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dc.contributor.advisorAlbuquerque Júnior, Durval Muniz de-
dc.contributor.authorGama, Maria Sandra da-
dc.date.accessioned2016-05-17T22:24:54Z-
dc.date.available2016-05-17T22:24:54Z-
dc.date.issued2015-08-25-
dc.identifier.citationGAMA, Maria Sandra da. Entre mulheres e fronteiras, um escritor: lugares do feminino na obra de Lima Barreto (1902-1922). 2015. 204 f. Dissertação (Mestrado em História) – Programa de Pós-Graduação em História. Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2015.-
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/20489-
dc.description.abstractThe span of time between 1902 and 1922 comprehend the trajectory of Brazilian writer Lima Barreto, both in Brazilian literary metier and in the public service at the Secretary of War. Also, it comprehends his trajectory along many other places in which he circulated and could observe the several transformations the city of Rio de Janeiro was undergoing, such as the discursive practices and actions underlying the distribution of female and male social places, i.e., gender conventions. In this context, the private spaces of the house were those marked for female acting, while the public spaces were reserved for man: public institutions, the parliament, among others. During this time, the writer produced chronicles, short stories, and novels in which he presents a variety of images and statements regarding the issue of being a woman in such society. Under this light, the research proposed by this work aims at analysing the place of the female in the author´s writings. Barreto´s woman is presented, both in domestic and public space, as submissive and intellectually limited. At the same time, contradictorily, she is inscribed, when re-presented in public spaces, as transgressive and able to act on subversive mechanisms regarding male domination upon her. These elaborations regarding women were examined from a historical perspective in relation to the author´s life and work aiming at sheltering his interpretation of these female cartographies as well as the ambiguities of these Barretian women. The research carried out reveals the co-existence of a writer that would denounce the shortcomings experienced by women while against the rising female movement, a critic of homogenizing certainties but also a supporter of scientific discourses and female disqualifying habits. The sources of this piece of research were his correspondences, personal notes, articles and chronicles and, particularly, the novels Clara dos Anjos, Numa e a Ninfa, Triste Fim de Policarpo Quaresma, and Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá. The theoretical approach was based on Michel Foucault, Félix Guattari and Suely Rolnik, namely regarding the concepts of heterothopy and subjectivity, respectively. Also, we have based our elaborations on Judith Butler’s concept and discussions regarding gender. These choices have allowed us to interpret the historicity of female acting operated by the author, as discursive registrations of the experience he had undergone along his trajectory.pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal do Rio Grande do Nortept_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectLima Barretopt_BR
dc.subjectLiteraturapt_BR
dc.subjectMulherespt_BR
dc.subjectLugares masculinos e femininospt_BR
dc.titleEntre mulheres e fronteiras, um escritor: lugares do feminino na obra de Lima Barreto (1902-1922)pt_BR
dc.typemasterThesispt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.initialsUFRNpt_BR
dc.publisher.programPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIApt_BR
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/2064457638150805-
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/7585947992338412-
dc.contributor.referees1Morga, Antonio Emilio-
dc.contributor.referees1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3544570035986414-
dc.contributor.referees2Santiago Júnior, Francisco das Chagas Fernandes-
dc.contributor.referees2Latteshttp://lattes.cnpq.br/8893350729538284-
dc.description.resumoO período entre os anos de 1902 a 1922 correspondem à trajetória de Lima Barreto, seja no universo das letras brasileiras, na repartição da Secretaria da Guerra ou ainda em tantos outros espaços onde ele circulou e pôde observar as diversas transformações em curso na cidade do Rio de Janeiro, como as práticas e ações discursivas que instituíam a distribuição de lugares sociais masculinos e femininos, baseada nas convenções de gênero. Nesse contexto se demarcavam, como espaços de atuação para a mulher, os ambientes privados da casa. Enquanto, para os homens, se destinavam os espaços públicos, como as repartições públicas, o parlamento, entre outros. Durante esse período, o escritor produziu crônicas, contos, romances, nos quais apresenta uma variedade de imagens e enunciados em torno do que seria ser mulher. Nessa perspectiva, a investigação proposta no trabalho busca analisar os lugares do “feminino” presente nos escritos do autor. A mulher barretiana é apresentada, nos espaços público e doméstico, como figura submissa, de capacidade intelectual limitada. E, ao mesmo tempo e de forma contraditória, ela é inscrita, quando se apresenta nos espaços públicos, como figura transgressora dos limites dos lugares sociais impostos e capaz de empreender mecanismos de subversão da ordem da dominação masculina sobre ela. Dessa maneira, tais elaborações sobre as mulheres foram examinadas em conexão com a historicidade da vida e da obra do escritor, buscando, assim, acolher também à interpretação dessas cartografiasfemininas e entender as ambiguidades barretianas, nas quais, residia a coexistência de um Lima Barreto delator das mazelas vividas pelas mulheres e, ao mesmo tempo, avesso ao alvorecente movimento feminista, um crítico das certezas uniformizadoras da diversidade das pessoas e, no entanto, muitas vezes, complacente com os discursos científicos e costumes regrados masculinos que desqualificavam a mulher. As fontes estudadas foram correspondências, anotações pessoais, artigos e crônicas e, especialmente, os romances Clara dos Anjos, Numa e a Ninfa, Triste Fim de Policarpo Quaresma e Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá. Para efetivação da pesquisa, as abordagens teóricas se ancoraram nas contribuições de Michel Foucault, Félix Guattari e Suely Rolnik, com as acepções de heterotopia e subjetividade respectivamente, além do aporte teórico-metodológico de Judith Butler, a partir de sua acepção de gênero. Suportes que autorizaram a interpretação da historicidade dos agenciamentos “do feminino”, operados pelo autor, como registros discursivos das experiências vividas por ele ao longo de seu trajeto.pt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIApt_BR
Appears in Collections:PPGH - Mestrado em História

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