Navegando por Autor "Rocha, Raimundo Nonato Araújo da"
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Dissertação Além das xícaras: a construção do Café São Luiz como lugar de memória em Natal (1950-1980)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2013-09-02) Medeiros, Augusto Bernardino de; Santiago Junior, Francisco das Chagas Fernandes; ; http://lattes.cnpq.br/8893350729538284; ; http://lattes.cnpq.br/3716007052194270; Rocha, Raimundo Nonato Araújo da; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4723382T8; Nascimento, Francisco Alcides do; ; http://lattes.cnpq.br/8807841778457730Esta pesquisa se situa nas discussões que envolvem a relação entre memória, história e espaços. Iremos trabalhar com o Café São Luiz no bairro da Cidade Alta em Natal, um espaço que se mantém aberto e fundado em 1953. O local foi inaugurado no bairro de maior movimentação da década de 1950, uma zona de concentração de comércio e lazer. Pela vontade de memória, o Café São Luiz foi representado por diferentes enunciados, os quais o construíram como espaço que serve de apoio à memória e à identidade de um grupo. Os discursos elaboram o Café São Luiz como um monumento, um lugar de memória, no sentido atribuído por Pierre Nora. Entre esses discursos de construção do Café São Luiz destaca-se o livro de 1982 intitulado Na Calçada do Café São Luiz de autoria de José Luiz Silva. Esta pesquisa pretende problematizar a construção do Café São Luiz como lugar de memória, problematizando suas representações, perpassando a autoria dos discursos sobre o lugarDissertação Amélia Duarte Machado, a Viúva Machado: a esposa, a viúva e a lenda na Cidade do Natal (1900-1930)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2013-12-20) Medeiros, Ariane Liliam da Silva Rodrigues; Rocha, Raimundo Nonato Araújo da; ; http://lattes.cnpq.br/2731237954780451; ; Viana, Helder do Nascimento; ; http://lattes.cnpq.br/7276445057059197; Sales Neto, Francisco Firmino; ; http://lattes.cnpq.br/3836760295812952A pesquisa em questão analisa as representações elaboradas sobre Amélia Duarte Machado, imagens que foram construídas em um determinado espaço: a Cidade do Natal. Amélia, uma mossoroense de vida simples, passou a ter uma vida luxuosa ao casar com o rico comerciante português Manoel Machado, em 1904. Ela levou uma vida de dama da sociedade, residia em uma residência suntuosa, viajou para a Europa, frequentava o Teatro da cidade e cuidava da imagem social de seu esposo, abrindo as portas da sua casa para a promoção de jantares e recepções. Vivenciou as transformações ocorridas em Natal nas primeiras três décadas do século XX, quando por iniciativa de uma elite política e intelectual a cidade passou a incorporar valores burgueses e a dotar de uma estrutura técnica voltada para os melhoramentos trazidos pela Revolução Industrial. Em 1934, com a morte do marido, assumiu os negócios da família. Além de viúva, tornou-se também uma mulher empreendedora. A viúva Amélia Machado também passou a ser alvo de suspeitas da população, boatos sobre sua vida. A partir daí emerge uma figura amedrontadora em Natal, um ser que capturava e comia o fígado de crianças, o papa-figo da Cidade do Natal, a Viúva Machado. Na presente pesquisa, iremos relacionar diferentes imagens que circularam sobre essa mulher, que foi dama da sociedade, viúva arrojada e papa-figo, articulando essas representações com o discurso sobre o feminino que circulava na Natal das décadas 1900 a 1930. Ainda levantaremos hipóteses sobre a criação da Lenda da Viúva MachadoTese Aprendendo a pertencer: uma leitura da trezena de Santo Antônio em Pradoso enquanto territorialidade humana(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2010-12-21) Alves, Carley Rodrigues; Aragão, Ana Lúcia Assunção; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4795184P6; ; Carley Rodrigues Alves; Silva, Valdenildo Pedro da; ; http://lattes.cnpq.br/7841947038984958; Rocha, Raimundo Nonato Araújo da; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4723382T8; Silva, Aldo Aloisio Dantas da; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4727380P0; Paiva, Marlúcia Menezes de; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4790180Z4; Assunção, Luiz Carvalho de; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4780134H6A Trezena de Santo Antônio, em Pradoso, é um festejo anual, que se realiza entre os dias 1º e 13 de junho. Desde a sua preparação até a realização do festejo são empregados saberes e técnicas tradicionais, que são compartilhados pela comunidade. Estes saberes, construídos ao longo de gerações, ligados à religiosidade popular, se constituem em processos educativos que constroem, por meio da oralidade, de práticas e experiências do cotidiano, o sentimento de pertencimento. Uma análise das cenas, dos saberes e dos sujeitos envolvidos no festejo, revela a forma e o conteúdo de práticas capazes de construir territórios simbólicos de pertencimento. Sendo assim, a Trezena de Santo Antônio, em Pradoso, enquanto territorialidade humana, é concebida enquanto um locus de aprendizado do pertencimento, reafirmando valores comunitários como: a solidariedade, o serviço, a fraternidade, a integração, dentre outros. Enquanto referência empírica para uma análise da importância do pertencimento, a Trezena de Santo Antônio, em Pradoso, oferece subsídios para uma produção de conhecimentos pautada pela compreensão da necessidade de uma religação dos saberes técnicos e humanísticos.Dissertação A argamassa da casa e do conflito: os usos políticos da construção da cidade da esperança feitos pelo grupo aluizista (1964-1966)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2014-09-18) Araújo, Felipe Tavares