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Título: No céu da boca das gentes, tem estrela e maravilhas: atualização e permanência das narrativas populares nos contos de enganar a morte
Autor(es): Silva, Valdir Moreira da
Palavras-chave: Narrativas populares tradicionais. Literatura oral. Memória;Popular narratives. Oral literature. Tradition
Data do documento: 28-Jan-2014
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: SILVA, Valdir Moreira da. No céu da boca das gentes, tem estrela e maravilhas: atualização e permanência das narrativas populares nos contos de enganar a morte. 2014. 154 f. Dissertação (Mestrado em Linguística Aplicada; Literatura Comparada) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2014.
Resumo: This current study consists in an analysis of the work Contos de enganar a morte (2004), of the novelist, illustrator and researcher of popular culture Ricardo Azevedo, aiming to highlight aspects and elements present in this work which show the update and the permanence of traditional popular narratives, widespread by orality, especially those collected by the Luís da Câmara Cascudo in Literatura oral no Brasil (1984), linked to the category of the Cycle of the Death and Tales of the Deceived Demon. It is argued that the symbolic, playful, humor and aspects of orality, evident in these narratives are cultural possessions own of a popular tradition that diffuses, is updated and maintained by the memory of handmade anonymous narrators (BENJAMIN, 1994), poets and brazilian singers of cordel, holders of the traditional knowledge not established, but polyphonic, dialogical and democratic in essence (BAKHTIN, 1996). Still, alongside the people who know and counts the stories of Trancoso and Fairies, the tale, as a written literary genre, has allowed to maintain outstanding the same subjects successively renewed, enabling the resistance of popular narrative tradition and understanding and appreciation of popular orality (ZUMTHOR, 1993; 2000) and of the updates performed in the contemporarity (CANDIDO, 1976), without losing sight of the singularity and autonomy of the literary work
metadata.dc.description.resumo: O presente estudo consiste em análise comparativa objetivando ressaltar a atualização e a permanência entre narrativas populares tradicionais, próprias da tradição oral, em especial as coligidas por Luís da Câmara Cascudo, em Literatura oral no Brasil (1984), vinculadas à categoria dos Contos de Demônio Logrado e do Ciclo da Morte, e os Contos de enganar a morte (2004), do ficcionista, ilustrador e pesquisador de cultura popular Ricardo Azevedo. Nesta obra, traços e motivos recorrentes nas narrativas orais estão vivos e duradouros, evidenciando a permanência das narrativas tradicionais, difundidas na Idade Média (SARAIVA, 1996; DUBY, 1988; 1990), atualizadas na contemporaneidade especialmente pelo gênero literário conto. Defende-se que o caráter simbólico, lúdico e o humor inerentes a essas narrativas orais (ZUMTHOR, 1993; BURKE, 2010) são bens culturais próprios de uma tradição popular que se difunde, se atualiza e se mantém pela memória (BOSI, 2006; BRANDAO, 2008) de narradores artesanais anônimos (BENJAMIN, 1994), poetas e cantores de cordel (FERREIRA, 1979) ainda existentes nos recônditos dos sertões brasileiros, detentores de um saber tradicional não instituído, mas polifônico, dialógico e democrático em essência (COELHO, 1991, 2003; TURCHI, 2004; BAKHTIN, 1996). Boa parte dessas narrativas que têm se tornado clássicos catalogados como Literatura Infantil são maravilhas nascidas na boca do povo e muito após é que se popularizaram em adaptações do mercado literário (COELHO, 1991; BENJAMIN, 1994). Além disso, ao lado do povo que sabe e ainda conta estórias de Trancoso e de Fadas, o gênero literário conto tem podido manter em circulação os mesmos assuntos sucessivamente renovados (CASCUDO, 1984), possibilitando o resgate da narrativa oral tradicional, bem como a compreensão e valorização tanto da tradição popular oral quanto da renovação imposta por nosso tempo, perenizando-se a concepção estética filtrada por elementos sociais sincrônicos e diacrônicos (CÂNDIDO, 1976), sem perder de vista a singularidade e a autonomia da obra literária
URI: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/16331
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