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Título: A violência no contexto de um serviço de urgência: análise do processo de cuidar na visão das vítimas e profissionais de saúde em Natal/RN
Autor(es): Dantas, Rodrigo Assis Neves
Palavras-chave: Violência;Serviço hospitalar de emergência;Profissional de saúde;Assistência ao paciente;Violence;emergency hospital system;health professional;patient assistance
Data do documento: 30-Out-2009
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: DANTAS, Rodrigo Assis Neves. A violência no contexto de um serviço de urgência: análise do processo de cuidar na visão das vítimas e profissionais de saúde em Natal/RN. 2009. 207 f. Dissertação (Mestrado em Assistência à Saúde) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2009.
Resumo: Exploratory descriptive study, with a quantitative approach and prospective data, performed in Pronto Socorro Clóvis Sarinho (PSCS), in Natal/RN, aiming to analyze care given by the nursing and medical staff to victims of violence attended to in an emergency hospital in Natal/RN; to identify care given by the nursing and medical staff as viewed by the victims; to compare data observed during the process of care with the victim s view on the care given by the nursing and medical staff; to identify the existing knowledge on violence and the process of caring for victims and its relation with prejudice; to identify obstacles and perspectives for prevention during the process of caring for victims in the emergency services. The population consisted of 97 physicians, 16 nurses, 75 nursing technicians and assistants and 365 victims of violence, with data collected from April to May 2009. Out of 188 professionals, 52.1% are female; 32% were aged 41 to 50; 99.5% had given care to a victim of violence; 90.4% reported to have given care to patients under custody; among these, 17.3% felt prejudice; 55.3% stated they don t provide different care for assaulted victims and assailants, however 44.7% stated they do; 86.7% feel their workplace is unsafe; 61.7% denied the existence of any obstacle and 38.3% reported the existence of obstacles; among these, 26.1% referred to inadequate facilities; 37.8% believe reinforcing security and professional training are the main solutions. Among the 365 researched violence victims, 82.2% were assaulted; male (69.6%); aged 18 to 24 (24.9%); hailing from the Greater Natal area (89.9%); on 19.7% the event happened on Saturday; during the night (48.8%); victim of physical assault (61.4%); produced by body force (27.7%); 24.4% were injured in the head and neck. 57% had used some drug, among which alcohol was predominant (75.5%). On 621 observations performed during the victim care process, when compared to the report of assaulted victims, there was a statistical difference, at 5% significance level, regarding reception, resistance from the professionals, questioning about the violent event, providing of guidance, interaction with the patient and the understanding of receiving proper care, and care resolution. In comparisons involving the observed and the assailant victims reports, there was a statistical difference regarding the resence of resistance from the professionals, performance of necessary procedures and the nteraction with the patient and the understanding of receiving proper care and 58.1% reported the nursing team was the one that provided the best care. We conclude that professionals had lready given care to assailant patients, acknowledge the importance of knowing how the vent took place and acquired this preparation during their practice. The most often referred bstacles that hinder assistance were: inadequate facilities, material deficit and lack of rofessional preparation. As solutions for these problems, they cited the reinforcement of ecurity and professional training
metadata.dc.description.resumo: Estudo exploratório descritivo, com abordagem quantitativa e dados prospectivos, realizado no Pronto Socorro Clóvis Sarinho (PSCS), em Natal/RN, com vistas a analisar o cuidado prestado pela equipe de enfermagem e médica, às vítimas de violência atendidas em um hospital de urgência em Natal/RN; identificar na visão das vítimas o cuidado prestado pela equipe de enfermagem e médica; comparar os dados observados durante o processo de cuidar com a visão da vítima sobre o cuidado prestado pela equipe de enfermagem e médica; identificar o conhecimento existente sobre violência e o processo de cuidar às vítimas e sua relação com o preconceito; identificar os obstáculos e as perspectivas de prevenção durante o processo de cuidar às vítimas nos serviços de urgência. A população constou de 97 médicos, 16 enfermeiros, 75 técnicos e auxiliares de enfermagem e 365 vítimas de violência, com dados coletados de abril a maio de 2009. Dos 188 profissionais, 52,1% são do sexo feminino; 32% tinham entre 41 e 50 anos; 99,5% haviam cuidado de alguma vítima de violência; 90,4% afirmaram já ter cuidado de paciente custodiado; dentre estes, 17,3% sentiram preconceito; 55,3% afirmaram que não cuidam de uma vítima agredida diferente de uma agressora, porém 44,7% afirmaram que sim; 86,7% acham seu local de trabalho inseguro; 61,7% negaram a existência de algum obstáculo e 38,3% afirmaram a existência de obstáculo; dentre estes, 26,1% referiram-se ao espaço físico inadequado; 37,8% acham que o reforço na segurança e a capacitação dos profissionais, são as principais soluções. Das 365 vítimas de violência pesquisadas, 82,2% foram agredidas; do sexo masculino (69,6%); tinham entre 18 a 24 anos de idade (24,9%); procedentes da Grande Natal (89,9%); em 19,7% o evento ocorreu no sábado; no horário noturno (48,8%); vítima de agressão física (61,4%); produzida por força corporal (27,7%); 24,4% sofreram lesões na cabeça e pescoço; 57% haviam usado alguma droga, destes, predominando o álcool (75%). Das 621 observações feitas durante o processo de cuidar das vítimas, quando comparadas ao relato das vítimas agredidas, houve diferença estatística, ao nível de significância de 5%, em relação ao acolhimento, presença de resistência por parte dos profissionais, questionamento sobre o evento violento, fornecimento de orientações, interação com o paciente e entendimento de ser bem atendido, e resolutividade do atendimento. Nas comparações entre o observado e o relato das vítimas agressoras, houve diferença estatística, quanto à presença de resistência por parte dos profissionais, realização dos procedimentos necessários e quanto a interação com o paciente e entendimento de ser bem atendido e 58,1% das vítimas relataram que a equipe de enfermagem foi a que melhor atendeu. Concluímos que os profissionais já haviam cuidado de pacientes agressores, reconhecem a importância de conhecer como se deu o evento e adquiriram esse preparo em suas práticas. O cuidado durante as observações e no relato das vítimas, este sofre interferência dos sentimentos de medo ou preconceito em relação as vítimas agressoras e isto foi percebido por elas. Os obstáculos mais referidos que dificultam a assistência, foram: o espaço físico inadequado, o déficit de materiais e o despreparo dos profissionais. Como soluções desses problemas, citaram o reforço na segurança e capacitação dos profissionais
URI: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/14686
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