de; Rocha, Raimundo Nonato Araújo da; ; http://lattes.cnpq.br/2731237954780451; ; http://lattes.cnpq.br/8317066043362829; Peixoto, Renato Amado; ; http://lattes.cnpq.br/4329353374197075; Freire, Américo Oscar Guichard; ; http://lattes.cnpq.br/7750674481962255Propomo-nos a analisar os usos políticos que o grupo ligado ao governador Aluízio Alves fez de um conjunto habitacional chamado Cidade da Esperança, erguido em Natal na década de 1960. Esse novo espaço iria atender a uma demanda por casas existente na capital, cujo contingente populacional crescia vertiginosamente. Esse aumento demográfico, no entanto, não era acompanhado pari passu pela expansão da oferta de moradias pelo mercado, fazendo com que a sua escassez se tornasse um problema social e passasse a constar na agenda política. A Cidade da Esperança, portanto, passou a ser uma resposta do Estado às necessidades da população e, em meio a esses problemas existentes e às expectativas de solução, o grupo político ligado ao governador Aluízio Alves soube explorar a questão na medida em que procurou usar esse espaço para negociar com diferentes agentes sociais, chegando a eleger como prefeito de Natal o gestor da obra, Agnelo Alves. Para a construção dessa análise utilizamos dois jornais, o governista Tribuna do Norte e o católico A Ordem. Eles representaram em suas páginas tanto os problemas de escassez de moradias quanto as apropriações feitas da Cidade da Esperança, permitindo assim a reconstituição histórica de alguns processos. Neles, constavam o cotidiano das construções, as ações dos indivíduos responsáveis e as tensões políticas que o grupo aluizista possuía com outro, mais ligado ao líder Dinarte Mariz. Dessa forma, eles possibilitam a análise de como a Cidade da Esperança apareceu no interior de uma rede de tensões e como foi utilizada para a busca de legitimidade em um campo político bastante polarizado.Tese "Às intelectuais femininas da terra!": mulheres, imprensa e escrita no Rio Grande do Norte (1914-1929)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-12-19) Silva, Maiara Juliana Gonçalves da; Arrais, Raimundo Pereira Alencar; https://orcid.org/0000-0003-1731-1000; http://lattes.cnpq.br/8252775667149757; https://orcid.org/0000-0003-2026-9173; http://lattes.cnpq.br/4363170536762643; Santos, Magno Francisco de Jesus; https://orcid.org/0000-0002-2218-7772; http://lattes.cnpq.br/9046069221784194; Rocha, Raimundo Nonato Araújo da; Nogueira, Nathália Sanglard de Almeida; Luca, Tânia Regina deO objetivo deste estudo é analisar a formação de um campo intelectual feminino no Rio Grande do Norte, entre o final do século XIX e nas primeiras décadas do século XX. Entendo o conceito de escrita feminina (écriture féminine) não simplesmente enquanto falas enunciadas por mulheres, mas escritos que foram marginalizados, dissidentes, transgressores. Durante o fim do século XIX e nas primeiras décadas do século XX, o movimento intelectual norte-rio-grandense se intensificou, principalmente por causa da emergência de jornais e de revistas que veicularam literatura em suas páginas. Mais do que os livros, foi a imprensa periódica o primeiro veículo da produção literária feminina. Nele, as mulheres escreveram poesias, charadas, ensaios, artigos, crítica literária, entre outros gêneros da literatura. Nos jornais e nas revistas, as escritoras norte-rio-grandenses também publicizaram, por meio de suas escritas, questões referentes às mulheres, chamados de assuntos sobre a emancipação feminina, isto é, temas que abordavam os seus direitos ao acesso à educação feminina, à profissionalização feminina e, por fim, à participação política. Situando este estudo no campo da história social e cultural das mulheres, essa pesquisa pretende responder às seguintes questões: Quem eram essas escritoras potiguares? Por que elas escreveram? Como o gênero atravessou a sua prática da escrita no Rio Grande do Norte? Que tipos de articulações essas mulheres foram capazes de construírem? Quais foram seus mecanismos de uma inserção transgressora no campo intelectual norte-rio-grandense? E, finalmente, que tipo de atuações essas intelectuais desenvolveram nos espaços públicos das cidades?Dissertação Atos Institucionais e ensino de História da Ditadura Militar no Brasil(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2023-01-30) Santos, George Henrique Ferreira dos; https://orcid.org/0000-0002-5720-5942; http://lattes.cnpq.br/9609541796507055; http://lattes.cnpq.br/3434042596863922; Rocha, Raimundo Nonato Araújo da; https://orcid.org/0000-0001-6246-6138; http://lattes.cnpq.br/2731237954780451; Knack, DiegoO presente trabalho analisa os Atos Institucionais como fonte de produção do conhecimento histórico. A pesquisa foi realizada na Escola Estadual Berilo Wanderley, na turma do terceiro ano do ensino médio, e abordou governos militares no Brasil entre os anos de 1964 a 1985, a partir dos Atos Institucionais 1, 2 e 5. A pesquisa partiu da seguinte indagação: como relacionar os Atos Institucionais (AIs), em particular o AI-1, o AI-2 e o AI-5, com a ausência de práticas democráticas e como utilizálos como fonte na produção do conhecimento histórico para compreender os governos militares, ocorridos no Brasil entre os anos de 1964 e 1985? Tem como objetivo geral analisar a importância do uso da legislação na construção de uma sociedade democrática no Ensino de História e como objetivos específicos: investigar o papel da escola e a trajetória do professor na construção da cidadania e do conhecimento histórico; estudar os Atos Institucionais, paticularmente, o AI-1, o AI-2 e o AI-5, como normas autoritárias e investigá-los como Fonte Histórica, além de produzir uma sequência de aulas a serem usadas nas turmas de terceiro ano do Ensino Médio, abordando os Atos Institucionais AI-1, AI2 e AI-5 como Fonte Histórica. