Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/14704
Título: O corpo como matriz pedagógica
Autor(es): Solano, Lorrainy da Cruz
Palavras-chave: Educação em enfermagem;Corpo humano;Metáfora;Education;Nursing;Human body;Metaphor
Data do documento: 1-Dez-2010
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: SOLANO, Lorrainy da Cruz. O corpo como matriz pedagógica. 2010. 97 f. Dissertação (Mestrado em Assistência à Saúde) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2010.
Resumo: The contemporary conjuncture based on the capitalistic knowledge converges to the corporal consciousness that makes us see, feel, taste and hear, be in/to pieces. Disembodied reason legitimate and legislate ways of being and living socially and its development is the dehumanization of human relations causing pain and suffering. The objective of this work is to discuss the body as pedagogical matrix through imagistic/artistic elements: music, painting and literature. Metaphors lead to self knowledge of human subjectivity and approach us to the kaleidoscope of sensitive knowledge and enables learning to learn with the infinite combinations of images, knowledge, feelings and worldviews. The song Memória da Pele comes in the voice of Maria Betânia speak of the memories that are not mine, but are tattooed in me in the memory of skin, singing the memories of a love lived by who tries to forget rationally, but the body insists on remembering. It is password to think about what we are. The short story by Clarice Lispector, entitled Miss Algarve, narrates the life story of an unmarried and virgin woman, and her encounter with an alien called Ixtlan. Until then, she who lived as if every day were a Monday, found herself seduced by the pleasure of having a body in contact with another body, which also allowed her to give visibility to the bodies of others. She had repudiation by the immorality that her body and the other s perspired. The discovery of the body brings important lessons for nursing, involving our body and the others'. The painting the flying bed or Henry Ford Hospital, by Frida Kahlo, is our final metaphor. The traumatic experience of abortion is shown in this painting trough the picture of the artist naked in a hospital bed. This painting invites us to reflect on our work process. We need to think in multiple dimensions of the being and accept the invitation of art, so that the lightness confronts us with the weight imposed by the hegemonic ideology. I believe it is not a single view, but the many views that should justify the knowledge and practices of nursing; what matters is that they are woven into the dialogue, democracy, provided that protagonism of those individuals involved in this process, in the wandering and uncertainty, in the rewiring, solidarity, plurality. To this end, the body must be the great pedagogue that is able to be viewed not as a tapestry seen by the right view, as the logical knowledge sees, but seen by the opposite side in its singular, irregular, discontinuous weavings
metadata.dc.description.resumo: A conjuntura contemporânea alicerçada no saber capitalístico conflui para a inconsciência corporal que nos faz ver, sentir, saborear, ouvir, ser em/aos pedaços. A razão descorporificada legitima e legisla modos de ser e de viver socialmente e tem como desdobramento a desumanização das relações humanas, causando dor e sofrimento. O objetivo deste trabalho é discutir o corpo como matriz pedagógica mediante elementos imagísticos/artísticos: música, pintura e literatura. As metáforas levam a um auto conhecimento da subjetividade humana e nos aproxima do caleidoscópio do saber sensível e possibilitam aprender a aprender com as infinitas combinações de imagens, conhecimentos, sentimentos e visões de mundo. A música Memória da Pele vem na voz de Maria Betânia falar das lembranças que não são minhas, mas estão em mim tatuadas na memória da pele, cantando as recordações de um amor vivido de quem tenta esquecer racionalmente, mas que o corpo teima em lembrar. É uma senha para pensar no que somos. O conto de Clarice Lispector, intitulado Miss Algrave, narra a história de vida de uma mulher solteira e virgem, e seu encontro com um extraterrestre chamado Ixtlan. Até então, ela que vivia como se todos os dias fossem uma segunda-feira, se viu seduzida pelo prazer em ter um corpo em contato com outro corpo, o que lhe permitiu também dar visibilidade aos corpos dos outros. Tinha repúdio pela imoralidade que os corpos dos outros e o seu transpiravam. A descoberta do corpo traz lições importantes para a enfermagem, envolvendo o nosso e os outros corpos. A tela cama voadora ou o Hospital Henry Ford, de Frida Kahlo, é nossa última metáfora. A experiência traumática do aborto é mostrada nessa tela através da pintura da artista nua em cima de uma cama de hospital. Essa tela nos convida a refletir sobre nosso processo de trabalho. Precisamos pensar na multidimensionalidade do ser e aceitar o convite da arte, para que a leveza nos confronte com o peso imposto pelo ideário hegemônico. Acredito não ser uma única visão, mas as muitas visões que devam fundamentar os saberes e fazeres da enfermagem; o que importa é que sejam eles tecidos no diálogo, na democracia, na condição de protagonismo dos sujeitos envolvidos nesse processo, na errância e incerteza, na religação, na solidariedade, na pluralidade. Para tanto, o corpo deve ser o grande pedagogo capaz de ser olhado não como uma tapeçaria vista pelo direito, como vê o saber lógico, mas vista pelo avesso em suas tramas singulares, irregulares, descontínuas
URI: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/14704
Aparece nas coleções:PPGE - Mestrado em Enfermagem

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
LorrainyCL_DISSERT.pdf1,9 MBAdobe PDFThumbnail
Visualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.