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Título: Impacto do Programa de Saúde da Família sobre indicadores de saúde bucal na população de Natal -RN
Autor(es): Patrício, Alberto Allan Rodrigues
Palavras-chave: Programa Saúde da Família;Saúde bucal;Avaliação de impacto;SUS;Odontologia em Saúde Pública;Indicadores de Saúde;Family Health Program;Oral health;Impact assessment;National Health System (SUS);Public Health Dentistry;Health indicators
Data do documento: 14-Jul-2007
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Referência: PATRÍCIO, Alberto Allan Rodrigues. Impacto do Programa de Saúde da Família sobre indicadores de saúde bucal na população de Natal -RN. 2007. 147 f. Dissertação (Mestrado em Odontologia Preventiva e Social; Periodontia e Prótese Dentária) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2007.
Abstract: The aim of this study was to assess the impact of the Family Health Program (FHP) on a number of oral health indicators in the population of Natal, Brazil. The study is characterized as a quasi-random community intervention trial. The intervention is represented by the implementation of an Oral Health Team (OHT) in the FHP prior to the study. A total of 15 sectors covered by the FHP with OHT were randomly drawn and paired with another 15 sectors, based on socioeconomic criteria, not covered by the teams. A few sectors were lost over the course of the study, resulting in a final number of 22 sectors, 11 covered and 11 not covered. We divided the non-covered areas into two conditions, one in which we considered areas that had some type of assistance program such as the Community Agents Program (CAP), FHP without OHT, BHU (Basic Health Unit) or no assistance, and the other, in which we considered areas that had only BHU or no assistance. Community Health Agents (CHAs) and Dental Office Assistants (DOAs) applied a questionnaire-interview to the most qualified individual of the household and the data obtained per household were transformed into the individual data of 7186 persons. The results show no statistical difference between the oral health outcomes analyzed in the areas covered by OHT in the FHP and in non-covered areas that have some type of assistance program, with a number of indicators showing better conditions in the non-covered areas. When we considered the association between covered and non-covered areas under the second condition, we found a statistical difference in the coverage indicators. Better conditions were found in covered areas for indicators such as I have not been to the dentist in the last year with p < 0.001 and OR of 1.64 and I had no access to dental care with p < 0.001 and OR of 2.22. However, the results show no impact of FHP with OHT on preventive action indicators under both non-covered conditions. This can be clearly seen when we analyze the toothache variable, which showed no significant difference between covered and non-covered areas. This variable is one of the most sensitive when assessing oral health programs, with p of 0.430 under condition 1 and p of 0.038 under condition 2, with CI = 0.70-0.90. In the analysis of health indicators in children where the proportion of deaths in children under age 1, the rate of hospitalization for ARI (Acute Respiratory Infections) in those under age 5 and the proportion of individuals born underweight were considered, a better condition was found in all the outcomes for areas with FHP. Therefore, we can conclude that oral health in the FHP has little effect on oral health indicators, even though the strategy improves the general health conditions of the population, as, for example child health
Resumo: O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto do Programa de Saúde da Família (PSF) sobre alguns indicadores de saúde bucal na população de Natal-RN, caracterizado como um estudo do tipo ensaio de intervenção comunitária em paralelo quase-randomizado. Intervenção representada pela implantação da Equipe de Saúde Bucal (ESB) no PSF ocorrida em um tempo anterior à realização desse estudo. Foram sorteados 15 setores censitários em áreas cobertas pelo PSF com ESB e emparelhados a outros 15 setores em áreas não cobertas pelas equipes, a partir de critérios socioeconômicos. Durante a realização do estudo alguns setores foram perdidos restando ao final 22 setores, sendo 11 cobertos e 11 não cobertos. As áreas não cobertas foram divididas em duas condições, uma em que foram consideradas áreas que apresentavam algum tipo de programa assistencial como Programa de Agentes Comunitários (PACS), PSF sem ESB, UBS (Unidade Básica de Saúde) ou sem assistência, e uma outra em que foram consideradas áreas que apresentavam apenas UBS ou ausência de assistência. Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) e Auxiliares de Consultório Dentário (ACDs) aplicaram um questionário-entrevista junto ao informante mais qualificado do domicílio e os dados obtidos por domicílio foram transformados em dados por indivíduos, totalizando 7.186 pessoas. Os resultados apontam para ausência de diferença estatística entre os desfechos de saúde bucal analisados na associação entre áreas cobertas por ESB no PSF e áreas não cobertas que apresentam algum tipo de programa assistencial, com alguns indicadores demonstrando melhores condições nas áreas não cobertas. Quando se considera na análise a associação entre áreas cobertas e áreas não cobertas na segunda condição, percebe-se diferença estatística em indicadores de cobertura, com melhores condições para áreas cobertas, como, por exemplo, nos indicadores Não foi ao dentista no último ano com p (<0,001) e OR de 1,64 e Não teve acesso à assistência odontológica p (<0,001) e OR de 2,22. Porém, os resultados demonstram ausência de impacto do PSF com ESB sobre os indicadores de ações preventivas, nas duas condições de não coberto. Isso é percebido muito claramente quando analisamos a variável dor de dente que não apresenta diferença significativa entre áreas cobertas e não cobertas, variável essa que é uma das mais sensíveis na avaliação de programas assistenciais de saúde bucal, com p (0,430) na condição 1 e p (0,038) na condição 2, porém, com IC (0,70-0,99). Na análise de indicadores de saúde da criança em que é considerada a proporção de óbitos em crianças menores de um ano, a taxa de internação por IRA (Infecções Respiratórias Agudas) em menores de cinco anos e a proporção de indivíduos nascidos com baixo peso, verifica-se uma melhor condição em todos os desfechos para áreas com PSF. Portanto, é possível concluir que a Saúde Bucal no PSF está exercendo pouco efeito sobre os indicadores de saúde bucal, ainda que a estratégia melhore as condições de saúde geral da população, como, por exemplo, a saúde da criança
URI: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/17096
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