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, na área do Ensino de História, que analisou o Ensino de História e a cidadania (BITTENCOURT, 2002); construiu uma cronologia dos Atos Institucionais (SOARES, 1989); propôs um planejamento de aula capaz de problematizar, desenvolver, aplicar e refletir sobre o conhecimento produzido (HERMETO, 2012), além de ter realizado um levantamento de dissertações e teses que abordam a importância da legislação como Fonte Histórica. Abordou o conteúdo previsto através da bibliografia apresentada pelo livro didático (ALVES & OLIVEIRA, 2016), mas também ofereceu novas bibliografias (NAPOLITANO (2018); VILLA (2014)) e propôs uma sequência de aulas (oito aulas) a serem ministradas nas turmas de 3º ano do Ensino Médio.Dissertação A atuação de José Augusto Bezerra de Medeiros em projetos nacionais de educação (1915-1921): trajetória e memória(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2019-09-20) Oliveira, Renno Allesy Veras de Senna; Rocha, Raimundo Nonato Araújo da; http://lattes.cnpq.br/2731237954780451; http://lattes.cnpq.br/0520087157637234; Arrais, Raimundo Pereira Alencar; http://lattes.cnpq.br/8252775667149757; Pinto, Surama Conde Sá; http://lattes.cnpq.br/9927530020005897Este trabalho teve como objetivo a reconstituição da trajetória de José Augusto Bezerra de Medeiros (1884-1971) em projetos nacionais de educação entre 1915-1921. Entende-se que essa trajetória possuiu três momentos. Em um primeiro instante, o personagem fez da educação o seu objetivo de vida, passando-se a apresentar perante a opinião pública como especialista em assuntos pedagógicos e como defensor da educação. No segundo momento, percebeu-se as suas estratégias de inserção, bem como a sua atuação, em projetos nacionais de educação. A atuação em questão foi marcada pelas tensões entre os seus anseios pessoais para o ensino do país e os limites impostos por outros integrantes desses projetos as suas pretensões. A partir dessas tensões, os seus projetos foram negociados, sofreram acomodações e passaram por modificações. O terceiro momento diz respeito a uma prolongação da trajetória analisada. Trata-se do processo de construção da memória de José Augusto como pioneiro educacional a partir de certas imagens gestadas durante sua atuação nos projetos nacionais de educação. Analisou-se como ele, bem como os seus parentes e amigos, contribuíram para esse prolongamento que lhe garantiu o posto de herói da educação brasileira. O recorte temporal proposto leva em consideração o ingresso de José Augusto na Câmara dos Deputados, instante que, segundo suas palavras, passou a se dedicar à construção mental e moral da nação (PEREIRA, 1982; p-243) e a sua participação na Conferência Interestadual de Ensino Primário (1921), o último projeto nacional de educação que ele atuou. O corpus documental mobilizado nesta pesquisa é composto por parte da produção do personagem — discursos e projetos parlamentares — periódicos, livros, programas de agremiações, atas institucionais e relatórios governamentais. Do ponto de vista teórico-metodológico, o trabalho se apoia, principalmente, nos conceitos de rede de funções (ELIAS, 1994), enquadramento de memória e memória subterrânea (POLLACK, 1989) e na noção de cultura (GINZBURG, 2006).Dissertação Blaise Pascal (1623-1662), um humano: (re)interpretações com vistas à formação inicial de professores de física(2018-10-29) Queiroz, Daniel de Medeiros; Ferreira, Juliana Mesquita Hidalgo; Rocha, Raimundo Nonato Araújo da; Camargo, SérgioDesde as últimas décadas do século XX, tem-se dado importância à inserção da História da Ciência na educação científica. Em paralelo, equívocos sobre o que é História da Ciência e sobre como esta deveria ser escrita, particularmente com fins educacionais, são considerados fatores limitantes para tal inserção. Estão ainda presentes na educação científica histórias hagiográficas, anacrônicas, Whig, Pedigree etc. A estas nos contrapondo, construímos um brevíssimo recorte biográfico de Blaise Pascal para uma formação inicial docente contra-hegemônica. Sendo contrários a uma descrição acumulativa e linear de início, meio e fins cronológico e teleológico que caracterizou o gênero biográfico tanto na História quanto na História da Ciência, (re)interpretamos um passado com articulações entre a vida do biografado e seus contextos – indivíduo e sociedade em dialética –, diante da irresolúvel tensão entre um ser representativo e um ser único. Esse recorte, que é o nosso produto educacional, insere estudantes de Licenciatura Plena em Física em um processo de ensinoaprendizagem sobre historiografia da ciência, ao passo em que permite “humanizar” Pascal sob a égide da École des Annales e de sua perspectiva de história-problema, dando margem a discussões de viés filosófico.Dissertação O campo e o jogo: uma História do Estádio Castelão (1963-1991)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2012-08-30) Souza, Pablo Eduardo da Rocha; Rocha, Raimundo Nonato Araújo da; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4723382T8; ; http://lattes.cnpq.br/6735963931225502; Franzini, Fabio; ; http://lattes.cnpq.br/3058395202773677; Arrais, Raimundo Pereira de Alencar; ; http://lattes.cnpq.br/8252775667149757O trabalho tem por objetivo analisar o planejamento, a construção e os usos do estádio Presidente Castelo Branco (Castelão), inaugurado em Natal, capital do Rio Grande do Norte, em 1972. Utiliza como principais fontes documentais os jornais impressos A República, Tribuna do Norte e Diário de Natal; fotografias das décadas de 1960, 1970 e 1980 