Navegando por Autor "Cunha, Maria do Socorro Mariano da"
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Dissertação A rede de marcação e recaptura: o caso de borboletas do gênero heliconius(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2010-01-27) Cunha, Maria do Socorro Mariano da; Corso, Gilberto; ; http://lattes.cnpq.br/0274040885278760; ; http://lattes.cnpq.br/2856487050190410; Cardoso, Márcio Zikán; ; http://lattes.cnpq.br/6310990045769627; Fulco, Umberto Laino; ; http://lattes.cnpq.br/9579151361576173; Kraenkel, Roberto André; ; http://lattes.cnpq.br/8497878967418484(A rede de marcação e recaptura: O caso de borboletas do gênero Heliconius). O ritmo atual de destruição dos habitats, especialmente em paisagens tropicais, tem aumentado a necessidade de se ter algum conhecimento sobre fragmentos e distância entre fragmentos como requisito mínimo para a conservação das espécies em remanescentes de florestas. Os estudos de marcação e recaptura têm sido fundamentais no fornecimento de parâmetros para modelos funcionais. Devido à sua popularidade, facilidade de manipulação e bem conhecida biologia, as borboletas tornaram-se modelos nos estudos da estrutura espacial. No entanto, a maioria dos estudos sobre o movimento de borboletas se concentraram em espécies de clima temperado que vivem em ambientes abertos, onde fragmentos florestais formam obstáculos para os movimentos. O presente trabalho teve como objetivo visualizar e reavaliar os dados de marcação e recaptura como uma rede em duas espécies de borboleta (Heliconius erato e Heliconius melpomene). Um trabalho de marcação e recaptura das espécies foi realizado em uma reserva de mata Atlântica localizada a cerca de 20 km da cidade de Natal (RN), durante um período de três anos, nos meses mais secos e chuvosos do ano, com três visitas semanais. As capturas foram comuns nas duas partes da estrada de terra, com coleta mínima na trilha de floresta e a dispersão espacial das capturas também foi semelhante nas duas espécies. Porém, as distâncias entre as recapturas parecem ser maiores para H. melpomene que para H. erato. Além disso, a rede erato é mais desligada, sugerindo que esta espécie precisa viajar caminhos mais curtos. Em relação às medidas de rede, ambas as espécies têm número similar de conexões (N) e vértices não considerando os pesos (L). No entanto, melpomene tem uma rede com ligações que pesou 50% mais que erato. Essas medidas sugerem que erato tem uma rede mais compartimentada e de dispersão mais restrita do que melpomene. Assim, erato tem um número maior de componentes desconectados, nC, na rede, e um menor diâmetro de rede. A distribuição de freqüência de conectividade de rede para ambas as espécies foi mais bem explicada pela lei de potência do que pela distribuição de Poisson, mostrando que a lei de potência prevê um ajuste melhor que o de Poisson para ambas as espécies. Além disto, a lei de potência de erato é bem melhor ajustada do que a de melpomene, que deve estar ligado aos pequenos movimentos que erato faz na rede