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Título: Atuação e o conhecimento dos profissionais de enfermagem quanto a morte encefálica e manutenção do potencial doador de órgãos e tecidos para transplantes
Autor(es): Vasconcelos, Quinidia Lúcia Duarte de Almeida Quithé de
Palavras-chave: Enfermagem. Obtenção de Tecidos e Órgãos. Morte encefálica. Transplante. Terapia Intensiva;Nursing. Tissue and Organ Procurement. Brain Death. Transplantation. Intensive Care
Data do documento: 14-Ago-2014
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: VASCONCELOS, Quinidia Lúcia Duarte de Almeida Quithé de. Atuação e o conhecimento dos profissionais de enfermagem quanto a morte encefálica e manutenção do potencial doador de órgãos e tecidos para transplantes. 2014. 103 f. Dissertação (Mestrado em Assistência à Saúde) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2014.
metadata.dc.description.resumo: Ao longo dos anos, o transplante de órgãos e tecidos tornou-se uma importante alternativa para o tratamento de algumas doenças consideradas em estágio terminal. Assim, para a efetivação do processo de transplante, torna-se necessário fornecer um tratamento adequado ao potencial doador de órgãos e tecidos com o intuito de prevenir disfunções orgânicas e manter o padrão hemodinâmico durante o processo de doação de órgãos. Nesse sentido, o estudo tem como objetivo geral analisar a atuação e o conhecimento dos profissionais de enfermagem quanto à morte encefálica e manutenção do potencial doador de órgãos e tecidos para transplante. Trata-se de um estudo exploratório descritivo, com abordagem quantitativa, desenvolvido entre agosto e setembro de 2010, sendo parte integrante do projeto Fatores determinantes da qualidade da assistência do processo de doação de órgãos sólidos para transplante no Estado do Rio Grande do Norte . Realizou-se o estudo nas unidades de emergência e terapia intensiva de um hospital da rede pública de saúde, credenciado pelo Sistema Nacional de Transplante. A amostra foi composta por dois públicos-alvos: 55 profissionais de enfermagem e 65 potenciais doadores. O estudo obteve parecer favorável do CEP/HUOL (CAAE 007.0.294.000-10). A coleta de dados foi realizada mediante dois instrumentos de pesquisa: com os profissionais de enfermagem, utilizou-se um instrumento com dados de identificação pessoal, profissional e perguntas abertas relacionadas à assistência de enfermagem ao potencial doador em morte encefálica; para os potenciais doadores, utilizou-se um roteiro estruturado de observação não participante, tipo check list, com variáveis de caracterização sociodemográfica e de conhecimento do familiar sobre a vontade do potencial doador de ser ou não doador de órgãos e/ou tecidos e variáveis referentes aos cuidados desenvolvidos pelos profissionais de saúde relativos à manutenção e viabilidade dos órgãos do potencial doador. Os potenciais doadores exerciam uma atividade profissional (76,9%), com nível de escolaridade de não alfabetizados/ensino fundamental (53,8%), tinham até 45 anos (52,3%), eram do sexo masculino (50,8%) e solteiros (46,2%); 86,2% estavam internados em hospital público, com média de tempo de identificação do potencial doador de até 3 dias (84,6%), e predominaram os não doadores (72,3%) e com diagnóstico médico predominante de Acidente Vascular Encefálico (50,8%). Quanto à manutenção do potencial doador, 98,4% permaneceram com a sonda vesical de demora, 98,4% realizavam a higiene corporal, 98,4% permaneceram com a monitorização contínua, 93,9% realizavam aspiração de secreções. Em relação aos profissionais de enfermagem, na maioria eram técnicos em enfermagem (74,5%); 78,2% informaram já ter trabalhado com potenciais doadores e 50,9% afirmaram estarem preparados para cuidar desses pacientes. Das condições indispensáveis para a abertura do protocolo de morte encefálica, 49,1% afirmaram erroneamente a temperatura superior a 36º. No manejo dos distúrbios hidroeletrolíticos, 50,9% optaram incorretamente sobre a reposição de sódio, potássio e magnésio. Nos cuidados com córneas, 58,2% optaram erradamente sobre a proteção com gaze. E 52,7% afirmaram corretamente que o potencial doador pode ser reanimado. Observou-se que a atuação e conhecimento dos profissionais de enfermagem quanto à morte encefálica e manutenção do potencial doador foram insuficientes para assistir o paciente com qualidade. Enfatiza-se, portanto, a necessidade de educação permanente e aperfeiçoamento científico sobre a fisiopatologia da morte encefálica, bem como os cuidados intensivos ao potencial doador. Espera-se que este estudo desperte a atenção e o interesse dos profissionais de enfermagem em aprimorar seus conhecimentos, bem como a assistência fornecida ao potencial doador de órgãos e tecidos para transplante
URI: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/14827
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