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Navegando por Autor "Cunha, Hercília Freitas da"

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    TCC
    Diversidade de frutos em Myrtaceae Neotropical: padrões morfológicos e filogenéticos
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2021-09-15) Cunha, Hercília Freitas da; Staggemeier, Vanessa Graziele; https://orcid.org/ 0000-0003-4911-9574; http://lattes.cnpq.br/4357034543526737; https://orcid.org/0000-0002-1152-5799; http://lattes.cnpq.br/3439479756280087; Fonseca, Carlos Roberto Sorensen Dutra da; https://orcid.org/ 0000-0003-0292-0399; http://lattes.cnpq.br/2567786500828682; Proença, Carolyn Elinore Barnes; https://orcid.org/ 0000-0002-8924-2692; http://lattes.cnpq.br/8243382046974477
    Myrtaceae é uma das famílias mais ricas de plantas no Neotrópico, mas os fatores que explicam seu elevado sucesso nessa região são desconhecidos. Alguns estudos apontam que a morfologia de flores é muito homogênea e não informativa sobre a diversificação dessas espécies, entretanto outros caracteres tem potencial de serem informativos, tais como aqueles relacionados aos frutos. Assim, o objetivo desse estudo foi compilar um banco de dados de cor e morfologia de frutos e sementes a partir de uma ampla revisão bibliográfica para caracterizar como são os frutos dessa família e como eles evoluíram ao longo do tempo. Ao todo 153 referências foram consultadas e 1289 registros de cor ou morfologia de frutos e sementes foram compilados para 683 espécies neotropicais. A análise de sinal filogenético mostra que existe sinal filogenético em todos os caracteres. Em geral, os padrões demonstram que a morfologia das sementes foi mais conservada ao longo do curso evolutivo do que a morfologia dos frutos. É provável que os primeiros ancestrais das mirtáceas neotropicais fossem espécies com frutos grandes enquanto que a diversificação de espécies com frutos menores parece ter sido mais recente. A heterogeneidade encontrada na morfologia e cor dos frutos de Myrtaceae tem potencial para explicar o sucesso de diversificação de distintos clados e os dados aqui compilados servirão como base para futuros estudos que visem entender melhor as estratégias ecológicas desta família tão diversa.
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    Dissertação
    Diversidade de frutos em Myrtaceae: hipóteses ecológicas e evolutivas para o sucesso desta família neotrópico
    (Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-06-27) Cunha, Hercília Freitas da; Staggemeier, Vanessa Graziele; Vasconcelos, Thais Nogales da Costa; https://orcid.org/0000-0003-4911-9574; http://lattes.cnpq.br/4357034543526737; https://orcid.org/0000-0002-1152-5799; http://lattes.cnpq.br/3439479756280087; Vieira Filho, Edson Aparecido; Paterno, Gustavo Brant de Carvalho
    Frutos carnosos são o elo entre fauna e flora. Servem como recurso para a fauna, ao mesmo tempo que favorecem a colonização de espécies vegetais. Pressões seletivas nas interações planta-animal podem moldar os caracteres de frutos e sementes e tem potencial para explicar a diversidade de espécies atual. Nesta dissertação, utilizei Myrtaceae, uma das famílias mais ricas em espécies nos trópicos, como modelo para testar o efeito dos caracteres da planta e do fruto nas taxas de especiação da família. Assim, no capítulo um expandi o banco de dados morfológicos de frutos e sementes de Myrtaceae, resultando em dados para 956 espécies e adicionando novas variáveis sobre o display, altura da planta e hábito de vida. Myrtaceae apresentou ampla variação morfológica, possuindo frutos grandes com várias sementes pequenas ou frutos pequenos com sementes poucas e pequenas. A coloração preta é presente em metade das espécies no banco de dados, ocorrendo para 56,8%, seguida pela cor amarela (17,4%) e vermelha (17,4%). As cores laranja, verde, marrom e cinza são menos comuns entre os frutos (8,4%). No capítulo dois, usando os dados do capítulo um, testei a relação entre tamanho de frutos e sementes, número de sementes, coloração de frutos e altura da planta e quantifiquei a influência desses caracteres nas taxas de especiação em Myrtaceae Neotropical. Apenas o diâmetro do fruto foi capaz de predizer as taxas de especiação, ou seja, frutos de tamanho pequeno possuem elevadas taxas de especiação. Como o diâmetro do fruto é um fator limitante para dispersão é esperado que essa morfologia seja selecionada através do tempo, mas ao contrário do predito os demais caracteres não estão associados a especiação na tribo Myrteae indicando que outros fatores abióticos e bióticos moldam a diversidade atual de espécies. No capítulo 3, testei a hipótese do atraso-atrativo visual a qual prevê que os frutos em estágio intermediário de maturação e com coloração conspícua aumentam a atratividade da copa e tem capacidade antecipada de germinação. O display multicolorido demonstrou maior poder de atração ao ser mais removido que o display unicolorido, mas a germinação independe do tipo de display das espécies, ou seja, as sementes são capazes de germinar em todos os estágios de maturação. Os resultados encontrados contribuem para o avanço no entendimento dos padrões morfológicos de frutos e sementes ligados a dispersão e seu papel na diversidade da família Myrtaceae.
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