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Título: Diferenças de gênero na produção de associações livres de palavras através do ciclo sono-vigília
Autor(es): Pegado, João Felipe de Souza
Palavras-chave: associação de palavras;ciclo sono-vigília;memória;gênero;words association;wake sleep cycle;memory;gender
Data do documento: 20-Abr-2012
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: PEGADO, João Felipe de Souza. Diferenças de gênero na produção de associações livres de palavras através do ciclo sono-vigília. 2012. 88 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2012.
Resumo: Although several studies, have shown differences in cognitive performance between men and women, it not yet known whether these differences occur in tasks involving free association of words (WA). Studies across the sleep-wake cycle (SWC) suggest that rapid eye movement sleep (REM) favors semantic flexibility, in comparison with pre-sleep waking (Pre-WK), slow-wave sleep (SWS) and post-sleep waking (Post-WK). The present work has two aims: (1) to evaluate the semantic distances of word pairs produced by AP, comparing men and women, (2) to evaluate semantic distance in word pairs produced by free association across the SWC in young adults of both sexes. To achieve aim (1), we applied a task of WA in 68 adult volunteers during waking (52 women and 16 men). The WA task consisted of writing the first word that came to mind after viewing another word offered as a stimulus (root Word). To achieve aim (2), we performed polysomnography to identify specific stages of the SWC. The experimental subjects were then awakened (if they were asleep) and were immediately given a WA task. The task was administered to 2 groups of 10 subjects each (G1 and G2). G1 subjects were stimulated with the same set of root words after waking from various states of SWC, while G2 subjects received sets of different root words at each state of the SWC. In the absence of a Portuguese corpus suitable for the measurement of semantic distances, the words collected in our experiments were translated to English, and semantically quantified within a systematic and representative corpus of that language (Wordnet). This procedure removed the polysemies typical of Portuguese, but preserved the semantic macrostructure common to both languages. During waking, we found that semantic distances are significantly lower in WA produced by women, in comparison with the distances observed in men. Through the SWC, there were no statistically significant differences in G1. In G2 women, we detected a significant increase of semantic distances upon being awakened from SWS. In contrast, G2 men showed a significant increase in semantic distances upon being awakened from REM. The results of the first experiment are consistent with the notion that women have a more concrete reasoning than men. The results of the second experiment indicate that men awakened from REM present more flexibility in word association than when being awakened from other states. In contrast, women showed more flexible word association after being awakened from SWS, in compared with other states. The results indicate that the cognitive flexibility attributed to different states of the SWC shows gender dependency
metadata.dc.description.resumo: Embora diversos estudos demonstrem diferenças no desempenho cognitivo, entre homens e mulheres, ainda não se sabe se essas diferenças ocorrem em tarefas que envolvam associação livre de palavras (AP). Estudos através do ciclo sono-vigília (CSV) sugerem que o sono de movimento rápido dos olhos (MRO) favoreça a flexibilidade semântica, em comparação com a vigília présono (V-Pré), o sono de ondas lentas (SOL) e a vigília pós-sono (V-Pós). O presente trabalho teve 2 objetivos: (1) Avaliar as distâncias semânticas de pares de palavras produzidas por AP, comparando homens e mulheres; (2) Avaliar distâncias semânticas em palavras produzidas por associação livre, através do CSV em adultos jovens de ambos os sexos. Para alcançar o objetivo (1), aplicamos uma tarefa de AP em 68 voluntários adultos durante a vigília (52 mulheres e 16 homens). A tarefa de AP consistiu em listar por escrito a primeira palavra pensada após visualizar outra palavra oferecida como estímulo. Para alcançar o objetivo (2), realizamos registro polissonográfico para identificar fases específicas do CSV. Os sujeitos experimentais foram então despertados (caso estivessem em sono) e foram imediatamente submetidos a uma tarefa de AP. Administrou-se a tarefa de AP a 2 grupos de 10 pessoas cada (G1 e G2). Sujeitos de G1 foram estimulados com o mesmo conjunto de palavras-raiz após despertar dos diversos estados do CSV, enquanto que sujeitos de G2 receberam conjuntos de palavras-raiz diferentes a cada estado do CSV. Na ausência de um corpus em português adequado para à mensuração de distancias semânticas, as palavras coletadas foram traduzidas para o idioma inglês, e semanticamente quantificadas em um corpus representativo e sistemático desse idioma (Wordnet). Esse procedimento retirou as polissemias típicas do português, mas preservou a macroestrutura semântica comum às duas línguas. Na vigília, verificamos que as distâncias semânticas são significativamente menores nas AP produzidas por mulheres, em comparação com as distâncias semânticas verificadas em AP realizadas por homens. Através do CSV, não foram detectadas diferenças estatisticamente significativas em G1. Em mulheres de G2, detectamos um aumento significativo das distâncias semânticas após despertar de SOL. Em contraste, homens de G2 apresentaram um aumento significativo das distâncias semânticas após despertar de MRO. Os resultados do primeiro experimento são compatíveis com a noção de que as mulheres possuem um raciocínio mais concreto do que homens. Os resultados do experimento 2 indicam que homens despertados durante o MRO apresentam AP mais flexíveis em comparação com as AP produzidas após vigília ou após despertar de SOL. Mulheres apresentaram resultados distintos, com AP mais flexível após despertar de SOL, em comparação com os outros estados. Os resultados indicam que a flexibilidade cognitiva atribuída a diferentes estados do CSV apresenta dependência de gênero
URI: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/13389
Aparece nas coleções:PPGCSA - Mestrado em Ciências da Saúde

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