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Título: A saúde psíquica de quem faz saúde: uma análise crítica sobre a humanização direcionada ao profissional de saúde
Autor(es): Oliveira, Luciana Carla Barbosa de
Palavras-chave: Saúde ocupacional;Psicologia do trabalho;Profissionais de saúde;Saúde pública;Política de saúde;Occupational health;Psychology of the work;Health occupations;Public Health;Politics of health
Data do documento: 18-Dez-2008
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: OLIVEIRA, Luciana Carla Barbosa de. A saúde psíquica de quem faz saúde: uma análise crítica sobre a humanização direcionada ao profissional de saúde. 2008. 146 f. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2008.
Resumo: It is noticeable that pressure, tension and overwork are frequent in health professionals routine. The work related to the ward area demands deep attention and surveillance. Because of that, it is essential to have a specific look at the humanization directed at health professionals, considering that taking care of other human beings is the essence of their job. This study has analyzed the psychic health levels, as well as the stress health professionals are submitted to, providing a debate about the humanization in 06 public hospitals (03 of them awarded by actions of humanization, and 03 not awarded) in Rio Grande do Norte state, Brazil. A study with 126 active health professionals (doctors, nurses, psychologists, nutritionists and social workers) in ward areas in their respective institutions was carried out. The thesis presented, with multi-disciplinary characteristic, counted on the support of statisticians (to calculate samples and data analysis), psychologists, social workers and administrators (linked to the human resources sector in each hospital). A cross-sectional study was performed, taking into consideration both quantitative and qualitative factors. The tools used for that were a semistructured questionnaire with socio-demographic characteristics, work and humanization; Lipp's Stress Symptoms Inventory for Adults (ISSL), and the Goldberg s General Health Questionnaire (QSG). The workers are predominantly women (84,9%), married (54,8%), between 46 and 55 years old (40,5%), working in the same institution for more than 20 years (22,2%), and between 16 and 20 years (20,6%), respectively. They work 40 hours a week (71,4%) and have multiple jobs (61,9%). Although most of these individuals global psychic health is in a good level, there are a significant number of people that is gradually getting worse concerning psychic stress (F1) showed by QSG (54,7%), and stress showed by ISSL(42,1%). Observing the categories, nurses (41,5%). Nutritionists (20,8%), doctors and social workers (18,9%), were among the most affected. About general health (F6), 63% of the awarded hospitals and 70% of the not awarded ones, presented good health levels (ranging from 5 to 50%). It was also noticed that, in the groups mentioned above, 25 and 20% respectively, were inserted in scores between 55 to 90%, what means that they are in worsening phase. The fact that the hospital is awarded or well recognized doesn t interfere in health professionals stress level and in their psychic health. Through what was heard from these individuals, it was possible to verify that they know little about humanization, once few of them identify or know that the service they offer is in an adoption process by Ministerial Policies. It was also detected the necessity of developing actions aimed at worker s health. Such results showed the importance of have more investments in programs that are directed to workers well-being, because they deal with other people s health and it is known that it is difficult for them to offer high-quality assistance if there are not suitable physical, psychological and material conditions to help them develop their jobs. As a warning, it is fair to say that investments in actions that provide humanized care to health professionals, mainly concerning preventive care for their health and life quality in their work
metadata.dc.description.resumo: Observa-se que pressão, tensão e sobrecarga de trabalho são uma constante na rotina dos profissionais de saúde. O trabalho vinculado ao setor de enfermaria exige atenção e vigilância. Neste sentido, torna-se pertinente um olhar específico à humanização direcionada ao profissional de saúde, já que este tem em seu ofício o cuidar do outro. Este estudo analisou os níveis de saúde psíquica e stress dos profissionais de saúde abrindo um debate sobre a humanização em 06 hospitais públicos (03 premidos pelas ações de Humanização e 03 não premiados) no Estado do Rio Grande do Norte, Brasil. Foi realizado um estudo com 126 profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas e assistente sociais), atuantes no setor de enfermaria nas respectivas instituições. A Tese apresentada de caráter multidisciplinar contou com o apoio de estatísticos (para o cálculo amostral e análise dos dados), psicólogos, assistente social e administradores (vinculados ao setor de pessoal de cada hospital). Foi efetivado um estudo de delineamento transversal, de natureza quantitativa e qualitativa. Como instrumentos, foram utilizados: um questionário semi-aberto constando características sócio-demográficas, de trabalho e humanização; o Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de LIPP (ISSL), e; o Questionário de Saúde Geral de Goldberg (QSG). Os trabalhadores são predominantemente mulheres (84,9%), casados (54,8%), apresentando idades de 46 a 55 anos (40,5%), cujo tempo de serviço na instituição permeia entre acima de 20 anos (22,2%) e 16 a 20 anos (20,6%) respectivamente. Contam com uma carga horária de trabalho de 40 horas semanais (71,4%), além de apresentar múltiplos vínculos de trabalho (61,9%). A saúde psíquica global dos sujeitos encontra-se em um nível bom, no entanto, também há indivíduos em número significativo de processo de agravamento tanto no stress psíquico (F1) apresentado pelo QSG (54,7%) quanto pelo stress demonstrado pelo ISSL (42,1%). Ao observar as categorias, os enfermeiros (41,5%), nutricionistas (20,8%), médicos e assistentes sociais (18,9%) estiveram entre os mais atingidos. Analisando os grupos de hospitais que apresentaram uma boa saúde geral - F6, (com escores entre 5 a 50%) estavam 63% do grupo de hospitais premiados e 70% do grupo de hospitais não premiados. Percebe-se que o fato do hospital ser premiado, ou reconhecido não interfere no nível de stress e na saúde psíquica do profissional de saúde. Quanto aos discursos dos sujeitos foi possível constatar um baixo conhecimento sobre o tema da humanização, de modo que poucos identificam ou sabem que o serviço ao qual assiste está em processo de adoção a uma Política Ministerial. Detectou-se também a necessidade de ações voltadas a saúde do trabalhador. Tais resultados apontaram para a necessidade de se investir mais em programas direcionados ao bem-estar dos profissionais que lidam diretamente com a saúde das outras pessoas, visto que se torna muito difícil a estes sujeitos oferecer um atendimento de qualidade quando não se dispõe de condições físicas, psicológicas e materiais para o desempenho de suas funções. Cabe o alerta para investimentos em ações que busquem um cuidado humanizado ao profissional de saúde principalmente quanto ao enfoque preventivo para sua saúde e qualidades de vida no trabalho
URI: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/13140
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