Navegando por Autor "Diniz, Ana Lúcia Pascoal"
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Dissertação PROEJA FIC/Fundamental no IFRN-Campus Mossoró: das intenções declaradas ao funcionamento de um curso em espaço prisional(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2014-02-28) Diniz, Ana Lúcia Pascoal; Moura, Dante Henrique; ; http://lattes.cnpq.br/1720357515433453; ; http://lattes.cnpq.br/0405823710835554; Queiroz, Maria Aparecida de; ; http://lattes.cnpq.br/0642511546307992; Barbosa Júnior, Walter Pinheiro; ; http://lattes.cnpq.br/7532911538772143; Azevedo, Márcio Adriano de; ; http://lattes.cnpq.br/2689467070016983A presente pesquisa objetiva analisar o Curso FIC de Auxiliar Técnico em Gestão e Qualidade em Serviços, na forma integrada ao ensino fundamental/EJA, desenvolvido pelo IFRN-MO entre 2011 e 2013 no âmbito do PROEJA FIC/FUNDAMENTAL. Busca-se perceber a aderência entre as diretrizes nacionais postuladas para o Programa, o instituído no PPC e as mediações com o processo gestado no funcionamento do curso. Guiando-se pela abordagem sociocrítica e pelo paradigma dialógico, o marco teórico-epistemológico respalda-se, especialmente, nas contribuições teóricas balizadas por Ciavatta (2005), Rocha (2011), Haddad e Di Pierro (2000), Freire (2005), Marx (1982), Ramos (2005), Frigotto; Ciavatta; Ramos (2005), Moura (2012) e, ainda, sobre a educação em prisões, Onofre (2007; 2011), Bueno (2007), Julião (2011) e Foucault (2001). Parte-se da premissa de que uma ação que possibilite qualificação profissional-cursos FIC articulada à EJA no contexto da educação em prisões traz implicações de natureza conceitual, metodológica, política e pedagógica, por concentrar, no mesmo campo formativo, desafios, fragilidades e possibilidades. Apoiando-se nos procedimentos e instrumentos da pesquisa qualitativa, foram desenvolvidas quatro técnicas de coletas de dados: a análise documental, a aplicação de questionário junto aos estudantes, a realização de grupo focal junto aos docentes e gestores do curso e a observação in loco. Mediatizados pelas interfaces do contexto investigado, os resultados mostraram que a consolidação do PROEJA FIC FUNDAMENTAL vai além das intenções declaradas oficialmente. Infere-se que após sete anos de criação, ainda que guarde potencialidades, esse Programa não está sendo desenvolvido a contento, em razão de apresentar fragilidades em nível nacional e local, configuradas na baixa capilaridade, pouca abrangência e desoneração dos compromissos públicos essenciais ao desenvolvimento dos cursos. A efetivação do PROEJA FIC/FUNDAMENTAL como parte de uma política social de inclusão emancipatória, conforme declaração oficial, pressupõe a aproximação da lógica legal com a lógica social, de modo a não propagar apenas discursos e efetivar o culto às experiências pontuais e bem sucedidas que atingem tão somente a uma minoria, mas sim oferecer as condições reais e necessárias para promover a abrangência e a qualidade social das ofertas nesse formato do Programa.