Navegando por Autor "Nobrega, Jociara Alves"
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Dissertação Tecendo vivências e sentidos do câncer infantil : família, doença e redes de apoio social em Natal-RN(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2011-06-27) Nobrega, Jociara Alves; Vale, Carlos Guilherme Octaviano do; ; http://lattes.cnpq.br/7578005376543804; ; http://lattes.cnpq.br/0588425389135557; Schwade, Elisete; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4794937U4; Scott, Russell Parry; ; http://lattes.cnpq.br/3496902001574617; Porto, Rozeli Maria; ; http://lattes.cnpq.br/2743599189433997Este trabalho aborda experiências ligadas ao tratamento do câncer infantil vividas por crianças, mães e famílias das classes populares urbanas e do interior do Rio Grande do Norte, tendo como locação etnográfica o Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GACC) do RN. No GACC, tanto a mãe, definida como acompanhante, como a criança, classificada como paciente, ficam abrigadas mais comumente em razão das práticas terapêuticas e de tratamento pelas quais passam as crianças. O objetivo desse estudo é focar o itinerário terapêutico, para além da criança que sofre a enfermidade, na família como um todo, pois o universo moral do tipo de família em questão implica o envolvimento de todo o núcleo parental no tratamento da moléstia da criança, que é, por isso, vivenciada como uma questão familiar. Pretendemos também entender a construção de sentidos para a doença, tratando das relações de continuidade ideológica entre as famílias e o GACC, pois eles constroem-se no entrecruzamento de ambas as esferas, que recorrem, cada uma de modo particular, às explicações médicas, religiosas e emocionais. Foi aplicado o método etnográfico na pesquisa feita na entidade e em outros contextos, tais como as residências familiares. Através de entrevistas densas e conversas com informantes, também tentamos resgatar o processo do tratamento fora do GACC, alcançando o contexto familiar. Constatou-se que a entidade gera uma negociação de identidades, que perpassa, então, a família como um todo através da criança e, sobretudo, da mãe, afetando, de algum modo, a sua organização interna. Além disso, os sentidos para a experiência da enfermidade apareceram moldados tanto pela esfera familiar como pela lógica das estruturas públicas de saúde