Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/14830
Título: Atuação dos profissionais de saúde no atendimento à criança vítima de violência
Título(s) alternativo(s): Health professional performance during the care of children victimized by violence
Autor(es): Lima, Pollyanna Dantas de
Palavras-chave: Criança;Violência;Criança maltratada;Child;Violence;Mistreated child
Data do documento: 18-Mai-2007
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: LIMA, Pollyanna Dantas de. Health professional performance during the care of children victimized by violence. 2007. 166 f. Dissertação (Mestrado em Assistência à Saúde) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2007.
Resumo: This study had the purpose of identifying the health professional performance during the care of children victimized by violence. Its objectives were the evaluation of how health professionals diagnose violence on the hospitalized child during the care process; the identification, according to the experience of each health professional, of the types of violence on the hospitalized child, the child's aggressors and the most frequent1y injured area in the body and the analysis of conducts adopted by health professionals upon the recognition of a violence case on a hospitalized child. The study was of the descriptive-exploratory type, using a quantitative approach, performed on Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA) in Boa Vista - RR. The population consisted of 235 health professionals, with data collected from June to August 2006. The results show a clear predominance of the female gender, (76,17%); aged 31 to 35 (26,81%); married (45,96%). As for professional formation, 63,9% were nursing auxiliaries and technicians,16,2% physicians, 14,8% nurses, 3,9% social assistants and 2,1% psychologists; 45,96% had completed middle-level education, 51,06% of which coming from private education establishments and 48,94% from public education institutions.; 97,66 % have specialization or improvement courses on their area; 32,77% among 05 to 09 years of work time; 32,06(10 worked on pediatric infirmaries; 75,74% state they have experience with children victimized by violence; 96,22% consider themselves capable of identifying the types of violence suffered by children; 29,00% consider physical violence the most common kind; 91,57% sought to identify the aggressors; 27,72% consider the mother to be the child's main aggressor, 26,36% the father, and 22,28% the stepfather; 26,55% consider the limbs and pelvic waist to be the body region most affected by violence; 26,91% take the attitude of reporting to the nurse and 20,13% to the social service; 70,79% state that the conducts were performed as a team; 26,25% of the professionals consider that the social assistants helped the most on deciding which conduct to adopt; 76,40% state there was no one opposed to the performing of these conducts; but 23,60% that stated there was no one opposed to the performing of these conducts, 77,08% reveal that the family members were against the conducts taken by the team. We conclude that, the hea1th professionals who were part of the study, apparently are not adequate prepared to diagnose and report the violence on child. The results were more drastic when we related the physicians and the nurses' answers, considering that they give directed assistance to these victims social assistants and psychologists are the ones best prepared to conduct cases of child mistreatment. However, we are conscious of our responsibility with professional education not only in upper grade institution but also on the middle-level. We believe also, that a continued education program can help to improve the professional knowledge and improve the quality of care
metadata.dc.description.resumo: O presente estudo teve como propósito identificar a atuação dos profissionais de saúde sobre os procedimentos adotados durante o atendimento à criança vítima de violência. Objetivamos conhecer como os profissionais de saúde fazem o diagnóstico de violência na criança hospitalizada durante o processo de cuidar; identificar, de acordo com a vivência de cada profissional de saúde, os tipos de violência na criança hospitalizada, os agressores e a região corpórea mais atingida e analisar as condutas adotadas pelos profissionais de saúde após reconhecerem um caso de violência na criança hospitalizada. O estudo foi do tipo exploratório descritivo, com abordagem quantitativa, realizado no Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA) em Boa Vista - RR. A população constou de 235 profissionais de saúde, e os dados foram coletados de junho a agosto de 2006. Os resultados mostram que houve uma predominância do sexo feminino (76,17%); com faixa etária entre 31 e 35 anos (26,81%); casada (45,96%). Quanto à formação profissional, 63,9% eram auxiliares e técnicos de enfermagem, 16,2% médicos, 14,8% enfermeiros, 3,9% assistentes sociais e 2,1 % psicólogos. 45,96% tinham o nível médio completo; 51,06% tinham como instituição formadora estabelecimentos de ensino particulares e 48,94% se formaram em instituições de ensino públicas; 97,66'% possuíam especialização ou aperfeiçoamento na sua área; 32,77% tinham entre 05 a 09 anos incompletos de tempo de serviço e 32,06% trabalhavam nas enfermarias pediátricas no momento da coleta de dados; 75,74% afirmam ter experiência com crianças vítimas de violência; 96,22% se consideram capazes de identificar os tipos de violência sofridos pelas crianças; a violência física foi o tipo mais comum (29,00%); 91,57% buscaram identificar os agressores; 27,72% consideram a mãe o principal agressor, seguida do pai (26,36%) e do padrasto 22,28%; 26,55% consideram os membros e a cintura pélvica a região corpórea mais atingida; 26,91 % tomam a atitude de comunicar ao enfermeiro e 20,13% ao serviço social; 70,79% afirmam que as condutas eram realizadas em equipe; 26,25% dos profissionais consideram que foram os assistentes sociais que mais ajudaram a tomar a decisão das condutas adotadas seguido dos psicólogos (20,82%); 76,40% referem não haver existido nenhuma pressão contra a realização das condutas tomadas; dos 23,60% que responderam haver tido pressão, 77,08% revelam que a pressão foi exercida por parte dos familiares. Concluímos com esses resultados que os profissionais de saúde, na sua maioria, parece não estar preparada tanto para diagnosticar como denunciar os casos de violência contra a criança. Estes dados foram mais contundentes quando paramos para relacionar as respostas dadas pelo médico e o enfermeiro, uma vez que são estes profissionais que lidam mais diretamente com essas vítimas. Sendo assim, estamos conscientes que temos muito que trabalhar tanto na formação desses profissionais nas universidades como nas escolas de nível médio. Acreditamos também que a educação continuada contribuirá para melhorar o conhecimento e conseqüentemente a atuação desses profissionais nas suas atividades diárias
URI: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/14830
Aparece nas coleções:PPGE - Mestrado em Enfermagem

Arquivos associados a este item:
Arquivo Descrição TamanhoFormato 
PollyannaDL.pdf1,06 MBAdobe PDFThumbnail
Visualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.