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Título: Tenho um problema: não gosto de ler! A formação do leitor literário construção compartilhada do prazer de ler
Autor(es): Zuberman, Flávia
Palavras-chave: Leitura de literatura;Mediação;Recepção;Formação;Prazer de ler;Lectura de literatura;Mediación;Recepción;Formación;Placer de leer
Data do documento: 3-Mar-2005
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: ZUBERMAN, Flávia. Tenho um problema: não gosto de ler! A formação do leitor literário construção compartilhada do prazer de ler. 2005. 210 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2005.
Resumo: Esta tesis de maestría es el resultado de una investigación de carácter cualitativo y etnometodológico, realizada entre agosto de 2003 y junio de 2004, en una escuela primaria estatal, ubicada en Natal RN (Brasil). Su objetivo fue investigar la recepción de la lectura de literatura por parte de una maestra a la que, según reveló, no le gustaba leer y no se consideraba lectora de literatura. Se buscó investigar la mediación que le posibilitara llegar a ser lectora, comprender cuáles son los aspectos que influyen en la relación entre el lector en formación y la lectura de literatura, y verificar cómo repercute ese proceso de formación en la práctica docente de la maestra estudiada. Los procedimientos de investigación fueron aplicados con flexibilidad, tomando en cuenta el proceso de formación lectora de la docente. Los principales instrumentos utilizados fueron dos entrevistas semi-estructuradas, realizadas con la maestra, y notas de campo, que adquirieron el formato de un diario de investigación. En la primera etapa, fueron realizadas treinta sesiones de lectura, para posibilitar el acercamiento de la maestra a diferentes textos literarios. En la segunda etapa, fueron realizados tres encuentros de planificación con la maestra y cinco clases de lectura con sus alumnos. El análisis focaliza la recepción de la lectura literaria por parte de la maestra, abordando diferentes aspectos: su historia en relación con la lectura; la identificación, el contrato ficcional y la relación texto-vida; las previsiones y sus verificaciones; la mediación y el andamiaje brindados para introducir a la maestra en la cultura de la lectura. Se focaliza también la relación entre sus roles de lectora y de mediadora de lectores. Los fundamentos teóricos se basan, principalmente, en Coulon (1995a, 1995b), Vigotsky (1989, 1991, 2003), Graves y Graves (1995), Smith (1991), Jauss (2002), Iser (1996, 1999) y Amarilha (1996, 2001). Como resultados de este trabajo, se destacan el interés de la maestra, la manera en que ella se involucró con las historias leídas mediante procesos de identificación con algunos personajes y la relación que estableció entre los textos y su historia; esos procesos indican avances significativos en su vínculo con la lectura de literatura. La mediación ocupó un papel central en la consecución de aquellos avances. Vale destacar que la relación texto-vida fue establecida por la maestra con cierta ingenuidad, lo que le impidió vivenciar lo ficcional como una actividad lúdica. Se considera necesario un contacto más intenso y regular con textos de ficción, para que la docente pueda distanciarse de su vida cotidiana y adquirir la autonomía y la conciencia transformadora que le permitirán ir y volver de la realidad a la ficción, enriqueciéndose, sin confundirlas. Ese contacto no depende sólo de una actitud individual y personal de la maestra, sino del contexto institucional y social en el cual está inmersa. En ese sentido, la segunda etapa del trabajo de campo demostró que el pasaje de la formación lectora inicial a una acción pedagógica adecuada es complejo; los procesos no son lineales y, todavía, queda un largo camino por recorrer
metadata.dc.description.resumo: Esta dissertação é resultante de uma pesquisa de caráter qualitativo e etnometodológico, desenvolvida entre agosto de 2003 e junho de 2004, numa escola estadual, de ensino fundamental, situada em Natal RN (Brasil). O objetivo da pesquisa foi investigar a recepção da leitura de literatura por parte de uma professora que revelou não gostar de ler nem se considerar leitora de literatura. Procurou-se investigar a mediação que possibilitasse a essa professora tornar-se leitora, compreender quais são os aspectos que influem na relação entre o leitor em formação e a leitura de literatura, e verificar como esse processo repercute na prática docente da professora, sujeito da pesquisa. Os procedimentos da pesquisa foram aplicados com flexibilidade, objetivando atender ao processo de formação leitora da professora. Os principais instrumentos utilizados foram duas entrevistas semi-estruturadas com a professora e notas de campo, as quais adquiriram o formato de um diário de pesquisa. Na primeira etapa, foram realizadas trinta sessões de leitura, objetivando possibilitar o acercamento da professora a diferentes textos literários. Na segunda etapa da pesquisa, foram realizados três encontros de planejamento com a professora e cinco aulas de leitura com a sua turma. A análise focaliza a recepção da leitura literária por parte da professora, abordando diferentes aspectos: a história da professora a respeito da sua relação com a leitura; a identificação, o contrato ficcional e a relação texto-vida; as previsões e suas verificações; a mediação e os andaimes oferecidos para inserir a professora na cultura da leitura. Focaliza-se também a relação entre o papel de leitora e o papel de mediadora de leitores, exercidos pela professora. Os fundamentos teóricos baseiam-se, principalmente, em Coulon (1995a, 1995b), Vigotsky (1989, 1991, 2003), Graves e Graves (1995), Smith (1991), Jauss (2002), Iser (1996, 1999) e Amarilha (1996, 2001). Como resultados desse estudo, destacam-se o interesse da professora pelas histórias lidas, o seu engajamento mediante os processos de identificação com alguns personagens e o relacionamento estabelecido entre os textos e sua história de vida, processos esses que denotam avanços significativos na sua relação com a leitura de literatura. A mediação teve um papel central na consecução daqueles avanços. Vale ressalvar que a relação texto-vida foi estabelecida pela professora ainda com certa ingenuidade, o que a impediu de vivenciar o ficcional como uma atividade lúdica. Considera-se necessário um contato mais profícuo e regular da professora com textos de ficção, para que consiga se distanciar do cotidiano e adquirir autonomia e consciência transformadora que lhe permitirão ir e voltar da realidade para a ficção, enriquecendo-se, sem confundi-las. A consecução desse contato profícuo e regular com textos de ficção não depende apenas de uma atitude individual e pessoal da professora, mas sim do contexto institucional e social em que ela está inserida. Assim sendo, a segunda etapa do trabalho de campo demonstrou que a passagem da formação leitora inicial para a ação pedagógica adequada é complexa; os processos não são lineares e, ainda, há um longo caminho para ser percorrido
URI: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/14215
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