Navegando por Autor "Dantas, Jussara de Azevedo"
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Dissertação A produção das perdas dentárias: narrativas de usuários do SUS(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2008-08-27) Dantas, Jussara de Azevedo; Souza, Elizabethe Cristina Fagundes de; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4784162H0&dataRevisao=null; ; http://lattes.cnpq.br/9948264788524941; Botazzo, Carlos; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4707544Y1; Germano, Raimunda Medeiros; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4721938D8A compreensão ampliada dos efeitos da perda dentária exige escuta dos sujeitos que a experimenta. Este estudo, de abordagem qualitativa, investigou, na história odontológica de usuários do SUS, a partir do relato de suas experiências com os serviços de saúde bucal, os motivos que os levaram à perda dentária e as repercussões desta em suas vidas. A coleta de dados foi realizada por meio da técnica de entrevista narrativa, adaptada, utilizando-se roteiro semi-estruturado. Os sujeitos entrevistados, num total de seis (três da zona urbana e três da zona rural), foram usuários de Unidades de Saúde da Família. Consideraram-se os seguintes critérios de inclusão: presença de desdentamento (perda total em ambas as arcadas, ou em uma delas, ou perda parcial a partir de seis elementos em uma das arcadas); idade ente 25 e 59 anos; qualquer gênero; ser morador dos municípios de São Tomé/RN e Natal/RN. A partir do conteúdo das entrevistas foi elaborada a história odontológica de cada entrevistado. Tais narrativas, sistematizadas em histórias odontológicas, foram analisadas com base em estudo de Souza e na proposta de Schütze, sugerida por Jovchelovitch, Bauer. Os resultados indicaram que a experiência de dor foi o principal motivo pela procura por assistência odontológica. As formas de enfrentamento da dor deram-se pelo uso de medicações caseiras e alopáticas e pela busca do serviço de saúde. A procura pela exodontia foi favorecida pela dificuldade de acesso geográfico ou pela grande demanda reprimida, o que produziu agravamento das lesões e descrédito na eficácia do tratamento restaurador. A prática do autocuidado através da escovação com juá ou creme dental e o controle do consumo de açúcar não foram suficientes para evitar a perda dentária. Foram identificados sentimentos de culpa relacionados à falta de cuidado. A aceitação da perda dentária como natural teve forte relação com a garantia de ausência de dor e a crença de fazer parte do processo de envelhecimento. A convivência das pessoas com a prótese dentária mostrou a diferença entre o que era natural e o que era artificial e, a partir daí, foram aparecendo situações de estranhamento com a prótese. A limitação da prótese quanto ao aspecto funcional pode ser compensada pela restituição da estética, ao possibilitar a expressão do sorriso. A partir deste estudo e considerando o elevado número de perdas dentárias, especialmente em populações de menor poder aquisitivo, que convivem com limitações próprias da condição de desdentado e ou com próteses de má qualidade que não reabilitam, adequadamente, sugere-se a realização de pesquisas de abordagem qualitativa que inclua, também, outros atores implicados na produção de cuidados e serviços de saúde profissionais e gestores