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Título: Marcadores nutricionais e inflamatórios e sua associação com a morbimortalidade em hemodiálise
Autor(es): Oliveira, Claudia Maria Costa de
Palavras-chave: Diálise renal;Desnutrição;Inflamação;Impedância elétrica;Morbidade;Mortalidade;Renal dialysis;Malnutrition;Inflammation;Bioelectrical impedance;Morbidity;Mortality
Data do documento: 10-Dez-2010
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: OLIVEIRA, Claudia Maria Costa de. Marcadores nutricionais e inflamatórios e sua associação com a morbimortalidade em hemodiálise. 2010. 130 f. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2010.
Resumo: Background: Malnutrition, inflammation and comorbidities are frequent in patients with chronic renal failure in hemodialysis (HD), contributing for morbidity and mortality. Aims: To evaluate the correlation between anthropometric, laboratory parameters, bioelectrical impedance (BIA) and inflammatory markers with the morbidity and mortality of patients in HD, as well as the impact of its alterations throughout 12 months. Methods: 143 patients of a dialysis facility in Northeast Brazil were evaluated throughout 18 months. Patients with more than 3 months on dialysis, older than 18 years, without amputation of hands and feet, were included in the study. We performed a clinical (subjective global assessment - SGA), anthropometric (BMI, percent of ideal weight, MAC, MAMC, MAMA, percent of fat mass and TSF), laboratory (albumin, creatinine, lymphocyte count as nutritional markers and CRP, IL-6 and TNF-&#61537; as inflammatory markers) evaluation and BIA (reactance, phase angle and percent of body cell mass) at the beginning of study and after 3, 6 and 12 months of follow-up. The association between study variables and deaths and hospitalizations in 6 and 12 months was investigated. The variable with significance < 10% in the univariate analysis had been enclosed in a multivariate logistic regression analysis. We also investigated the risk of mortality and hospitalization associated with differences in measurements of the variables at baseline and six months later. Results: Patients were aged 52.2 ± 16.6 years on the average, 58% were male, and mean dialysis vintage was 5.27 ± 5.12 years. The prevalence of malnutrition varied from 7.7-63.6%, according to the nutritional marker. The variables associated with morbidity and mortality in 6 and 12 months had been creatinine &#8804; 9.45 mg/dl, phase angle &#8804; 4.57 degrees, BMI &#8804; 23 kg/m2, age &#8804; 64.9 years, reactance &#8804; 51.7 ohms; Charlson´s index &#8805; 4 and socioeconomic status &#8804; 7. During six months of follow up, decrease in albumin was associated with significantly higher mortality risk. Conclusions: This study detected that the best predictors of morbidity and mortality between nutritional and inflammatory markers are phase angle, reactance, creatinine and BMI and that changes in albumin values over six 107 months provide additional prognostic information. The authors believe that parameters of BIA may detect early changes in nutritional status and emphasize that longitudinal studies with larger number of patients are necessary to confirm these data and to recommend BIA as a routine nutritional evaluation in HD patients
metadata.dc.description.resumo: Introdução: A desnutrição proteico-calórica, o processo inflamatório sistêmico e as comorbidades são freqüentes em pacientes com insuficiência renal crônica em terapia dialítica, contribuindo para a sua morbimortalidade. Objetivo: Avaliar a correlação entre parâmetros nutricionais (antropométricos, laboratoriais e da bioimpedância elétrica - BIA) e inflamatórios e a morbimortalidade de pacientes em hemodiálise, bem como o impacto de suas alterações após 6 meses da avaliação inicial. Material e Métodos: Uma coorte de 143 pacientes de um único centro de hemodiálise em Fortaleza-Ceará-Brasil foi avaliada ao longo de 18 meses, sendo incluídos pacientes com mais de 3 meses de diálise, idade superior a 18 anos e sem amputação de membros. Os pacientes foram submetidos à avaliação clínica do estado nutricional (avaliação subjetiva global), antropométrica (índice de massa corporal [IMC], percentual de peso ideal, circunferência do braço, circunferência muscular do braço, área muscular do braço, prega cutânea tricipital e percentual de massa gorda), laboratorial (albumina, creatinina e contagem de linfócitos como marcadores nutricionais e Proteína C reativa, IL-6 e TNF-alfa como marcadores de inflamação) e BIA (reactância, ângulo de fase e percentual de massa celular corporal) no início do estudo e após 3, 6 e 12 meses de seguimento. Foi pesquisada a associação entre as variáveis do estudo e os óbitos e as hospitalizações em 6 e 12 meses. As variáveis com significância < 10% na análise bivariada foram incluídas em um modelo multivariado de regressão logística, que foi ajustado para idade, sexo, tempo em diálise, classe sócio-econômica (CSE) e índice de comorbidade de Charlson (CCI), para identificar os fatores associados à morbimortalidade. Foi ainda pesquisada a associação entre a alteração das variáveis entre a avaliação inicial e a avaliação após 6 meses e os óbitos e as hospitalizações nos 12 meses subseqüentes. Resultados: 58% dos pacientes eram do sexo masculino, com idade média de 52,2 ± 16,6 anos e tempo médio em diálise de 5,27 ± 5,12 anos. A prevalência de desnutrição variou entre 7,7 a 63,6%, de acordo com o marcador nutricional. As variáveis associadas à morbimortalidade foram: óbito em 6 meses: creatinina &#8804; 9,45 mg/dl, ângulo de fase &#8804; 4,57 graus, CCI &#8805; 4 e CSE &#8804; 7; óbito xiii em 12 meses: idade &#8804; 64,9 anos, reactância &#8804; 51,7 ohms e CSE &#8804; 7; hospitalização em 6 meses: ângulo de fase &#8804; 4,57 graus; hospitalização em 12 meses: IMC &#8804; 23,0 kg/m2, ângulo de fase &#8804; 4,57 graus e CCI &#8805; 4. O percentual de alteração dos marcadores nutricionais e inflamatórios em 6 meses de seguimento, avaliado em quartis, não apresentou um risco de mortalidade ou de hospitalização significativamente diferente para as variáveis pesquisadas, exceto para a diferença da albumina inferior ao percentil 25, que associou-se ao risco de óbito em 12 meses. Conclusão: Na avaliação conjunta de parâmetros antropométricos, laboratoriais, da BIA e inflamatórios, o ângulo de fase, a reactância, a creatinina e o IMC foram identificados como preditivos de morbimortalidade. A diminuição nos valores de albumina sérica em 6 meses forneceu informação prognóstica adicional. Os autores acreditam no potencial dos marcadores da BIA, podendo detectar alterações precoces no estado nutricional (mesmo antes de alterações no IMC e exames laboratoriais) e enfatizam que estudos longitudinais com maior número de pacientes em diferentes populações sejam realizados para confirmação destes resultados e indicação posterior desse exame no seguimento nutricional dos pacientes em hemodiálise
URI: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/13210
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