e, finalmente, uma entrevista com Moacyr Gomes da Costa, arquiteto responsável pela construção do Estádio Castelão. Procura entender as mudanças e permanências advindas com a construção desse estádio para história do futebol e da cidade. Articula, no corpo do texto, a inauguração do estádio com o processo de mercadorização e massificação do futebol norte-rio-grandense, que ocorreu a partir da década de 1970. Indica os lugares onde se praticava o futebol em Natal antes da construção de um estádio e analisa as necessidades históricas que conduziram à edificação de uma praça esportiva. Discute a transformação das partidas de futebol em espetáculos lucrativos, que passaram a envolver grandes interesses econômicos. Investiga como políticos potiguares se utilizaram dos estádios de futebol como mecanismo de legitimação e concretiza esse debate com as atuações de Djalma Maranhão e de Cortez Pereira, que em tempos diferentes utilizaram esse mecanismo. Pesquisa os elementos que favoreceram a popularização vivenciada pelo futebol potiguar a partir da década de 1970, o papel da imprensa esportiva nesse processo e o surgimento das torcidas organizadasDissertação Cartografia dos tempos urbanos: representações, cultura e poder na cidade do Natal (década de 1960)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2010-04-16) Silva, Wesley Garcia Ribeiro; Oliveira, Margarida Maria Dias de; Mendonça, Paulo Knauss de; https://orcid.org/0000-0002-5610-0356; http://lattes.cnpq.br/9236533842481264; Peixoto, Renato Amado; https://orcid.org/0000-0002-2342-4215; http://lattes.cnpq.br/4329353374197075; https://orcid.org/0000-0002-8542-4173; http://lattes.cnpq.br/5565266295414497; http://lattes.cnpq.br/2125737316069934; Rocha, Raimundo Nonato Araújo da; https://orcid.org/0000-0001-6246-6138; http://lattes.cnpq.br/2731237954780451Esse trabalho tem por objetivo analisar a Cidade do Natal durante a década de 1960, período de um dinâmico processo de crescimento urbano com o surgimento de novos espaços se constituindo ao redor dos núcleos de ocupação originários. Pretende-se discutir as construções em torno do espaço urbano proporcionadas por esta época de grandes transformações pela qual a cidade passava, tomando como base as discussões travadas em periódicos, a legislação e projetos de intervenção urbana. A análise sugere que tais construções podem ser apreendidas a partir de demarcações proporcionadas pela experiência do tempo, nas articulações entre os projetos de passado, presente e futuro. Neste sentido, discute-se aqui como no intuito de intermediar as relações com o presente, com uma nova experiência do espaço urbano, por vezes conturbada, todo um passado da cidade é elaborado. O que está em jogo aqui são as disputas entre as imagens de uma Natal “antiga”, porém “moderna”, em face da Natal que vai se configurando. As vivências do presente impõem uma série de ações no sentido de conformá-las, experiências que são levadas a cabo por necessidades específicas do cotidiano. É assim que se inserem as práticas da municipalidade do período que agem no sentido de legitimar os novos espaços que vão se configurando em Natal, mesmo que estes sejam renegados enquanto imagem da cidade a ser efetivada; e neste arcabouço também é elaborados horizontes de expectativas, imagens de desejo, projeções para o futuro. Baseados na utopia do progresso, na redenção pelo emprego da técnica, os Planos Urbanos construídos para Natal neste período se inserem nesta perspectiva, a partir de saberes específicos (do urbanista, do engenheiro, do economista). Apontamos assim, para o caráter múltiplo que o espaço urbano assume, seja no campo das materialidades ou das representações. Um espaço perpassado por relações de força onde está em jogo a construção de práticas e imagens da sociedade.Dissertação Ceará-Mirim de Madalena Antunes: caminhos para o trabalho biográfico no ensino de história(2019-03-08) Alves, Ildegarde Elouise; Rocha, Raimundo Nonato Araújo da; ; ; Coelho, Maria da Conceição Guilherme; ; Spinosa, Vanessa; ; Cunha, André Victor Cavalcanti Seal da;O objetivo deste trabalho é analisar como, a partir da construção da biografia de Maria Madalena Antunes Pereira, o professor de História pode articular conteúdos e procedimentos de ensino na sua ação docente na Escola Básica. A intensão é demonstrar como os estudos biográficos podem ser usados em sala de aula, tanto para entender a relação entre as histórias individuais e as histórias coletivas, quanto para compreender tempos e espaços diferentes. Por se tratar de uma dissertação apresentada a um mestrado profissionalizante em ensino de História, torna-se necessário vincular a discussão histórica propriamente dita com a ação docente desenvolvida em sala de aula. Almejando atender a esse critério, o trabalho consta de três etapas: a construção biográfica de Madalena Antunes; a discussão da presença da biografia em sala de aula, a partir dessa personagem; e, finalmente, a construção de um endereço eletrônico fruto do trabalho realizado nas etapas anteriores. Em um primeiro momento, buscamos analisar a trajetória de Madalena Antunes, desde o local de partida de suas narrações, a cidade de Ceará-Mirim, até a sua construção enquanto escritora, analisando ainda os aspectos histórico-literários de sua obra, o “Oiteiro”, principal fonte analisada. Em seguida, buscamos fazer uma relação entre a questão do Ensino de História, gênero e biografia, com o intuito de verificar as potencialidades trazidas por estes elementos ao ensino da referida disciplina. Foi elaborada uma biografia de Madalena Antunes a partir de temáticas específicas apresentadas em seu livro e com esta, no âmbito da educação básica, não se pretende repetir uma