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Título: Identidade, espaço e tempo: negociações de sentido sobre a "gente de rua"
Autor(es): Matias, Hugo Juliano Duarte
Palavras-chave: Situação de rua;Narrativa;Identidade;Jovens;Etnografia;Street children;Narrative;Identity;Teenagers;Ethnography
Data do documento: 25-Fev-2008
Editor: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Citação: MATIAS, Hugo Juliano Duarte. Identidade, espaço e tempo: negociações de sentido sobre a "gente de rua". 2008. 244 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia, Sociedade e Qualidade de Vida) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2008.
Resumo: This research examines the street children s identity construction processes. Recently, the research about this population has focused on the socialization processes that organize their everyday, their situations of interaction, the meanings of their social practices, their street experience. The concept of identitary forms gives coherence to the set of these phenomena, articulating them theoretically, in order to describe their life conditions and details of their trajectories. This research utilized an ethnographic approach with a group of 11 street people, 9 of them boys and girls 16-18 years old, during 3 months. It included participant observation, informal and formal interviews, that resulted in young s narratives of lifestory. These narratives were interpreted according to the principles of positioning analysis and the Labovian Analysis model of oral narratives of personal experience. The observation of interaction among the studied group and other groups has showed that their social practices, supported on many particular bodily technologies, recreate space and time of these interactions semantically, as mediation of meaning negotiations among groups. Such meanings transform again the environment of these interactions, disclosing interpretative systems by means of which the groups apprehend this interaction in a particular way. These street children s bodily technologies imply identitary forms based on scarcity and abandonment, paradoxicalally related to their self-concept. The analysis of narratives revealed diversity and complexity in the meanings assembly for their street experience; it showed that the semantic arrangements reconstruct the temporal experience, creating a moral climate for each lifestory, and determining more or less aperture of identitary forms to change. The study concludes that space and time, builders of interaction regimes, produce identitary forms; that the narratives and the social practices of the studied group are sustained upon a master discourse that opposes the meanings of the home and the life in the streets
metadata.dc.description.resumo: Investiga os processos de construção de identidade concernentes a jovens em situação de rua. Recentemente, incorporou-se às pesquisas com essa população, atenção aos processos de socialização que estruturam seu cotidiano, situações de interação, sentidos de suas práticas sociais, sua experiência de estar na rua. O conceito de formas identitárias empresta coerência ao conjunto desses fenômenos, articulando-os num mesmo referencial teórico com o objetivo de significar suas condições de vida e as particularidades de suas trajetórias. Assim, realizou-se pesquisa etnográfica com grupo de 11 pessoas em situação de rua, 9 deles, meninos e meninas com 16-18 anos, durante 3 meses. A participação construída entre pesquisador e grupo viabilizou observações participantes, entrevistas e a produção, pelos jovens, de narrativas de estória de vida, interpretadas segundo a positioning analysis e o modelo laboviano de análise de narrativas orais de experiência pessoal. A observação da interação entre o grupo estudado e outros grupos mostrou que suas práticas sociais, sustentadas sobre tecnologias corporais muito particulares, recriam semanticamente espaço e tempo dessas interações como mediação das negociações de sentidos entre grupos. Tais sentidos transformam novamente o ambiente dessas interações, revelando sistemas interpretativos pelos quais os grupos apreendem essa interação. Essas tecnologias corporais implicam formas identitárias estruturadas sobre carência e desamparo, paradoxalmente relacionada à auto-imagem dos meninos. A análise das narrativas revelou diversidade e complexidade na montagem dos sentidos para a situação de rua; mostrou que os arranjos semânticos reconstroem a experiência temporal criando um clima moral para cada estória, determinando maior ou menor abertura de suas formas identitárias à transformação. Conclui-se que espaço e tempo, estruturantes dos regimes de interação, engendram formas identitárias; que as narrativas e as práticas sociais do grupo estudado se sustentam sobre um discurso mestre que opõe sentidos ligados à casa e à vida nas ruas
URI: http://repositorio.ufrn.br:8080/jspui/handle/123456789/17412
Aparece nas coleções:PPGPSI - Mestrado em Psicologia

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