Navegando por Autor "Farias, Maio Spellman Quirino de"
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Dissertação Terceiro setor em HIV/AIDS: mapeando o ativismo social na contemporaneidade(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2006-08-18) Farias, Maio Spellman Quirino de; Dimenstein, Magda Diniz Bezerra; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4763508E6; ; http://lattes.cnpq.br/8490000061729648; Leon, Adriano Azevêdo Gomes de; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4727322A5; Oliveira, Angelo Giuseppe Roncalli da Costa; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4794935P9&dataRevisao=nullA luta contra a aids é uma manifestação em defesa da vida e a sociedade civil organizada brasileira a incorporou numa dimensão significativa. Essa luta maturou a criação de Organizações Não-governamentais (ONGs) e avançou com as descobertas sobre a doença. Desde o inicio dos anos 90, a consolidação da parceria do movimento anti-aids com o Estado trouxe um dilema para as entidades da sociedade civil: são elas apenas executoras das políticas governamentais ou assumem o papel de propositores efetivos de políticas públicas? Desde então, ativismo contra a aids passou a significar execução de projetos e considera-se que esse modo de funcionamento institucional anti-aids tem problemas porque constrói uma estratégia básica para despolitizar o Terceiro Setor. As ONGs/AIDS não apenas consolidam a reestruturação moderna do capital como afastam-se da atividade de rua. Isso é importante ser estudado porque a relação sociedade/aids, na contemporaneidade, pode levá-las ao afastamento de sua agenda de mobilização política e de resistência coletiva. A pesquisa foi iniciada com as visitas, previamente agendadas, à instituição Grupo de Apoio à Vida-GAV, na cidade de Campina Grande-PB. Aplicou-se entrevista semi-estruturada com 31 usuários e 06 técnicos da referida entidade. Nosso objetivo foi investigar a prática do ativismo antiaids, identificar as concepções desse ativismo e conhecer como os atores sociais avaliam essas práticas. Resultados preliminares indicam que uma das concepções de ativismo presente entre os entrevistados refere-se à execução de projetos através das parcerias ONGs/e órgãos financiadores, sejam estes governamentais ou não. Embora essa nova concepção de ativismo consolide um esvaziamento político, não há unanimidade em torno deste esvaziamento porque parte dos usuários entende que a execução de projetos e outras formas de participação, tais como em reuniões, em palestras e em eventos promovidos pelo grupo, são ações legítimas de ativismo anti-aids no contexto atual