história das elites locais, mas sim analisar a atuação de uma mulher que viveu em uma sociedade patriarcal, buscando captar a maneira como ela percebia o papel das mulheres naquela sociedade e como ela se relacionava com pessoas de outros segmentos sociais. Busca-se, assim, utilizar a trajetória de Madalena como um fio condutor na compreensão das relações estabelecidas entre os diferentes grupos sociais existentes em Ceará-Mirim em fins do século XIX. Por fim, foi apresentada as etapas de elaboração e resultado do produto final deste trabalho, um memorial eletrônico, disponibilizado em uma plataforma gratuita na Rede Mundial de Computadores, em que apresentamos um espaço de estudos e de diálogos sobre Madalena Antunes e sua obra.Dissertação Cidade com rosto de mulher: a trajetória do Movimento de Mulheres/Feminista em Natal (1978-1989)(2019-10-07) Sobreira, Janaína Porto; Rocha, Raimundo Nonato Araújo da; ; ; Duarte, Ana Rita Fonteles; ; Santos, Magno Francisco de Jesus; ; Porto, Rozeli Maria;O trabalho tem como objetivo desenvolver uma análise do que foi o movimento feminista e de mulheres em Natal no período entre 1978 a 1989, período que se justifica pela criação a partir do Centro da Mulher Natalense – CMN, até a criação do Grupo Autônomo de Mulheres – GAM. Considerou-se importante compreender de que forma esses grupos foram se organizando na cidade dentro de um movimento classificado em duas frentes: o de feministas e o de mulheristas. Ambos operacionalizam noções ora próximas, ora distantes na luta de reivindicações por políticas públicas na cidade em pelo menos dois eixos teóricos e metodológicos: busca de equipamentos urbanos nas áreas de habitação, saúde, trabalho, segurança e, de maneira geral, na formulação de projetos que pudessem oferecer suporte na realidade de mulheres em situação de vulnerabilidade; e busca de direitos que contemplassem autonomia das mulheres no campo dos direitos sexuais, reprodutivos, violência doméstica, aborto, maternidade, direitos democráticos, dentre outros. O papel dos movimentos sociais urbanos tem se mostrado um campo frutífero na investigação das relações entre sociedade civil e Estado. Durante a Ditadura Civil Militar esses grupos criaram novas identidades e conseguiram se inserir como protagonistas no período em que as vias democráticas estavam suspensas. Foi diante deste cenário que o movimento feminista e de mulheres impulsionaram novos sentidos na agenda política do país. As mulheres começavam a questionar os papéis tradicionais de suas vidas fazendo com que muitas delas se lançassem nas lutas antiautoritárias e por questões básicas de cidadania e bem-estar social. A década de 1980 foi um campo de iniciativas por parte de feministas que vinham das universidades, mas também foi um período marcado por lutas de mulheres nas bases populares. Partindo dos pressupostos do historiador Alessandro Portelli, autor que trabalha com o sentido de valorização de subjetividades pelos quais os sujeitos passaram em determinados períodos, o trabalho se ancorou na metodologia da História Oral como possibilidade de investigação histórica valorizando as narrativas das militantes em Natal. A análise dos objetos foi viabilizada pelo arcabouço documental que contempla: Entrevistas com 10 colaboradoras; obra da socióloga Maria Rizolete Fernandes; estatutos; cartas de princípios; matérias de jornais de circulação na cidade; dados estatísticos retirados do IBGE, IPEA e SEMURB.Dissertação A cidade e as suas praças: formação dos espaços de sociabilidades públicas e seus usos sociais em Natal (1893-1929)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-03-22) Lopes, Karine Maria Lima; Arrais, Raimundo Pereira Alencar; https://orcid.org/0000-0003-1731-1000; http://lattes.cnpq.br/8252775667149757; https://orcid.org/0000-0003-1954-6591; http://lattes.cnpq.br/4607030926674264; Costa, Bruno Balbino Aires da; Rocha, Raimundo Nonato Araújo da; https://orcid.org/0000-0001-6246-6138; http://lattes.cnpq.br/2731237954780451; Silva e Filho, Antônio Luiz Macedo; Siqueira, Gabriela Fernandes deEste trabalho tem como finalidade analisar e compreender o processo de construção das praças da cidade de Natal como espaços de sociabilidades públicas, entre os anos de 1893 e 1929. Nesse período, as classes dirigentes norte-rio-grandenses, sobretudo os grupos políticos ligados às famílias Albuquerque Maranhão e Bezerra de Medeiros, buscaram legitimar um discurso de modernização da cidade para elevá-la ao status e à posição de centralidade econômica, requerida por uma capital. Para tanto, mobilizaram empréstimos internacionais, créditos estaduais e recursos da Intendência Municipal para construção, embelezamento e ajardinamento das praças André de Albuquerque, Augusto Severo, Pedro Velho, João Maria e Sete de Setembro, idealizadas pelos intelectuais e cronistas locais como redutos de lazer e de aprendizagem de códigos comportamentais refinados, emanados de modelos culturais francófilos. Consideramos que as mudanças nos usos sociais atribuídos a esses ambientes de convívio foram suscitadas por diferentes indivíduos, em proporções distintas, de modo consonante ou dissonante com as transformações materiais e simbólicas nesses espaços. Assim, pretendemos reconstituir o papel que as cinco praças natalenses escolhidas assumiram no período da Primeira República por meio do esforço republicano de readequação de suas toponímias, da elaboração de uma imagem modernizante da urbe e de seus habitantes, dos rituais cívicos, da dinâmica comercial e da gestão administrativa da cidade. O estudo parte da compreensão do espaço em duas principais acepções, a saber, na dimensão pública e na perspectiva sociológica. A primeira diz respeito à