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Título: Desenpenho funcional, carga alostática e biomarcadores do estresse em idosos residentes na comunidade
Autor(es): Freire, Aline do Nascimento Falcão
Palavras-chave: Alostase. Envelhecimento da população. Cortisol
Data do documento: 14-Dez-2012
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: FREIRE, Aline do Nascimento Falcão. Desenpenho funcional, carga alostática e biomarcadores do estresse em idosos residentes na comunidade. 2012. 155 f. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2012.
metadata.dc.description.resumo: O baixo desempenho funcional representa um importante parâmetro de predição de desfechos adversos para a saúde de pessoas idosas. Atualmente tem se discutido o conceito de Carga Alostática que representa o desgaste experimentado pelo organismo quando repetidas respostas alostásicas são ativadas em situações de estresse, o que em longo prazo pode causar danos influenciando a patogênese de doenças, e pode estar relacionada com declínio de padrões funcionais em idosos. Neste sentido, biomarcadores inflamatórios e metabólicos, assim como o cortisol tem merecido destaque por estarem relacionados com medidas físicas e capacidade funcional. OBJETIVOS: averiguar a validade e confiabilidade do Short Physical Performance Battery (SPPB) para avaliar desempenho funcional em duas populações de idosos com contextos socioeconômicos distintos (Quebec e Brasil); avaliar os índices de Carga Alostática e dos biomarcadores do estresse em uma população de idosos comunitários residentes num centro urbano do nordeste brasileiro; analisar se há diferenças quanto ao gênero dos níveis de cortisol salivar com o desempenho funcional pelo SPPB. MÉTODOS: foi realizado um estudo piloto para validação do SPPB na cidade de Santa Cruz/RN e St Bruno/Quebec, seguido por um estudo analítico de corte transversal na cidade de Natal/RN com idosos com idade igual ou superior a 65 anos. A Carga Alostática foi mensurada por meio de 10 biomarcadores (Pressão arterial sistólica e diastólica, relação cintura-quadril, hemoglobina glicada, cortisol salivar, dehidroandosterona-sulfato salivar, adrenalina e noradrenalina 12h-urina, colesterol total, colesterol total/HDL); o Desempenho Funcional (SPPB); sintomatologia depressiva pela Center Epidemiological Studies of Depression (CES-D); a função cognitiva pela Prova Cognitica de Lèganes (PCL), além das variáveis sociodemográficas e condições de saúde. RESULTADOS: No estudo piloto para validade e confiabilidade do SPPB, foram avaliados 64 idosos na cidade de Santa Cruz/RN e 60 idosos em viii St Bruno/Quebec com idade entre 65 e 74 anos. Os valores do SPPB apresentaram alta confiabilidade em ambas as cidades (ICC=0,83 em Santa Cruz e ICC=0,89 em St. Bruno). Houve uma diminuição gradativa dos escores do SPPB com o aumento das limitações na mobilidade, nos itens escala de Nagi, no numero de doenças crônicas, com a percepção de saúde precária e com a presença de sintomatologia depressiva. No estudo principal, foram avaliados 256 idosos, sendo 88 homens e 168 mulheres, com média de idade de 74,1 ± 6,7 anos, onde 162 (63,3%) participantes apresentam duas ou mais doenças crônicas. A média do SPPB foi 8,4 ±2,61, sendo em homens 9,43 ±2,2 e em mulheres 7,89 ±2,6. O Índice de Carga Alostática (0-10) foi 2,30 ±1,68 não apresentando diferença significativa entre os gêneros. O número de doenças crônicas foi associado aos valores de Carga Alostática. Não houve diferenças quanto as concentrações de cortisol diurno entre os idosos com alto e baixo desempenho físico, porém as concentrações do cortisol apresentam valores abaixo do padrão fisiológico nas primeiras medidas e sem a presença do declínio acentuado ao longo dia em ambos os gêneros em idosos. CONCLUSÕES: o SPPB apresentou evidências de validade e confiabilidade para sua utilização nas populações brasileira e canadense. O Índice de Carga Alostática de forma geral mostrou-se baixo comparado a demais estudos com populações idosas, inclusive quando avaliados os biomarcadores Cardiovasculares/metabólicos. Os índices de Carga Alostática mostraram-se associados ao número de doenças crônicas. As curvas dos níveis de cortisol diurnos apresentaram um comportamento diferenciado quando comparado a outras populações idosas. Desse modo, pode-se sugerir que os perfis diferenciados encontrados em nossa amostra para os Índices de Carga Alostática e dos níveis de cortisol podem estar sendo influenciados por outras variáveis
URI: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/13281
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