e em marginália, que não negam as forças normativas, mas trazem novos elementos às realidades. Essa experiência acadêmica, se conectou visceralmente com a filosofia aberta da multiplicidade, proposta por Deleuze e Guattari, que apontou novos caminhos teóricos, epistemológicos e metodológicos.Dissertação Nos tempos do blackout: cena musical, práticas urbanas e a ressignificação da Rua Chile, Natal-RN(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2014-03-12) Cunha, Carlos Henrique Pessoa; Pereira, Henrique Alonso de Albuquerque Rodrigues; ; http://lattes.cnpq.br/9609541796507055; ; http://lattes.cnpq.br/6563710269644438; Santiago Junior, Francisco das Chagas Fernandes; ; http://lattes.cnpq.br/8893350729538284; Oliveira, Iranilson Buriti de; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4728002Z6O presente trabalho tem como objetivo principal analisar o processo de ressignificação da Rua Chile a partir do desenvolvimento de uma cena musical em fins dos anos 1990. A Rua Chile, enquanto parte do Centro Histórico de Natal, teve suas imagens construídas a partir das práticas cotidianas e discursivas de seus freqüentadores, levando a uma série de transformações imagéticas e simbólicas ao longo do século XX. Inicialmente transformada em espaço glamoroso pelas ações urbanísticas da nova república dos Albuquerque Maranhão, no início do século XX, a Ribeira e a Rua Chile, especificamente, passou a ser vista e dita como boêmia, nos tempos da guerra ; seguindo por uma fase marginal, acabou sendo transformada em principal espaço roqueiro da cidade de Natal, a partir do desenvolvimento de uma cena musical, na segunda metade dos anos 1990. Essa cena musical, suas práticas, interesses econômicos, manifestações culturais e laços identitários criados entre seus praticantes construíram, nos tempos do Blackout , uma imagem de espaço alternativo acerca da Rua Chile. Como os Centros Históricos, inseridos na lógica da city marketing pós-moderna, são espaços dinâmicos tanto em suas práticas, quanto em suas imagens, a Rua Chile ainda sofreu alterações em seus significados e simbologias, por volta do ano 2000, quando de espaço alternativo-underground passou a ser representado como um espaço pop, onde pessoas de várias partes a cidade passaram a freqüentar seus eventos e recantos, transformando-a em um point de sociabilidades bastante heterogêneas