análise do espaço como objeto de intervenções do estado nas suas formas arquitetônicas e materiais, o que inclui as praças, as edificações ao entorno, seus mobiliários, a padronização de calçamentos, medidas de arrumamento e a instalação de equipamentos urbanos. A segunda, por sua vez, consiste na investigação acerca do potencial dos agentes desse espaço concreto para desenvolver diversas relações sociais que transcendem a esfera privada e foram controladas, idealmente, por regulamentos legislativos, resoluções municipais e convenções consuetudinárias. Sob essa ótica, tomamos como eixo norteador da pesquisa o questionamento acerca da inscrição dos desejos de constituição de uma ordem republicana na estrutura social, principalmente no âmbito da rede política local e das sociabilidades orientadas por modelos cosmopolitas de conduta social e de educação cívica. Assim, examinamos como testemunhos históricos jornais do Partido Republicano situacionista e da oposição, mensagens anuais dos governadores, relatórios dos intendentes municipais, resoluções e editais do governo municipal, crônicas, fotografias e almanaques.Tese Cinema e educação: interfaces, conceitos e práticas docentes(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2002-02-11) Felipe, Marcos Aurélio; Andrade, Arnon Alberto Mascarenhas de; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4798285U5; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4777600E3; Tavares, Otávio Augusto de Araújo; ; Pires, João Maria; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4700061P6; Alves, Jefferson Fernandes; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4796352H6; Rocha, Raimundo Nonato Araújo da; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4723382T8Este trabalho perpassa o campo interfacial cinema, história e educação. Tomamos como objeto o potencial epistemológico do cinema no âmbito educacional, especificamente o uso de filmes na prática dos professores de história e em processos educativos que participamos como formador. Nosso objetivo é mapear, inicialmente, o conhecimento em torno dessa utilização para buscar uma síntese epistêmica e sua aplicação empírica. Do ponto de vista metodológico, utilizamos diversas perspectivas: (a) questionário com os sujeitos educadores; (b) observação de práticas docentes e circunstâncias formativas; (c) análise fílmica e relação da epistemologia do cinema com a de outras áreas (inicialmente, a História e, depois, o Jornalismo). Nossa análise permitiu evidenciar o filme como categoria epistemológica-problematizadora, que torna o cinema uma tecnologia formadora e não apenas recurso tecnológico complementar e ilustrativo. Assim, identificamos que a restrição da função educacional do cinema vincula-se à restrição das categorias teóricas apenas em um aspecto interfacial: filme histórico como filme de época (no campo histórico) e filme sobre jornalismo como filme que aborda somente algum objeto do jornalismo (no campo jornalístico). Essas discussões ocorrem, conseqüentemente, no âmbito da natureza dos gêneros do cinema (ficção e documentário), compreendidos aquém de suas possibilidades epistemológicas e ampliadas nesta pesquisa quando analisamos a confluência entre ficção e realidade. As reflexões sobre práticas educativas e em formação relacionadas ao cinema ocorreram em três realidades empíricas: pesquisa com professores em atuação, práticas docentes e acompanhamento de estudantes de história. Vinculam-se, também, a nossa formação como docente e pesquisador, pois, ao analisar outras práticas, transformam-se, inevitavelmente, em sujeito e objeto deste trabalhoTese Concepções de formação profissional técnica de nível médio adotadas pelo IFRN: especificidades e (des)continuidades(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2014-07-31) Silva, José Moisés Nunes da; ; http://lattes.cnpq.br/2272273005907974; ; http://lattes.cnpq.br/4938417125282662; Moura, Dante Henrique; ; http://lattes.cnpq.br/1720357515433453; França, Magna; ; http://lattes.cnpq.br/1964589133589645; Ramos , Maria da Conceição Pereira; Rodrigues, Melânia Mendonça; ; http://lattes.cnpq.br/6786946916201689; Rocha, Raimundo Nonato Araújo da; ; http://lattes.cnpq.br/2731237954780451; Araújo, Ronaldo Marcos de Lima; ; http://lattes.cnpq.br/7901626430586502O trabalho trata das concepções de formação profissional técnica de nível médio adotadas peloInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN). Discuteessas concepções a partir dos quatro projetos político-pedagógicos construídos no período de1970 a 2010, abrangendo três institucionalidades: Escola Técnica Federal do Rio Grande doNorte (1970-1998), Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte (1999-2008) e IFRN (a partir de 2008), bem como três contextos políticos importantes do país:Ditadura Civil-Militar, Nova República e Período do ideário neoliberal no Brasil. O objetivofoi analisar a configuração das concepções de formação, com ênfase nas especificidades e(des)continuidades, situando-as no contexto das mudanças políticas, econômicas e educacionaisem desenvolvimento no país. Compreende-se como se dá historicamente a relação trabalho,educação e formação humana, a fim de evidenciar como se desenha atualmente a concepção deformação dos trabalhadores, bem como a possibilidade de uma formação contra hegemônica.Analisa-se as características das concepções formativas de nível médio esboçadas nas reformaseducacionais do país. Investiga-se as concepções de formação profissional delineadas nosprojetos político-pedagógicos do IFRN, com ênfase nas especificidades e (des)continuidades.Fez-se uso do materialismo histórico-dialético, da revisão bibliográfica, da pesquisadocumental e da