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Título: Contra as Secas: a engenharia e as origens de um planejamento regional no nordeste brasileiro
Título(s) alternativo(s): Against Droughts: engineering and the origins of a regional planning practice in the Brazilian northeast (1877-1938)
Autor(es): Farias, Hélio Takashi Maciel de
Palavras-chave: Planejamento regional e territorial;Combate às secas;Engenharia;Territorial and regional planning;Combat against droughts;Engineering
Data do documento: 23-Jun-2008
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: FARIAS, Hélio Takashi Maciel de. Against Droughts: engineering and the origins of a regional planning practice in the Brazilian northeast (1877-1938). 2008. 169 f. Dissertação (Mestrado em Conforto no Ambiente Construído; Forma Urbana e Habitação) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2008.
Resumo: Droughts surfaced in 1877 as a crucial problem for the birthing Brazilian nation. Engineers, who formed the country's technical and scientific elite, took it upon themselves to study, understand and fight the problem through planned actions of intervention on space. This work, based on proposals and discussions contained in engineering magazines and reports, aims to provide elements for the comprehension of how these systematized actions against droughts, in the Iate nineteenth and early twentieth century, contributed to spatial analysis and the formation of a (then-inexistent) regional and territorial planning discipline in Brazi!. Engineers, by taking up the position of masterminds in the country's modernization, guaranteed for themselves personal economic stability, social prestige and political power. By understanding nature, either as a resource to be exploited or an adversary to national progress, they contributed to the delimitation of the region now known as the Northeast. By seeking to understand the drought phenomenon, they created knowledge about the space they sought to intervene on; by constructing their projects amid political and economical difficulty, they changed the organizational structures of cities and country in the northeast. The proposals for açudes (Iarge water reservoirs) allowed the fixation of population and the resistance against droughts; the roads - railroads and automotive roadways - connected the sertão to the capitais and the coast, speeding up help to the affected populations during droughts and allowing the circulation of goods so as to strengthen the local economies in normal rimes. The adopted practices and techniques, adapted from foreign experience and developed through trial and improvement, were consolidated as an eminently spatial intervention course, even if a theoretical body of regional or territorial planning wasn't formed in Brazil. Regional Planning proper was first applied in the country in the Northeast itself, in the 1950s, based off an economical view of reality in order to achieve development. The engineer's work prior tothat date, however, cannot be dlsconsldered. It was proved that, despite facing financial and political hurdles, engineers had a profound commitment to the problem and intended to act systematically to transform the economical and social relations in the region, in order to be victorious in their struggle against droughts
metadata.dc.description.resumo: As secas apresentaram-se, desde 1877, como um problema de solução imprescindível para a nação brasileira em formação. Os engenheiros, que formavam a elite técnica e científica do país, tomaram para si a responsabilidade de estudar, compreender e combater o problema através de ações planejadas de intervenção sobre o espaço. Este trabalho se propõe a, a partir das propostas e discussões expostas em revistas de engenharia e relatórios, fornecer indícios para compreensão do significado que as ações sistematizadas contra os efeitos das estiagens nas últimas décadas do século XIX e primeiras do século XX tiveram no sentido de indicar elementos para a análise do espaço e para a formação de um (então inexistente) corpo disciplinar de planejamento urbano e regional no Brasil. Os engenheiros, ao assumir o posto de mentores da modernização do país, garantiam para si mesmos estabilidade econômica pessoal, prestígio social e poder político. Entendendo a natureza ora como um recurso a ser explorado, ora como empecilho para o progresso nacional, exploraram o território das secas, contribuindo com a própria delimitação da região que hoje chamamos Nordeste. Procurando compreender o fenômeno das secas} acabaram por criar conhecimento sobre o espaço sobre o qual pretendiam intervir; levando a cabo, em meio a dificuldades econômicas e políticas, seus projetos, modificaram a estrutura de organização de cidades e campo no nordeste. As propostas de açudes, por um lado, possibilitariam a fixação da população e a resistência da economia às secas; as estradas - ferrovias e rodovias -, por outro lado, conectariam o sertão às capitais e ao litoral, facilitando o auxílio às populações durante as secas e possibilitando a circulação de bens de forma a fortalecer as economias locais em tempos normais. As práticas e técnicas adotadas, adaptadas de experiências estrangeiras e desenvolvidas a partir de tentativas e ajustes, consolidaram-se como um curso de intervenção eminentemente espacial, ainda que não tenha se formado um corpo teórico de planejamento regional ou territorial no Brasil. O Planejamento Regional propriamente dito teve início no país exatamente pela região Nordeste, na década de 1950, partindo de uma leitura econômica da realidade para atingir o desenvolvimento. O trabalho que os engenheiros efetuaram previamente, no entanto, não pode ser descartado. Ficou provado que, apesar de enfrentar entraves financeiros e políticos, os engenheiros tinham um profundo comprometimento com o problema e objetivaram agir sistematicamente sobre o espaço de modo a transformar as relações econômicas e sociais da região, para assim serem vitoriosos em sua luta contra as secas
URI: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/12336
Aparece nas coleções:PPGAU - Mestrado em Arquitetura e Urbanismo

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