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Título: Síndrome metabólica e fatores associados: estudo comparativo com mulheres que apresentaram pré-eclâmpsia e gravidez normal, acompanhadas cinco anos após o parto
Título(s) alternativo(s): Metabolic syndrome and associated factors: a comparative study of women with preeclampsia and normal pregnancy followed five years after childbirth
Autor(es): Andrade, Ana Cristina de Araújo
Palavras-chave: Síndrome metabólica. Pré-eclâmpsia. Toxemia gravídica;Metabolic syndrome. Preeclampsia. Pregnancy toxemia
Data do documento: 27-Nov-2013
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: ANDRADE, Ana Cristina de Araújo. Metabolic syndrome and associated factors: a comparative study of women with preeclampsia and normal pregnancy followed five years after childbirth. 2013. 62 f. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2013.
Resumo: Preeclampsia is defined as an extremely serious complication of the pregnancy-puerperium cycle with delayed emergence of cardiovascular risk factors, including metabolic syndrome. The research aimed estimate the prevalences of metabolic syndrome and associated factors in women with preeclampsia and normal pregnancy followed five years after childbirth. This is a cross-sectional observational study using a quantitative approach, conducted at a maternity school in the city of Natal in Rio Grande do Norte state. The sample was composed of 70 women with previous preeclampsia and 75 normal selected by simple random probability sampling. Subjects were analyzed for sociodemographic, obstetric, clinical, anthropometric and biochemical parameters. International Diabetes Federation criteria were adopted to diagnose metabol ic syndrome. The Kolmogorov-Smirnov, Mann-Whitney, Student s t, Pearson s chi-squared, and Fisher s exact tests, in addition to simple logistic regression, were used for data analysis, at a 5% significance level (p &#8804; 0.05). Statistical tests demonstrated elevated body mass index (p = 0.001), predominance of family history of diabetes mellitus (p = 0.022) and significantly higher prevalence of metabolic syndrome in the preeclampsia group (37.1%) when compared to normal (22.7%) (p = 0.042). Intergroup comparison showed a high number of metabolic syndrome components in women with previous preeclampsia. Altered systolic and diastolic blood pressure (p < 0.001) was the most prevalent, followed by low concentrations of high-density lipoproteins (p = 0.049), and hyperglycemia (p=0.030). There was a predominance of the metabolic syndrome in women with schooling 0-9 years (42.4%) (p = 0.005), body mass index above 30Kg.m 2 (52.3%) (p < 0.001), uric acid high (62.5%) (p = 0.050 and family history of hypertension (38.5%) (p< 0.001). Multivariate analysis of the data showed that the body mass index above 30 kg.m2, education level less than 10 years of study (p < 0.001) and family history of hypertension (p = 0.002) remained associated with the metabolic syndrome after multivariate analysis of the data. It is considered Women with previous preeclampsia exhibited high prevalence of metabolic syndrome and their individual components in relation to normal, especially, altered systolic and diastolic blood pressure, low concentrations of high-density lipoproteins and hyperglycemia. The factors associated to this ou tcome were obesity, less than 10 years of schooling, and family history of hypertension. Overall, this study identified young women with a history of PE exposed to a higher cardiovascular risk than normal
metadata.dc.description.resumo: A pré-eclâmpsia é uma complicação de extrema gravidade do ciclo gravídico puerperal e contribui com o surgimento tardio de fatores de risco cardiovascular, dentre os quais a síndrome metabólica. A pesquisa objetivou estimar as prevalências da síndrome metabólica e fatores associados em mulheres que apresentaram pré-eclâmpsia e gravidez normal, acompanhadas cinco anos após o parto. Trata-se de um estudo observacional transversal de abordagem quantitativa, realizado em uma maternidade escola no município de Natal, Rio Grande do Norte. A amostra foi constituída por 70 mulheres com pré-eclâmpsia prévia e 75 normais selecionadas por meio do método de amostragem probabilística aleatória simples, do banco de dados do grupo de pesquisa Saúde da Mulher do Departamento de Tocoginecologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, das quais foram analisados os parâmetros sociodemográficos, obstétricos, clínicos, antropométricos e bioquímicos. Para diagnóstico da síndrome metabólica, adotou-se o critério estabelecido pela International Diabetes Federation. Quanto à análise dos dados, foram aplicados testes estatísticos de Kolmogorov-Smirnov, Mann-Whitney, t de Student, Qui Quadrado de Pearson, exato de Fisher e modelo de regressão logística simples com nível de significância estatística de 5% (p&#8804; 0,05). Após aplicação dos testes estatísticos constatou-se um índice de massa corpórea elevado (p = 0,001), predomínio de antecedentes familiares de diabetes mellitus (p = 0,022) e prevalência significativamente maior da síndrome metabólica no grupo com pré-eclâmpsia (37,1%) em relação às normais (22,7%) (p = 0,042). Comparando os grupos, verificou-se um número elevado de componentes da síndrome metabólica nas mulheres com pré-eclâmpsia prévia. A pressão arterial sistólica e diastólica alteradas (p < 0, 001) foi o mais prevalente, seguido da baixa concentração de lipoproteínas de alta densidade (p = 0, 049) hiperglicemia (p = 0,030). Houve o predomínio da síndrome metabólica nas mulheres com escolaridade de 0 a 9 anos (42,4%) (p = 0,005), índice de massa corpórea acima de 30Kg.m 2 (52,3%) (p < 0,001), ácido úrico elevado (62,5%) (p = 0,050) e histórico familiar de hipertensão arterial (38,5%) (p < 0,001). A análise multivariada dos dados apontou que o índice de massa corpórea acima de 30 kg.m 2 , grau de escolaridade menor que 10 anos de estudo (p < 0,001) e antecedentes familiares de hipertensão arterial (p = 0,002) permaneceram associados à síndrome metabólica. Considera-se que as mulheres com PE prévia apresentavam uma elevada prevalência da síndrome metabólica e de seus componentes individuais em relação às normais, em particular, a pressão arterial sistólica e diastólica alteradas, os níveis baixos da concentração de lipoproteínas de alta densidade e a hiperglicemia. Os fatores independentemente associados a esse desfecho foram: obesidade, grau de escolaridade inferior a 10 anos e histórico familiar de hipertensão arterial. De forma geral, este estudo identificou mulheres jovens com histórico de PE expostas a um risco cardiovascular mais elevado do que as normais
URI: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/13334
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