entrevista realizada com sujeitos que participaram do grupo de trabalhocoordenador da elaboração dos projetos político-pedagógicos institucionais. Os resultadosdemonstram que a formação dos trabalhadores na sociedade capitalista tem um caráterunilateral; que a formação desejada pela classe trabalhadora é a formação omnilateral; que asconcepções formativas que permearam as reformas educacionais do país foram todas naperspectiva da formação unilateral; que, em determinadas conjunturas, as concepções deformação profissional técnica de nível médio delineadas nos projetos político-pedagógicos doIFRN refletem as perspectivas formativas que orientam as reformas educacionais no país(formação unilateral) e, em outros momentos, a Instituição adota concepções (formaçãoomnilateral) que não se coadunam com tais perspectivas; que o IFRN procura materializar aconcepção de formação humana integral dos educandos por meio dos cursos técnicos integradosao ensino médio; e que entre os projetos político-pedagógicos construídos de 1970 a 2010 hámais continuidades do que rupturas em relação às concepções de formação adotadas. Concluiseque, o desafio da IFRN é institucionalizar em suas ações educativas a concepção de formaçãoomnilateral assumida nesse documento institucional.Dissertação A criança e a cidade: as transformações da infância numa Natal moderna (1890-1929)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2009-07-08) Ferreira, Yuma; Arrais, Raimundo Pereira de Alencar; ; http://lattes.cnpq.br/8252775667149757; ; http://lattes.cnpq.br/9216935570825123; Oliveira, Margarida Maria Dias de; ; http://lattes.cnpq.br/5565266295414497; Rocha, Raimundo Nonato Araújo da; ; http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4723382T8; Gondra, José Gonçalves; ; http://lattes.cnpq.br/6103523487830536Os primeiros anos do século XX em Natal se caracterizaram pelas várias intervenções urbanas que tinham como propósito modificar a feição da cidade quase rural numa outra que estivesse em consonância com as cidades consideradas modelos de modernidade e civilização. Nesse processo, todos os indivíduos passariam a ter papéis sociais importantes a desempenhar, o que incluíam homens, mulheres e, sobretudo, crianças. Foi nessa atmosfera de futuro promissor que as crianças foram tomadas como peças-chaves de uma sociedade profundamente idealizada. Alguns processos foram indispensáveis no desencadeamento das transformações da infância natalense, entre elas, as operadas no interior das famílias que, nesse momento histórico, buscaram na vida pública outras possibilidades de existência: a educação escolar e a construção dos que viriam a ser o modelo de educação urbana os Grupos Escolares, propagadores das ciências como mediadoras de todo conhecimento e, por fim, as intervenções médicas que, divulgando práticas de higiene e saúde, possibilitaram não apenas a conservação da vida infantil, como também a possibilidade de construção da sua individualidade em um corpo saudável. Se por um lado esses processos tentaram cristalizar uma imagem ideal de criança estabelecendo uma identidade infantil diretamente ligada à educação escolar e ao corpo higiênico , por outro, deu às crianças determinada autonomia reflexiva proporcionando a elas verem o mundo através de olhos de sujeito.Dissertação Curar, fiscalizar e sanear: as ações médico-sanitárias no espaço público da cidade do Natal (1850-1889)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2015-07-22) Araújo, Avohanne Isabelle Costa de; Macêdo, Muirakytan Kennedy de; ; http://lattes.cnpq.br/6234766321259493; ; http://lattes.cnpq.br/9550343887115317; Oliveira, Iranilson Buriti de; ; http://lattes.cnpq.br/6085569185105786; Rocha, Raimundo Nonato Araújo da; ; http://lattes.cnpq.br/2731237954780451Esta pesquisa tem como problemática compreender de que maneira os saberes e ações médico-sanitários moveram as transformações no espaço público da Cidade do Natal, no período de 1850 a 1889, especificamente na saúde pública. Para responder a este questionamento, faz-se necessário enfocar em três aspectos: no exercício médico e farmacêutico, na fiscalização dos gêneros alimentícios e no ordenamento urbano da Cidade do Natal. Neste sentido, foram utilizadas as seguintes fontes: Relatórios dos Presidentes de Província do Rio Grande do Norte, correspondência ativa dos Presidentes de Província do Rio Grande do Norte para a Câmara Municipal da Cidade do Natal; Atas das sessões da instituição camarária, Códigos de Posturas; documentos da Inspetoria da Saúde Pública, jornais (Correio Natalense, Liberdade e O Conservador) e as Legislações Imperiais (Constituição de 1824 e o Decreto da Junta Central de Higiene). Compondo a metodologia, para o tratamento e análise das fontes, foram utilizados: a leitura e transcrição paleográfica, classificação das temáticas encontradas na documentação, cruzamento das informações obtidas na documentação, a historicidade e condições de produção das fontes hemerográficas, produção de tabela e estudos comparativos relacionados a outras realidades provinciais do Império.Dissertação Da Casa de Detenção à Colônia Penal “Doutor João Chaves”: o processo de afastamento da prisão em relação ao espaço urbano da cidade de Natal (1940-1975)(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2015-08-18) Silva, Aldenise Regina Lira da; Arrais, Raimundo Pereira Alencar; ; http://lattes.cnpq.br/8252775667149757; ; http://lattes.cnpq.br/2102038008086567; Rocha, Raimundo Nonato Araújo da; ; http://lattes.cnpq.br/2731237954780451; Fonseca, Marcos Luiz Bretas da; ; http://lattes.cnpq.br/3715838264507777Em 1970, foi desativada a Casa de Detenção de Natal, localizada no bairro de Petrópolis, sendo substituída pela Colônia Penal “Doutor João Chaves”, situada em um ambiente de características rurais, o distrito de Igapó. Porém, o processo que levou a esse afastamento da prisão em relação ao espaço urbano de Natal havia começado três décadas antes. A fundação da Colônia Penal “Doutor João Chaves” no município de Macaíba, e posteriormente, sua transferência para Igapó, no município de Natal, envolvem questões políticas e sociais que agem sobre a definição do lugar que a prisão deveria ocupar na cidade. Neste trabalho, pretendemos analisar o fenômeno do afastamento da prisão em relação ao espaço urbano da cidade de Natal, entre 1940 e 1975. Buscaremos investigar as relações que se estabeleciam entre a prisão e a cidade de Natal, com base no modo como as prisões aqui estudadas são enunciadas nos jornais e pensadas por seus planejadores, o que sofre interferências, entre outros fatores, das diferentes identidades espaciais contidas no território da cidade. Mas também buscaremos perceber a maneira como os sujeitos ligados à prisão, sobretudo os presos, interagem com o espaço urbano. Abordaremos a prisão enquanto instituição planejada por parte do Estado, cujas expectativas envolvem relações políticas locais e nacionais, mas também envolvem um projeto de como deveria ser a cidade. Contudo, este trabalho também é uma tentativa de analisar o preso como sujeito em interação com a sociedade intra e extramuros, através de suas formas de adaptação e resistência ao encarceramento.Dissertação Das passarelas para a escola: narrativas sobre o Baile das Kengas no carnaval da cidade do Natal(RN) e o ensino de história local(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2024-08-26) Antunes, Antonio Gleivérson Gliese Costa; Silva, Roberto Airon; http://lattes.cnpq.br/9014750357327430; http://lattes.cnpq.br/0557581666356173; Santos, Cícero Joaquim dos; Rocha, Raimundo Nonato Araújo daO Baile das Kengas é um evento cultural que acontece todos os domingos de carnaval na capital potiguar há mais de 40 anos. Então, analisando a esfera desse acontecimento histórico natalense, a pesquisa teve, como objetivo geral: Elaborar uma proposta para discutir os conceitos de História Local, LGBTQIA+ e Direitos Humanos como estratégia de combate às fobias por meio de instituição dos valores éticos e saberes necessários a formação do estudante a partir do Baile das Kengas. Nesta perspectiva, os objetivos específicos foram: Compreender a história local, a partir de elementos do cotidiano dos alunos relacionando a educação pelos direitos humanos vivências locais históricas locais; Entender o significado histórico-cultural do tradicional “Baile das Quengas” em Natal/RN; Elaborar a inserção do evento “Baile das Kengas, na sala de aula, desmistificando os sujeitos históricos, considerados “excluídos”, dando-lhe uma nova subjetivação e promover a interação dos alunos LGBTQI+ colocando-os como sujeitos históricos nas narrativas. A metodologia foi realizada em três etapas. A primeira, por meio de uma entrevista em profundidade com o promotor do evento Luís Antonio Belmont (Lula Belmont), seguindo os critérios de criticidade da história oral. A segunda foi uma análise histográfica do Jornal Tribuna do Norte dos anos de 1983 a 2023. E última, a utilização de uma sequência didática com os alunos do 2° ano do Ensino Médio do Colégio Paulo Freire, levando em consideração sua participação e depoimento a partir da análise de imagens antigas da cidade de Natal, até chegar ao evento Baile das Kengas. Diante desse contexto, foi proposto a criação de um álbum seriado com os alunos, como produto final da dissertação, com o objetivo de dar novos significados e contextos históricos a personagens e eventos para parte de uma esfera local para a geral. Mas, para isso, foi levado em consideração o depoimento dos educandos, a articulações com os temas de história local e LGBT na História, os personagens envolvidos, a importância da confecção do produto e como isso é importante na construção do desenvolvimento do conhecimento históricos dos alunos.TCC De bandido a santo: a trajetória de João Rodrigues Baracho(Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2016) Souza Filho, Aldo Américo; Rocha, Raimundo Nonato Araújo daO estudo em pauta analisa a trajetória de João Rodrigues Baracho, morto pela polícia em 1962, um pequeno comerciante de origem desconhecida que se tornou um dos bandidos de maior expressão e que aterrorizava a cidade de Natal no início da década de 1960, e hoje é cultuado como santo popular. Em Natal, no dia de finados, um grande número de adeptos vão cumprir seus rituais de agradecimento ou fazer pedidos por causas aparentemente insolúveis junto ao túmulo de Baracho. O objetivo deste trabalho é analisar a trajetória de Baracho e, ao mesmo tempo, compreender como a imprensa, a partir de reportagens sensacionalistas, e a polícia – a partir da conduta dada aos processos criminais – contribuíram para a formação da imagem de Baracho como santo popular. O trabalho almeja detectar as razões que levam centenas de pessoas ainda hoje a visitar o seu túmulo, que é um dos mais visitados no cemitério do Bom Pastor II em dias que antecedem o dia de finados. A pesquisa foi realizada a partir de depoimentos colhidos junto a devotos do “santo Baracho”; da consulta aos jornais Tribuna do Norte e Diário de Natal; de artigos que remetem ao cotidiano de Natal na época e teses que tratam da temática dos santos populares. O resultado do trabalho é que embora comprovadamente Baracho tenha cometido atos infracionários como roubos e assassinatos, a imagem de super-bandido se deveu a construção de relatos feitos pela imprensa e pela polícia e se desenvolveu no seio popular através da oralidade.